Acordei às 8 e fiquei uma meia hora debaixo do chuveiro tentando decidir o que fazer. Arrumar a casa, que está uma zona? Lavar roupas, incluindo as roupas de cama, principalmente as de solteiro pra cama do favelinha, que estão encaixotadas há 2 anos? Temperar umas carnes e deixar tudo pronto para ir pra panela, e assim ter menos trabalho nos próximos dias? Ir ao cinema? Ir ao supermercado?
Só sei que decidi não estressar, e ir fazendo as coisas da casa devagar. Tenho que ir à um coquetel de aposentadoria de um dos gerentes, e apesar da vontade zero, não posso faltar.
Já arrumei lá embaixo, a cozinha estava um desastre! Montei a cama do favelinha de novo, porque estava faltando umas traves e ela estava toda bamba. Catei as roupas que tenho que lavar e já deixei separadas, prontinhas pra máquina ( a máquina tá com roupa do Bart ).
Só sei que aos poucos vou fazendo boa parte do que me propus, e dá uma sensação maravilhosa de não ter coçado o dia inteiro. E amanhã farei mais um pouco, antes de ir pro cinema.
Às vezes, nos meus momentos de stress penso que eu critico tanto, mas bem que seria fantástico ter um marido ricaço ( ou ser ricaça de berço ) e não fazer nada, mas gente, tô morrendo de tédio! A pessoa tem que ter estrutura até pra usufruir o ócio, porque no esquema que eu tô não dá! O ócio tem que ser um ócio motorizado, tem que ser um ócio com TV a cabo, tem que ser um ócio com muitos DVD's ou filmes piratões... Porque senão a pessoa fica louca, babando, sem falar que emburrece!
Agora deixa eu ir lá dar mais uma ajeitadinha na minha sala com mesinha de vidro suja... Adriana é que era mulher de verdade, e não a Amélia!
quinta-feira, março 26
terça-feira, março 24
Geen Paniek!
Paniek, paniek, paniek! Quem não estava preocupado, ficou. A empresa fez mais uma "sessão de descarrego", digo, "sessão de informações". Mostrou os números dos nossos concorrentes, do mercado, falou do ( praticamente inexistente ) suporte do governo, e fechou com a mensagem: estamos negociando com o sindicato a "adequação do quadro funcional aos números do mercado". Resumindo: mais facão à vista!
O presidente da empresa ainda informou que no segundo trimestre foram programados 12 dias sem produção, e no ar mais blazé pediu pro povo tirar "férias" quinta e sexta agora. Nós, de compras, voltamos pro departamento absolutamente perdidos, já que a carga de trabalho aumentou consideravelmente, e parar dois dias nos parece inviável. O diretor avisou: não se aplica a vocês, nós temos que continuar com todo o gás, e não deixar a peteca cair. * Adriana esbugalha os olhos e reza para que o facão também não se aplique a nós. *
UPDATE: Acabamos de ser chamados na salinha para ouvir que dia 26, 27, 30, 31 o prédio estará fechado, sem aquecimento ou energia elétrica, que temos cancelar TODOS os nossos compromissos e tirar esses dias de férias. Paniek paniek paniek!
Minha estratégia continuará sendo trabalhar bem e ser otimista. Vários coleguinhas estão já fazendo entrevistas em outras empresas. Eu ficarei aqui torcendo por eles, pois quantos mais sairem, mas chances de eu ficar.
O presidente da empresa ainda informou que no segundo trimestre foram programados 12 dias sem produção, e no ar mais blazé pediu pro povo tirar "férias" quinta e sexta agora. Nós, de compras, voltamos pro departamento absolutamente perdidos, já que a carga de trabalho aumentou consideravelmente, e parar dois dias nos parece inviável. O diretor avisou: não se aplica a vocês, nós temos que continuar com todo o gás, e não deixar a peteca cair. * Adriana esbugalha os olhos e reza para que o facão também não se aplique a nós. *
UPDATE: Acabamos de ser chamados na salinha para ouvir que dia 26, 27, 30, 31 o prédio estará fechado, sem aquecimento ou energia elétrica, que temos cancelar TODOS os nossos compromissos e tirar esses dias de férias. Paniek paniek paniek!
Minha estratégia continuará sendo trabalhar bem e ser otimista. Vários coleguinhas estão já fazendo entrevistas em outras empresas. Eu ficarei aqui torcendo por eles, pois quantos mais sairem, mas chances de eu ficar.
domingo, março 22
Dizer o quê?
Tem horas que eu sinto falta de ser uma kardecista mais praticante, de ter um centro pra frequentar, ter com quem conversar sobre a doutrina. A verdade é que ando me sentindo sozinha ultimamente, e ando pensando que ter alguém para segurar minha mão e dizer que tudo vai se ajeitar, me acalmaria bem.
Hoje lembrei que em breve farei 36 anos, e sinceramente acho que é o meio da minha vida. Tenho cá pra mim que não chegarei a ficar velhinha.
Ao pensar "na metade da vida", me deu um desespero, uma vontade de sair correndo... porque sei o que não quero, mas não sei o que quero. E o que eu acho que quero eu não tenho coragem e nem forças para ir atrás.
Ando num cansaço fenomenal. Não tenho feito nada, nada, nada. Chego na empresa na segunda e sempre ouço: o que você fez no fim-de-semana? É mania de holandês... E dicidi que amanhã vou mentir e dizer qualquer besteira. Digo isso porque eu sempre falo ao rapaz que não fiz nada de interessante, e ele já deve estar pensando que eu estou é sendo "anto-social" e não quero me abrir com ele. Mas a verdade é essa: mais um final de semana se passou e eu não fiz nada.
"ma quel piccolo dolore
che sia odio, o che sia amore,
passerà..."
Hoje lembrei que em breve farei 36 anos, e sinceramente acho que é o meio da minha vida. Tenho cá pra mim que não chegarei a ficar velhinha.
Ao pensar "na metade da vida", me deu um desespero, uma vontade de sair correndo... porque sei o que não quero, mas não sei o que quero. E o que eu acho que quero eu não tenho coragem e nem forças para ir atrás.
Ando num cansaço fenomenal. Não tenho feito nada, nada, nada. Chego na empresa na segunda e sempre ouço: o que você fez no fim-de-semana? É mania de holandês... E dicidi que amanhã vou mentir e dizer qualquer besteira. Digo isso porque eu sempre falo ao rapaz que não fiz nada de interessante, e ele já deve estar pensando que eu estou é sendo "anto-social" e não quero me abrir com ele. Mas a verdade é essa: mais um final de semana se passou e eu não fiz nada.
"ma quel piccolo dolore
che sia odio, o che sia amore,
passerà..."
sexta-feira, março 20
Ah, o Brasil...
Olha, eu não gosto da Luóóóna, mas amei ela ter dado queixa do Dado Safadão, e amei mais ainda ele ter ido parar no xilindró. Talvez, se ele tivesse ido ao tal camarote de carnaval na dele ( pergunta: como é que ele ainda consegue convite pro super-disputado camarote da Brahma, ou não é mais super-disputado? ), tivesse mantido certa distância da Luóóóna, acho que ela ía ser coerentezinha e deixar o rapaz na dele, mas ele tinha que ir fazer piadinha, com a trena na mão... Olha, eu no lugar dela teria feito o mesmo, teria mandado prender o meliante. Como li no Katylene, Luóóóna deve estar bem linda, bem tudo, no sofá "riko" dela, assistindo o Dado dividir cela na cadeia com outros 15 presos. Se pelo menos 1% das mulheres agredidas no Brasil seguirem o exemplo da moça, já justificou a gente aguentar a malíssima que ela é.
E como disse Marcita, Clô morreu - vai chover purpurina. Faz séculos que não sei nada do Clô, não sei se foi bom político depois de eleito, não sei nada. Morreu novo. Ah, that's life.
Estou terminando de ver o seriado Amazônia, da Gloria Perez. Farei aqui minha humilde crítica. Dizem que o seriado não deu muito Ibope, e é pra mim fácil de entender. Não houve um bom balanço entre a parte "histórica" e a parte novelinha romântica. Não adianta, o povo assiste mesmo mais pelo romancezinho do que pela politicaiada toda, e tem capitulos que 75% é política e combate, um porre.
O seriado tem duas fases, e foi uma burrice da Glória Perez ter deixado alguns dos personagens principais sumirem da segunda fase. A gente começa a segunda fase, e vendo que é tudo novo, pensa: putz, começar tudo de novo? Além de que, só vi um monte de atores novos, a maioria ruim. Muitos atores antigos, alguns bons. Agora, digam uma coisa, o que é aquele Jackson Antunes, ou algo que o valha? O cara só faz papel de capiau, sempre a mesma cara de boitatá!
E agora me vou que é sexta, tá solzinho e eu vou sair mais cedo!
E como disse Marcita, Clô morreu - vai chover purpurina. Faz séculos que não sei nada do Clô, não sei se foi bom político depois de eleito, não sei nada. Morreu novo. Ah, that's life.
Estou terminando de ver o seriado Amazônia, da Gloria Perez. Farei aqui minha humilde crítica. Dizem que o seriado não deu muito Ibope, e é pra mim fácil de entender. Não houve um bom balanço entre a parte "histórica" e a parte novelinha romântica. Não adianta, o povo assiste mesmo mais pelo romancezinho do que pela politicaiada toda, e tem capitulos que 75% é política e combate, um porre.
O seriado tem duas fases, e foi uma burrice da Glória Perez ter deixado alguns dos personagens principais sumirem da segunda fase. A gente começa a segunda fase, e vendo que é tudo novo, pensa: putz, começar tudo de novo? Além de que, só vi um monte de atores novos, a maioria ruim. Muitos atores antigos, alguns bons. Agora, digam uma coisa, o que é aquele Jackson Antunes, ou algo que o valha? O cara só faz papel de capiau, sempre a mesma cara de boitatá!
E agora me vou que é sexta, tá solzinho e eu vou sair mais cedo!
quinta-feira, março 19
Na crise, enquanto um chora o outro vende lenço
Com essa credit crisis eu fico pensando... será que a causa não foi esse modismo desenfreado de todo mundo querer ganhar um dinheirinho fácil? Será que o mundo tem dinheiro o suficiente para todos nós, ou a estrutura pobre-remediado-rico é indispensável pra manter a economia sob controle?
Quando eu trabalhava na Arvin Meritor, meu primeiro emprego aqui, conheci o dono de uma pequena empresa na França, que sempre que a gente falava pra ele expandir, colocar uma filial na India ou pelo menos no Leste Europeu, nos dizia que ele gostava do negócio dele pequeno e controlável, que ele aprender do pai, e o pai do avô, a nunca emprestar dinheiro para expandir, e nunca usar lucros só para benefício próprio sem expandir. Ou seja: não páre, mas não dê o passo maior que a perna. Todo mundo achava que o cara era comodista e não tinha visão.
Nesse meu portfolio novo, quem é meu fornecedor? O francês. Ele veio me visitar, e me disse: lembra do que eu falei? Tá difícil pra todo mundo, mas pra quem como eu, não tem empréstimos e tem um bom capital, fica mais fácil sobreviver à crise. E ele tá certo, muitos concorrentes dele já quebraram ou estão à beira de.
Agora que a crise atacou, tá todo mundo preocupado em sobreviver, mas antes disso, repararam como tava todo mundo querendo fazer um lucrozinho fácil?
Segundo a família no Brasil, investir na bolsa tinha virado febre por lá. Temos até um amigo da família ( padrinho da minha sobrinha ) que deixou o emprego para "administrar os investimentos", porque tinha tanto investido que ganhava mais investindo bem do que trabalhando. Meu sobrinho de 13 anos investiu a poupança "presente" dele na bolsa ( desde os 7 anos ele não quer mais presentes, prefere dinheiro para colocar no banco ), e até minha mãe, uma senhora aposentada, investiu ( e perdeu ) bastante dinheiro na bolsa.
Minha opinião pessoal sobre investir na bolsa: é o mesmo que ir a um cassino, e vicia igual. Acho que é vício porque muitas pessoas perdem a cabeça, vide a Marta Stewart, que foi pra cadeia por causa de 25 mil dolares, quando o patrimônio estimado dela é de quase 1 bilhão. E checam seus investimentos 3, 5, 10 vezes por dia, viram escravos!
E me espanta ver a ganância do povo que acha que vai fazer grana fácil. Quando o Icesave quebrou, mostrou no jornal o desespero e a indignação de um cara que vendeu a casa dele com 150 mil de lucro, pagou a hipoteca e como ainda não tinha achado uma nova pra comprar, colocou o lucro de 150 mil no banco. Ao ver o tal Icesave pagar quase o dobro dos juros dos bancos normais, colocou TODO o lucro nesse banco. O banco quebrou, e ele estava chorando, desesperado na TV dizendo que agora não consegue comprar uma casa novamente porque pelas leis daqui, se você teve lucro com a venda de uma casa você tem que aplicar aquele lucro na próxima, logo aquele valor não é financiável, mas cadê o lucro do cara? Agora me digam: quem é que, sabendo que depende daquela grana pra comprar uma casa, coloca todinho o capital num banco estrangeiro, via internet? É muita ganância!
No ano passado, quando eu coloquei a casa para vender, um cara de outro departamento me ouviu falar, checou minha casa no funda.nl e veio aqui me dizer que minha casa estava muito barata, que se todo mundo fizesse igual, ninguém tinha lucro. Minha casa estava sendo vendida pelo preço que o agente imobiliário indicou, e eu ía ter um bom lucrozinho. Olhei a casa dele e achei a casa dele exorbitantemente cara, e a julgar pelo tempo que estava à venda ( 5 meses ), não fui a única. Só sei que vendi minha casa em um mês, assinei o contrato exatamente quando a crise atacou, até hoje dou graças ao bom Deus por ter vendido a bendita e não ter agora que me preocupar com dois financiamentos. O cara? AINDA não vendeu a casa dele, mês que vem faz 1 ano que está à venda. Ah, e não abaixou o preço! Encontrei o sujeito no corredor e ele veio: nossa, que azar a gente deu, né, colocar a casa a venda bem na crise... eu olhe pra ele e disse: eu dei é sorte, vendi minha casa em um mês, pra um casal que me comprou até as cortinas, tive um bom lucrozinho e estou na minha casa nova livre de hipoteca dupla. Só ouvi: nossa, sorte mesmo... Agora eu pergunto: sorte ou fui menos gananciosa?
Sei lá, pode parecer falta de visão minha, mas eu acho que o que vem fácil, vai fácil, e para mim, a dor de cabeça não compensa.
Quando eu trabalhava na Arvin Meritor, meu primeiro emprego aqui, conheci o dono de uma pequena empresa na França, que sempre que a gente falava pra ele expandir, colocar uma filial na India ou pelo menos no Leste Europeu, nos dizia que ele gostava do negócio dele pequeno e controlável, que ele aprender do pai, e o pai do avô, a nunca emprestar dinheiro para expandir, e nunca usar lucros só para benefício próprio sem expandir. Ou seja: não páre, mas não dê o passo maior que a perna. Todo mundo achava que o cara era comodista e não tinha visão.
Nesse meu portfolio novo, quem é meu fornecedor? O francês. Ele veio me visitar, e me disse: lembra do que eu falei? Tá difícil pra todo mundo, mas pra quem como eu, não tem empréstimos e tem um bom capital, fica mais fácil sobreviver à crise. E ele tá certo, muitos concorrentes dele já quebraram ou estão à beira de.
Agora que a crise atacou, tá todo mundo preocupado em sobreviver, mas antes disso, repararam como tava todo mundo querendo fazer um lucrozinho fácil?
Segundo a família no Brasil, investir na bolsa tinha virado febre por lá. Temos até um amigo da família ( padrinho da minha sobrinha ) que deixou o emprego para "administrar os investimentos", porque tinha tanto investido que ganhava mais investindo bem do que trabalhando. Meu sobrinho de 13 anos investiu a poupança "presente" dele na bolsa ( desde os 7 anos ele não quer mais presentes, prefere dinheiro para colocar no banco ), e até minha mãe, uma senhora aposentada, investiu ( e perdeu ) bastante dinheiro na bolsa.
Minha opinião pessoal sobre investir na bolsa: é o mesmo que ir a um cassino, e vicia igual. Acho que é vício porque muitas pessoas perdem a cabeça, vide a Marta Stewart, que foi pra cadeia por causa de 25 mil dolares, quando o patrimônio estimado dela é de quase 1 bilhão. E checam seus investimentos 3, 5, 10 vezes por dia, viram escravos!
E me espanta ver a ganância do povo que acha que vai fazer grana fácil. Quando o Icesave quebrou, mostrou no jornal o desespero e a indignação de um cara que vendeu a casa dele com 150 mil de lucro, pagou a hipoteca e como ainda não tinha achado uma nova pra comprar, colocou o lucro de 150 mil no banco. Ao ver o tal Icesave pagar quase o dobro dos juros dos bancos normais, colocou TODO o lucro nesse banco. O banco quebrou, e ele estava chorando, desesperado na TV dizendo que agora não consegue comprar uma casa novamente porque pelas leis daqui, se você teve lucro com a venda de uma casa você tem que aplicar aquele lucro na próxima, logo aquele valor não é financiável, mas cadê o lucro do cara? Agora me digam: quem é que, sabendo que depende daquela grana pra comprar uma casa, coloca todinho o capital num banco estrangeiro, via internet? É muita ganância!
No ano passado, quando eu coloquei a casa para vender, um cara de outro departamento me ouviu falar, checou minha casa no funda.nl e veio aqui me dizer que minha casa estava muito barata, que se todo mundo fizesse igual, ninguém tinha lucro. Minha casa estava sendo vendida pelo preço que o agente imobiliário indicou, e eu ía ter um bom lucrozinho. Olhei a casa dele e achei a casa dele exorbitantemente cara, e a julgar pelo tempo que estava à venda ( 5 meses ), não fui a única. Só sei que vendi minha casa em um mês, assinei o contrato exatamente quando a crise atacou, até hoje dou graças ao bom Deus por ter vendido a bendita e não ter agora que me preocupar com dois financiamentos. O cara? AINDA não vendeu a casa dele, mês que vem faz 1 ano que está à venda. Ah, e não abaixou o preço! Encontrei o sujeito no corredor e ele veio: nossa, que azar a gente deu, né, colocar a casa a venda bem na crise... eu olhe pra ele e disse: eu dei é sorte, vendi minha casa em um mês, pra um casal que me comprou até as cortinas, tive um bom lucrozinho e estou na minha casa nova livre de hipoteca dupla. Só ouvi: nossa, sorte mesmo... Agora eu pergunto: sorte ou fui menos gananciosa?
Sei lá, pode parecer falta de visão minha, mas eu acho que o que vem fácil, vai fácil, e para mim, a dor de cabeça não compensa.
quarta-feira, março 18
Enough is enough
Ontem, uma tarde linda, hoje um frio e uma neblina que não se enxerga a ponta do sapato. Claro que ao ver tudo horripilante assim, já veio aquele momento deprê, lembrei da blogueira que mora no sul da Espanha e já desengavetou o biquini. Mas... I kicked my own butt, picked myself up, dusted myself off... Chega de ficar de chororô por causa do frio, Jesus! Afinal, eu sou paulista paulistana, ou um rato? É lá que a gente encara a garoa, o frio, a poluição, os congestionamentos monstro, tudo porque ganhamos melhor, temos mais possibilidades de carreira que em outras cidades do país. E no fim, sou mesmo uma prostituta, me vendo por grana, gosto do calorzinho e do solzinho, mas gosto ainda mais do meu salário gordinho. Estaria ainda mais infeliz trabalhando o tanto que eu trabalho pra ganhar 1000 eurocontos no fim do mês, mesmo que o sol rachasse mamona lá fora. Logo, eu mereço e tenho que aguentar calada. Tô certa, ou tô certa?
