segunda-feira, janeiro 11

Formiguinhazzz


Quando eu fui efetivada na GM, trabalhei com a S., uma decendente de alemães inteligentíssima, ultra classuda, logo ficamos amigas. S já estava na casa dos 50 e dali a alguns anos iria se aposentar. S começou a planejar a aposentadoria jovenzinha, comprou um terreno no litoral paulista, depois mais dois terrenos ao redor, construiu sua casa, depois a aumentou, e quando o dia da aposentadoria chegou, S mudou pra baixada paulista, onde ainda mora, feliz e contente.

E depois de conhecê-la decidi que faria o mesmo.

A mudança pra Holanda complica um pouco os planos, mas ainda bem que Bart concorda que depois de aposentados, aqui não ficamos.

Mas comprar o tal terreno onde? Onde queremos nos aposentar?

Aquele brasileiro que eu comentei no post anterior ( o que trabalha com o Bart e detesta o Brasil ), comentou: ei, já que vocês gostam do país, aposentem-se no Brasil, com a aposentadoria daqui, vocês vivem como reis lá. Mas será mesmo? Eu acho impossível, com a instabilidade financeira no Brasil, prever como seria nosso nível de vida em 25 anos. Como estará o câmbio? Porque pra falar a verdade, eu acho que o custo de vida no Brasil, em alguns aspectos, é mais caro que na Holanda. Por exemplo: um plano de saúde bom, como o que tínhamos na Sul America, está 1200 reais para quem tem mais de 60 anos. Roupas e calçados caros, a menos que você se vista na C&A ( eu sempre achei a Arezzo classe média, média melhorzinha, comprava TODOS os meus sapatos lá, mas acabei de ver uma sandália simpática - nada fabulosa - por 267 reais!!! ), até comida eu tenho achado caro nas últimas vezes que estive aí. E sem falar no custo de vida, o principal: segurança. Eu não moraria em SP capital, mas no interior, litoral, ou até mesmo em outro estado ( mais quentinho, claro ). Meu irmão mora no interior dentro de um condomínio, é super seguro e tranquilo, e não dá não aquela impressão de que se está morando trancafiado entre paredes, pelo contrário, os muros do condomínio são disfarçados por plantas e as casas em si só tem uma cerquinha quando o dono tem cachorro, do contrário é só gramadão. Mas… tem que ter uma BOOOOA grana pra comprar terrenos nesses condomínios e até eu construir além de pagar IPTU, pagaria o condomínio em si.

A outra opção seria comprar um terreno no sul da Espanha ou Portugal. Portugal não quero, vai lá saber como é viver no meio de um povo que te discrimina. E para investir no sul da Espanha, teríamos que ir algumas vezes pra lá de férias, ver qual região gostamos, encontrar uma cidade ainda não invadida pelos Hooligans Beberrões. Pelo menos Espanha ainda é EU, grandes são as chances do custo de vida continuar um pouco mais baixo do que o da Holanda, o que nos daria uma vidinha mais folgada financeiramente, e mesmo que os níveis de segurança piorem um pouco, ainda são melhores que o do Brasil, e se mantivéssemos o tal apartamentinho aqui na Holanda, seria mais fácil ir-e-vir. E olha, morando na Espanha acho que eu teria visitas mais frequentes do Brasil ( quem quer vir pra esse freezer sem praias? ).

Cedo pra pensar nessas coisas? De jeito nenhum! Eu e Bart somos formiguinhas, e não cigarras. E na vida real, a cigarra morre de fome e frio quando o inverno chega, as formiguinhas dão é uma bela banana pra ela.

E vocês, pensam nisso?


sexta-feira, janeiro 8

Cinza Grey Grijs


Ontem e hoje vim trabalhar bem cedo porque estou vindo com o marido e ele tinha que ir à um curso. São 8:40 da manhã e ainda está escuro. É muito difícil pra mim, o escuro, frio e cinza, sabendo que eu tenho depressão de inverno. Então eu tento usar roupas coloridinhas, evitar ficar olhando pela janela, peço pra secretária aumentar um pouquinho o rádio ( ela adora ) e assim vou seguindo. Domingo vou fazer pelo menos 20 minutos de bronzeamento artificial, que também ajuda.

Essa é, para mim no momento, a parte difícil de morar aqui fora, lidar com o inverno.

Engraçado como brasileiros tem essa idéia de que se a pessoa mora no exterior "se deu bem". Outro dia uma antiga colega de ginásio me acho no Orkut e me mandou um e-mail, onde dizia: nossa, você e o fulano, que está morando nos EUA foram os que se deram melhor na nossa turma. Vejam bem, ela não sabe o que eu faço aqui, se eu tenho casa ou moro debaixo da ponte, se como filé mignon ou pão com paardvlees ( carne de cavalo ), mas ela acha que só porque moro fora do Brasil, me dei bem.

Eu acho que me dei bem sim, me "dei fantástico". Achei qualidades no meu marido holandês difíceis de achar num homem brasileiro, mesmo com dificuldade consegui um emprego que amo, tenho uma casa legal, viajo, só faltava mesmo ter a família mais perto. Mas assumir que eu me dei bem só porque eu moro na Holanda não é legal.

E é assim também que minha família, primos, tios, me vêem, a que deu uma sorte incrível. Não adianta eu falar como tive que penar pra achar emprego, como temos que cortar outras regalias pra poder ter uma casa legal, como eu tive e tenho que trabalhar duro, muitas vezes mais que os meus colegas, pra me sobressair e fazer minha carreira andar. Eles têm meio que a impressão que as coisas caem prontinhas no meu pratinho celestial, que eu tenho uma vida fantástica só de favo holandês e viagens de luxo.

Bart trabalha com um brasileiro que já está fora do Brasil desde 86 e DETESTA o Brasil. Ele morou quase 20 anos nos EUA, tem green card, e optou por mudar para a Holanda há uns 5 anos. Ele diz que nos EUA, você vive melhor que na Holanda até se aposentar, e que depois da aposentadoria quem não tiver feito muitas economias ou um ótimo plano de aposentadoria se ferra, e diz também que o estado ajuda mais aqui no caso de um dificuldade ( perda de emprego, ou afastamento por problema de saúde ) do que nos EUA. Ele acabou optando pela Holanda porque está mais próximo da aposentadoria e acha que vai ganhar mais como aposentado aqui. E arremata: no Brasil você vive uma vida do caramba, vendendo o almoço pra comprar a janta, e quando se aposenta, ganha esmola do governo. Mas sei lá, vejo bastante dos meus amigos vivendo muito bem no Brasil...

Bom, papo meio deprê esse, mas é que tá um dia horríveR. Mas pelo menos é sexta-feira.

Bom findi, povo!

quinta-feira, janeiro 7

Curtas


Neva, pára, neva, pára, que meleca! Imagine-se dirigindo, andando, bicicletando, num ringue de patinação no gelo. Então é isso. Sal grosso ( jogado na rua para derreter o gelo ) está em falta, então o negócio é dirigir a 10km/hr. Ontem deslizamos na rotonda, quase não fizemos a curva. Dá um meeeedo!