Deixa eu contar um dos truquezinhos para driblar a Depressão de Inverno. Eu não tomo sol no rosto nunca, nunca mesmo. Sempre compro o protetor mais potente, e o faço porque minha avó já teve suspeita de câncer de pele, então não vou facilitar. Então estou sempre pálida, e no inverno fico ainda mais. Experimentei aquelas loções ligeiramente auto-bronzeadoras, mas não gostei do cheiro. Mas encontrei a solução: maquiagem! Eu nunca usei nada além de corretivo nas olheiras ( tenho muitas ) com um pózinho translucido em cima pra ficar sem brilho, um rímel, e às vezes uma sombra em lápis. Agora eu substitui o pózinho por um pó mineral, desses que agora estão na moda. O efeito "craquelê" que atacava lá pelas 3 da tarde foi totalmente sanado, e olha que meu pó mineral é simplezinho, da Maybelline. Aí, o pulo do gato, achei uma marca alemã baratésima que tem também blush mineral. Comprei uma corzinha "saudável" e aplico de leve, me dá outra aparência! O pessoal que vivia dizendo que eu parecia cansada não só parou, como agora até elogia "minha aparência saudável", a secretária me perguntou se eu estava tomando vitaminas. Hahahah, vou confessar que é maquiagem? Necas! Disse que estou tomando guaraná em pó, planta brasileira funciona mesmo!!!! Mas o simples fato de não ter mais cara de doente ajuda!
Eu sempre achei que a "qualidade" do nosso envelhecimento dependesse de quanto nos tratássemos, creminhos, comidinha saudável, sombrinha fresca na praia... E apesar de ainda achar que isso tudo tem uma grande influência, acho que o principal é mesmo ter um bom DNA. Vejam a Vera Fisher. Estou assistindo ao seriado Amazônia, gente, a mulher tá linda! E olha que ela tem histórico de fumo, de alcool, drogas. Ela fez mil plásticas? Deve ter feito, mas a Cristiane Torloni, que está no mesmo seriado, também fez e mesmo assim já tá meio maracujá de gaveta. Minha família, de ambos os lados, envelhece sem graciosidade nenhuma. No fim do ano vi meu pai e me assustei, ele parece bem mais velho que os anos dele. Tenho que me cuidar mooooito.
Deixa eu contar um dos truquezinhos para driblar a Depressão de Inverno. Eu não tomo sol no rosto nunca, nunca mesmo. Sempre compro o protetor mais potente, e o faço porque minha avó já teve suspeita de câncer de pele, então não vou facilitar. Então estou sempre pálida, e no inverno fico ainda mais. Experimentei aquelas loções ligeiramente auto-bronzeadoras, mas não gostei do cheiro. Mas encontrei a solução: maquiagem! Eu nunca usei nada além de corretivo nas olheiras ( tenho muitas ) com um pózinho translucido em cima pra ficar sem brilho, um rímel, e às vezes uma sombra em lápis. Agora eu substitui o pózinho por um pó mineral, desses que agora estão na moda. O efeito "craquelê" que atacava lá pelas 3 da tarde foi totalmente sanado, e olha que meu pó mineral é simplezinho, da Maybelline. Aí, o pulo do gato, achei uma marca alemã baratésima que tem também blush mineral. Comprei uma corzinha "saudável" e aplico de leve, me dá outra aparência! O pessoal que vivia dizendo que eu parecia cansada não só parou, como agora até elogia "minha aparência saudável", a secretária me perguntou se eu estava tomando vitaminas. Hahahah, vou confessar que é maquiagem? Necas! Disse que estou tomando guaraná em pó, planta brasileira funciona mesmo!!!! Mas o simples fato de não ter mais cara de doente ajuda!
Eu sempre achei que a "qualidade" do nosso envelhecimento dependesse de quanto nos tratássemos, creminhos, comidinha saudável, sombrinha fresca na praia... E apesar de ainda achar que isso tudo tem uma grande influência, acho que o principal é mesmo ter um bom DNA. Vejam a Vera Fisher. Estou assistindo ao seriado Amazônia, gente, a mulher tá linda! E olha que ela tem histórico de fumo, de alcool, drogas. Ela fez mil plásticas? Deve ter feito, mas a Cristiane Torloni, que está no mesmo seriado, também fez e mesmo assim já tá meio maracujá de gaveta. Minha família, de ambos os lados, envelhece sem graciosidade nenhuma. No fim do ano vi meu pai e me assustei, ele parece bem mais velho que os anos dele. Tenho que me cuidar mooooito.
terça-feira, março 17
Coisas Bizarras na Vida de um Imigrante
Então, ontem foi a reunião dos "vizinhos".
Eu esperava que a reunião fosse mais "pá-pum", mas não, todo mundo chegou e foi tomando chazinho, aguinha, batendo papinho, musiquinha no stereo, luzinha ambiente. E eu lá, cansadésima, querendo só resolver o assunto da cerca e ir colocar o pijama. Mas a bem da verdade, os vizinhos são legais dentro dos limites ( não viraremos bff, mas podia ser pior ), e a dona da casa tem um gatinho "Sheba" filhote, que foi para mim, a melhor parte da noite.
Mas chazinho vai, vinhozinho vem, demorou umas 2 horas pra entrarem no assunto da tal cerca, e é claro quem o fez foi a N., a vizinha que quer a cerca viva. E, achando que ali ninguém está acostumado com discursozinho manipulador, começou: eu sei que vocês responderam que querem tudo fechado imediatamente ( ironizando o fechado imediatamente fazendo vozinha de gralha ), eu gostaria que todos considerassem a opção da cerca viva, que deixaria tudo uniforme, sem falar que dá uma sensação de amplitude, e blá blá blá. Acostumada com o jeitão direto dos holandeses, que muitas vezes nós imigrantes achamos até rudes, fiquei esperando algum dos meus vizinhos dizerem que não gostaram da opção, uma vez que por conversas anteriores ( individuais ) eu sabia que era esse o caso. Mas para minha surpresa, ficou todo mundo ali calado, desviando os olhos para o chão, esfregando o pézinho no piso... Passou-se quase um minuto de silêncio constrangedor, e quando eu percebi que a N. ía já iniciar o discurso vencedor, eu não aguentei e me manifestei: olha, para mim cerca viva não é opção, o T. ( vizinho do lado ) tem um labrador, eu dois gatos, o cão vai ver os gatos, vai latir, os gatos se estressarão, isso não é vida. E N. disse: mas a planta cresce. E eu: demora dois anos, dá trabalho, junta bicho, os gatos podem subir por ela, não, não é opção pra mim. E o T. balançou a cabeça dizendo que concordava e que além do cachorro era preferência dele fechar tudo. A vizinha "transversal" C., que parece um quati mudo ( não ouvi uma palavra dela a noite toda ), também balançou a cabeça positivamente, e assim ficou decidido que seria tudo fechado. Entretanto, encurtando a história, pra deixar a N. menos infeliz, porque ela estava com uma cara de que tinha morrido alguém, o povo deixou ela escolher o "pal", e ao invés de concreto antracite, ela escolheu madeira "nobre". Agora vejam só, eu vou pagar mais ( a tal madeira é carésima ) pra ter uma coisa que não é minha preferência. Mas se ninguém quis se manifestar, decidi que não serei eu a chata. No fim, NINGUÉM saiu de lá 100% feliz com a escolha, já que a N. queria cerca viva e os outros 3 concreto com madeira, mas não houve indisposição entre os vizinhos.
O que mais me surpreendeu, é que parece que o povo tem medo do vizinho. Fiquei surpresa e desapontada com o medo de conflito deles. Sinceramente, eu espero que sejamos agradáveis uns com os outros, mas não busco amizade de jantarzinho e bate-papo com eles. Espero mesmo que a história da cerca seja a separação final, e que eu possa viver minha vidinha e decidir o que colocar na minha casa com meu marido e só.
Eu esperava que a reunião fosse mais "pá-pum", mas não, todo mundo chegou e foi tomando chazinho, aguinha, batendo papinho, musiquinha no stereo, luzinha ambiente. E eu lá, cansadésima, querendo só resolver o assunto da cerca e ir colocar o pijama. Mas a bem da verdade, os vizinhos são legais dentro dos limites ( não viraremos bff, mas podia ser pior ), e a dona da casa tem um gatinho "Sheba" filhote, que foi para mim, a melhor parte da noite.
Mas chazinho vai, vinhozinho vem, demorou umas 2 horas pra entrarem no assunto da tal cerca, e é claro quem o fez foi a N., a vizinha que quer a cerca viva. E, achando que ali ninguém está acostumado com discursozinho manipulador, começou: eu sei que vocês responderam que querem tudo fechado imediatamente ( ironizando o fechado imediatamente fazendo vozinha de gralha ), eu gostaria que todos considerassem a opção da cerca viva, que deixaria tudo uniforme, sem falar que dá uma sensação de amplitude, e blá blá blá. Acostumada com o jeitão direto dos holandeses, que muitas vezes nós imigrantes achamos até rudes, fiquei esperando algum dos meus vizinhos dizerem que não gostaram da opção, uma vez que por conversas anteriores ( individuais ) eu sabia que era esse o caso. Mas para minha surpresa, ficou todo mundo ali calado, desviando os olhos para o chão, esfregando o pézinho no piso... Passou-se quase um minuto de silêncio constrangedor, e quando eu percebi que a N. ía já iniciar o discurso vencedor, eu não aguentei e me manifestei: olha, para mim cerca viva não é opção, o T. ( vizinho do lado ) tem um labrador, eu dois gatos, o cão vai ver os gatos, vai latir, os gatos se estressarão, isso não é vida. E N. disse: mas a planta cresce. E eu: demora dois anos, dá trabalho, junta bicho, os gatos podem subir por ela, não, não é opção pra mim. E o T. balançou a cabeça dizendo que concordava e que além do cachorro era preferência dele fechar tudo. A vizinha "transversal" C., que parece um quati mudo ( não ouvi uma palavra dela a noite toda ), também balançou a cabeça positivamente, e assim ficou decidido que seria tudo fechado. Entretanto, encurtando a história, pra deixar a N. menos infeliz, porque ela estava com uma cara de que tinha morrido alguém, o povo deixou ela escolher o "pal", e ao invés de concreto antracite, ela escolheu madeira "nobre". Agora vejam só, eu vou pagar mais ( a tal madeira é carésima ) pra ter uma coisa que não é minha preferência. Mas se ninguém quis se manifestar, decidi que não serei eu a chata. No fim, NINGUÉM saiu de lá 100% feliz com a escolha, já que a N. queria cerca viva e os outros 3 concreto com madeira, mas não houve indisposição entre os vizinhos.
O que mais me surpreendeu, é que parece que o povo tem medo do vizinho. Fiquei surpresa e desapontada com o medo de conflito deles. Sinceramente, eu espero que sejamos agradáveis uns com os outros, mas não busco amizade de jantarzinho e bate-papo com eles. Espero mesmo que a história da cerca seja a separação final, e que eu possa viver minha vidinha e decidir o que colocar na minha casa com meu marido e só.
segunda-feira, março 16
O Noé que era feliz, não tinha vizinhos II
Então, pra quem se lembra da pindaíba da cerca do jardim...
Como não se chegou a uma decisão unânime, vamos nos reunir na casa da vizinha que quer a cerca viva pra decidir a parada. Nenhum conflito "aberto", todo mundo querendo ser amiguinho, mas eu SEI que vai rolar uma tentativa de convencer o grupo que aquela idéia estapafúrdea é a melhor. Saco pra tal reunião: zero.
E acabei de chegar, já nesse humor, vem um Hans Mané me pedir para assinar uma "petição". Lembram-se que eu escrevi aqui o meu desgosto com o número de carros na nossa rua, que mais parece que eu vivo no meio de um estacionamento de shopping do que numa vizinhança "cara", e que graças a Deus íam plantar umas arvorezinhas? Então, plantaram as árvores, lindas, grandes, ainda peladas, mas vai ficar um espetáculo. Cada árvore é tão grande que ocupa o espaço de uma vaga de carro, o que é ótimo. Aí vem o Hans Mané querendo registrar queixa na prefeitura CONTRA as árvores, pedindo que sejam retiradas e que voltem a ser lugares para estacionar, que isso aumentaria o wooncomfort ( algo como "conforto da moradia" ). Gente, eu fiquei bege.
Peguei a lista e cruzei o NIET AKKORD e no campo de observação, escrevi: lugar de carro é na garagem. O cara ficou possesso. Me disse que é esse justamente o argumento da "comissão de embelezamento" da cidade, que um bairro onde todas as casas tem 1 garagem e 60% tem adicionalmente também um "oprit" ( um tipo de garagem descoberta ), não há necessidade para tantas vagas públicas. E o argumento do vizinho e dos que concordam é que a garagem é propriedade privada e cada um faz o que quiser com a sua. E ele continuou dizendo que já que as casas não tem uma casinha de jardim, o jeito é colocar os artefatos de jardim na garagem, por isso vivem lotadas. Eu abri a minha garagem pro homem: duas bicicletas, uma moteeenha, dois containeres de lixo, prateleiras com cortador de grama elétrico, podadeira elétricas, tesouras, facões, pás, cadeiras de praia, cadeiras da mesa do jardim, estofadinho da tal cadeira, vassourona, mangueira, churrasqueira. Tudo organizado, e há espaço ainda folgado para o carro. O homem não gostou. Eu terminei: senhor, eu não posso colocar uma linda árvore na minha garagem. Lugar de carro é na garagem, não no jardim público. Jardim é lugar de árvore.
Estou de saco absolutamente cheio do povo metido desse bairro. Povo que não deixa o filho ir à escola tinindo de nova do bairro porque tem turcos. Povo que deixa seus carros na rua e a criançada tem que ir brincar no barro da construção ao lado. Povo que prefere asfalto a árvore e florzinhas. Isso aqui é gente muito, muito, muito estranha.
Como não se chegou a uma decisão unânime, vamos nos reunir na casa da vizinha que quer a cerca viva pra decidir a parada. Nenhum conflito "aberto", todo mundo querendo ser amiguinho, mas eu SEI que vai rolar uma tentativa de convencer o grupo que aquela idéia estapafúrdea é a melhor. Saco pra tal reunião: zero.
E acabei de chegar, já nesse humor, vem um Hans Mané me pedir para assinar uma "petição". Lembram-se que eu escrevi aqui o meu desgosto com o número de carros na nossa rua, que mais parece que eu vivo no meio de um estacionamento de shopping do que numa vizinhança "cara", e que graças a Deus íam plantar umas arvorezinhas? Então, plantaram as árvores, lindas, grandes, ainda peladas, mas vai ficar um espetáculo. Cada árvore é tão grande que ocupa o espaço de uma vaga de carro, o que é ótimo. Aí vem o Hans Mané querendo registrar queixa na prefeitura CONTRA as árvores, pedindo que sejam retiradas e que voltem a ser lugares para estacionar, que isso aumentaria o wooncomfort ( algo como "conforto da moradia" ). Gente, eu fiquei bege.
Peguei a lista e cruzei o NIET AKKORD e no campo de observação, escrevi: lugar de carro é na garagem. O cara ficou possesso. Me disse que é esse justamente o argumento da "comissão de embelezamento" da cidade, que um bairro onde todas as casas tem 1 garagem e 60% tem adicionalmente também um "oprit" ( um tipo de garagem descoberta ), não há necessidade para tantas vagas públicas. E o argumento do vizinho e dos que concordam é que a garagem é propriedade privada e cada um faz o que quiser com a sua. E ele continuou dizendo que já que as casas não tem uma casinha de jardim, o jeito é colocar os artefatos de jardim na garagem, por isso vivem lotadas. Eu abri a minha garagem pro homem: duas bicicletas, uma moteeenha, dois containeres de lixo, prateleiras com cortador de grama elétrico, podadeira elétricas, tesouras, facões, pás, cadeiras de praia, cadeiras da mesa do jardim, estofadinho da tal cadeira, vassourona, mangueira, churrasqueira. Tudo organizado, e há espaço ainda folgado para o carro. O homem não gostou. Eu terminei: senhor, eu não posso colocar uma linda árvore na minha garagem. Lugar de carro é na garagem, não no jardim público. Jardim é lugar de árvore.
Estou de saco absolutamente cheio do povo metido desse bairro. Povo que não deixa o filho ir à escola tinindo de nova do bairro porque tem turcos. Povo que deixa seus carros na rua e a criançada tem que ir brincar no barro da construção ao lado. Povo que prefere asfalto a árvore e florzinhas. Isso aqui é gente muito, muito, muito estranha.
domingo, março 15
When the sun comes up, everything is comforting...
Piolhão-Mor (que se recusa a sair em fotos), piolhinhos peraltas e peludos, patê de atum igualzinho ao da minha mãe, seriado brasileiro com petisquinhos, brownie preto que nem pixe, plantinhas que nunca morrem...
Comforting or what?
sábado, março 14
Respostinhas
Fe: eu acho sim que criança precisa de estabilidade, como eu cito, ter amiguinhos constantes, não mudar muito de escola. Rafa tem 3 anos, mudanças de casa ainda não a afetam, mas eu tenho certeza que quando ela tiver 7, numa boa escola, com amigos legais, com aquela vidinha social de criança, que você vai tão facilmente mudar de um lado para outro.
Márcia: eu não entendo muito to sociale woning aqui, só sei que minha antiga empregada se inscreveu em Roermond ( sul da Holanda, menos concorrido ) e já estava há 5 anos esperando. Eu moro ao lado dum bairro 100% sociale woning, e o nível do povo é bem baixo, não querendo ser esnobe mas já sendo. O governo está agora reformando todas as ruas e fachadas desse bairro, porque a cidade toda reclama. Não seria algo pra nós.
Holandesa: acho que você não entendeu meu post. É óbvio que qualquer controle social de natalidade é hediondo, como a política de 1 filho chinesa. O meu ponto é que as pessoas deveriam ter mais bom-senso na hora de ter filhos e não fazê-lo quando vivem com recursos financeiros muito limitados. Emprego fixo perde-se? Claro. Depois que TODOS os temporários perderam, vide a situação na sua empresa e na minha, e em qualquer outra, quem foram os primeiros a ganhar a rua? Casa perde-se? Clááááro, mas você mesmo me disse que tem um seguro para o caso de perder o emprego. Isso é possível numa casa de aluguel? O meu ponto é que todos nós, que não somos ricos, vamos passar por altos e baixos financeiramente, mas os pais deveriam proteger os filhos de passar pelo stress com eles. Em casa, quando eu era criança, várias vezes tivemos que apertar o cinto, mas o que eu e meu irmão notávamos é que o Restaurante Demarchi sagrado dos domingos era abolido, que minha mãe comprava menos roupas pra gente e quando fazia eram mais simples, que no supermercado podíamos escolher um tipo de "Danone" e um tipo de salgadinho...
E será que os exemplos da minha família são exceção ou regra? É só na minha família que neguinho perde emprego sem ter um puto na poupança e vem pedir dinheiro emprestado para coisas básicas como pagar a conta da luz? É só na minha família que a tia vem pedir ajuda pra comprar material escolar? É só na minha família que faz-se a "casa dos fundos" porque não tem mais nem como arrumar fiador pra conseguir alugar uma casa? Me desculpe, mas eu vejo sim gente simples que rala, paga aluguel, tem 3 empregos, e acaba criando razoavelmente bem seus filhos, mas vejo no Brasil muito mais gente com nome no SPC, com contas atrasadas, vendendo vale-transporte pra comprar a janta, e os filhos que deveriam estar curtinho a infância, estão preocupados se vão ter ovos de novo no jantar.
Márcia: eu não entendo muito to sociale woning aqui, só sei que minha antiga empregada se inscreveu em Roermond ( sul da Holanda, menos concorrido ) e já estava há 5 anos esperando. Eu moro ao lado dum bairro 100% sociale woning, e o nível do povo é bem baixo, não querendo ser esnobe mas já sendo. O governo está agora reformando todas as ruas e fachadas desse bairro, porque a cidade toda reclama. Não seria algo pra nós.
Holandesa: acho que você não entendeu meu post. É óbvio que qualquer controle social de natalidade é hediondo, como a política de 1 filho chinesa. O meu ponto é que as pessoas deveriam ter mais bom-senso na hora de ter filhos e não fazê-lo quando vivem com recursos financeiros muito limitados. Emprego fixo perde-se? Claro. Depois que TODOS os temporários perderam, vide a situação na sua empresa e na minha, e em qualquer outra, quem foram os primeiros a ganhar a rua? Casa perde-se? Clááááro, mas você mesmo me disse que tem um seguro para o caso de perder o emprego. Isso é possível numa casa de aluguel? O meu ponto é que todos nós, que não somos ricos, vamos passar por altos e baixos financeiramente, mas os pais deveriam proteger os filhos de passar pelo stress com eles. Em casa, quando eu era criança, várias vezes tivemos que apertar o cinto, mas o que eu e meu irmão notávamos é que o Restaurante Demarchi sagrado dos domingos era abolido, que minha mãe comprava menos roupas pra gente e quando fazia eram mais simples, que no supermercado podíamos escolher um tipo de "Danone" e um tipo de salgadinho...
E será que os exemplos da minha família são exceção ou regra? É só na minha família que neguinho perde emprego sem ter um puto na poupança e vem pedir dinheiro emprestado para coisas básicas como pagar a conta da luz? É só na minha família que a tia vem pedir ajuda pra comprar material escolar? É só na minha família que faz-se a "casa dos fundos" porque não tem mais nem como arrumar fiador pra conseguir alugar uma casa? Me desculpe, mas eu vejo sim gente simples que rala, paga aluguel, tem 3 empregos, e acaba criando razoavelmente bem seus filhos, mas vejo no Brasil muito mais gente com nome no SPC, com contas atrasadas, vendendo vale-transporte pra comprar a janta, e os filhos que deveriam estar curtinho a infância, estão preocupados se vão ter ovos de novo no jantar.
sexta-feira, março 13
Inho inho inho
Eu tenho uma teoria, que muitos não gostam, aliás.
Quando a gente imigra pra cá, tem uma série de "quesitos" que o responsável holandês tem que preencher. Ter um endereço, emprego com contrato fixo, ganhar 20% acima do salário mínimo. Eu acho que lei semelhante deveria ser criada para quem quer ter filhos. Sei lá qual seria a forma de controle ou punição, mas que deveria haver um sistema, isso devia.
Eu acho que o casal só deveria ter filhos quando tivesse uma casa própria. Eu acho que o casal só deveria ter filhos se tivesse um montante X na poupança. E que o casal deveria ter uma renda mínima X.
Uma das minhas tias viveu 22 anos de aluguel. Quando meus primos eram pequenos, começavam a se adaptar a uma escola, fazer amiguinhos, já tinham que mudar porque o dono pediu a casa, ou porque não concordaram com o aumento do aluguel. Eu e meu irmão, que sempre moramos na mesma casa, temos até hoje os amigos de infância, as famílias até se tornaram amigas, um é padrinho da minha sobrinha. Mas meus primos não tem nada disso, os coleguinhas foram ficando pelo caminho antes de virarem "amigos pra vida toda". Triste isso.
Outro tio nunca teve emprego fixo, queria ser "chefe dele mesmo". E sem renda fixa, não havia planejamento. Um dia, chegávamos lá e as crianças estavam chorando porque tinham comido arroz com ovos a semana toda, noutro dia minha tia estava fritando 1 kg. de bifes para 4 pessoas: ah, estamos morrendo de vontade de comer carne, fazem 2 semanas que não vemos carne. E minha mãe aconselhava: coma um bife cada e guarde o resto, ou com a grana compre frango, carne moída, para não passarem o resto do mês a base de ovos. Mas a resposta era sempre a mesma: ah, agora a oficinazinha "tá dando". Duas semanas depois as crianças estavam chorando de novo...
E quem quer ter filho, tem que ter uma reservazinha de dinheiro. Crianças adoecem, um carro quebra, uma geladeira pifa, emprego perde-se, e quem sempre paga o pago são as crianças. Meu pai sempre socorria um parente "precisado". Pagavam sempre, em suaves prestações, mas se não pudessem contar com a ajuda de alguém da família, íam ter uma vida bem difícil. Eu já tive que sair de casa beirando a madrugada pra ir dar cheque caução pra internar minha prima num hospital infantil. Os pais fazem cag*** e as crianças é que pagam o pato.
No fundo no fundo, o povo deveria é ter bom senso. Só isso.
E no Brasil, a gente pensa, ou pelo menos na minha família pensamos, que a gente deveria dar aos filhos o mesmo que tivemos ou mais. Meu irmão às vezes se queixa que ele se esfalfa tanto pra dar o que "a gente não teve" e que a piscina, por exemplo, fica dias e dias sem ser usada.
Aqui na Holanda, meu conceito sobre os meios financeiros necessários pra criar um filho mudaram muito. Continuo achando que casa-emprego-poupancinha são fundamentais, mas alguns dos meus colegas tem contado as infâncias deles, e estou revendo meus conceitos.
M., de 24 anos, conta que o pai era padeiro e a mãe dona de casa. No Brasil, padeiro ganha salário de fome, mas aqui é uma profissão normal, remunerada como qualquer outra. Ele diz que teve uma infância sem muito dinheiro, mas perfeita, em todos os sentidos. Sempre moraram na mesma casa e os 3 meninos dividiam um quarto. Esperavam ansiosos abril e maio chegar para colher aspargos e morangos na chácara do vizinho e ganhar um dinheirinho ( hoje muita gente torceria o nariz para o "trabalho infantil"). Uma vez por mês íam ao cinema, e os 3 tinham bicicletas pra ir pra escola, claro. Hoje os 3 são engenheiros, vivem felizes. Aqui, isso é possível, no Brasil, será?
Às vezes penso que aqui na Holanda a pobreza pode até ser "romântica", no Brasil, geralmente tende à tragédia. Mas isso sou eu, tem gente que acha que no Brasil tudo é possível, ainda que casos de gente que saiu de uma família pobrezinha e se deu super bem sejam gigante minoria ( eu conheço uns pares e olha lá ).
Aqui, uma criança não depende dos meios financeiros do pai pra ter acesso a certas coisas, tipo uma escola de inglês, um curso de piano / balé, ir à um museu. Normalmente tem tudo à disponibilidade na escola, ou não vivem assim tão apertados que não possam pagar uma escola de dança. Já no Brasil, na minha família mesmo vê-se que por termos tido acesso à melhores escolas e cursos complementares, eu e meu irmão tivemos também oportunidades melhores na vida. Acredito que um dos filhos da Janilda vá ser médico? Jamais diga jamais, mas muito provavelmente jamais.
E todo esse post foi só mesmo pra contar a história do M. que é tão bonitinha e me foi contada de uma forma tão encantadora, que me deu até um pouco mais de fé na raça humana.
E tá solzinho ( inho inho inho ).
Quando a gente imigra pra cá, tem uma série de "quesitos" que o responsável holandês tem que preencher. Ter um endereço, emprego com contrato fixo, ganhar 20% acima do salário mínimo. Eu acho que lei semelhante deveria ser criada para quem quer ter filhos. Sei lá qual seria a forma de controle ou punição, mas que deveria haver um sistema, isso devia.
Eu acho que o casal só deveria ter filhos quando tivesse uma casa própria. Eu acho que o casal só deveria ter filhos se tivesse um montante X na poupança. E que o casal deveria ter uma renda mínima X.
Uma das minhas tias viveu 22 anos de aluguel. Quando meus primos eram pequenos, começavam a se adaptar a uma escola, fazer amiguinhos, já tinham que mudar porque o dono pediu a casa, ou porque não concordaram com o aumento do aluguel. Eu e meu irmão, que sempre moramos na mesma casa, temos até hoje os amigos de infância, as famílias até se tornaram amigas, um é padrinho da minha sobrinha. Mas meus primos não tem nada disso, os coleguinhas foram ficando pelo caminho antes de virarem "amigos pra vida toda". Triste isso.
Outro tio nunca teve emprego fixo, queria ser "chefe dele mesmo". E sem renda fixa, não havia planejamento. Um dia, chegávamos lá e as crianças estavam chorando porque tinham comido arroz com ovos a semana toda, noutro dia minha tia estava fritando 1 kg. de bifes para 4 pessoas: ah, estamos morrendo de vontade de comer carne, fazem 2 semanas que não vemos carne. E minha mãe aconselhava: coma um bife cada e guarde o resto, ou com a grana compre frango, carne moída, para não passarem o resto do mês a base de ovos. Mas a resposta era sempre a mesma: ah, agora a oficinazinha "tá dando". Duas semanas depois as crianças estavam chorando de novo...
E quem quer ter filho, tem que ter uma reservazinha de dinheiro. Crianças adoecem, um carro quebra, uma geladeira pifa, emprego perde-se, e quem sempre paga o pago são as crianças. Meu pai sempre socorria um parente "precisado". Pagavam sempre, em suaves prestações, mas se não pudessem contar com a ajuda de alguém da família, íam ter uma vida bem difícil. Eu já tive que sair de casa beirando a madrugada pra ir dar cheque caução pra internar minha prima num hospital infantil. Os pais fazem cag*** e as crianças é que pagam o pato.
No fundo no fundo, o povo deveria é ter bom senso. Só isso.
E no Brasil, a gente pensa, ou pelo menos na minha família pensamos, que a gente deveria dar aos filhos o mesmo que tivemos ou mais. Meu irmão às vezes se queixa que ele se esfalfa tanto pra dar o que "a gente não teve" e que a piscina, por exemplo, fica dias e dias sem ser usada.
Aqui na Holanda, meu conceito sobre os meios financeiros necessários pra criar um filho mudaram muito. Continuo achando que casa-emprego-poupancinha são fundamentais, mas alguns dos meus colegas tem contado as infâncias deles, e estou revendo meus conceitos.
M., de 24 anos, conta que o pai era padeiro e a mãe dona de casa. No Brasil, padeiro ganha salário de fome, mas aqui é uma profissão normal, remunerada como qualquer outra. Ele diz que teve uma infância sem muito dinheiro, mas perfeita, em todos os sentidos. Sempre moraram na mesma casa e os 3 meninos dividiam um quarto. Esperavam ansiosos abril e maio chegar para colher aspargos e morangos na chácara do vizinho e ganhar um dinheirinho ( hoje muita gente torceria o nariz para o "trabalho infantil"). Uma vez por mês íam ao cinema, e os 3 tinham bicicletas pra ir pra escola, claro. Hoje os 3 são engenheiros, vivem felizes. Aqui, isso é possível, no Brasil, será?
Às vezes penso que aqui na Holanda a pobreza pode até ser "romântica", no Brasil, geralmente tende à tragédia. Mas isso sou eu, tem gente que acha que no Brasil tudo é possível, ainda que casos de gente que saiu de uma família pobrezinha e se deu super bem sejam gigante minoria ( eu conheço uns pares e olha lá ).
Aqui, uma criança não depende dos meios financeiros do pai pra ter acesso a certas coisas, tipo uma escola de inglês, um curso de piano / balé, ir à um museu. Normalmente tem tudo à disponibilidade na escola, ou não vivem assim tão apertados que não possam pagar uma escola de dança. Já no Brasil, na minha família mesmo vê-se que por termos tido acesso à melhores escolas e cursos complementares, eu e meu irmão tivemos também oportunidades melhores na vida. Acredito que um dos filhos da Janilda vá ser médico? Jamais diga jamais, mas muito provavelmente jamais.
E todo esse post foi só mesmo pra contar a história do M. que é tão bonitinha e me foi contada de uma forma tão encantadora, que me deu até um pouco mais de fé na raça humana.
E tá solzinho ( inho inho inho ).
quinta-feira, março 12
And so it is...
Numa empresa qualquer do Sul da Holanda, K., 33 anos, vem andando pelo corredor com um bouquet de flores nas mãos.
Dri: - Olá K., que lindo bouquet, é seu aniversário?
K: - Não, ganhei porque foi confirmado hoje que estou grávida
Dri: - Oh, parabéns, então a L. ( filhinha de 9 meses ), vai ganhar uma amiguinha ou amiguinho pra brincar!
K: - É, e as idades vão ser mais próximas do que eu esperava. Minha idéia era esperar mais um ano, mas com essa crise, esse é o melhor momento. Até puderem me mandar embora ( em 13 meses ) a crise já passou!
Dri: - :oO
E isso mostra bem quão feia a crise está, e como as pessoas estão preocupadas. OT, o colega que senta na frente dela, estava pissaroca da vida, pois apesar de ser um fato corriqueiro da vida, o grupo deles ainda não se recuperou da gravidez anterior. É um grupo pequeno, quando ela saiu de licença maternidade contrataram um temporário que saiu da empresa dia 1 de março agora, pois achou um emprego fixo, ou seja, ele não pode voltar. E ela passou a trabalhar só 3 dias por semana, e como todos os budgets estão cortados, o budget para a outra meia pessoa foi cortado também.
E vou dizer o que me irritou no tal comentário de dois posts atrás. E vejam, eu sei que talvez o tal anônimo não tenha feito por mal, mas é isso mesmo o que me irrita, o machismo inconsciente de muitos. Se eu fosse um homem, mostrando aqui a preocupação em perder "meu ganha pão", o sustento da minha família, ninguém ía dizer pra eu relaxar e ir curtir a vida, todo mundo teria empatia pela minha preocupação. Eu não trabalho só porque gosto, trabalho porque preciso. Eu e o Bart ganhamos exatamente o mesmo, em casa não tem essa de "renda principal" e o outro complementa, a responsabilidade é 50-50, com o agravante de eu ser imigrante, ter direito a menos ajuda do governo, e ter muito mais dificuldade de arrumar um emprego novo.
Ah, Adriana, tenho certeza que você tem um plano B! Tenho? Qual seria? Aproveitar que não tenho emprego pra engravidar e ficar em casa brincando de casinha com a criança enquanto meu marido se esfalfa pra pagar a hipoteca da nossa linda casa? Ou vender nossa casa a troco de banana pra comprar outra mais barata? O plano B, C e D é colocar o terninho, pastinha com CV debaixo do braço, e ir de porta em porta fazendo entrevistas com gerentes que claramente preferem um lourão formado na TU/Eindhoven ( Delft, Enschede, name it ) a você, mulher, imigrante cucaracha, com diploma duma faculdade da qual eles nunca ouviram falar.
Preciso aqui descrever tudo o que passei para chegar onde estou aqui na Holanda? Foi uma luta Hercúlea, para a qual eu não estava minimamente preparada, da qual tenho calafrios só de pensar, e a qual não tenho forças para repetir. Como já disse antes, o gás acabou. Totalmente. Não resta mais nem um vaporzinho. Então digo, meu povo, meu plano B é ir para o Juquery holandês voluntariamente, pedir para me colocarem uma camisa de força macia e branquinha e me colocarem na igualmente macia e branquinha sala de isolamento, aquelas todas estofadas. E eu vou ficar lá, resmungando baixinho e babando compulsivamente.
Dri: - Olá K., que lindo bouquet, é seu aniversário?
K: - Não, ganhei porque foi confirmado hoje que estou grávida
Dri: - Oh, parabéns, então a L. ( filhinha de 9 meses ), vai ganhar uma amiguinha ou amiguinho pra brincar!
K: - É, e as idades vão ser mais próximas do que eu esperava. Minha idéia era esperar mais um ano, mas com essa crise, esse é o melhor momento. Até puderem me mandar embora ( em 13 meses ) a crise já passou!
Dri: - :oO
E isso mostra bem quão feia a crise está, e como as pessoas estão preocupadas. OT, o colega que senta na frente dela, estava pissaroca da vida, pois apesar de ser um fato corriqueiro da vida, o grupo deles ainda não se recuperou da gravidez anterior. É um grupo pequeno, quando ela saiu de licença maternidade contrataram um temporário que saiu da empresa dia 1 de março agora, pois achou um emprego fixo, ou seja, ele não pode voltar. E ela passou a trabalhar só 3 dias por semana, e como todos os budgets estão cortados, o budget para a outra meia pessoa foi cortado também.
E vou dizer o que me irritou no tal comentário de dois posts atrás. E vejam, eu sei que talvez o tal anônimo não tenha feito por mal, mas é isso mesmo o que me irrita, o machismo inconsciente de muitos. Se eu fosse um homem, mostrando aqui a preocupação em perder "meu ganha pão", o sustento da minha família, ninguém ía dizer pra eu relaxar e ir curtir a vida, todo mundo teria empatia pela minha preocupação. Eu não trabalho só porque gosto, trabalho porque preciso. Eu e o Bart ganhamos exatamente o mesmo, em casa não tem essa de "renda principal" e o outro complementa, a responsabilidade é 50-50, com o agravante de eu ser imigrante, ter direito a menos ajuda do governo, e ter muito mais dificuldade de arrumar um emprego novo.
Ah, Adriana, tenho certeza que você tem um plano B! Tenho? Qual seria? Aproveitar que não tenho emprego pra engravidar e ficar em casa brincando de casinha com a criança enquanto meu marido se esfalfa pra pagar a hipoteca da nossa linda casa? Ou vender nossa casa a troco de banana pra comprar outra mais barata? O plano B, C e D é colocar o terninho, pastinha com CV debaixo do braço, e ir de porta em porta fazendo entrevistas com gerentes que claramente preferem um lourão formado na TU/Eindhoven ( Delft, Enschede, name it ) a você, mulher, imigrante cucaracha, com diploma duma faculdade da qual eles nunca ouviram falar.
Preciso aqui descrever tudo o que passei para chegar onde estou aqui na Holanda? Foi uma luta Hercúlea, para a qual eu não estava minimamente preparada, da qual tenho calafrios só de pensar, e a qual não tenho forças para repetir. Como já disse antes, o gás acabou. Totalmente. Não resta mais nem um vaporzinho. Então digo, meu povo, meu plano B é ir para o Juquery holandês voluntariamente, pedir para me colocarem uma camisa de força macia e branquinha e me colocarem na igualmente macia e branquinha sala de isolamento, aquelas todas estofadas. E eu vou ficar lá, resmungando baixinho e babando compulsivamente.
quarta-feira, março 11
Hoje
Hoje cheguei, liguei para o colega, expliquei que a vaga está aberta, e me ofereci para marcar uma conversa informal entre ele e o meu diretor direto. Acho que esse é o meio-termo, uma ajuda light e educada.
Deixem eu explicar uma coisa. Para a maioria das pessoas, meu marido inclusive, a tal crise é uma coisa que acontece lá na televisão, quiçá seja uma fabricação maligna da CNN. Ali, ouve-se todos os dias que A, B e C estão demitindo, que a DOW está X pontos negativos, que as ações de tal empresona cairam X por cento.
Para alguns, a crise parece estar tão longe, mas tãããão longe, que a pessoa fica até felizinha dos juros variáveis da hipoteca estarem baixos, das ofertas do supermercado terem diminuido as contas do mês, assim sobre dindin praquela Plasma, ou pra uma viagem supimpa prum resort na praia.
A minha crise entretanto, começa no minuto que eu piso na minha empresa, e não me larga até tarde da noite, quando eu vejo as mesmas notícias que vocês na CNN.
Faliu o fornecedor de tetos, pânico pra achar outro fornecedor, trabalho dobrado, as coisas entrando nos eixos. Para mim situação mais ou menos sobre controle, mas para os 300 funcionários ingleses que acordaram um dia sem emprego e sem benefícios de "pacote de demissão", as dificuldades estão apenas começando. E eu os vi, na frente da empresa, tentando saber do curador, quando verão seu dinheiro em conta.
Na semana retrasada foi um fornecedorzão grandão do colega ao lado. De novo pânico, corre atrás de fornecedor novo, acha fornecedor novo, que é do meu portfolio aliás. A empresa está em "receivership", o administrador fica lá na porta da empresa que nem um guardião de história de Tolkien, nem uma fotinha dos nossos equipamentos nos deixa tirar. Enquanto isso, 850 empregados trabalham até a empresa ser executada em junho, e estarão também na rua. Gente que trabalha na linha de produção da empresa há 30 anos, gente que não sabe fazer outra coisa senão vulcanizar tapete.