*

Durante as férias eu li uma série irlandesa, onde estavam tomando chá à toda hora, então eu comento com o marido: "nossa, falam tanto de chá nesse livro que mesmo com esse calorão eu só quero tomar chá". Estou agora lendo o Brotherhood of the Black Dagger, livro de vampiros. Comento com o marido que do livro 3 em diante, a história é praticamente um livro pornô, a cada 5 páginas normais tem 5 de sexo. O marido responde: engraçada você, você lê sobre chá e só pensa em tomar chá, porque é que agora você está lendo sobre sexo, você não pensa o tempo todo em fazer sexo? ( ho ho ho, too much information, I know )

*

Lá no resortão do Caribe a mulherada tava toda bisturizada. Americanas com umas boconas gigantes, brasileiras turbinadas e com tanquinho. A véia americana na praia falando pro marido: olha aquelas 3 ( apontando pra  3 brasileiras andando ), que péssimo professor de ginástica elas tem, nunca vi só exercitar os músculos da frente e nunca os de trás. Realmente, as bundas moles e flácidas destoavam do tanquinho. Bisturi é a resposta, e que invem a cirurgia pra endurecer a bunda. Mas eu penso assim, antes gatona de frente e baranga de costas do que baranga inteira, né? O negócio é na orla da praia ir de biquini e voltar de canga.

*

Lembram-se do casamento da colega de trabalho, que convidou o povo sem os parceiros? Então, vejam se não é o trufo-do-mufurufo. Duas semanas antes do casamento a mestre de cerimônia ( é, aqui tem disso ) mandou um e-mail pros convidados dizendo que já que o hobby dos noivos é cozinhar, que ela queria preparar uma surpresa pros noivos ( é, aqui tem disso ) e mandar fazer um livro com uma receita de cada amigo, com uma foto do prato e uma foto do amigo, e que no dia da festa, o amigo que enviou a receita deveria levar também o prato e os noivos íam provar um por um, além de aprender a preparar com as receitas do tal livro. Ou seja, você tinha que mandar a receita, uma foto sua e do prato 2 semanas antes, e no dia do casamento aparecer na festa com o tal prato preparado. Bizarro. Mas o mais bizarro é que como só tinha bebidas e não comidas, puseram os pratos numa mesona pros convidados, e aquilo virou o buffet da festa. E neguinho ainda reclamou do casamento daquela prima que tinha barquinhas de salada de maionese e sanduíche de carne louca. Como diria a Katylene, tô pa-ça-da.

*

Alguém que mora aqui pelas Zoropa já alugou essas casa, villas, bungalows, com piscina privativa na Espanha e Portugal? Eu queria alugar uma casinha com piscina em maio por 2 semanas, mas morro de medo de alugar num desses sites de holiday rental e acabar caindo no conto do vigário! Outra opção é um ap"e"rtamento chamado Vitor's Village num vilarejo do Algarve ( Ferragudo, alguém conhece? ). Qualquer sugestão será bem vinda ( hotel que tenha quarto com piscina privativa também serve ).


terça-feira, janeiro 5

Mãe Adrianá


Em duas semanas a colega que teve bebê e foi meio que colocada pra escanteio volta, e ainda não acharam uma vaga pra ela. Ela esteve aqui hoje, e ela está arrasada.

Na semana antes do ano novo ela foi chamada, informaram oficialmente que para o nosso departamento ela não volta, e ela fez uma entrevista no RH pra ver em quais posições ela se encaixa, tem muita vaga interna aberta, mas tem muita gente sobrando por causa da crise. Minha empresa ainda está parcialmente operando com redução de jornada, e tem departamento que quer dispensar metade dos empregados.

O RH foi educadésimo com ela, em teoria estão tentado, mas eu estava numa reunião onde o dois diretores discutiam o caso dela e o que disseram é: com tanto cara novo, solteiro, descompromissado, com o mesmo grau de instrução ou até mais, que departamento que vai preferir ela, um mulher com dois filhos que quer trabalhar 3 dias por semana pelos próximos 12 anos?

Olha, é difícil ser mulher e ser também profissional. Eu estava nessa reunião ajudando o diretor a estabelecer o perfil de um candidato para o departamento ( mais um colega está saindo ), e tendo a opção, qual eu preferiria? Eu estaria mentindo se eu dissesse que seria ela. Por outro lado eu penso, e se fosse eu com dois bebês em casa? Se bem que eu acho que 80% do problema é ela querer trabalhar 3 dias ao invés de 4 e de não ter assim aqueeeeeela fantástica performance.

Aliás, a colega hoje falou que com duas crianças ela precisa de um dia pelo menos pra "colocar a casa em ordem" e outro só pra curtir as filhas, e eu meio que fiz uma cara. Quando ela me perguntou, eu expliquei que se ela tivesse dito que ela acredita que precisa ficar 2 dias por semana com as filhas pra criar bem, eu não concordaria mas entenderia, mas matar a carreira assim pra limpar, lavar, passar... paga uma empregada ( eu pagava 120 euros por mês a empregada vinha 1 vez por semana e a casa ficava linda ) e pelo menos com 4 dias disponíveis ao invés de 3, seria mais fácil achar uma vaga. Bom, desnecessário dizer que eu não consto mais da lista de "Faves" dela.

Já que ultimamente andam me chamando de Mãe Adrianá ( a irmã da Mãe Diná ), vou prever uma coisa: vão acabar oferecendo umas 2 vagas xexelentas pra ela, ela vai recusar, e vão acabar demitindo-a com a desculpa "ela é que é inflexível".

Carpool: coidipobre ou louco


Aqui na Holanda fala-se muito no car pooling. Car pooling é quando duas ou mais pessoas vão pro trabalho juntas, usando um mesmo carro. É bom pro trânsito, é bom pro meio ambiente, é bom pro bolso. Nos EUA tem até uma faixa mais rápida nas ruas e rodovias que só pode ser usada para quem está fazendo car pooling ( carros com pelo menos 2 pessoas ).

Eu trabalho do lado de casa. Com essa neve toda, fica tudo ultra escorregadio, sem falar no frio do caramba, então nada de moteeenha, eu faço "carpool" com o Bart. Mas vou te dizer, eu detesto.

Eu não sou do tipo que já acorda linda e fresca. Eu gosto de levantar bem antes dele, no silêncio da casa, de tomar meu banho longo e quentíssimo, de sentar na cama do quartinho pra secar o cabelo na santa paz, de dar aquele trato no rosto em compania somente do meu Platinho, descer, fazer meus lanchinhos ( eu como quando chego no escritório ), e normalmente ele está acordando quando eu já estou com um pé na garagem pegando a moteeenha. Essa horinha de paz e tranquilidade é essencial pro meu dia ser bom e produtivo. Eu chego no escritório toda pimpona e de bom humor, é minha terapia!

Fazendo o maledeto carpool, eu estou saindo do banho e ele está entrando, e a criatura parece que dormiu em cama de arame farpado TODOSANTODIA. E daí começa: você puxou minha coberta de noite ( entra no banho ). Não tenho nenhuma camiseta que combine com a calça azul ( se vestindo ), esse pão já tá ficando duro ( tomando café ), o idiota do vizinho deixou o cachorro fazer xixi a frente da nossa janela de novo ( tirando o carro da garagem ), porque esse imbecil não tira o bebê do carro pelo lado da calçada ao invés de parar todo o trânsito ( dirigindo pro meu trabalho ), se só quem tem QI de 3 dígitos pudesse ter filho, o mundo tava vazio, olha essa idiota empurrando o carrinho de bebê pela ciclovia, se um carro escorregar na neve passa por cima desse bebê, e daí ela vai dizer que o cara é que é culpado ( na metade do caminho ), o carro tá fazendo um barulho estranho - precisamos urgente trocar esse pocotó ( virando a esquina da avenida ), ród-verdôme o trânsito tá terrível e eu vou me atrasar ( atravessando a avenida pra entrar no portão da empresa ), pót-verdóri nessa avenidinha principal da empresa eu tô sempre atrás de um caminhão ( re-lou, minha empresa faz caminhões )… Gente, eu chego na empresa com vontade de me trancar no banheiro e fazer yoga dentro da casinha. Ninguém merece.