Essa semana é o fornecedor ultra famoso e poderoso de plásticos. Às 9 da manhã, a planta na Suécia entra com pedido de falência. Às 11, a da Alemanha. Às 13 a da Bélgica. Eu fico nervosa seguindo o Google Alert, esperando a planta de onde compro, na Itália, entrar na dança. Até agora nada, mas virá, e eu já estou feito uma louca procurando substitutos.
Nessa história toda, duas coisas me afetam demais: começa com os empregados mais antigos, de produção, que estão perdendo seus empregos. Essas pessoas normalmente dependem pesadamente do salário, são única renda da família, tem que colocar comida na mesa, pagar prestação da casa... E a maioria nunca fez outra coisa na vida, nunca entrou numa internet pra colocar CV online, procurar emprego é ir em porta de fábrica, ou quando muito numa agência de empregos.
Outra são aqueles donos de empresas pequenas e médias, cujas empresas passam de geração pra geração. Normalmente, os donos dessas empresas são tão orgulhosos de seus bisavós, avós, que construiram a empresa do nada, sobreviveram 1 ou 2 guerras mundiais. E eles, vendo o boom da automobilistica na década de 90 investiram pesadamente pra conseguir certificações ISO/TS, em designers e técnicos, em Unigraphics e Catia, e no que mais a indústria automobilistica exigiu. Agora, a automobilística está quebrando, é um salve-se quem puder, esses coitados estão vendo empresas que sobreviveram guerras indo pro buraco em meses de crise.
Nós, compradores, monitoramos bi-semanalmente a situação econômica dos nossos fornecedores e potenciais fornecedores, e é triste ver empresas ótimas, perdendo crédito, perdendo crédito, até beirar a insolvência.
E isso me afeta sim, muito. Vai ver que, como o anônimo disse ali no post anterior, sou infantil. Porque gente madura e inteligente chega em casa, pega uma taça de Barolo, senta em frente à TV e fica criticando aquele bando de gente pessimista e louca que fala na CNN que ainda não vimos o pior. Ah, e claro, vão "carpe diem", porque "carpe diem" é bem cool. Maldito infeliz que teve a idéia de incluir a expressão, fora de contexto, nos filmecos de Roliúdi, e agora todo mundo acha que o legal é "carpe diem", sejá lá qual for o conceito torto que eles tem da expressão.
Agora deixem-me ir, carpeniar o meu diem, que infelizmente vai ser cheio de reuniões "crisis related".
Deixem eu explicar uma coisa. Para a maioria das pessoas, meu marido inclusive, a tal crise é uma coisa que acontece lá na televisão, quiçá seja uma fabricação maligna da CNN. Ali, ouve-se todos os dias que A, B e C estão demitindo, que a DOW está X pontos negativos, que as ações de tal empresona cairam X por cento.
Para alguns, a crise parece estar tão longe, mas tãããão longe, que a pessoa fica até felizinha dos juros variáveis da hipoteca estarem baixos, das ofertas do supermercado terem diminuido as contas do mês, assim sobre dindin praquela Plasma, ou pra uma viagem supimpa prum resort na praia.
A minha crise entretanto, começa no minuto que eu piso na minha empresa, e não me larga até tarde da noite, quando eu vejo as mesmas notícias que vocês na CNN.
Faliu o fornecedor de tetos, pânico pra achar outro fornecedor, trabalho dobrado, as coisas entrando nos eixos. Para mim situação mais ou menos sobre controle, mas para os 300 funcionários ingleses que acordaram um dia sem emprego e sem benefícios de "pacote de demissão", as dificuldades estão apenas começando. E eu os vi, na frente da empresa, tentando saber do curador, quando verão seu dinheiro em conta.
Na semana retrasada foi um fornecedorzão grandão do colega ao lado. De novo pânico, corre atrás de fornecedor novo, acha fornecedor novo, que é do meu portfolio aliás. A empresa está em "receivership", o administrador fica lá na porta da empresa que nem um guardião de história de Tolkien, nem uma fotinha dos nossos equipamentos nos deixa tirar. Enquanto isso, 850 empregados trabalham até a empresa ser executada em junho, e estarão também na rua. Gente que trabalha na linha de produção da empresa há 30 anos, gente que não sabe fazer outra coisa senão vulcanizar tapete.
Essa semana é o fornecedor ultra famoso e poderoso de plásticos. Às 9 da manhã, a planta na Suécia entra com pedido de falência. Às 11, a da Alemanha. Às 13 a da Bélgica. Eu fico nervosa seguindo o Google Alert, esperando a planta de onde compro, na Itália, entrar na dança. Até agora nada, mas virá, e eu já estou feito uma louca procurando substitutos.
Nessa história toda, duas coisas me afetam demais: começa com os empregados mais antigos, de produção, que estão perdendo seus empregos. Essas pessoas normalmente dependem pesadamente do salário, são única renda da família, tem que colocar comida na mesa, pagar prestação da casa... E a maioria nunca fez outra coisa na vida, nunca entrou numa internet pra colocar CV online, procurar emprego é ir em porta de fábrica, ou quando muito numa agência de empregos.
Outra são aqueles donos de empresas pequenas e médias, cujas empresas passam de geração pra geração. Normalmente, os donos dessas empresas são tão orgulhosos de seus bisavós, avós, que construiram a empresa do nada, sobreviveram 1 ou 2 guerras mundiais. E eles, vendo o boom da automobilistica na década de 90 investiram pesadamente pra conseguir certificações ISO/TS, em designers e técnicos, em Unigraphics e Catia, e no que mais a indústria automobilistica exigiu. Agora, a automobilística está quebrando, é um salve-se quem puder, esses coitados estão vendo empresas que sobreviveram guerras indo pro buraco em meses de crise.
Nós, compradores, monitoramos bi-semanalmente a situação econômica dos nossos fornecedores e potenciais fornecedores, e é triste ver empresas ótimas, perdendo crédito, perdendo crédito, até beirar a insolvência.
E isso me afeta sim, muito. Vai ver que, como o anônimo disse ali no post anterior, sou infantil. Porque gente madura e inteligente chega em casa, pega uma taça de Barolo, senta em frente à TV e fica criticando aquele bando de gente pessimista e louca que fala na CNN que ainda não vimos o pior. Ah, e claro, vão "carpe diem", porque "carpe diem" é bem cool. Maldito infeliz que teve a idéia de incluir a expressão, fora de contexto, nos filmecos de Roliúdi, e agora todo mundo acha que o legal é "carpe diem", sejá lá qual for o conceito torto que eles tem da expressão.
Agora deixem-me ir, carpeniar o meu diem, que infelizmente vai ser cheio de reuniões "crisis related".
terça-feira, março 10
Estou no último fio da minha paciência...
Não aguento mais essa crise. Fisicamente a preocupação tem acabado comigo, estou com os cabelos em frangalhos, olheiras que chegam nas bochechas e um estômago que eu acho que nem existe mais, consumiu-se nos seus próprios sucos...
Vou tentar explicar o último acontecimento, por favor, tenham paciência de dêem sua opinião, porque o negócio tá brabo.
Como tá todo mundo careca de me ouvir falando, vai ter corte na empresa. Meu departamento escapou do primeiro, que vai ser em junho, e se nada mudar, vai escapar do segundo, que acontecerá em meados de setembro se a economia não der sinais de melhora. Mas "you never know"...
Daí pra frente, ninguém descarta totalmente a possibilidade de ainda mais cortes, e poderemos ser incluídos, já que é difícil uma empresa que demite de tantos departamentos poupar totalmente o departamento de compras.
Se nesse terceiro corte fomos incluídos, o corte terá que seguir as leis holandesas: todo mundo tem que ser dividido em faixas etárias e o mais novo de casa ganha a rua. Minha faixa etária é a que menos tem funcionários, logo estaríamos mais seguros, mas se for alguém, vou eu, que sou a última. O que tem acalmado um pouco meus "nelvos" é que além da chance de chegarmos a um terceiro round de demissões se menor, há ainda uma vaga aberta, que poderia ser cortada caso fosse necessário.
Nosso departamento, como é grande, tem um grupo de representantes. Eles perguntaram na última reunião com o chefão se essas vagas estão abertas e publicadas na intranet só pra "inglês ver", ou se há realmente a idéia de preenchê-las. O chefão disse que ele prefere preencher a vaga e caso o pior aconteça, mandar gente embora, do que ficar com a vaga um ano aberta e nunca haver a necessidade de cortar ninguém. Ele disse porém, que só vai preencher a vaga se aparecer um candidato "apropriado" para a vaga. Considerando que ele é super exigente, e que pra minha vaga 8 candidatos passaram em todas as entrevistas e foram barrados por ele, as chances são pequenas, o mais provável é que a vaga fique lá aberta.
Nós, os funcionários, claro que preferimos as vagas abertas, nos dá uma sensação pequenina de segurança.
Agora o dilema: um colega do departamento de custos, com quem trabalhei no projeto que foi cancelado, que começou a trabalhar na empresa 3 meses antes de mim e é o mais novo contratado do departamento dele, veio falar comigo. Se houverem cortes no departamento dele, ele será o cortado e vendo a vaga do meu departamento aberta na intranet, ele me pediu se, junto à recomendação do chefe dele, eu poderia falar com meu diretor direto e "indicá-lo".
E é aí que eu não sei o que fazer. Se eu indicar e colocar todos os meus esforços ao elogiá-lo para o chefe, aumento as chances dele, mas por outro lado, aumento também as chances de eu ser mandada embora, pois ele é mais velho de casa do que eu. Eu posso também levar o CV dele pro diretor e dizer que o cara me pediu esse favor, e se perguntada, dizer que meu contato foi superficial, e que eu não saberia dizer se o cara seria bom ou não pro departamento, o que não deixa de ser verdade.
Quando eu falei pra um colega do departamento sobre esse outro do departamento de custos, ele me disse na lata: você não deveria indicá-lo, pois se a coisa ficar realmente feia, ele fica e você vai. Tremi. Mas por outro lado, se nada acontecer, eu estarei prejudicando as chances dele, e o cara tem família e filhos.
A história é bem confusa, mas deu mais ou menos pra entender?
O que vocês fariam, indicam o cara, ou ficam quietos torcendo pra vaga ficar lá aberta?
Vou tentar explicar o último acontecimento, por favor, tenham paciência de dêem sua opinião, porque o negócio tá brabo.
Como tá todo mundo careca de me ouvir falando, vai ter corte na empresa. Meu departamento escapou do primeiro, que vai ser em junho, e se nada mudar, vai escapar do segundo, que acontecerá em meados de setembro se a economia não der sinais de melhora. Mas "you never know"...
Daí pra frente, ninguém descarta totalmente a possibilidade de ainda mais cortes, e poderemos ser incluídos, já que é difícil uma empresa que demite de tantos departamentos poupar totalmente o departamento de compras.
Se nesse terceiro corte fomos incluídos, o corte terá que seguir as leis holandesas: todo mundo tem que ser dividido em faixas etárias e o mais novo de casa ganha a rua. Minha faixa etária é a que menos tem funcionários, logo estaríamos mais seguros, mas se for alguém, vou eu, que sou a última. O que tem acalmado um pouco meus "nelvos" é que além da chance de chegarmos a um terceiro round de demissões se menor, há ainda uma vaga aberta, que poderia ser cortada caso fosse necessário.
Nosso departamento, como é grande, tem um grupo de representantes. Eles perguntaram na última reunião com o chefão se essas vagas estão abertas e publicadas na intranet só pra "inglês ver", ou se há realmente a idéia de preenchê-las. O chefão disse que ele prefere preencher a vaga e caso o pior aconteça, mandar gente embora, do que ficar com a vaga um ano aberta e nunca haver a necessidade de cortar ninguém. Ele disse porém, que só vai preencher a vaga se aparecer um candidato "apropriado" para a vaga. Considerando que ele é super exigente, e que pra minha vaga 8 candidatos passaram em todas as entrevistas e foram barrados por ele, as chances são pequenas, o mais provável é que a vaga fique lá aberta.
Nós, os funcionários, claro que preferimos as vagas abertas, nos dá uma sensação pequenina de segurança.
Agora o dilema: um colega do departamento de custos, com quem trabalhei no projeto que foi cancelado, que começou a trabalhar na empresa 3 meses antes de mim e é o mais novo contratado do departamento dele, veio falar comigo. Se houverem cortes no departamento dele, ele será o cortado e vendo a vaga do meu departamento aberta na intranet, ele me pediu se, junto à recomendação do chefe dele, eu poderia falar com meu diretor direto e "indicá-lo".
E é aí que eu não sei o que fazer. Se eu indicar e colocar todos os meus esforços ao elogiá-lo para o chefe, aumento as chances dele, mas por outro lado, aumento também as chances de eu ser mandada embora, pois ele é mais velho de casa do que eu. Eu posso também levar o CV dele pro diretor e dizer que o cara me pediu esse favor, e se perguntada, dizer que meu contato foi superficial, e que eu não saberia dizer se o cara seria bom ou não pro departamento, o que não deixa de ser verdade.
Quando eu falei pra um colega do departamento sobre esse outro do departamento de custos, ele me disse na lata: você não deveria indicá-lo, pois se a coisa ficar realmente feia, ele fica e você vai. Tremi. Mas por outro lado, se nada acontecer, eu estarei prejudicando as chances dele, e o cara tem família e filhos.
A história é bem confusa, mas deu mais ou menos pra entender?
O que vocês fariam, indicam o cara, ou ficam quietos torcendo pra vaga ficar lá aberta?
Eu te amo, eu te odeio

Enquanto eu venho aqui professar meu apreço pelas loempias, com suas casquinhas crocantes, seus recheios misteriosamente suculentos, sua anatomia de fácil manuseio...
Vem meu estômago e professa seu ódio mortal por todo aquele óleo velho e mil vezes fervido da fritura, o desgosto por aquele recheio cheio de pimenta, e sua repugnancia pelo líquido misto de sucos "recheísticos" e gordura da casca que escorrem pela mão...
Tudo isso pra dizer que eu já estava com o estômago ruim, não resisti e mandei ver uma loempia, que adoro, e agora estou aqui, me contorcendo de dor, que é tão forte que até as costas doem.
Minha antisse merece castigo, eu sei...
domingo, março 8
Gente doida...
Acho que lojista na Holanda é tudo doido. Pronto Faley!
Bart queria / precisava comprar calças. Digo precisava porque ele odeia comprar roupas e só vai quando tá fazendo um rombo nos fundilhos. Ele gosta muito das calças da Dockers, e praticamente só tem essa marca. Antes vendiam na V&D, na Bijenkorf e na Levi's, essa última é a detentora da marca.
Eis que a V&D parou de vender. A Levi's idem. Sobrou a Bijenkorf, então lá fomos nós.
Em pleno sábado às 11 da manhã, a loja estava vazia, vazia, vazia, como eu nunca vi. Acho que é a crise, que outra explicação? E daí vem minha estranheza com esse povo. Óquei que o verão tá chegando, mas ainda tá frio, aliás tava 5 graus sábado, então porque a loja tem apenas roupa de verão? E essa é minha reclamação, se você vai numa Macy's nos EUA, você tem roupas da coleção nova, da estação que vai entrar, mas ainda acha da coleção atual. Agora me digam, eu acabei de dizer que a loja estava vazia, mas quem tem ânimo de comprar vestidinho de linho quando tá 5 graus??? Ainda mais homem, que geralmente compra exatamente o que ele precisa naquele momento. Bart experimentou uma Dockers de verão e disse que ía congelar. Claro que eu falei pra ele levar a calça porque em 2 meses vai estar calor, ele disse que em 2 meses volta à loja, o que é burrice, mas eu não tava a fim de brigar. Daí que eu fucei, fucei, fucei, e achei uma gondolazinha com calças em promoção, e depois de meia hora procurando achei uma calça meia-estação, marrom escura ( ele queria bege ), daquelas com pregas, que não é o modelo preferido dele, mas ficou bem e era da Dockers, ele trouxe. Marquem minhas palavras: em dois meses estarei aqui contando que ele queria calças de verão e não achou porque só tinha de outono. Essa é a Holanda.
É sempre a minha eterna reclamação: a logística deles é péssima, acho que não sabem contar!
Nas promoções esse ano, só sobrou roupa número 36, como todos os anos. Pra quê então fabricar e estocar tanto 36? Quem usa 36? Ou quem é genéticamente favorecido, ou menininha de 14 anos. Menininha de 14 anos compra roupa nas Cool Kat's ( uma loja de adolescentes que me lembra muito o Torra-Torra no ABC ) da vida, e não na Bijenkorf, Mexx, Didi, que foram as lojas que, fora a Miss Etam e Promiss onde eu sempre compro, eu fui fuçar esse ano. Seriously, quantos adultos de terninho 36 você viu na sua vida? Eu acho que até agora 1 ou 2. Blé.
Aliás, eu comprei Mexx e uma camisa sem marca conhecida pela Wehkamp, loja online holandesa. Aquele tankini do post anterior era um Esprit da Wehkamp. Adorei o serviço e adorei a forma de comprar, você pesquisa pela peça, o tamanho, a marca e voilá, aparecem várias foteeenhas, você escolhe o que quer.
Nesse frio dos infernos, online shopping rulezzzz!
Bart queria / precisava comprar calças. Digo precisava porque ele odeia comprar roupas e só vai quando tá fazendo um rombo nos fundilhos. Ele gosta muito das calças da Dockers, e praticamente só tem essa marca. Antes vendiam na V&D, na Bijenkorf e na Levi's, essa última é a detentora da marca.
Eis que a V&D parou de vender. A Levi's idem. Sobrou a Bijenkorf, então lá fomos nós.
Em pleno sábado às 11 da manhã, a loja estava vazia, vazia, vazia, como eu nunca vi. Acho que é a crise, que outra explicação? E daí vem minha estranheza com esse povo. Óquei que o verão tá chegando, mas ainda tá frio, aliás tava 5 graus sábado, então porque a loja tem apenas roupa de verão? E essa é minha reclamação, se você vai numa Macy's nos EUA, você tem roupas da coleção nova, da estação que vai entrar, mas ainda acha da coleção atual. Agora me digam, eu acabei de dizer que a loja estava vazia, mas quem tem ânimo de comprar vestidinho de linho quando tá 5 graus??? Ainda mais homem, que geralmente compra exatamente o que ele precisa naquele momento. Bart experimentou uma Dockers de verão e disse que ía congelar. Claro que eu falei pra ele levar a calça porque em 2 meses vai estar calor, ele disse que em 2 meses volta à loja, o que é burrice, mas eu não tava a fim de brigar. Daí que eu fucei, fucei, fucei, e achei uma gondolazinha com calças em promoção, e depois de meia hora procurando achei uma calça meia-estação, marrom escura ( ele queria bege ), daquelas com pregas, que não é o modelo preferido dele, mas ficou bem e era da Dockers, ele trouxe. Marquem minhas palavras: em dois meses estarei aqui contando que ele queria calças de verão e não achou porque só tinha de outono. Essa é a Holanda.
É sempre a minha eterna reclamação: a logística deles é péssima, acho que não sabem contar!
Nas promoções esse ano, só sobrou roupa número 36, como todos os anos. Pra quê então fabricar e estocar tanto 36? Quem usa 36? Ou quem é genéticamente favorecido, ou menininha de 14 anos. Menininha de 14 anos compra roupa nas Cool Kat's ( uma loja de adolescentes que me lembra muito o Torra-Torra no ABC ) da vida, e não na Bijenkorf, Mexx, Didi, que foram as lojas que, fora a Miss Etam e Promiss onde eu sempre compro, eu fui fuçar esse ano. Seriously, quantos adultos de terninho 36 você viu na sua vida? Eu acho que até agora 1 ou 2. Blé.
Aliás, eu comprei Mexx e uma camisa sem marca conhecida pela Wehkamp, loja online holandesa. Aquele tankini do post anterior era um Esprit da Wehkamp. Adorei o serviço e adorei a forma de comprar, você pesquisa pela peça, o tamanho, a marca e voilá, aparecem várias foteeenhas, você escolhe o que quer.
Nesse frio dos infernos, online shopping rulezzzz!
sexta-feira, março 6
Eu queria tanto ter...
Eu queria tanto ter...

Este tankini...
O corpitcho que recheia este tankini...
Um lugar pra usar esse tankini...

Este tankini...
O corpitcho que recheia este tankini...
Um lugar pra usar esse tankini...
quarta-feira, março 4
Vários blés
Cinza. Cláááááro que está tudo cinza. Hoje os olhos não quiseram abrir de manhã. Foi duro, muito duro, acordar. Aí olhei lá fora e tava tudo horrivelmente cinza. Nessas manhãs eu tenho que me cutucar e dizer: ei, há 4 anos você acordava as 5 da manhã todos os dias e sonhava com o dia em que você pudesse dormir até as 7. Acorda preguiçosa, são 7:15!
Acordar cedo é Blé.
Os feriados estão chegando. Páscoa. Dia da Rainha. Ascenção. Pinksterdag ( não faço a mínima idéia do equivalente em português ). Em épocas normais, eu já estaria de malas praticamente prontas pra emendar o de Ascenção no Pinkster, e molhar a bunda em alguma praia européia. Esse ano, necas. Necas de catipiroba. Talvez, e esse talvez é uma possibilidade muito remota, eu consiga convencer Bart a passar uns dias em algum lugar, isso só se eu achar um vôo muito, muito, muuuuuito em conta com a Ryanair, que vai agora começar a cobrar 1 libra pra usar o banheiro ( que xixizinho caro! ).
Passar feriadão sem fazer nada em casa é muito Blé.
Pensei em ir uns diazinhos pra Disneyland Paris ( porque nóis é chique e nóis não fala EuroDisney ), mas tá tão caro, tão caro, que se não fosse tão longe, saía o mesmo preço ir para Orlando. Em Orlando, o hotel Pop Century Disney Resort, dentro da Disney, tá 49 doletas por noite, o que dá 38 euros. Aqui, um hotel comparável, também dentro da Disney, tá 153 euros. Um prato de Porkribs no TGI fridays de Orlando tá 16 doletas, o mesmo prato na Stakehouse da Disneyland tá 28 euros. Se neguinho conseguir um desses vôos baratos para Orlando / Miami, dá mais jogo que essa Disneyland Paris esfoladora de pobres assalariados. Isso dito, será que alguém aqui conhece algum hotelzinho barato perto da Disneyland Paris?
Ser esfolado vivo para ver o Mickey é Blé também.
O correio holandês tem a irritante mania: se chegar um pacote pra você e você não estiver em casa, deixam em algum vizinho e te deixam um bilhete avisando. Eu DETESTO ter que ir no vizinho, às vezes 4 casas adiante, procurar a lingerie sexy que eu encomendei no www.i-am-sexy.nl. Óquei, eu não encomendei lingerie sexy online, mas podia ser, e eles deixariam na casa dos meu vizinhos. Não importa o que seja, eu não quero que vá parar na casa do vizinho e não tem como avisar o correio que se eu não estiver em casa é pra ficar com a encomenda e eu vou buscar.
Correio Holandês é muito muito muito Blé.
Conhecida que trabalha numa empresa que faz Caravans diz que há 3 meses não vendem 1 só veículo. Não sei se é bom ou ruim. A princípio podia ser bom, menos Cavaravans nas ruas européias nas férias. Masssss... como eu conheço a holandesada, o que vai acontecer é que ao invés de comprar uma caravan nova, vão com suas caravans pocotó caindo aos pedaços pra Espanha e Sul da França, o que é pior que Caravans tinindo de nova. Aliás, pensem bem, uma caravam boa custa 40 mil euros. Uma viagem anual pra um hotel simples na Espanha ou França para uma família de 4 pessoas custa 2 mil euros. Ou seja, a caravan custa 20 anos de viagens, fora os impostos, manutenção, garagem pra deixar aquela mostruosidade... Sou mais o Jeremy Clarkson, que no TopGear já chegou a detonar 12 Caravans num só programa.
Congestionamento de Caravans no verão é Bléééééé.
Tem gente que é tão, tão, mas tãããão incoerente em blog, que não dá pra deixar de pensar: putz grila, que mentirada! E convenhamos, blog já não é a leitura mais instrutiva do universo, mas blog cheio de mentirada e meias-histórias é o fim-do-fim-do-fim-da-picada. Ainda bem que esse em questão, no ritmo que vai, terá 4, 5 posts por ano. Idéia: a pessoa podia colocar o aviso "essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos reais terá sido mera coincidência". Dessa forma, a gente lê preparado. Ou nem lê, o que é uma ótima idéia.
Blog requenguela também é bem Blé.
E agora, blézices à parte, eu vou tomar sopinha. Sopinha até faz o maravilhoso clima holandes mais suportável. E povo, sério mesmo, se vocês souberem de hotéizinhos perto da Disneyland, boas camas, limpos, baratos, vão ajudar beeem.
Ah, antes que alguma "inimiguxa" deixe nos comentários: Blog da Dri na Holanda pode também ser bem blé também.
Acordar cedo é Blé.
Os feriados estão chegando. Páscoa. Dia da Rainha. Ascenção. Pinksterdag ( não faço a mínima idéia do equivalente em português ). Em épocas normais, eu já estaria de malas praticamente prontas pra emendar o de Ascenção no Pinkster, e molhar a bunda em alguma praia européia. Esse ano, necas. Necas de catipiroba. Talvez, e esse talvez é uma possibilidade muito remota, eu consiga convencer Bart a passar uns dias em algum lugar, isso só se eu achar um vôo muito, muito, muuuuuito em conta com a Ryanair, que vai agora começar a cobrar 1 libra pra usar o banheiro ( que xixizinho caro! ).
Passar feriadão sem fazer nada em casa é muito Blé.
Pensei em ir uns diazinhos pra Disneyland Paris ( porque nóis é chique e nóis não fala EuroDisney ), mas tá tão caro, tão caro, que se não fosse tão longe, saía o mesmo preço ir para Orlando. Em Orlando, o hotel Pop Century Disney Resort, dentro da Disney, tá 49 doletas por noite, o que dá 38 euros. Aqui, um hotel comparável, também dentro da Disney, tá 153 euros. Um prato de Porkribs no TGI fridays de Orlando tá 16 doletas, o mesmo prato na Stakehouse da Disneyland tá 28 euros. Se neguinho conseguir um desses vôos baratos para Orlando / Miami, dá mais jogo que essa Disneyland Paris esfoladora de pobres assalariados. Isso dito, será que alguém aqui conhece algum hotelzinho barato perto da Disneyland Paris?
Ser esfolado vivo para ver o Mickey é Blé também.
O correio holandês tem a irritante mania: se chegar um pacote pra você e você não estiver em casa, deixam em algum vizinho e te deixam um bilhete avisando. Eu DETESTO ter que ir no vizinho, às vezes 4 casas adiante, procurar a lingerie sexy que eu encomendei no www.i-am-sexy.nl. Óquei, eu não encomendei lingerie sexy online, mas podia ser, e eles deixariam na casa dos meu vizinhos. Não importa o que seja, eu não quero que vá parar na casa do vizinho e não tem como avisar o correio que se eu não estiver em casa é pra ficar com a encomenda e eu vou buscar.
Correio Holandês é muito muito muito Blé.
Conhecida que trabalha numa empresa que faz Caravans diz que há 3 meses não vendem 1 só veículo. Não sei se é bom ou ruim. A princípio podia ser bom, menos Cavaravans nas ruas européias nas férias. Masssss... como eu conheço a holandesada, o que vai acontecer é que ao invés de comprar uma caravan nova, vão com suas caravans pocotó caindo aos pedaços pra Espanha e Sul da França, o que é pior que Caravans tinindo de nova. Aliás, pensem bem, uma caravam boa custa 40 mil euros. Uma viagem anual pra um hotel simples na Espanha ou França para uma família de 4 pessoas custa 2 mil euros. Ou seja, a caravan custa 20 anos de viagens, fora os impostos, manutenção, garagem pra deixar aquela mostruosidade... Sou mais o Jeremy Clarkson, que no TopGear já chegou a detonar 12 Caravans num só programa.
Congestionamento de Caravans no verão é Bléééééé.
Tem gente que é tão, tão, mas tãããão incoerente em blog, que não dá pra deixar de pensar: putz grila, que mentirada! E convenhamos, blog já não é a leitura mais instrutiva do universo, mas blog cheio de mentirada e meias-histórias é o fim-do-fim-do-fim-da-picada. Ainda bem que esse em questão, no ritmo que vai, terá 4, 5 posts por ano. Idéia: a pessoa podia colocar o aviso "essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos reais terá sido mera coincidência". Dessa forma, a gente lê preparado. Ou nem lê, o que é uma ótima idéia.
Blog requenguela também é bem Blé.
E agora, blézices à parte, eu vou tomar sopinha. Sopinha até faz o maravilhoso clima holandes mais suportável. E povo, sério mesmo, se vocês souberem de hotéizinhos perto da Disneyland, boas camas, limpos, baratos, vão ajudar beeem.
Ah, antes que alguma "inimiguxa" deixe nos comentários: Blog da Dri na Holanda pode também ser bem blé também.
segunda-feira, março 2
Noé é que era feliz, não tinha vizinhos!
Como já disse aqui, somos 4 vizinhos no quarteirão, e embora nossas casas não se toquem, os jardins dividem cercas. E são essas, as cercas, o objeto da discussão da vez.
Imagine que cada casa tem 3 cercas: uma dá para a rua e foi colocada pela construtora, é paupérrima, de araminho verde, e por exigência da prefeitura, uma trepadeira ( ou várias mudas de ) foi plantada pra cobri-la e dar um pouco de privacidade aos moradores. Essa cerca verde é o novo padrão na em Eindhoven, teremos que mantê-la por ao menos 4 anos. Eu detesto trepadeira porque você tem que ficar podando, apesar da prefeitura garantir que vai fazê-lo, e esse tipo que instalaram fica horrível, marrom e seca no inverno.

Aí você tem a cerca de trás, que divide com seu vizinho de trás, e a do lado, que divide com o vizinho do lado. O vizinho "atravessado" é o único com quem não dividimos cerca.
Há algumas semanas, o vizinho de trás tomou a iniciativa de nos consultar a respeito das cercas do meio, quais eram nossas preferências. Todos disseram que queriam que fossem as mesmas para as 4 casas, um disse que queria tudo fechada, o outro que queria os "paus" de cimento para durar mais.
Chegadas as "ofertas", o de trás, o do lado e nós respondemos o e-mail de forma parecida: queríamos os paus de cimento antracite, e a madeira tratada incolor, de acabamento reto ou em arco. Essa discussão se deu em uns 10 e-mails, e o vizinho através foi o único que não disse nada.

Ontem de noite o vizinho através responde: que ele gostaria que nós considerássemos a possibilidade de colocar cercas idênticas às já existentes ( de araminho com planta ), que a trepadeira cresce rápido, e que assim ía ficar uniforme com a cerca já colocada pela construtora, que representa melhor os anos 30 - arquitetura que inspirou a construção do bairro, e que acima de tudo "custa 1/3 do preço do pau de cimento com cerca de madeira".
Olha, eu até gaguejava de tanta raiva ao ler o tal e-mail. Porque é que agora, 2 semanas e 10 dias depois que essa fulana vem se pronunciar? E como é que alguém que tem 2 Audis se preocupa com 700 euros que vai ter que pagar numa cerca que vai durar 20 anos?
Aliás, esse lance do dinheiro foi o que mais me irritou, visto que eles instalaram uma lareira linda e obviamente cara antes mesmo de mudar, TODAS, e com isso digo 100% das cortinas da casa são Luxaflex, dum modelo novo carésimo que a Luxaflex patenteou e não pode ser copiado, e que devem ter custado mais de 6 mil euros. E ela vem miguelar 700, 500 euros?
Agora olhem minha situação: meu vizinho de lado tem uma labradora adolescente, super brincalhona e arisquinha, imaginem a latição que vai ser no minuto que a Zoe enxergar o Plato e o Ty através da cerquinha transparente! É porque a trepadeira cresce "rápido", mas esse rápido são 2 anos! Meus piolhos vão viver estressados no quintal.
Imagine que cada casa tem 3 cercas: uma dá para a rua e foi colocada pela construtora, é paupérrima, de araminho verde, e por exigência da prefeitura, uma trepadeira ( ou várias mudas de ) foi plantada pra cobri-la e dar um pouco de privacidade aos moradores. Essa cerca verde é o novo padrão na em Eindhoven, teremos que mantê-la por ao menos 4 anos. Eu detesto trepadeira porque você tem que ficar podando, apesar da prefeitura garantir que vai fazê-lo, e esse tipo que instalaram fica horrível, marrom e seca no inverno.
Aí você tem a cerca de trás, que divide com seu vizinho de trás, e a do lado, que divide com o vizinho do lado. O vizinho "atravessado" é o único com quem não dividimos cerca.
Há algumas semanas, o vizinho de trás tomou a iniciativa de nos consultar a respeito das cercas do meio, quais eram nossas preferências. Todos disseram que queriam que fossem as mesmas para as 4 casas, um disse que queria tudo fechada, o outro que queria os "paus" de cimento para durar mais.
Chegadas as "ofertas", o de trás, o do lado e nós respondemos o e-mail de forma parecida: queríamos os paus de cimento antracite, e a madeira tratada incolor, de acabamento reto ou em arco. Essa discussão se deu em uns 10 e-mails, e o vizinho através foi o único que não disse nada.

Ontem de noite o vizinho através responde: que ele gostaria que nós considerássemos a possibilidade de colocar cercas idênticas às já existentes ( de araminho com planta ), que a trepadeira cresce rápido, e que assim ía ficar uniforme com a cerca já colocada pela construtora, que representa melhor os anos 30 - arquitetura que inspirou a construção do bairro, e que acima de tudo "custa 1/3 do preço do pau de cimento com cerca de madeira".
Olha, eu até gaguejava de tanta raiva ao ler o tal e-mail. Porque é que agora, 2 semanas e 10 dias depois que essa fulana vem se pronunciar? E como é que alguém que tem 2 Audis se preocupa com 700 euros que vai ter que pagar numa cerca que vai durar 20 anos?
Aliás, esse lance do dinheiro foi o que mais me irritou, visto que eles instalaram uma lareira linda e obviamente cara antes mesmo de mudar, TODAS, e com isso digo 100% das cortinas da casa são Luxaflex, dum modelo novo carésimo que a Luxaflex patenteou e não pode ser copiado, e que devem ter custado mais de 6 mil euros. E ela vem miguelar 700, 500 euros?
Agora olhem minha situação: meu vizinho de lado tem uma labradora adolescente, super brincalhona e arisquinha, imaginem a latição que vai ser no minuto que a Zoe enxergar o Plato e o Ty através da cerquinha transparente! É porque a trepadeira cresce "rápido", mas esse rápido são 2 anos! Meus piolhos vão viver estressados no quintal.
domingo, março 1
Hibernando
Uma das coisas que eu mais detesto nesse inverno europeu é que a minha minha preguiça se multiplica por 10.
Preciso ou quero fazer as coisas, mas só de olhar o céu cinza, ameaçando chuva, as árvores peladas balançando com o vento, acabo escolhendo o quentinho confortável do meu casebre.
Mas isso tem que mudar!
Meus cabelos estão enormes, sem corte, secos, preciso ir ao cabeleireiro. Mas e o ânimo? Sábado não fiz nada, podia ter ido, mas tava um tempo horrííííível. Isso sem falar qeu apesar do cabeleireiro ser ótimo, melhor do que qualquer um que eu tive no Brasil ( ele é taiwanês, e não holandês ), eu detesto ir a cabeleireiros.
E faz tempo que estou querendo ir ao cinema, mas também desanimo por causa do frio. Se ainda aqui tivesse shopping center fechadinho como em SP, mas não, tem que estacionar num lugar, andar até o cinema, na saída andar de volta... Tô fora.
E assim as coisas à fazer vão se acumulando: o presente do Bru e o presente da Fê, que fizeram aniversário e ainda não ganharam nada, os tapetinhos da Rituals que eu quero comprar, o corretivo novo que eu preciso repor que está no fim...
Isso sem falar que depois daquela época que estava dormindo mal, parece que tudo que eu fiz e tomei fez efeito de uma vez, ando dormindo pacas. Hoje mesmo, acordei tarde, tirei soneca, e já estou com sono.
Não, não nasci pro frio do hemisfério norte.
Preciso ou quero fazer as coisas, mas só de olhar o céu cinza, ameaçando chuva, as árvores peladas balançando com o vento, acabo escolhendo o quentinho confortável do meu casebre.
Mas isso tem que mudar!
Meus cabelos estão enormes, sem corte, secos, preciso ir ao cabeleireiro. Mas e o ânimo? Sábado não fiz nada, podia ter ido, mas tava um tempo horrííííível. Isso sem falar qeu apesar do cabeleireiro ser ótimo, melhor do que qualquer um que eu tive no Brasil ( ele é taiwanês, e não holandês ), eu detesto ir a cabeleireiros.
E faz tempo que estou querendo ir ao cinema, mas também desanimo por causa do frio. Se ainda aqui tivesse shopping center fechadinho como em SP, mas não, tem que estacionar num lugar, andar até o cinema, na saída andar de volta... Tô fora.
E assim as coisas à fazer vão se acumulando: o presente do Bru e o presente da Fê, que fizeram aniversário e ainda não ganharam nada, os tapetinhos da Rituals que eu quero comprar, o corretivo novo que eu preciso repor que está no fim...
Isso sem falar que depois daquela época que estava dormindo mal, parece que tudo que eu fiz e tomei fez efeito de uma vez, ando dormindo pacas. Hoje mesmo, acordei tarde, tirei soneca, e já estou com sono.
Não, não nasci pro frio do hemisfério norte.
sexta-feira, fevereiro 27
What-ever
Tjá, como diriam os holandeses.
Eu não posso falar nada sobre bebês, mães, gravidez, parto aqui que o povo já acha que eu estou me digladiando para decidir se terei ou não filhos, ou que eu estou fazendo alguma apologia anti ou a favor da maternidade.
Kom op Pípol, esse barco já zarpou! Já pensei, matutei, e tomei minha decisão, que é íntima e não será discutida aqui. Estou certa do que quero, foi um alívio ter finalmente decidido, e a vida continua!
Uma grande amiga acabou de ter bebê, outra com quem troco e-mails frequentemente idem, e assim como comento aqui de outras coisas do meu dia-a-dia, comentarei aqui das minhas amigas mães de primeira-viagem.
Ah, povo, A gente muda com o tempo. Eu não me conformava da mulherada vir pra cá e viver às custas de marido, morria de medo da holandesada achar que somos todas assim e isso acabar prejudicando minhas chances de conseguir um bom emprego. Sei lá se prejudicou, vai ver que sim, mas no fim, custou mas cá estou eu, com meu empreguinho, minha casinha, minhas viagenzinhas... Falta meu carrinho! Tenho momentos de grandes preocupações, como agora com essa crise, mas no geral, sou bem feliz.
Acho que no fundo eu tinha a ilusão de que alguém fosse mudar de opinião só porque eu escrevi alguma coisa no blog, mas até parece que a fulana que acha um "privilégio" ter um marido que a sustente, vai mudar de opinião só por minha causa. Ho ho ho.
E no fim, a vida é assim, a gente acha que é A hoje, amanhã achará que é B. E cada um vai escolher o que fazer das suas vidas, independente de eu, ou de alguém pensar ao contrário. E eu vou continuar me achando no direito de não ter muito contato com as "mãezuxas", afinal não partilhamos dos mesmos valores, então o que se ganha em ficar dando murro em ponta de faca?