Daí eu querer tanto ter um segundo carro, pra não ter que aguentar isso todos os dias do inverno. É uma idiotice pagar seguro, imposto, manutenção de um carro, mesmo que seja um poisé, só pra andar 1 quilômetro de manhã e outro de tarde, mas olha, pra me poupar desse calvário eu topo tudo. Me sugeriram eu enfiar um Ipod nas zurebas com uma Enya bem zen, e eu tô considerando.

Bom, pra compensar o mau humor matinal, eu já tomei meu café com leite e comi meu lanchinho enquanto digitava esse post. Estou calminha e relaxada. Vou dar prozac no café da manhã pro marido, viximaria, viu!

segunda-feira, janeiro 4

Adriana fria e calculista

Vou falar de um assunto meio pesado, que eu nem sei se deveria comentar aqui no blog, mas que está meio que me encasquetando.

Eu já falei aqui que o divórcio dos meus pais, alguns meses antes do meu casamento, foi terrível, briga após briga, só se falavam por advogados, eu e minha cunhada fomos chamadas à depor ( um dos momentos mais horrorosos da minha vida ), enfim, foi péssimo. Nesse processo todo, eu fiquei muito pê com o meu pai por ter feito a gente passar por tudo isso, por não ligar a mínima se minha mãe, companheira dele por 36 anos ía ter dinheiro pra comprar pão, e jamais vou me esquecer dele berrando que se o juíz mandasse ele dar 30% do salário dele em pensão alimentícia, que ele parava de trabalhar "eu morro de fome, mas dinheiro -praquela lá- eu não dou". E ele ficou furioso por eu ter apoiado minha mãe e principalmente por ter deposto contra ele. Meu irmão, como sempre, ficou em cima do muro e no fim "se deu bem" com os dois. Mas eu sou bocuda, impulsiva, não sei ficar imparcial à coisas desse tipo.

Mas eu também não sou de ficar de cara virada, ainda mais pra alguém da minha família, por muito tempo. Quando tudo aconteceu, eu falei tudo o que eu pensava pro meu pai, botei tudo pra fora, e pronto, virei a página. Continuei falando com ele, quando eu decidi pedir pra entrar do PDV da GM eu falei com ele antes, falei do casamento, convidei pro casamento, as coisas nunca foram como eram antes, mas nas circunstâncias, até que não estavam mal.

Quando marquei o casamento, o Bart pediu pra termos uma festa. Meu pai jamais me perguntou se eu precisava de qualquer ajuda, o que normalmente pais fazem. E olha, eu não precisava ajuda financeira nenhuma, eu banquei a festa sozinha, mas ele podia muito bem ter ajudado a distribuir uns convites, a olhar uns fotógrafos que tinham studio perto do apartamento dele, mas necas, ele não mexeu uma palha. Minha mãe, coitada, fez mil coisas pra me ajudar, mesmo estando ainda super abalada com a separação. E o golpe final: ele nunca me deu um presente de casamento, um cartão, nada! Não me lembro nem se me felicitou no dia ( vou ver o DVD ).

Nesses 7 anos eu mandei cartões de aniversário, como não recebi nenhum de volta, parei. Comprei presentes de Natal e sempre levei presente da Holanda, nunca recebi nada, nenhum cartão, e também parei. Mas ainda nos falamos, até por telefone às vezes ( quando ligo pro meur irmão e ele está lá ), nos vemos quando eu vou pro Brasil…

Essa semana minha mãe me falou que meu pai não parece estar muito bem da saúde, o que nós já tínhamos percebidos, ele parece estar definhando. Minha mãe e cunhada acham que sabem qual é o problema, mas ele não fala nada. Eis que na semana passada ele chamou meu irmão e disse que quer passar todas as aplicações financeiras pro nome do meu irmão, para que "se caso acontecer alguma coisa", o dinheiro não fique preso em trâmites burocráticos.

Eu acho isso tudo ultra suspeito, meu pai tem apenas 65 anos, e não é normal uma pessoa saudável passar todos seus bens pro nome do filho.

E daí eu fico pensando: se algo acontecer, pego um avião e vou pra lá? Da família dele, eu só gosto da minha prima Sola ( a mãe dela, o afilhado, marido ), ninguém mais que eu consiga me lembrar. É uma gente metida, estranha, com quem eu prefiro não me misturar. Dar apoio pro meu irmão, assinar qualquer papelada que eu tenha que assinar. Mas só de pensar na correria de fazer uma mala correndo, de comprar uma passagem carésima, de largar o escritório de sopetão… Sei lá colegas, sei lá.

Tô sendo fria e calculista?

sexta-feira, janeiro 1

Finalmente 2010 chegou!

Tivemos uma passagem de ano super aconchegante.

Nevou. Aquela neve jururu, mas nevou. E com neve, o que melhor que assistir DVD's, comer coisas gostosas e ficar na maior preguiça? Então alugamos Harry Potter 6, Ice Age 3, Passenger e Public Enemy, e junto com os piolhinhos nos empoleiramos no sofá. Pipoca, M&M's e Lipton com Pêssego. Diliça.

Aqui na Holanda a venda de fogos de artifício é proibida o ano inteiro, com exceção do dia 31. Aí você sabe né, quem nunca come, quando come se lambuza. Eu não gosto dos pipocos o dia todo, que apesar de proibido sempre acontece, é o povo testando "o material". Dizem que vandalizam muita caixa de correio, lixeiras, eu pessoalmente nunca vi. Mas o negócio é que quando vira a meia-noite, ah meu povo, é lindo! Esse ano, apesar da crise, teve taaaantos fogos! Eu não queimaria (literalmente) meu din-din em fogos de artifício, mas também não vou julgar quem o faz, afinal cada um faz o que quer com seu dinheiro, né não?

Essa manhã a casa estava uma zona de pratos e panelas, mas nada que a lavalouças não resolvesse. Ainda estamos super "jetlagados", tenho que colocar o sono em ordem nos próximos 3 dias porque segundona eu volto ao trabalho.

O projeto das próximas 2 férias de fim de ano já estão nessa minha cabecinha irriquieta. No fim de 2010, quero ver a família, provavelmente no Brasil ( há uma pequena chance do meu irmão ir pros EUA com as crianças, aí nos encontraríamos lá ). Mas em 2011, quero ir pra Austrália. Bart diz que só vai se for de Business class, porque 18 horas num avião em econômica, nem morto, então propus colocarmos na poupança todos os meses, numa conta separada, 200 euros a mais, assim em 2011 temos o extra pra classe executiva.

Planos, planos e mais planos. Mas pelo menos, é plano de viagem, e não plano de dieta. Deus sabe que eu bem que estou necessitada duma dieta básica, mas quer coisa mais chata do que gente que fica escrevendo sobre as mazelas do cotidiano dum gordo de regime? Não, isso não é jeito de começar um ano novo. E olha que prometer dieta no ano novo é uma constante pra mim. Ah, essa vida de gorda.

E pra vocês, um 2010 cheio de alegrias!

terça-feira, dezembro 29

Acabou-se o que era doce

Chegamos ontem, ainda estamos totalmente acabados pelo jetlag. Aliás, tivemos jetlag na ida e na volta.