Eu não posso falar nada sobre bebês, mães, gravidez, parto aqui que o povo já acha que eu estou me digladiando para decidir se terei ou não filhos, ou que eu estou fazendo alguma apologia anti ou a favor da maternidade.
Kom op Pípol, esse barco já zarpou! Já pensei, matutei, e tomei minha decisão, que é íntima e não será discutida aqui. Estou certa do que quero, foi um alívio ter finalmente decidido, e a vida continua!
Uma grande amiga acabou de ter bebê, outra com quem troco e-mails frequentemente idem, e assim como comento aqui de outras coisas do meu dia-a-dia, comentarei aqui das minhas amigas mães de primeira-viagem.
Ah, povo, A gente muda com o tempo. Eu não me conformava da mulherada vir pra cá e viver às custas de marido, morria de medo da holandesada achar que somos todas assim e isso acabar prejudicando minhas chances de conseguir um bom emprego. Sei lá se prejudicou, vai ver que sim, mas no fim, custou mas cá estou eu, com meu empreguinho, minha casinha, minhas viagenzinhas... Falta meu carrinho! Tenho momentos de grandes preocupações, como agora com essa crise, mas no geral, sou bem feliz.
Acho que no fundo eu tinha a ilusão de que alguém fosse mudar de opinião só porque eu escrevi alguma coisa no blog, mas até parece que a fulana que acha um "privilégio" ter um marido que a sustente, vai mudar de opinião só por minha causa. Ho ho ho.
E no fim, a vida é assim, a gente acha que é A hoje, amanhã achará que é B. E cada um vai escolher o que fazer das suas vidas, independente de eu, ou de alguém pensar ao contrário. E eu vou continuar me achando no direito de não ter muito contato com as "mãezuxas", afinal não partilhamos dos mesmos valores, então o que se ganha em ficar dando murro em ponta de faca?
quinta-feira, fevereiro 26
Pô, Paca!
Pô, amiga Paca... Então tão querendo me enganar, é? E a tal história de que a gravidez é um momento MÁÁÁÁÁGICO na vida da mulher*?
Como eu disse num e-mail que troquei com a Paca, eu tenho a solução. Leite infantil de caixinha, 20 mamadeiras, 10 pronta pra uso no treco esterilizador e 10 na lava-louças, compras online do AH pra não perder tempo, lavaroupa e secadora ( estender no varal, tais brincando? ), aquelas cadeirinhas que cachoalham sozinha, e 1 mês antes de ir voltar ao trabalho já mandar a criança pra creche uns 3 dias por semana meio período, assim a mãe dorme e se prepara pra voltar à labuta.
Fácil, fácil, mole, mole.
* Para entenderem esse post, leiam os últimos posts da Pacamanca, link ali do lado.
Como eu disse num e-mail que troquei com a Paca, eu tenho a solução. Leite infantil de caixinha, 20 mamadeiras, 10 pronta pra uso no treco esterilizador e 10 na lava-louças, compras online do AH pra não perder tempo, lavaroupa e secadora ( estender no varal, tais brincando? ), aquelas cadeirinhas que cachoalham sozinha, e 1 mês antes de ir voltar ao trabalho já mandar a criança pra creche uns 3 dias por semana meio período, assim a mãe dorme e se prepara pra voltar à labuta.
Fácil, fácil, mole, mole.
* Para entenderem esse post, leiam os últimos posts da Pacamanca, link ali do lado.
quarta-feira, fevereiro 25
Papo de mulherzinha
Vocês já se meteram a se vestir diferente e na hora H amarelam?
Pois então… Em comprei a tal bota da DuoBoots, até quase o joelho. Aqui na Holanda, o povo costuma usar essas botas de cano longo com uma calça que vá até o joelho ou ligeiramente abaixo do joelho, assim as botas ficam expostas. Ou usam saias, que de moteeenha é inviável. No Brasil, ninguém usa "bermudão" com botas, e eu sempre achei a idéia estranha, mesmo já morando aqui a tantos anos.
Eis que o advento da compra das botas de cano longo me puseram a pensar que ficaria bonito com uma calça curta. Revirei o país procurando uma calça social curta, e finalmente achei uma. Adquirida a peça, "montei" a produção: calça curta de lãzinha marrom, botas marrom, camisa social branca ( pode também ser rosa clarinha ), e uma blusinha marrom por cima pro caso de esfriar. Na hora de sair de casa, quem diz que rolou? Amarelei. Fiquei me olhando no espelho e questionando se estava legal mesmo. Eu achei legal, mas e os outros? Será que eu não estaria parecendo uma palhaça, de calças curtas e botas compridas?
Essa é a calça que comprei, só que em marrom, e vou usar sem o "cinto":
Pois então… Em comprei a tal bota da DuoBoots, até quase o joelho. Aqui na Holanda, o povo costuma usar essas botas de cano longo com uma calça que vá até o joelho ou ligeiramente abaixo do joelho, assim as botas ficam expostas. Ou usam saias, que de moteeenha é inviável. No Brasil, ninguém usa "bermudão" com botas, e eu sempre achei a idéia estranha, mesmo já morando aqui a tantos anos.
Eis que o advento da compra das botas de cano longo me puseram a pensar que ficaria bonito com uma calça curta. Revirei o país procurando uma calça social curta, e finalmente achei uma. Adquirida a peça, "montei" a produção: calça curta de lãzinha marrom, botas marrom, camisa social branca ( pode também ser rosa clarinha ), e uma blusinha marrom por cima pro caso de esfriar. Na hora de sair de casa, quem diz que rolou? Amarelei. Fiquei me olhando no espelho e questionando se estava legal mesmo. Eu achei legal, mas e os outros? Será que eu não estaria parecendo uma palhaça, de calças curtas e botas compridas?
Essa é a calça que comprei, só que em marrom, e vou usar sem o "cinto":
terça-feira, fevereiro 24
Dinheiro não traz felicidade... compra!
Tô achando que a mulherada toda que fica falando que filho recém nascido dá trabalho, que parto detona a gente, tá mesmo é fazendo corpo mole! Molíssimo!
Olha a Claudia Leite aí pra mostrar pra gente!
Não faz nem um mês que o filho nasceu e ela já está trabalhando, com o corpitcho nos trinques, acha tempo pra ficar 5 horas sacolejando no carnaval...
A Globo até mostrou como ela é uma super-mãe: veja aqui
O que a Globo não mostra é o exército por trás dela ajudando na maratona. Na matéria da Globo, contei 7 ajudantes, incluíndo a médica que deve estar lá de plantão pra saber que o bebê fica 24 horas "pendurado no peito", a personal trainner, que deve ficar a disposição pra coordenar as tais 3 horas de malhação por dia enquanto o bebê dorme.
Acho o fim da picada, essa senhora ficar fazendo campanhazinha pela amamentação, mostrando como é possível entrar em forma, voltar a trabalhar em ritmo record, sem mencionar o dinheiro todo qué necessário para se cercar de gente que faça isso tudo possível.
Eu, no lugar dela, faria exatamente o mesmo, pagaria todo esse povo pra que eu pudesse ficar o dia todo só babando meu filho, mas ela, vindo de onde veio, olhando ao seu redor, deveria fazer uma campanha diferente, deveria mostrar como seria impossível se ela não tivesse essa parafernália de gente toda atrás dela, como seria difícil se ela fosse uma mãe de classe média baixa, que trabalha sem carteira assinada, e tem que voltar a trabalhar em 1 mês porque senão não tem comida na mesa.
Porque é lindo ver o sucesso de gente rica, mas o que tem mais no Brasil, Marias que tem que deixar o filho de 1 mês com qualquer um que possa ajudar pra ela poder voltar ao trabalho, ou Claudias, que tem um séquito de empregadas, vai trabalhar de helicóptero, e obviamente não sabe nem quanto é o salário mínimo brasileiro?
segunda-feira, fevereiro 23
Curvas ou banhas?
A diferença entre uma mulher com curvas e gorda pode estar num vestido. E nesse caso preto, que deveria emagrecer...

Acho ótimo quando uma pessoa famosa ergue a voz pra dizer que não vai passar fome pra só pra entrar num vestido número 2, primeiro porque sou gorda, segundo porque acho mesmo ilógico uma cantora que tem que dançar e pular num palco, num vídeo, ou whatever, viver a base de alfacinha. Aliás, acho ilógico qualquer um viver a base de alfacinha, mas vou ficar quieta, senão logo uma dona qualquer vai apontar que eu só digo isso por causa das minha próprias banhas. Mas a "curvilínea por opção" tem que aprender a vestir as curvas, né não? Bom, nem Gisele B. ficaria bem nesse vestido de tecido de sofá da Beyoncé, mas a cantora, que eu acho linda, está o bofão nessa roupa. Aliás, alguém precisa dizer pra ela parar de tentar empurrar essa House of Dereon, a não ser que ela contrate um designer melhorzinho, porque eu NUNCA vi um vestido HofD bonito. Ever. Só sei que, como diria Katylene, essa foto foi minha vomytadinha do dia.
Achei que esse ano tinha muito vestido bonito no Oscar. Quem estava super super super bem era a Jeniffer Aniston, um vestido lindo, uma cara saudável, uma corzinha de quem corre na praia de manhã, uma carinha feliz... Totalmente o contrário da Angelina, que como muito bem apelidou Dr. Ana, parecia a Mortícia Adams. Cansey daquela cara blasé dela, de quem está ali contrariada, de quem não quer falar com ninguém. Fowfa, muda pro Nepal com suas crianças e virem todos monges budistas.
Penélope estava linda, Natalie Portman, Heidi Klum, aquela negra do filme do Brad Adams Pitt também.
E as jóias, u-lá-lá

Acho ótimo quando uma pessoa famosa ergue a voz pra dizer que não vai passar fome pra só pra entrar num vestido número 2, primeiro porque sou gorda, segundo porque acho mesmo ilógico uma cantora que tem que dançar e pular num palco, num vídeo, ou whatever, viver a base de alfacinha. Aliás, acho ilógico qualquer um viver a base de alfacinha, mas vou ficar quieta, senão logo uma dona qualquer vai apontar que eu só digo isso por causa das minha próprias banhas. Mas a "curvilínea por opção" tem que aprender a vestir as curvas, né não? Bom, nem Gisele B. ficaria bem nesse vestido de tecido de sofá da Beyoncé, mas a cantora, que eu acho linda, está o bofão nessa roupa. Aliás, alguém precisa dizer pra ela parar de tentar empurrar essa House of Dereon, a não ser que ela contrate um designer melhorzinho, porque eu NUNCA vi um vestido HofD bonito. Ever. Só sei que, como diria Katylene, essa foto foi minha vomytadinha do dia.
Achei que esse ano tinha muito vestido bonito no Oscar. Quem estava super super super bem era a Jeniffer Aniston, um vestido lindo, uma cara saudável, uma corzinha de quem corre na praia de manhã, uma carinha feliz... Totalmente o contrário da Angelina, que como muito bem apelidou Dr. Ana, parecia a Mortícia Adams. Cansey daquela cara blasé dela, de quem está ali contrariada, de quem não quer falar com ninguém. Fowfa, muda pro Nepal com suas crianças e virem todos monges budistas.
Penélope estava linda, Natalie Portman, Heidi Klum, aquela negra do filme do Brad Adams Pitt também.
E as jóias, u-lá-lá
Mais de mil palhaços no salão...
Não trabalho amanhã e terça. Aleluia.
Ainda não estou conseguindo dormir direito, sábado fui dormir 2 da manhã e acordei lá pelas 9, o que não é tão mal. Hoje eu deitei no meu sofá predileto com uma mantinha e tirei aquele cochilo... Aquele cochilo de quase 2 horas valeram mais que as 7 horas de sono da noite anterior, estou outra.
E acabei de assistir Sisterhood of the travelling pants 2. Já tinha gostado do 1, gostei desse também. Levinho, com paisagens lindas da Grécia. Aliás, eu queria tanto conhecer esse lado mais "normal" da Grécia, mas tudo o que eu vi foi turismão, turismão e mais turismão. Também, eu fui pra Creta, queria o quê, né? Parte da história se passa em Santorini, me parece lindo de morrer, mas eu imagino que não deva ser daquele jeito que mostra, deve ser lotadaço. Hmpf...
Sábado fui ao Centro de Compras, e passei na agência de turismo pra pegar umas brochuras. Eu já cheguei a passar uma hora na fila esperando pra ser atendida, mas nesse sábado encontrei apenas 1 das 5 atendentes trabalhando e num uma alma dentro da loja. Ó, os preços vão ter que baixar muito pra eu pode bancar duas semaninha sem Julho. Mooooito.
E aproveitei pra procurar um Huispak, sabem o que é? É "roupa de ficar em casa". Parece um desses conjuntinhos de moletom, pode ser também num tecidinho aveludado, que eu estou evitando porque é sintético. Aqui, como a holandesada deixa o aquecedor nos 21 graus ( os generosos ) pra economizar no gás, a gente precisa usar uma roupa mais quentinha pra ficar em casa. Eu, particularmente, quando chego em casa preciso IMEDIATAMENTE trocar de roupas, e colocar pijamão já as 6 da tarde não rola, né? Aí vai o tal huispak. Acho uma idéia legal, quem sabe amanhã saio pra dar umas voltas e acho um? E onde você moram, usam essas roupas de ficar em casa?
Ainda não estou conseguindo dormir direito, sábado fui dormir 2 da manhã e acordei lá pelas 9, o que não é tão mal. Hoje eu deitei no meu sofá predileto com uma mantinha e tirei aquele cochilo... Aquele cochilo de quase 2 horas valeram mais que as 7 horas de sono da noite anterior, estou outra.
E acabei de assistir Sisterhood of the travelling pants 2. Já tinha gostado do 1, gostei desse também. Levinho, com paisagens lindas da Grécia. Aliás, eu queria tanto conhecer esse lado mais "normal" da Grécia, mas tudo o que eu vi foi turismão, turismão e mais turismão. Também, eu fui pra Creta, queria o quê, né? Parte da história se passa em Santorini, me parece lindo de morrer, mas eu imagino que não deva ser daquele jeito que mostra, deve ser lotadaço. Hmpf...
Sábado fui ao Centro de Compras, e passei na agência de turismo pra pegar umas brochuras. Eu já cheguei a passar uma hora na fila esperando pra ser atendida, mas nesse sábado encontrei apenas 1 das 5 atendentes trabalhando e num uma alma dentro da loja. Ó, os preços vão ter que baixar muito pra eu pode bancar duas semaninha sem Julho. Mooooito.
E aproveitei pra procurar um Huispak, sabem o que é? É "roupa de ficar em casa". Parece um desses conjuntinhos de moletom, pode ser também num tecidinho aveludado, que eu estou evitando porque é sintético. Aqui, como a holandesada deixa o aquecedor nos 21 graus ( os generosos ) pra economizar no gás, a gente precisa usar uma roupa mais quentinha pra ficar em casa. Eu, particularmente, quando chego em casa preciso IMEDIATAMENTE trocar de roupas, e colocar pijamão já as 6 da tarde não rola, né? Aí vai o tal huispak. Acho uma idéia legal, quem sabe amanhã saio pra dar umas voltas e acho um? E onde você moram, usam essas roupas de ficar em casa?
sexta-feira, fevereiro 20
Help pípol, plííís...
Você conhece um ou vários truques para dormir bem?
Eu já não sei o que fazer. Pareço um desenho da Disney com o Pateta: passo o dia pingando de sono, e quando deito na cama, o olho estala e o sono vai-se embora.
Esta semana inteirinha dormi uma base de 6 horas por noite, estou um bagaço. Sábado e domingo passado acordei 6 da matina e não consegui mais dormir. O resto da semana fui pra cama às 10 da noite, mas necas de pegar no sono antes da 1. Infernal!
Se eu tivesse uma cara de pau a mais, ía na médica pedir rosinha. Sou uma mulher desesperada.
Hoje anunciaram que meu departamento não terá demissões, pelo menos não nessa "leva", ou seja, estamos razoavelmente salvos até setembro. Quem sabe eu não tinha perdido o sono de preocupação e essa noite eu durmo?
Acabei de tomar um dramin, um chá quentinho, estou de pijama lavado-e-passado ( olha o desespero, até passar pijama eu passei ), banho tomado, lençóis frescos. Vamos ver se rola umas 8 horas pelo menos.
Eu já não sei o que fazer. Pareço um desenho da Disney com o Pateta: passo o dia pingando de sono, e quando deito na cama, o olho estala e o sono vai-se embora.
Esta semana inteirinha dormi uma base de 6 horas por noite, estou um bagaço. Sábado e domingo passado acordei 6 da matina e não consegui mais dormir. O resto da semana fui pra cama às 10 da noite, mas necas de pegar no sono antes da 1. Infernal!
Se eu tivesse uma cara de pau a mais, ía na médica pedir rosinha. Sou uma mulher desesperada.
Hoje anunciaram que meu departamento não terá demissões, pelo menos não nessa "leva", ou seja, estamos razoavelmente salvos até setembro. Quem sabe eu não tinha perdido o sono de preocupação e essa noite eu durmo?
Acabei de tomar um dramin, um chá quentinho, estou de pijama lavado-e-passado ( olha o desespero, até passar pijama eu passei ), banho tomado, lençóis frescos. Vamos ver se rola umas 8 horas pelo menos.
quinta-feira, fevereiro 19
Nasceu o Sven, filho da Holandesa!
Agora, com a devida autorização da mãe, posso dar a notícia.
Nasceu o Sven, filho da Holandesa.
O parto começou no dia 17 de noitinha, Holandesa foi para o hospital, pela manhã foi decidido por uma cesárea.
Sven nasceu com 3.430 kg, 50 cm, e está bem. Segunda a Holandesa ele se parece bem com o pai ( deve ser ultra loirinho ), mas tem os lábios e orelhas dela. Enquanto estávamos ao telefone o pai dava o primeiro banho no bebê. Sven está aprendendo a mamar e segundo a Holandesa é um bom menino.
Ela está se recuperando da cirurgia, e tudo está indo como esperado. O bebê fica com ela o tempo todo, e ela está tendo ótima assistência no hospital.
Deixo aqui não só a notícia para todos que estavam esperando, mas meus desejos de muita muita muita felicidade para a Família Holandesa e principalmente boas vindas ao Sven. Que a vida dele seja cheia de risos, abraços, chamegos, aventuras, gatinhos, chococalates, kermis, Efteling e Disneyland, castelos de areia, sorvetes que lambuzam o rosto e as mãos, enfim, muito daquilo que faz nossa vida um tantico mais feliz.
Nasceu o Sven, filho da Holandesa.
O parto começou no dia 17 de noitinha, Holandesa foi para o hospital, pela manhã foi decidido por uma cesárea.
Sven nasceu com 3.430 kg, 50 cm, e está bem. Segunda a Holandesa ele se parece bem com o pai ( deve ser ultra loirinho ), mas tem os lábios e orelhas dela. Enquanto estávamos ao telefone o pai dava o primeiro banho no bebê. Sven está aprendendo a mamar e segundo a Holandesa é um bom menino.
Ela está se recuperando da cirurgia, e tudo está indo como esperado. O bebê fica com ela o tempo todo, e ela está tendo ótima assistência no hospital.
Deixo aqui não só a notícia para todos que estavam esperando, mas meus desejos de muita muita muita felicidade para a Família Holandesa e principalmente boas vindas ao Sven. Que a vida dele seja cheia de risos, abraços, chamegos, aventuras, gatinhos, chococalates, kermis, Efteling e Disneyland, castelos de areia, sorvetes que lambuzam o rosto e as mãos, enfim, muito daquilo que faz nossa vida um tantico mais feliz.
terça-feira, fevereiro 17
Cansada
Eu gostaria muito, muito mesmo de ser diferente, de não me preocupar tanto com as coisas, de deixar a vida me levar. Mas não consigo.
Está na primeira página de todos os jornais, e hoje apareceu na TV: minha empresa está se preparando para mandar um tanto embora no fim do mês, e em Junho três vezes esse tanto.
É difícil você chegar no trabalho de manhã, toda animadinha, e dar de cara com uma equipe de TV dizendo, com aquele tom dramático, que ao fim do mês, qualquer um pode estar "na rua da amargura".
A empresa está fazendo lobby para que o governo tome alguma medida que os beneficie, isenção de impostos, aumento no prazo e no conteúdo da redução da jornada de trabalho, então eles querem mais é que TV's e jornais pintem o diabo para o público. Nós, os funcionários, ficamos no meio, que nem joões-bobos, tomando porrada, sem saber pra que lado cair. Todos estamos cansados, dá vontade de ir fazer passeata chorosa pro cretino do primeiro ministro sair de cima de muro e tomar uma decisão. Nunca, nunca mesmo, tive asco maior por políticos como o que eu sinto agora por esse Meneer B@lkanende e seus comparsas. E pensar que pra gente o fim da picada era o "rouba mas faz". Bola murcha...
Sabem, eu me preocupo primeiro comigo, é claro, mas tenho uma boa esperança de que meu departamento não vá ser tão afetado ( toc toc toc ), mas é terrível ver a apreensão dos que estão em situação mais difícil que a minha. E eu tenho trauma, devo ter passado por uns 7 ou 8 facões já na vida, ver os olhos desesperados de quem acabou de perder o emprego é terrível.
Estou me sentindo emocionalmente dreanada, acho que na semana que vem vou tirar um diazinho livre pra dormir até mais tarde, dar umas voltinhas no centro da cidade e assistir TV com meus piolhos na sala.
Alguém aqui sabe me dizer quantos minutos faltam para 2009 acabar?
Está na primeira página de todos os jornais, e hoje apareceu na TV: minha empresa está se preparando para mandar um tanto embora no fim do mês, e em Junho três vezes esse tanto.
É difícil você chegar no trabalho de manhã, toda animadinha, e dar de cara com uma equipe de TV dizendo, com aquele tom dramático, que ao fim do mês, qualquer um pode estar "na rua da amargura".
A empresa está fazendo lobby para que o governo tome alguma medida que os beneficie, isenção de impostos, aumento no prazo e no conteúdo da redução da jornada de trabalho, então eles querem mais é que TV's e jornais pintem o diabo para o público. Nós, os funcionários, ficamos no meio, que nem joões-bobos, tomando porrada, sem saber pra que lado cair. Todos estamos cansados, dá vontade de ir fazer passeata chorosa pro cretino do primeiro ministro sair de cima de muro e tomar uma decisão. Nunca, nunca mesmo, tive asco maior por políticos como o que eu sinto agora por esse Meneer B@lkanende e seus comparsas. E pensar que pra gente o fim da picada era o "rouba mas faz". Bola murcha...
Sabem, eu me preocupo primeiro comigo, é claro, mas tenho uma boa esperança de que meu departamento não vá ser tão afetado ( toc toc toc ), mas é terrível ver a apreensão dos que estão em situação mais difícil que a minha. E eu tenho trauma, devo ter passado por uns 7 ou 8 facões já na vida, ver os olhos desesperados de quem acabou de perder o emprego é terrível.
Estou me sentindo emocionalmente dreanada, acho que na semana que vem vou tirar um diazinho livre pra dormir até mais tarde, dar umas voltinhas no centro da cidade e assistir TV com meus piolhos na sala.
Alguém aqui sabe me dizer quantos minutos faltam para 2009 acabar?
segunda-feira, fevereiro 16
Gotas de Pinho Alabarda
- Meu presente de dia dos namorados holandês foi uma visitinha ao centro de reciclagem ( vulgo lixão ) com um carro lotado de tralhas. Não podia ter tido presente melhor.
- Fim de semana razoavelmente ensolarado, apesar do frio. Início de semana cinza, frio e garoento. Preciso de uns dias ao sol.
- Que absurdo o caso da barriga brasileira na Suiça, hein? Sem julgar a moça, afinal é óbvio que ela precisa de tratamento psiquiátrico, mas quem é que iniciou "a notícia"? Estão culpando a Globo, mas eu vi até aqui no jornal. E não vi nenhum verbo condicional sendo usado, ninguém disse que a brasileira "teria sido agredida por skinheads".
- Prometi que não vou mais me preocupar com a crise, com os cortes na empresa. Mas eu tava pensando... se eu for guilhotinada, sabe que emprego eu vou procurar? Gerente de loja do AH. Será que ganha muito pouco? Eu ía adorar!
- Overdose de seriados esse findi: assisti bem uns 10 episódios de House, uns 5 de Desperate Housewife, sem falar nos meus de sempre, Grey's Anatomy, Private Practice, 90210, Gossip Girl, Smallville. Comecei assistir Fringe, o primeiro episódio duplo é legal, vamos ver o resto. Ah, e não posso esquecer, faltam só 2 episódios da 5a. temporada de 24.
- Meus piolhos estão mais lindos do que nunca. A vizinha comprou um Chartreuse ( o gato da Sheba ), eu babo no filhotinho. Se pudesse, aumentava a família.
- Me disseram que eu devia abrir uma tendinha de consultas exotéricas. Tudo que eu tenho a declarar é que eu não tenho poder algum do outro mundo, só um bom raciocínio lógico.
E rumbora que sexta-feira é carnaval. Como se isso fosse grandes coisas por aqui. Se bem que... em Brabant tem carnaval.
- Fim de semana razoavelmente ensolarado, apesar do frio. Início de semana cinza, frio e garoento. Preciso de uns dias ao sol.
- Que absurdo o caso da barriga brasileira na Suiça, hein? Sem julgar a moça, afinal é óbvio que ela precisa de tratamento psiquiátrico, mas quem é que iniciou "a notícia"? Estão culpando a Globo, mas eu vi até aqui no jornal. E não vi nenhum verbo condicional sendo usado, ninguém disse que a brasileira "teria sido agredida por skinheads".
- Prometi que não vou mais me preocupar com a crise, com os cortes na empresa. Mas eu tava pensando... se eu for guilhotinada, sabe que emprego eu vou procurar? Gerente de loja do AH. Será que ganha muito pouco? Eu ía adorar!
- Overdose de seriados esse findi: assisti bem uns 10 episódios de House, uns 5 de Desperate Housewife, sem falar nos meus de sempre, Grey's Anatomy, Private Practice, 90210, Gossip Girl, Smallville. Comecei assistir Fringe, o primeiro episódio duplo é legal, vamos ver o resto. Ah, e não posso esquecer, faltam só 2 episódios da 5a. temporada de 24.
- Meus piolhos estão mais lindos do que nunca. A vizinha comprou um Chartreuse ( o gato da Sheba ), eu babo no filhotinho. Se pudesse, aumentava a família.
- Me disseram que eu devia abrir uma tendinha de consultas exotéricas. Tudo que eu tenho a declarar é que eu não tenho poder algum do outro mundo, só um bom raciocínio lógico.
E rumbora que sexta-feira é carnaval. Como se isso fosse grandes coisas por aqui. Se bem que... em Brabant tem carnaval.
sexta-feira, fevereiro 13
Sexta-feira 13
Ontem estávamos olhando promoções em concessionárias e sériamente pensando em comprar um carrinho novo.
Ante-ontem estávamos olhando um hotel legal em Rhodes pra passar as férias de julho.
Hoje recebo a notícia de que a empresa demitirá 40% dos funcionários de escritório, 10% nos próximos 3 dias, quebrando assim o acordo com o sindicato.
Ninguém mais sabe o que pensar...
E do meu lado, o Bonitinho se prepara para o dia dos namorados amanhã, e adota uma galinha pra namorada: "olha, ela pode acompanhar o ovo quebrando, a penácea crescendo, tudo pela webcam". Eu pensei: neguinho coloca 1 webcam em 1 galinha e vende a adoção 300 vezes. Mas fiquei quieta. O dia tá brabo demais, deixa o garoto adotar uma penácea pra namorada.
Melhor que o outro que comprou uma fritadeira.
Ante-ontem estávamos olhando um hotel legal em Rhodes pra passar as férias de julho.
Hoje recebo a notícia de que a empresa demitirá 40% dos funcionários de escritório, 10% nos próximos 3 dias, quebrando assim o acordo com o sindicato.
Ninguém mais sabe o que pensar...
E do meu lado, o Bonitinho se prepara para o dia dos namorados amanhã, e adota uma galinha pra namorada: "olha, ela pode acompanhar o ovo quebrando, a penácea crescendo, tudo pela webcam". Eu pensei: neguinho coloca 1 webcam em 1 galinha e vende a adoção 300 vezes. Mas fiquei quieta. O dia tá brabo demais, deixa o garoto adotar uma penácea pra namorada.
Melhor que o outro que comprou uma fritadeira.
quarta-feira, fevereiro 11
O legado ( não é título de novela )
de legar
s. m.,
dom que se faz por testamento;
fig.,
aquilo que uma geração transmite a outra.
Vira e mexe algo que eu leio aqui nos comentários ou em outros blogs fica ali num cantinho do cé"l"ebro sendo processado, pinicando, como se eu devesse dar um pouco mais de atenção àquele fato.
Outro dia li, não lembro onde, "tenho filhos, tenho um legado". E fiquei pensando... Acho que o que a pessoa quis dizer é que ela está deixando um legado ao mundo, e partindo do princípio que a colocação é essa, eu fiquei matutando... Porquê é que o ser humano tem essa necessidade de deixar sua marca no mundo, ou de ser reconhecido publicamente por algo, ou de deixar algo para as gerações futuras?
Será que Fulano, uma pessoa mesquinha, egoísta, malvadinha mesmo, que deixa um filho no mundo, ou constrói um lindo prédio, ou paga por uma estátua numa praça pública, é melhor que o Ciclano, que não deixa filhos nem tostão, mas que durante sua vida foi uma pessoa bondosa, generosa, legal?
Será que a importância do ser humano está no que ele dá ao mundo depois que morre, ou no que ele dá enquanto está vivo? O valor está em coisas ou ações?
Sei lá, talvez eu esteja errada, mas eu ligo a palavra "legado" à soberba, a uma necessidade de ser reconhecido e admirado não por qualidades próprias, mas por algo externo a si mesmo. Aliás, ligo a palavra à necessidade de ser admirado - ponto final -, e isso eu não entendo: será que todo mundo quer ser admirado? Será que é anormal querer simplesmente viver sua vidinha na santa paz de Deus?
Não sei como os outros são, nunca conversei com amigos sobre esse assunto, mas eu, pessoalmente, não tenho a mínima necessidade de ser lembrada quando me for. Para mim, o que importa é o aqui, o agora. Importa é ser uma amiga legal, uma boa filha, tia, irmã, vizinha, esposa... Vou viver bem minha vida e ser lembrada pelos meus sobrinhos como a Tita Louca, a tia que se mudou pras terras geladas, e os filhos deles talvez me conheçam e talvez falem para seus filhos de mim. Mas num determinado momento eu deixarei de existir, porque não estarei na memória de ninguém, e quando esse dia chegar, tudo bem. All-is-fine.
s. m.,
dom que se faz por testamento;
fig.,
aquilo que uma geração transmite a outra.
Vira e mexe algo que eu leio aqui nos comentários ou em outros blogs fica ali num cantinho do cé"l"ebro sendo processado, pinicando, como se eu devesse dar um pouco mais de atenção àquele fato.
Outro dia li, não lembro onde, "tenho filhos, tenho um legado". E fiquei pensando... Acho que o que a pessoa quis dizer é que ela está deixando um legado ao mundo, e partindo do princípio que a colocação é essa, eu fiquei matutando... Porquê é que o ser humano tem essa necessidade de deixar sua marca no mundo, ou de ser reconhecido publicamente por algo, ou de deixar algo para as gerações futuras?
Será que Fulano, uma pessoa mesquinha, egoísta, malvadinha mesmo, que deixa um filho no mundo, ou constrói um lindo prédio, ou paga por uma estátua numa praça pública, é melhor que o Ciclano, que não deixa filhos nem tostão, mas que durante sua vida foi uma pessoa bondosa, generosa, legal?
Será que a importância do ser humano está no que ele dá ao mundo depois que morre, ou no que ele dá enquanto está vivo? O valor está em coisas ou ações?
Sei lá, talvez eu esteja errada, mas eu ligo a palavra "legado" à soberba, a uma necessidade de ser reconhecido e admirado não por qualidades próprias, mas por algo externo a si mesmo. Aliás, ligo a palavra à necessidade de ser admirado - ponto final -, e isso eu não entendo: será que todo mundo quer ser admirado? Será que é anormal querer simplesmente viver sua vidinha na santa paz de Deus?
Não sei como os outros são, nunca conversei com amigos sobre esse assunto, mas eu, pessoalmente, não tenho a mínima necessidade de ser lembrada quando me for. Para mim, o que importa é o aqui, o agora. Importa é ser uma amiga legal, uma boa filha, tia, irmã, vizinha, esposa... Vou viver bem minha vida e ser lembrada pelos meus sobrinhos como a Tita Louca, a tia que se mudou pras terras geladas, e os filhos deles talvez me conheçam e talvez falem para seus filhos de mim. Mas num determinado momento eu deixarei de existir, porque não estarei na memória de ninguém, e quando esse dia chegar, tudo bem. All-is-fine.
terça-feira, fevereiro 10
Um pouco mais de cores...
Minha família, por parte do meu avô materno, é italiana, duma cidade perto de Padova. Há muitos anos, ainda no Brasil, comecei a ir atrás da papelada pra requerer a cidadania italiana. Com toda a papelada na mão fui à um desses advogados que cuidam de processos de pedido de cidadania italiana e ele me avisou: vai ser caro e demorado. Mesmo assim, eu comecei o processo. Naquela época eu pensava: com as coisas feias no Brasil, poder trabalhar legalmente na Europa é uma dádiva.
Para mim, que só conhecia a Europa à passeio, todos os países que visitei pareciam ótimos para se morar.
Hoje estou aqui, já a 6 anos quase, e mil vezes por dia penso em como seria bom se eu desse uma de louca e convencesse FH a imigrar para outro país. Sabem, fora algumas esquisitices desse povo, eu até gosto das coisas aqui na Holanda, mas esse frio... Não é só o frio, é esse céu cinza, essas árvores peladas, me deprime demais! Desde o sábado não se vê o sol, e não há previsão de melhora tão cedo. Lá no fundo tem uma vozinha perguntando: Adriana, você vai conseguir encarar isso por mais 30 anos?
Sei lá, povo, sei lá. O clima e a língua, duas coisas que me fazem infeliz. Mas será que em outros países com clima melhor e uma língua mais "user friendly" eu seria mesmo mais feliz? De novo, sei lá. Eu leio blogs de brasileiras em outros países europeus e algumas me parecem passar por até mais dificuldades. Por exemplo, morar no Sul da Espanha, perto da praia, falando espanhol, quentinha praticamente o ano todo, o paraíso, né? Só que essa região tem um dos mais altos índices de desemprego da Europa, e um dos menores níveis salariais. Então eu teria o sol, mas não teria grana pra aproveitá-lo. E sinceramente, vocês já perceberam que eu não lido muito bem com a pindaíba, né?
Bart outro dia falou em mudar para a Philips da Inglaterra, a divisão dele tem escritórios em Southport. Bom, já resolvia o problema da língua, e casas no UK podem ser mais baratas que na Holanda. Só que, pesquisando o weather channel, tem ainda menos dias de sol que aqui. Isso sem falar que as fotos da região não são lá nenhuma Brastemp.
No fim, é aquela história, quem é medroso como nós, prefere lidar com os problemas conhecidos do que se jogar numa aventura que pode resolver esses problemas, mas também trazer outros, que não temos idéia do que seriam.
Já me disseram que vida de imigrante sempre é acompanhada de um descontentamento ou outro com relação ao país escolhido para morar. Será? Não consigo mesmo imaginar o problema que uma pessoa pode ter na Austrália, por exemplo. Falando inglês, clima maravilhoso, economia estável... Será ilusão? Quais serão as desvantagens desses países onde eu acho que eu seria feliz?
Desculpem-me pelo assunto recorrente, mas hoje o céu está cinza demais, o ar gelado demais, as pessoas usando preto demais, as árvores fantasmagóricas demais, a única coisa de menos é o meu ânimo pra aturar tudo isso.
Para mim, que só conhecia a Europa à passeio, todos os países que visitei pareciam ótimos para se morar.
Hoje estou aqui, já a 6 anos quase, e mil vezes por dia penso em como seria bom se eu desse uma de louca e convencesse FH a imigrar para outro país. Sabem, fora algumas esquisitices desse povo, eu até gosto das coisas aqui na Holanda, mas esse frio... Não é só o frio, é esse céu cinza, essas árvores peladas, me deprime demais! Desde o sábado não se vê o sol, e não há previsão de melhora tão cedo. Lá no fundo tem uma vozinha perguntando: Adriana, você vai conseguir encarar isso por mais 30 anos?
Sei lá, povo, sei lá. O clima e a língua, duas coisas que me fazem infeliz. Mas será que em outros países com clima melhor e uma língua mais "user friendly" eu seria mesmo mais feliz? De novo, sei lá. Eu leio blogs de brasileiras em outros países europeus e algumas me parecem passar por até mais dificuldades. Por exemplo, morar no Sul da Espanha, perto da praia, falando espanhol, quentinha praticamente o ano todo, o paraíso, né? Só que essa região tem um dos mais altos índices de desemprego da Europa, e um dos menores níveis salariais. Então eu teria o sol, mas não teria grana pra aproveitá-lo. E sinceramente, vocês já perceberam que eu não lido muito bem com a pindaíba, né?
Bart outro dia falou em mudar para a Philips da Inglaterra, a divisão dele tem escritórios em Southport. Bom, já resolvia o problema da língua, e casas no UK podem ser mais baratas que na Holanda. Só que, pesquisando o weather channel, tem ainda menos dias de sol que aqui. Isso sem falar que as fotos da região não são lá nenhuma Brastemp.
No fim, é aquela história, quem é medroso como nós, prefere lidar com os problemas conhecidos do que se jogar numa aventura que pode resolver esses problemas, mas também trazer outros, que não temos idéia do que seriam.
Já me disseram que vida de imigrante sempre é acompanhada de um descontentamento ou outro com relação ao país escolhido para morar. Será? Não consigo mesmo imaginar o problema que uma pessoa pode ter na Austrália, por exemplo. Falando inglês, clima maravilhoso, economia estável... Será ilusão? Quais serão as desvantagens desses países onde eu acho que eu seria feliz?
Desculpem-me pelo assunto recorrente, mas hoje o céu está cinza demais, o ar gelado demais, as pessoas usando preto demais, as árvores fantasmagóricas demais, a única coisa de menos é o meu ânimo pra aturar tudo isso.
segunda-feira, fevereiro 9
Já esperando a primavera
Adorei essa foto do cabeçalho, logo tive que mudar o layout.
Os links precisam ser refeitos pois não sabia salvar wigets ou sei lá o nome daqueles troços.
De novidade mesmo, só a volta dos comentários sem ter que entrar com o login do gmail. Tinha muita gente reclamando que fica mais demorado e o povo tem preguiça.
Agora só falta mesmo vir o sol e as flores.
Os links precisam ser refeitos pois não sabia salvar wigets ou sei lá o nome daqueles troços.
De novidade mesmo, só a volta dos comentários sem ter que entrar com o login do gmail. Tinha muita gente reclamando que fica mais demorado e o povo tem preguiça.
Agora só falta mesmo vir o sol e as flores.
domingo, fevereiro 8
O Favelinha-Office
A outra casa tínhamos 3 quartos, o de dormir, que tinha cama e criados mudos e só cabiam os armários do Bart, o escritório, que dividíamos, e um pititico, que cabiam meus armários e uma Billy pras furadeiras e afins do Bart.
Quando mudamos para essa casa, mantivemos a mesma distribuição, mas logo vi que, tiradas as caixas e bagunças, o quartinho menor tinha potencial para realizar meu sonho: um escritório só meu.