Escolhemos a Republica Dominicana, mais precisamente Punta Cana, porque fomos reservar a viagem super tarde pros padrões holandeses ( começo de outubro ), porque eu fazia questão de ficar pelo menos 3 semanas no bem-bom ( porque esse ano foi de amargar ), e o nosso budget estava apertado por conta das férias caras em Julho ( Rhodes ). A proposta da agente de viagem caiu como uma luva, hotel 5 estrelas all-inclusive ( e o segundo melhor cotado no tripadvisor ), saindo de Brussels, 3 semanas inteiras, por apenas 2,2 mil euros por pessoa.

O que achamos: o hotel Iberostar Bavaro é muito bom, muito confortável, comida boa, restaurantes temáticos, mas super refinado não é. Pelo que eu paguei achei um negócio da China, mas tinha um monte de americanos que não pagaram tão barato e estavam reclamando que o pacote foi vendido como o supra-sumo do luxo, e se decepcionaram. Vou ver se posto fotos depois, mas gostamos bem do hotel.

O problema é que fora do hotel não há absolutamente nada pra se ver ou fazer. Fomos a um passeio de barco e um outro onde dirigimos um mini-buggy por uma trilha, mas todos os passeios são super caros, mais caros do que no México e Brasil. Pelos lugares que passamos, tudo feio demais, com muito, muito, muito lixo jogado sem cuidado nenhum por todos os lugares. Um senhor no nosso ônibus comentou que em Cuba são tão pobres quanto, mas que tem a dignidade de cuidar do ambiente deles, não jogando tanto lixo em todos os lugares. Até no hotel, nas áreas reservadas detrás do restaurante, quando abriam os portões víamos pilhas e pilhas de louça quebrada, uma zona.

O povo parece ser bem legal, muitos americanos se apegam a esse ou aquele garçon/gaçonete, e era comum ver-se hóspedes voltando ao hotel e indo abraçar seu garçon favorito.

Fora isso muitas coisas em comum com o Brasil: feijão marrom praticamente todos os dias no buffet, queijo branco, ñame ( mandioca ), pão francês em bengala, brahma, cana-de-açucar, e até uma banda que tocava música brasileira.

Descansamos muito, foi legal, mas sinceramente não sinto vontade de voltar. Se fosse voltar pro Caribe, iria pro México.

Meu povo, muitos brasileiros por lá, todos com a mesma história: foram pra agência pensando em ir pra um resort no nordeste, mas era mais barato, quase a metade do preço, ir pra Punta Cana. Triste pro turismo nacional isso, porque o turista estrangeiro não vai porque não são todas as agências aqui no exterior que oferecem pacotes pro Brasil, e o Brasileiro acaba indo pra fora porque é mais barato. Uma vergonha!

E de lá acompanhamos o soco na cara do Berlusca ( Paca, cadê seu post sobre isso??? ), o summit, a morte da Britney Murphy, o caso Sean Goldman ( fiquei com pena do garoto, que acabou indo em pleno natal pra uma família desconhecida ), a nevasca no hemisfério norte ( deliramos de alegria ).

2009 tá chegando ao fim e já vai tarde.

sexta-feira, dezembro 11

Do Caribe

Sem acentos. Estamos na Republica Dominicana, em Punta Cana. Faz 28 graus, a praia eh linda, o hotel all inclusive otimo, tudo bom demais.

Muitas semelhancas com o Brasil. Bengala de pao frances de manha, bem crocantinha e macia. Feijao marronzinho que nem em SP. Bom cafe. Cerveja Brahma, mas a local Presidente eh ainda melhor.

Internet caresima, 10 dolares por hora. Voltarei com noticias rapidas daqui a uns dias.

Se eu nao me animar, afinal o sol brilha lah fora, bom natal pra todos voces, especialmente pras outras mosqueteiras, das 3 que sao 4.

Fui pro sol meu povo!

quinta-feira, dezembro 3

:-O


Hoje no escritório ouve-se um monte de gente fazendo cuti-cuti, é um dos colegas que está de férias, veio trazer um documento e trouxe a filhinha de uns 6 meses. Aí a secretária falava pra garotinha:

- Sjak ( ou Jack ), você está passeando com o papai? ( e a menina deve ter pensado: não, vim de bicicleta sua anta )

Depois de ouvir umas 3 vezes eu pergunto pro pai: é Sjak em Holandês ou Jack de Jaqueline? Ele responde: é Shak de Shakira. Daí eu fiquei com a cara de bunda, pensando "é Sjak e o cara falou Shakira pra deixar claro que é com S ou o nome da menina é Shakira?" e ele parece que leu meu pensamento: minha esposa é uma grande fã, então demos o nome de Shakira à nossa filha.

:-O

Eu quero morrer com esses pais que dão esses trambolhos de nome pros filhos. Eu já disse né, hoje em dia com o mundo super globalizado, pelamordedeus escolha um nome que pelo menos deixe claro se o seu filho é um Mr ou uma Mrs, e de preferência, que seja razoavelmente pronunciável.

Lembram da ex-grávida? Ela já teve o segundo bebê ( tá ligada que aqui é um pra fora outro pra dentro, né ) e o bebê se chama Karel. E aí, é menino ou menina? Eu tive que perguntar pro meu colega do lado, pois recebi uma foto com um bebê todo de laranja e verde, escrito algo do tipo "e com 3,4kg, 50 cm, nasceu Karel. Papa, mama, e irmã estão felizes com a sua chegada". O colega me olha como se eu estivesse perguntando se água molha e responde: é um menino!

Eu sei que tem gente que quer dar nome bem …….. ( complete com holandês, alemão, sueco, ou seja lá qual a sua nacionalidade ou do seu marido ) pro filho, mas pense criatura, se seu filho um dia for estudar na Inglaterra, nos EUA, em qualquer outro país europeu, ele vai viver constrangido com o nome?

Aqui ao meu redor, tenho vários Josephs, ou pra brasileirada, José. Aí, querem encurtar pra Zé, e o Zé aqui pode ser Jos, Joop ou Joost. Lê-se Iós, Iôp, Iôst. Liga o fornecedor americano e diz: posso falar com o Djup ( Joop )?

Aquela do meu departamento que teve a segunda criança e estará sendo "recolocada" em outro departamento tem Loes e Pleun. Loes é uma menina e se diz Luz. Pleun ( algo como Plum ) não importa quantas vezes eu diga sempre me corrigem, e é outra menina. Ei, meu nome é Pleun, eu caí e Plum.

Isso sem falar em todos os Koen. Diz-se Kun. Eu falo o nome mas penso em fiofó. Americanos perguntam pelo kô-en.

Maarten ( maaaaarten), Martin ( mártin ) e Martien ( martín ) pra mim são tudo a mesma coisa, mas pra eles não, é tudo muito diferente.

O Michiel é Mirril. O Michel é Mixél. Pelo menos aqui não tem Maicon, como todos os Maicons, escrito assim mesmo, do Brasil.

E tem uns que nem são tão feios, mas não importa o quanto arranhemos garganta e façamos bico, nossa pronúncia tá sempre errada. Meu diretor e um outro colega são Ruud. Esse erre é R de holandês, minha antiga professora falara pra eu usar um "rolling R" ( tipo tia véia falando rrrrato ) que eu vou parecer uma pessoa de Den Haag ( Haia ) falando. Esse u duplo tem duplo bico. Eu imito meus colegas ingleses quando os chamam, e os Ruud's dão risada.

E eu? Ah, em 50% dos casos sou Adriáááááána e em outros 50% sou Andrea. Perguntei pra um colega ( o Joop ) porque tantas pessoas fazem a confusão, e ele me disse que Andrea é mais fácil. Eu respondi que vou então chamá-lo de Zé, que pra mim é muito mais fácil. Diga-se de passagem que no Brasil toda Adriana sempre é muito chamada de Andrea, tem até comunidade no orkut.

Se um dia eu tivesse filhos, iria colocar Sophia ou Christian, ambos bonitos, fáceis, óbvios. Meu sobrinho chama-se Bruno Felipe, o Felipe foi a meu pedido, amo Felipe. Mas como vou ficar só nos gatos mesmo, quando eu aumentar a família vou querer uma menininha, e vai se chamar Mimi. Ou Meemee, porque eu sou chique, né!

quarta-feira, dezembro 2

Brasileiro só se torra!

Sempre que vou ao Brasil levo toneladas de protetor solar e ao fazer as malas pra voltar, deixo todos os tubos meio cheios lá, e minha família adora, afinal meu irmão mora no interior de SP, onde o sol é inclemente, eles tem piscina, usam litros de protetor. Os meus, sempre compro Garnier porque gosto do cheiro, e pro Bart, normalmente Nivea.

Lá no Brasil, sempre comentaram que o Nivea que eu deixo é muito melhor que o Nivea nacional, e eu sempre achei que fosse bobeira, deslumbre brasileiro com um produto europeu, mas ontem li uma matéria no Estadão que me deixou pê da vida.

Testaram um monte de marcas nacionais de protetores e a maioria não passou no teste. Ou não tinham o fator que prometiam, ou perdiam metade da proteção depois de 30 minutos, ou embora se dissessem à prova d'água, depois de 30 minutos na água não protegiam mais.

Aliás, devia ser proibido anunciar que o produto é à prova d'água ou até mesmo "resistente à á'gua", porque o consumidor lê aquilo e acha que pode passar no filho e esquecer. Eu sei que nas letrinhas miúdas eles mandam reaplicar após banhos prolongados, mas se é à prova d'água, fica uma informação desencontrada.

Mas o que me deixou pê da vida mesmo, é que no final da matéria, diziam que os produtos internacionais equivalentes ( Nivea, Loreal ) foram testados e se sairam muito melhores, e terminam dizendo: essas empresas conhecem a boa fórmula, só escolhem não utilizá-la no mercado nacional.

Putz grilo, e não podemos nem dizer que o produto nacional é suuuuper barato, porque protetor solar no Brasil é meio artigo de luxo. Tipo a prima que tinha dinheiro ou pra ir ao Hopi Hari ou comprar o protetor, então ela foi ao parque e se torrou.

Por aqui, um tubo de Nivea fator 50 de 300 ml custa 16 euros, só que eu sempre espero a liquidação de final de verão pra estocar, e sempre compro 2 por 1. Estamos levando pras 3 semanas de férias 4 tubos de 50 pro Bart, e pra mim meio 30, um 20 e um 15. Tudo comprado na promoção.

Por causa do preço, eu sempre levo pro Brasil meu protetor, e a verdade é que o Bart Super Omo Radiante nunca se torrou, nunca nem ficou vermelhinho.

Mas que pôxa, no Brasil somos mesmo cidadãos de segunda classe.

Aliás, ouvi que aqui na Europa as indústrias de cosméticos compram uma máquina pra virar um furinho do spray pra frente, e que a mesma marca no Brasil não investe na tal maquinha. E é verdade, reparem bem! No Brasil a gente vive acertando o buraco do spray, ou acabamos sprayzando pro lado errado.

Tá na hora da gente ser mais exigente aí no Brasil. Produtos melhores, informações mais completas nos rótulos, embalagens mais convenientes. Somos "emergentes", povo, aqui na empresa já vieram me perguntar se eu não fico tentada a voltar ao Brasil com o boom da economia.

E é claro que eu não quero, esse negócio de ficar virando o buraquinho do spray do desodorante não é pra mim ;o)

terça-feira, dezembro 1

Des-serviço ao cliente

O serviço ao cliente aqui na Holanda deveria chamar DES-serviço ao cliente, pois além de raramente ter alguém inteligente na linha, o serviço é cobrado. Sim, colega, se você quiser ligar pra perguntar, reclamar, esclarecer, cada segundo na linha telefônica é cobrado. Acho isso um absurdo que deveria ser proibido por lei.

Quando eu comprei o pacote turístico para essas férias, comprei na agência Arke aqui de Eindhoven ( sou cliente antiga e fiel ), mas a operadora é a Neckermann da Bélgica. E pra completar a bagunça, o vôo é da Jetair Belga, que é do grupo TUI, que também é dona da Arke. Mas então…

Quando comprei o pacote, me disseram que eu não podia reservar assentos "comfort class" porque eles estavam reservados para clientes de outra agência ( a Jetair, que não trabalha com o hotel onde eu queria ficar ), logo eu teria que voar nos assentos standard. O vôo era tão mais barato, que aceitamos, e economizamos assim quase 2 mil euros no total.

Eis que nessa semana recebo os vouchers e resolvo ver se há a possibilidade de pré-booking dos assentos. Aparentemente há, mas eu não consigo fazer o login com o meu número de reserva. Ligo pro des-serviço ao consumidor, pagando além da taxa do celular, 45 centavos adicionais por minuto. Aí começa a palhaçada do auto-atendimento em 3 línguas ( holandês, francês e inglês ), aperto o deux e caio na operadora. Ela me responde que os assentos são distribuidos sem critérios pelo programa de computador, e que eu tinha que sentar no assento que me foi atribuido automaticamente, e praticamente desligou na minha cara. Fiquei puta da vida, isso não existe, ainda mais numa empresa belga, que dizem ser mais "sofisticada" que a irmã holandesa.

Revoltada, com bile fluindo pelo queixo liguei novamente, pronta para soltar os cachorros. Mais alguns minutos a 45 cents, e um outro rapaz me atende, me responde que eu posso sim escolher os assentos durante o check-in, mas que realmente os clientes da Jetair tiveram prioridade, que eu teria que me contentar com os assentos que sobraram. Me disse ainda pra ligar para a Operadora, a Neckermann, porque ele ouviu ( super precisa a informação ) que a Neckermann ía começar com um sistema de reservas.

Liguei pra Neckermann, lá o des-serviço custava apenas 30 cents por minuto. Lá me disseram que pelo website deles eu podia reservar assentos. Loguei, agradecida pelas parcas aulas de holandês, porque o site não tem opção de mudar pro inglês, e facinho facinho fiz a reserva de assentos, pagando apenas 3 euros por assento por esse serviço. Com isso ganhei uma hora a mais de soninho na manhã do embarque.

Agora vejam, foram tantas ligações do celular ( meu telefone de casa tá tchutchado ) pra Bélgica, pagando o des-serviço adicionalmente, e esses cents que eles cobram nem são usados pra contratar funcionários competentes e treiná-los bem. Se eu pagasse os tais cents, mas pelo menos o serviço fosse bom e correto, eu nem reclamaria, mas é essa mixórdia!!!

Pelo que eu me lembre, no Brasil o SAC é sempre gratuito, ainda é assim? E a qualidade do atendimento, é razoável?

Depois não querem que a gente fale que isso aqui parece mais o interior do Congo ( Zaire era tão mais sonoro! ).

segunda-feira, novembro 30

Casamento aqui no interior do Congo

Eu tive experiência de dois casamentos aqui na Holanda. Gostei de ambos. O sistema aqui é ultra diferente do Brasil.