O nome Favelinha-Office, como eu já disse, veio dos móveis, todos descombinando, de 3 diferentes cores, de 4 diferentes séries da Ikea. E o nome também vem do fato de ser impressionante o tanto de coisas que cabem dentro desse quartinho, que nem um barraquinho de favela.
Então, pra mostrar pra vocês meu xodó, aqui algumas fotos do Favelinha:

Aqui, as 3 cores diferentes de móveis. O papel de presente está na janela porque me troco nesse quarto, então os vizinhos não me veem. Precisamos ainda escolher as cortinas. Deixei alguns vãos entre as folhas do papel para a luz passar, assim durante o dia não preciso acender a luz, e quem gostou foi o Plato, que adora sentar nesse parapeito e ficar espiando a rua por aquele vão ali embaixo.

A Billy que será trocada por uma Billy mais altinha e com portas, pra ninguém ver minha bagunça. A escrivaninha eu amo de paixão, é do tamanho certo, no estilo certo, meu lap cabe bonitinho no vão... Mas e essa cor? A cadeira também tem que ir para o além. Repararam que tem um espiãozinho na foto?

Não ía ficar ótimo se a escrivaninha fosse da mesma cor? Eu até fui na Ikea disposta a comprar uma nova, mas eles não fazem mais donker bruin, só zwarte bruin, que é quase preta.
E como toda boa favelinha, temos um problema de superlotação, é muita gente pra dormir nesse quarto, então a gente se vira como dá, né?

O Ty ama dormir embaixo de camas, aqui, achou conforto na caixa de piso. Aliás, outra coisa favelenta é essa de deixar coisas debaixo da cama. Mas essa semana ainda vai pro zolder.

Plato, que é mais fino, prefere fazer um "lounge" perto do aquecedor.
E é isso, quem sabe daqui a algum tempo eu coloco fotos do Favelinha melhoradinho, digamos, um Freguesia-do-Ó?
Quando mudamos para essa casa, mantivemos a mesma distribuição, mas logo vi que, tiradas as caixas e bagunças, o quartinho menor tinha potencial para realizar meu sonho: um escritório só meu.
O nome Favelinha-Office, como eu já disse, veio dos móveis, todos descombinando, de 3 diferentes cores, de 4 diferentes séries da Ikea. E o nome também vem do fato de ser impressionante o tanto de coisas que cabem dentro desse quartinho, que nem um barraquinho de favela.
Então, pra mostrar pra vocês meu xodó, aqui algumas fotos do Favelinha:
Aqui, as 3 cores diferentes de móveis. O papel de presente está na janela porque me troco nesse quarto, então os vizinhos não me veem. Precisamos ainda escolher as cortinas. Deixei alguns vãos entre as folhas do papel para a luz passar, assim durante o dia não preciso acender a luz, e quem gostou foi o Plato, que adora sentar nesse parapeito e ficar espiando a rua por aquele vão ali embaixo.
A Billy que será trocada por uma Billy mais altinha e com portas, pra ninguém ver minha bagunça. A escrivaninha eu amo de paixão, é do tamanho certo, no estilo certo, meu lap cabe bonitinho no vão... Mas e essa cor? A cadeira também tem que ir para o além. Repararam que tem um espiãozinho na foto?
Não ía ficar ótimo se a escrivaninha fosse da mesma cor? Eu até fui na Ikea disposta a comprar uma nova, mas eles não fazem mais donker bruin, só zwarte bruin, que é quase preta.
E como toda boa favelinha, temos um problema de superlotação, é muita gente pra dormir nesse quarto, então a gente se vira como dá, né?
O Ty ama dormir embaixo de camas, aqui, achou conforto na caixa de piso. Aliás, outra coisa favelenta é essa de deixar coisas debaixo da cama. Mas essa semana ainda vai pro zolder.
Plato, que é mais fino, prefere fazer um "lounge" perto do aquecedor.
E é isso, quem sabe daqui a algum tempo eu coloco fotos do Favelinha melhoradinho, digamos, um Freguesia-do-Ó?
sexta-feira, fevereiro 6
Coisas do dia-a-dia
Depois de ficar observando o site da DuoBoots por 3 anos, finalmente comprei meu primeiro par, de €180 por €50. A entrega foi super tranquila, a bota é linda, o couro muito bom, a qualidade realmente ótima, entretanto... quem puder dar um pulinho em Amsterdam para tirar as medidas e provar alguns modelos, eu recomendo. Eu medi certinho do jeito que mandaram ( essas botas você compra pelo tamanho do pé e tamanho da panturrilha ), e ainda assim ficou um pouco apertada. O modelo que eu escolhi é meio fino na canela, talvez um outro modelo ficasse mais folgadinho, ou um número maior. Mas ela já está laceando, dá pra usar numa boa, e é confortável. Recomendo.
Essa semana numa sala de espera assisti ao canal E!, que não tenho em casa. Ele falavam das supostas banhas da Jessica Simpson terem ganhado 8 minutos de horário nobre na CNN, na semana da posse do Obama. Não sei o que é pior, o povo achar que uma mulher que usa tamanho 38 tá gorda, ou se é falar tanto do corpo da dita e esquecer do cé"L"ebro, que é do tamanho de uma ervilha ( Nick, atum é frango? ), ou se é lembrar que a Jessica Simpson existe na semana na posse do Obama. O que vocês acham?
E daí outra pergunta interessante. Eu amo estatísticas. Se a equipe de governo do Obama tem 3 larápios que foram pegos sonegando imposto, respondam-me cá: qual é o percentual de sonegadores na equipe dele, que promete transparência? E se 3 foram pegos, quantos mais sonegam e não foram pegos? E tem mais, aqueles dossiês todos de FBI, que registram até a marca de cereal preferido do sujeito e que a gente tanto vê em séries, é só ficção? Antes de dar uma pasta pro cara, não dava pra evitar pagar mico e checar cada milímetro da vida do sujeito?
E daí Obamão vai lá e começa o plano de gerar empregos dele lançando a medida mais velha e manjada do livro: protecionismo comercial. WTF, Obamão? Vamo mandá o Collor pra ele. Então, trazer produtos do exterior não pode, mas trazer dindin pode? Porque a empresa onde trabalho está sustentado as duas plantas americanas, que só dão prejuízo, a 3 anos, então não seria legal se não pudesse mais mandar dinheiro? Ainda bem que o senado vetou.
E é isso, sexta-feira, um frio do cão, previsão de chuva pra amanhã, e início da semana 7. Semana 7 e 8 são consideradas as duas melhores semanas para o tal "winter sport" aqui na Europa. Vários dos meus colegas estão indo esquiar. Os mais novos alugam chalés com os amigos, pegam o carro, e vão, 12, 14 horas pra Áustria, que é o lugar preferido deles. Deve ser legal, ir assim em turma. Eu sigo procurando o destino de Julho, apesar de super quente, estou pensando em ir pro Chipre.
Bom findi!
Essa semana numa sala de espera assisti ao canal E!, que não tenho em casa. Ele falavam das supostas banhas da Jessica Simpson terem ganhado 8 minutos de horário nobre na CNN, na semana da posse do Obama. Não sei o que é pior, o povo achar que uma mulher que usa tamanho 38 tá gorda, ou se é falar tanto do corpo da dita e esquecer do cé"L"ebro, que é do tamanho de uma ervilha ( Nick, atum é frango? ), ou se é lembrar que a Jessica Simpson existe na semana na posse do Obama. O que vocês acham?
E daí outra pergunta interessante. Eu amo estatísticas. Se a equipe de governo do Obama tem 3 larápios que foram pegos sonegando imposto, respondam-me cá: qual é o percentual de sonegadores na equipe dele, que promete transparência? E se 3 foram pegos, quantos mais sonegam e não foram pegos? E tem mais, aqueles dossiês todos de FBI, que registram até a marca de cereal preferido do sujeito e que a gente tanto vê em séries, é só ficção? Antes de dar uma pasta pro cara, não dava pra evitar pagar mico e checar cada milímetro da vida do sujeito?
E daí Obamão vai lá e começa o plano de gerar empregos dele lançando a medida mais velha e manjada do livro: protecionismo comercial. WTF, Obamão? Vamo mandá o Collor pra ele. Então, trazer produtos do exterior não pode, mas trazer dindin pode? Porque a empresa onde trabalho está sustentado as duas plantas americanas, que só dão prejuízo, a 3 anos, então não seria legal se não pudesse mais mandar dinheiro? Ainda bem que o senado vetou.
E é isso, sexta-feira, um frio do cão, previsão de chuva pra amanhã, e início da semana 7. Semana 7 e 8 são consideradas as duas melhores semanas para o tal "winter sport" aqui na Europa. Vários dos meus colegas estão indo esquiar. Os mais novos alugam chalés com os amigos, pegam o carro, e vão, 12, 14 horas pra Áustria, que é o lugar preferido deles. Deve ser legal, ir assim em turma. Eu sigo procurando o destino de Julho, apesar de super quente, estou pensando em ir pro Chipre.
Bom findi!
quarta-feira, fevereiro 4
Hoje eu vou ver um bonitão!
E eu olho pras minhas pastas e arquivos do projetão cancelado e tenho vontade de chorar. Ontem comecei a limpeza e arquivamento. Manja a mãe olhando foto do filho que morreu? Era eu. Sinto falta dos meus colegas de projeto. Não tá fácil.
Sabem, eu não sei vocês, mas eu fico uma pilha de nervos cada vez que começo num trabalho novo. E esse novo portfolio, embora ainda esteja na mesma empresa, é como se fosse um trabalho novo. Eu tenho que aprender os sistemas, tenho que aprender tudo sobre os fornecedores e produtos novos. Com o tempo eu sei que eu vou me sentir segura de novo, mas no começo me dá uma enoooorme insegurança. Pra complicar, eu tenho um diretor que não é muito de dar feedback, ele simplesmente não tem tempo! E eu fico, será que estou indo bem, fazendo as coisas direito?
Segunda eu estava pra baixo, pra baixo. Fui a uma reunião de projeto, ou o que sobrou do projetão, e disse que pela nova divisão, eu não seria mais responsável por todos os processos, que cada commodity manager cuidaria do seu portfolio. O Charmosão ( eu já falei dele aqui ), gerente da engenharia, ligou na hora pro meu diretor, e pediu para ele reconsiderar, disse que ele podia dar o nome de pelo menos 2 commodity managers que podiam facilmente ser substituidos por mim, que eu lido com projetos muito melhor que eles. Nossa, fiquei numa alegria infinita, não só pelo elogio, mas pela pessoa que fez o elogio. Ele é um cara super exigente e super competente, vindo dele, um elogio vale o dobro. E sabem, depois desse elogio eu até comecei a botar um pouco mais de fé no meu taco.
Porque quem vê, pensa que eu sou super segura, super certa de tudo o que eu faço, que eu sempre sei a solução pra qualquer problema. Me elogiam por "enfrentar o touro a unha", mas por dentro só eu sei o quanto isso me custa, só eu sei como eu tremo que nem gelatina Royal antes de cada apresentação pro Chefão, como meus nervos ficam em pandarecos antes de cada decisão importante.
Hoje tenho uma reunião importante com o fornecedor Bocarra e o chefão sueco dele. O Sueco além de ser bonitérrimo é super inteligente. E agradável. E eu tenho que aguentar o Bocarra. Tá vendo, outro dia miguxa blogueira disse que eu não era realizada de verdade, que verdadeiramente realizadas eram as amigas dela, um juíza, uma diretora, outra advogada ( ?!?!?! ). Ponto pra miguxa, se eu fosse diretora eu lidaria direto com o Sueco Tudo-de-Bom, mas como eu sou só Commodity Manager, tenho que aguentar o Bocarra, que é chato, lerdo, careca, e feio.
Sabem, eu não sei vocês, mas eu fico uma pilha de nervos cada vez que começo num trabalho novo. E esse novo portfolio, embora ainda esteja na mesma empresa, é como se fosse um trabalho novo. Eu tenho que aprender os sistemas, tenho que aprender tudo sobre os fornecedores e produtos novos. Com o tempo eu sei que eu vou me sentir segura de novo, mas no começo me dá uma enoooorme insegurança. Pra complicar, eu tenho um diretor que não é muito de dar feedback, ele simplesmente não tem tempo! E eu fico, será que estou indo bem, fazendo as coisas direito?
Segunda eu estava pra baixo, pra baixo. Fui a uma reunião de projeto, ou o que sobrou do projetão, e disse que pela nova divisão, eu não seria mais responsável por todos os processos, que cada commodity manager cuidaria do seu portfolio. O Charmosão ( eu já falei dele aqui ), gerente da engenharia, ligou na hora pro meu diretor, e pediu para ele reconsiderar, disse que ele podia dar o nome de pelo menos 2 commodity managers que podiam facilmente ser substituidos por mim, que eu lido com projetos muito melhor que eles. Nossa, fiquei numa alegria infinita, não só pelo elogio, mas pela pessoa que fez o elogio. Ele é um cara super exigente e super competente, vindo dele, um elogio vale o dobro. E sabem, depois desse elogio eu até comecei a botar um pouco mais de fé no meu taco.
Porque quem vê, pensa que eu sou super segura, super certa de tudo o que eu faço, que eu sempre sei a solução pra qualquer problema. Me elogiam por "enfrentar o touro a unha", mas por dentro só eu sei o quanto isso me custa, só eu sei como eu tremo que nem gelatina Royal antes de cada apresentação pro Chefão, como meus nervos ficam em pandarecos antes de cada decisão importante.
Hoje tenho uma reunião importante com o fornecedor Bocarra e o chefão sueco dele. O Sueco além de ser bonitérrimo é super inteligente. E agradável. E eu tenho que aguentar o Bocarra. Tá vendo, outro dia miguxa blogueira disse que eu não era realizada de verdade, que verdadeiramente realizadas eram as amigas dela, um juíza, uma diretora, outra advogada ( ?!?!?! ). Ponto pra miguxa, se eu fosse diretora eu lidaria direto com o Sueco Tudo-de-Bom, mas como eu sou só Commodity Manager, tenho que aguentar o Bocarra, que é chato, lerdo, careca, e feio.
segunda-feira, fevereiro 2
Batendo um papinho
Final de semana requenguela, pelamordedeus. De bom, só o creminho Lâncome ( óquei eu sei que até hoje ninguém conseguiu provar se eles testam em animais ou não ) em desconto na ETOS.
Incrível que na pindaíba em que estamos, com tanta coisa acontecendo pelo mundo em crise, eu não consiga achar no youtube ou internet de um modo geral, uma compilação das medidas "anti crise" que os governos europeus estão tomando para assegurar os empregos de nós proletários, mas encontrei centenas de vídeos e sites sobre as banhas recém adquiridas pela Jessica Simpson. Até a CNN perdeu 8 minutos debatendo a pança da moça. Seriously, CNN?
Desatualizada e órfã de séries, que por algum mistério não foram carregadas no mininova, resolvi baixar alguns filmecos pra distrair. Santo Torrent!
Assisti Chronicles of Narnia: the prince Caspian, e adorei. Já tinha gostado do primeiro, o segundo é também ótimo. Meio longo, mas ótimo. Quando a gente tá com a cabeça cheia de caraminholas, nada como assistir esses filmezinhos totalmente fantasia, onde você não tem que pensar na moral do assunto, em política, em mensagem oculta, em nada. Só relaxar e se deixar levar pela história.
E fantasia por fantasia, baixei o The day the earth stood still, que além de totalmente fantasioso tem o Keanu Reeves, mas querem saber? Uma buóóóósta de filme. Ele um ET totalmente sem expressão, os efeitos especiais fraquésimos. Não valeu nem a banda que eu gastei. Ah, o filho do Will Smith é bem bonzinho, se saiu melhor que o Keanu Reeves, que tá envelhecendo sem charme.
E depois assisti o Ghost Town. Assisti o filme só pelo Ricky Gevais, que foi no David Letterman e eu me escangalhei de rir. O filme é razoávelzinho, comediazinha romântica, mas o Ricky Gevais é muito, muito engraçado, e eu adoro o sotaque dele. Dei muitas risadas. E o filmequinho me fez pensar em algumas coisas, e por isso já valeu a pena. Needless to say, que eu estava toda emocional ontem, daí "pensar em algumas coisas" assistindo uma comédia romântica.
E daí, pra acabar o final de semana tão requengelamente como comecei, dei uma geral nos meus sites de casa pra alugar em Orlando, e estão TODAS de 10 a 20 por cento mais caras. É como se ao invés do povo se conscientizar que com a crise o povo só viaja se o preço for mesmo muito atrativo, fizessem ao contrário e resolvessem esfaquear o viajante na procura daquele dinheirinho extra que a crise ceifou do bolso do gatuno-proprietário. E em contrapartida, os hotéis, pelo jeito já amargando quedas medonhas na taxa de ocupação, especialmente na Disney, onde raros business travelers vão, baixaram os preços. Tem hotel dentro do complexo Disney cobrando US$ 49 de diária. Serioulsy, não dá nem 40 eurecas por um quarto razoavelmente novo, num hotel bacaninha, simples mas super limpo. Estou tremendo e babando de vontade.
Incrível que na pindaíba em que estamos, com tanta coisa acontecendo pelo mundo em crise, eu não consiga achar no youtube ou internet de um modo geral, uma compilação das medidas "anti crise" que os governos europeus estão tomando para assegurar os empregos de nós proletários, mas encontrei centenas de vídeos e sites sobre as banhas recém adquiridas pela Jessica Simpson. Até a CNN perdeu 8 minutos debatendo a pança da moça. Seriously, CNN?
Desatualizada e órfã de séries, que por algum mistério não foram carregadas no mininova, resolvi baixar alguns filmecos pra distrair. Santo Torrent!
Assisti Chronicles of Narnia: the prince Caspian, e adorei. Já tinha gostado do primeiro, o segundo é também ótimo. Meio longo, mas ótimo. Quando a gente tá com a cabeça cheia de caraminholas, nada como assistir esses filmezinhos totalmente fantasia, onde você não tem que pensar na moral do assunto, em política, em mensagem oculta, em nada. Só relaxar e se deixar levar pela história.
E fantasia por fantasia, baixei o The day the earth stood still, que além de totalmente fantasioso tem o Keanu Reeves, mas querem saber? Uma buóóóósta de filme. Ele um ET totalmente sem expressão, os efeitos especiais fraquésimos. Não valeu nem a banda que eu gastei. Ah, o filho do Will Smith é bem bonzinho, se saiu melhor que o Keanu Reeves, que tá envelhecendo sem charme.
E depois assisti o Ghost Town. Assisti o filme só pelo Ricky Gevais, que foi no David Letterman e eu me escangalhei de rir. O filme é razoávelzinho, comediazinha romântica, mas o Ricky Gevais é muito, muito engraçado, e eu adoro o sotaque dele. Dei muitas risadas. E o filmequinho me fez pensar em algumas coisas, e por isso já valeu a pena. Needless to say, que eu estava toda emocional ontem, daí "pensar em algumas coisas" assistindo uma comédia romântica.
E daí, pra acabar o final de semana tão requengelamente como comecei, dei uma geral nos meus sites de casa pra alugar em Orlando, e estão TODAS de 10 a 20 por cento mais caras. É como se ao invés do povo se conscientizar que com a crise o povo só viaja se o preço for mesmo muito atrativo, fizessem ao contrário e resolvessem esfaquear o viajante na procura daquele dinheirinho extra que a crise ceifou do bolso do gatuno-proprietário. E em contrapartida, os hotéis, pelo jeito já amargando quedas medonhas na taxa de ocupação, especialmente na Disney, onde raros business travelers vão, baixaram os preços. Tem hotel dentro do complexo Disney cobrando US$ 49 de diária. Serioulsy, não dá nem 40 eurecas por um quarto razoavelmente novo, num hotel bacaninha, simples mas super limpo. Estou tremendo e babando de vontade.
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