No primeiro, eu não era tão íntima da noiva, fui convidada para a festinha "final". O parceiro foi também convidado, tinha bebidinhas e um buffet com umas comidinhas, havia uma pista de dança, mesinhas, foi legal.

No segundo, eu era mais íntima da noiva, fomos convidados para o dia inteiro. Achei que fosse ser cansativo, mas foi super tranquilo e muito legal. Começamos pelo casamento "civil", depois teve um lanchinho, fomos para a Igreja, teve o religioso com missa. Fomos para o lugar da festa, fomos recebidos com champagne e bolo. Passamos para a sala do jantar, comemos "a francês" e estava tudo delicioso. Começou então a festa "pra todo mundo", e os demais amigos dos noivos começaram a chegar. Rolou ainda mais bebidas e um buffet delicioso com muitos queijos, nozes, lá pelas tantas assaltamos o buffet de novo.

O primeiro "tipo", te poupa de passar horas vendo casamento religioso e muitas vezes o civil junto ( convenhamos que nem todo mundo gosta de casamento religioso ), e você vai direto pra festa. No Brasil pega super mal perder o religioso e ir direto pra festa, o povo logo diz que o fulano só tava interessado nos "comes e bebes" ( coidipobre falar comes e bebes ).

O segundo, é ótimo porque você passa o dia todo celebrando ( lembre-se que nesse caso é alguém da sua família ou um amigo íntimo ), e os noivos passam o dia todo com a família e os amigos mais chegados, dá tempo de dar atenção pra todo mundo. Pros pais especialmente, é um dia muito mais legal que no Brasil, já que eles curtem o dia inteirinho com os filhos.

Mas vejam que nos dois casos a noiva era brasileira, e eu tenho certeza que rolou uma certa preocupação em agradar a todos, e de certa forma de fazer tudo um pouquinho mais parecido com o sistema no Brasil.

Hoje eu recebi o convite da colega de trabalho holandês que começou aqui há alguns meses. Trabalhamos bastante juntas num projeto, eu gosto muito dela, mas não pude deixar de achar estranho o convite. Veio um scan do convitinho impresso, a primeira estranheza: é numa terça-feira. Daí, no e-mail que acompanha o convitinho, a frase: esperamos você sem o seu parceiro para celebrar conosco. E daí o fim da picada: drinks serão servidos ( não tem comida nenhuma! ). Ou seja, você sai do trabalho numa terça-feira, vai pra casa se arrumar, come uma pizza congelada, vai pra festinha tomar uns drinks, e pede pro seu parceiro ir te buscar ( senão você não pode beber ). Ah, e pra arrematar: dica de presente - envelopinho ( $$$$ ).

Aí ela comentando comigo quando fomos tomar um café: eu queria muito fazer o casamento nesse lugar ( é um lugar ultra chique em Eindhoven ), mas pra acomodar a família toda nesse lugar tão chique, não sobrou dinheiro para a comida dos convidados e nem os corsages ( umas flores que os convidados íntimos colocam na lapela ). Ah, o mais importante é que nossa família goste, os outros convidados são secundários ( !!!! - eu sou "os outros convidados" ).

Bizarro ou não?

Eu peço a ajuda dos universitários

Desde sempre eu baixo meus filmes do site mininova. Para seriados, há a opção do eztv, que não é o mais rápido mas tem todos os seriados de graça, mas não tem filmes. Na semana passada, o tribunal de Utrecht determinou que o site mininova só pode conter downloads autorizados pelo dono da obra, o que resulta num site cheio de filminhos e musiquinhas alternativas e só.

Estou órfã de site de downloads, e eis a ajuda que peço: de onde vocês baixam seus filminhos?

Esse fim de semana foi o final de semana de comprar as últimas coisas ultra-essenciais e alguns presentinhos pra mandar pro Brasil. Pro meu sobrinho foi fácil, jogos de PS3. Pra minha mãe idem, cremes e uma blusa. O terrível esse ano foi o presente da sobrinha pré-adolescente.  Roupa de criança ela não usa mais, a saída foi procurar as marcas de adultos que tenham tamanho XS. Já tinha até desistido quando vi duas camisetas e um moletom na vitrine daquela Cool Cat. Olha, os preços são baixos, mas se você for analisar a qualidade, é caro! Precisei conferir 4 moletons até achar um sem falha de costura e 3 camisetas até achar uma que não faltasse um um dos brilhantinhos que compunham a palavra DIVA. E esse ano não mandarei chocolates, não mandarei nada de SinterKlas.

Tcheu contar uma coisa. Cês não vão rir, hein! Invoquei que quero comprar um chapéu. Sou friorenta, toquinha é meio mano-brown, queria um daqueles chapéus de feltro meio boinas-meio-bonés, mas nunca achei um que além de bonito cobrisse as orelhas. Na sexta feira achei o tal chapéu, quentinho, de feltro, cobrindo a orelha, do jeito que eu queria, mas o preço: 40 euros! Tô com dó de pagar, e se no fim eu acabar não usando? Nunca usei chapéu antes… Mas agora eu encasquetei com o tal chapéu e sei que se eu não comprar vou ficar com isso na cabeça. Meleca!

Bom, tcheu ir cuidar da vida que essa semana vai ser pauleira! Mas sexta-feira digo adeus e só volto no ano que vem! U-hu.



sexta-feira, novembro 27

Tá quase

 Vou comentar sobre um fenômeno que eu tenho certeza que acontece com muita gente: pânico pré-férias.

Eu preciso de um milagre.

Na empresa tenho que fechar 3 contratos em uma semana, tarefa praticamente impossível. Ajeitei tudo o que EU podia ter ajeitado, mas agora dependo de outras pessoas, do fornecedor, de advogados. Tofú minha gente.

Em casa, faltam aquelas quinquilharias típicas pré-viagens, que eu sei que vão acabar com o meu findi. Sou só eu que SEMPRE compro mil coisas antes de viajar? Eu sempre faço uma listinha e guardo, pra ver se na volta eu usei metade do que me deu tanto trabalho pra comprar. Minha listinha pro sábado é: óculos de mergulho e snorkel, relógio fuleiro à prova d'água ( pro Bart controlar a hora no jet-ski ), um hidradante corporal ( odeio comprar cosméticos, vou de Rituals mesmo ), dolares, bandaids e uma capinha pro meu ereader tchutchuco. Se parasse de chover ( sonho meeeeeu ) ía ser mais fácil, porque com a scooter eu não preciso estacionar lááááá na casa do chapéu e andar que nem uma condenada pra cima e pra baixo, mas com essa chuva, nem a pau juvenal.

Aliás, como já comentaram: que via sacra é comprar qualquer coisa nessa época do ano! Aqui na Holanda é pior, porque o SinterKlas é dia 5 de Dezembro, tá aí. Pior lugar pra se ir nessa época é Kruidvat e Etos. Eu fico impressionada como holandês compra cacareco pra dar de presente! Sei lá, já que eles não trocam presentes no Natal, eu esperaria um SinterKlas mais generoso, mas o que é de véia comprando sabonete e mandando embrulhar não tá no gibi. Aí você tá lá na fila, querendo só pagar seu Imodium e picar a mula, mas tem que esperar a caixa embrulhar cada um dos pacotes. Esse ano a Kruidvat contratou um estagiário mais esperto e ao invés de embalarem no caixa tem uma mesinha com outro estagiário no fundo da loja, mas eu prefiro a ETOS, que agora vende ao mesmo preço da Kruidvat e é mais agradável aos olhos.

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Abre espaço para notinha com histórinha

Na minha família, quando a família toda passa o Natal junto, fazemos um amigo secreto, assim todo mundo ganha um presente bonzinho e não se gasta tanto. Entretando, pais sempre dão presentes pros filhos e vice-versa, ou seja, eu dou presente pros meu sobrinhos, irmão e cunhada, e pros meus pais, mas não dou pra todos os tios e tias e primos.

Só que, já há 6 anos, sempre dou presente para o meu pai e NUNCA ganhei nada dele. Minha mãe diz que ele deve pensar: o combinado é só pras crianças ( os netos ), mas o fato é que eu me dou ao trabalho de esquentar a cabeça com o que comprar e nunca ganho nem um cartão em retorno. Isso porque meu pai me vê a cada 2 anos!

Aliás, meu pai ficou meio lelé depois do divórcio. A última é que ele anda pedindo pros nossos parentes que moram perto dele roupa velha pra ele usar enquanto "cuida do pomar", mas ele acaba usando aquelas roupas sempre! Que coisa feia. Pro meu irmão ele disse que ganha as roupas, mas como esses parentes são cheios da grana e trabalham com moda, as roupas velhas são sempre novas, aí acabam "misturando" com as dele e ele não sabe mais qual é qual. Será que não dá pra ele ir no Torra-Torra e comprar meia dúzia de camisetas fuleiras pra capinar?

Fim da notinha com histórinha
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E resta a "moi" rezar pra chuva não vir e já ir preparando o roteiro: capinha, hidratante, relógio e dólares, tudo hoje, pra eu não ir à loucura amanhã.

E acabaram de ligar da Arke com mais uma tarefinha pra mim: pegar as passagens.

Ah, e já que esse post já tá enorme e sem pé nem cabeça mesmo, tenho que falar pra vocês da maravilha que é o mundo de "doadores" de livros digitais. Claro que tem sempre empresas como a Barnes and Noble que tenta melar essa gentil troca de e-books, mas Capitães Ganchos unidos jamais serão vencidos.

Mas com um pouco de paciência encontra-se um mundo fantástico de livros na internet de gracinha de gracinha. Achei um arquivo com 1000 títulos populares. Tem a trilogia inteira do Senhor dos Anéis, tem praticamente toda a obra do Stephen King, tem Sidney Sheldon, Nora Roberts, Clancy, Grisham, Robin Hobb, e tantos outros! Esses livrinhos semi-acéfalos são tudo o que eu precisava pras minhas férias. O duro é selecionar o que você quer levar, afinal o arquivo tem 1000 livros e você pode levar "só 350", ou comprar um memory card.

Depois de baixar a série toda da Sookie Stackhouse ( True Blood ) e amar o vampirão Eric, estou agora lendo o The Vampire Diaries, que dá nome à nova série. Não é tão bom quanto o True Blood, mas é bem interessante, e no fim eu acabei lendo a série inteira ( estou no quinto livro ) antes mesmo das férias.

Amo meu ereader tchutchuco de paixão.

quinta-feira, novembro 26

É de pobre mas eu amo: holerite!

Eu AMO meu atual emprego. AMO.

E é só porque eu AMO meu atual emprego que eu consigo, quando necessário, ficar semanas trabalhando até ultra-tarde, aguentar fornecedor insuportável, ter pique pra ir pra casa cansada e não descontar no marido. Na maioria dos dias eu vou pra casa cansadésima mas muito feliz. Volto pra casa dirigindo minha moteeenha no frio e cantando "Bem que se quiz" a plenos pulmões. Eu sei que isso pode mudar a qualquer momento, mas por enquanto, bate na madeira três vezes, estou no céu do proletariado.

Tenho alguns colegas descontentes com a empresa, e vários procurando outro emprego. Tem um em particular que está tão desmotivado que várias vezes por dia, enquanto a maioria de nós se descabela, entra na internet pra pesquisar preço de skis ou pneu pra neve. E é esse, o mais desmotivado, o único que não está procurando outro emprego. E isso eu não entendo.

Ele diz que não pode "arriscar" porque ele e namorada estão comprando uma casa juntos, não podem passar sem o salário dele, e o que acontece se ele for mandado embora depois dos 30 dias de experiência, não pode voltar pro emprego antigo e não sabe quando vai achar outro…e eu entendo, mas sinceramente, é como querer fazer omelete sem quebrar os ovos!

Eu vejo a situação do colega e é como uma bola de neve: ele não está motivado, o desempenho dele acaba não sendo dos melhores, ele acaba não pegando os projetos legais, aí ele vê todo mundo fazendo apresentações pro diretorzão e só ele não, e fica mais desmotivado ainda… E sabem, no Brasil, pelo menos enquanto eu morava lá, a gente vivia com o fantasma do desemprego rodeando, então todo mundo se agarrava de unhas e dentes nos empregos que tinham, e engolíamos sapos gigantescos, mas aqui na Holanda é BEEEEEM diferente. Pelo menos em épocas normais, quem não está feliz vai procurar sua felicidade noutra empresa. Aliás, é muito forte aqui o conceito de que seu trabalho tem também que te dar prazer, a gringaiada tá sempre me repetindo isso.

Pelo menos comigo, na empresa anterior, a Bosch, apesar do nome famoso e do bom salário, eu estava ultra infeliz. Gente, eu vivia doente! Agora, fora esse gripão que todo mundo teve no outono, eu nunca tive nada, nunca precisei ligar pra dizer que preciso ficar em casa! Que diferença!

Colegas, se não tá legal no trabalho, rumbora fazer os planos pra dar uma botina nos fundilhos do chefe. Se até eu, depois de dois anos procurando achei um emprego, qualquer um consegue. Só não dá pra ficar em casa choramingando as crueldades da empresa/chefe atual e não se esfalfar de mandar CV's. Ninguém vai bater na porta da gente e dizer: Miguxa, sei que você tá infeliz no trabalho e vim aqui te oferecer o emprego dos seus sonhos.

E quanto ao medo de arriscar, até eu que sou bunda-mole arrisquei. E olha, cê vai dizer que eu tinha o marido que ganha bem pra ajudar, mas se você olhar o valor da minha prestaçãozinha da casa ( hipoteca ) vai cair dura. Ía ser pagar a casa e comer carne moída ( eu ODEIO carne moída ) e ovo até eu achar outro emprego. Ou então eu ía trabalhar no Albert Heijn, que tá sempre contratando.

E você, ama ou odeia seu emprego? Aliás, quem aqui tem algum emprego exótico? Semana passada eu conheci um caminhoneiro que trabalhou 3 anos fazendo aqueles fretes de inverno no Alaska, tem até programa no discovery channel sobre isso, já imaginaram que legal? 

segunda-feira, novembro 23

A Amazônia


Gringo adora vir falar que a gente tá destruindo a amazônia. Tô de saco cheio.

Em 2007 um pesquisador holandês foi condenado no Amazonas por biopirataria e desvio de dinheiro público. Eu não pesquisei muito sobre o assunto, mas no Brasil dizem que ele descobriu 5 espécies novas de macacos e estava vendendo DNA desses macacos pelo seu website, o que é considerado biopirataria. Ele ainda foi pego transportando macacos e orquídeas sem autorização. Pegou 18 meses de cadeia.

Só que aqui na Holanda, esse sujeito arrumou uma equipe de TV pra fazer um programa onde ele dá uma de coitadinho. Ele diz que só queria ajudar a salvar a amazônia, que nós estamos destruindo, e que "mandava" ( a troco de muitos euros ) o DNA pro exterior pra salvar a espécie da extinção (???).

Aí vem a holandesada me cutucar com o assunto. Pontequepartiu! Primeiro que o que tem de gringo safado no Brasil não tá no gibi. O vizinho holandês do meu irmão é uma enciclopédia ambulante em como encontrar falcatruas quase legais para sonegar imposto. Segundo que neguinho não sabe do que fala e vem encher o saco.

Esse povo não tem idéia da terra de ninguém que é a Amazônia. Da mata fechada, da dificuldade em se locomover. Eles vem com essa maldita história de que a Amazônia é o pulmão do mundo, que a gente tá queimando tudo pra fazer pasto. E eu sei que é tudo uma bandalheira só lá praqueles lados, mas porque é que ao invés de criticar eles não doam aviões e gente pra ajudar a patrulhar? Ah, claro que eles querem ajudar SE tiverem direito a dar uma extraidinha básica em plantas medicinais, madeira, e sabe-se lá o que mais. E daí mané, exploração por exploração, brasileiros e gringos são iguais.

Mas ó, bem aqui pra nós, tá na hora do governo dar uma investida lá pro lado de cima, hein? Como pode deixar queimar a mata nativa pra fazer pasto? Que os gringos não me ouçam, mas pô, o Brasil não é mais assim tão pobre que não dê pra colocar uns teco-tecos a mais e uns guardas florestais pra ajeitar aquela zona, né? Se bem que tem toda a politicagem ao redor. Fiquei pasma com o seriado Amazônia, pelo jeito nada mudou muito nos últimos 100 anos.

Bom, tcheu voltar pro trabalho. Ventou que nem furacão a noite toda e hoje tá o dia mais feio que eu já vi, tô contando os minutos pra ir embora pra minha casinha quentinha debaixo do meu cobertorzinho lindo com o meu ereaderzinho tchutchuco.


Meu ursinho blau-blau


Faltam menos de 2 semanas pras minhas férias. De julho até agora eu trabalhei feito uma camela em 5 projetos para um veículo novo, enquanto o normal é cada comprador ter 1 ou no máximo 2. Na semana passada fiz a apresentação final do último, e minha vida mudou.

Mudou porque o que me estressa gigantemente não é o trabalho em si, mas duas coisas terríveis:

- Ficar empurrando o time com mão de ferro pra mantermos o prazo. É um pesadelo porque holandês é braço curto: se fulano tinha que entregar uma informação pra ele e não entregou, ele cruza os braços e coça o saco, ele não liga pra cobrar, ele não tenta conseguir a informação de outra forma, no fim, ele só diz que não fez o bolo porque o Hans não trouxe os ovos, e pronto.

- Apresentação pro Diretorzão membro do Board of Diretors: é 80% do meu stress. O cara é um gênio e ninguém acompanha o raciocínio dele, eu muito menos. O que me resta é me preparar até o último milímetro do meu ser pra responder até a mais ínfima pergunta dele. Por enquanto tem dado certo, eu estou na listinha colorida dele, rezando pra nunca entrar na negra, porque o povo na listinha negra sofre, mas gente, na semana antes da apresentação pra ele eu fico em pandarecos, e no dia anterior eu sempre trabalho até as 10 da noite, revisando e revendo e decorando cada vírgula da apresentação.

Então, minha vida mudou porque seriam só mais duas semanas fazendo os contratos pra sacramentar os negócios apresentados pro diretorzão, mas em teoria, eu nem o veria mais esse ano.

Já notaram os verbos no passado né?

Pois então, chego hoje e me deparo com um e-mail do meu diretor me mandando organizar um projeto gigantesco, junto com a matriz nos EUA ( que fica em Seattle e com o fuso horário de 9 horas, nos deixa 2 horas úteis pra trabalhar juntos ), a duas semanas das minhas férias!!! E vou ter não só que fazer 3 apresentações pro diretorzão em 2 semanas, mas a terceira inclui o chefezão americanão do diretorzão, olha o stress!

Sabem, eu SEI que eu estou remando contra a maré. Mulheres ganham 30% a menos que homens no mesmo cargo na Holanda, dizem as estatísticas. Certas empresas ( como a minha, no meu departamento ) evitam contratar mulheres. Imigrantes são preteridos aos locais, principalmente em época de crise e mão de obra abundante disponível no mercado. E eu me recuso, ME RECUSO, M-E---R-E-C-U-S-O, a sentar, pensar "que injustiça, mas fazer o que?" e seguir com a corrente do rio, ganhando menos, sendo assistente de alguma coisa, e perpetuar a injustiça, que se você for ver, deixa de ser injustiça, já que você passa a se comportar exatamente como as corporações acham que toda mulher ( e imigrante ) se comporta.

Mas nessas, acabo trabalhando muito mais que meus colegas, pra provar o que não devia precisar se provado, e vou me cansando, e tô cansadésima de nadar. Estou CANSADA. Estou o pó da rabiola, com vontade de mandar todo mundo às favas. Meu lado racional grita pra eu engolir o sapo por só mais duas semanas, mas é sempre a mesma história, né povo, volto de férias toda renovada e caio de novo na mesma lambança habitual.

Só vou dizer uma coisa: felizes os possuidores de um bilau.

sexta-feira, novembro 20

Twilight Saga: New Moon

Acabei de chegar do cinema!

Team Edward Total!



É impressionante o que a adição de uns milhõezinhos ( ões ) de dólares faz na produção de um filme. Depois do orçamento restrito que resultou numa modesta produção de Twilight Parte I, resolveram investir pesado no segundo filme.

Vou começar pela única coisa que não me agradou: a trilha sonora. Se a trilha sonora do primeiro filme foi um desbunde, a desse passa desapercebida total.

Mas então, o filme em si. O tratamento cosmético dos vampiros transformou o filme. Nada de lentezinhas de contato vagabundas pra dar o tom ambar descrito nos livros, foi lente boa e muito efeito especial. Os vampiros estão também mais naturais, antes dava pra ver que era maquiagem, agora é um misto de maquiagem, efeitos gráficos e uma ótima iluminação.

A introdução do "Werewolf Pack" foi ultra bem feita, as cenas de transformação em werewolf são perfeitas! O Taylor Lautner como Jacob está muito bem, o garoto é mesmo lindo ( apesar de não fazer meu tipo ), e comadre marmanja já passada dos trinta e com filho suspirou pelo Jacob o filme todo.

Achei que as cenas onde aparece a imagem do Edward ao invés da voz ( como no livro ) fosse ficar brega, mas foi tudo muito bem feito. E até a Kristen está bonitinha, e conseguiram tirar aquele tique-gagueira-piscadeiro que ela tinha no primeiro filme.

O filme não é 100% fiel ao livro, mas conta bem a história. Pra falar a verdade é o meu livro menos favorito, mas o filme é bom.

Nota para quem mora nas redondezas: eu falei tanto do cinema Zien, e domingo assisti ao 2012 na sala 1 e foi ótimo. Hoje assisti o filme na sala 4 e sinceramente, um pulgueiro. O som estava péssimo e a tela é de 1974. Quando eu voltar de férias assito de novo no Pathézão, que sem gentarada continua sendo o melhor da região, pelo menos TODAS as salas são de razoáveis pra boas.

La cucaracha la cucaracha... Ya no puede caminaaaaar!


O dolar super-baixo no Brasil, a brasileirada está se esbaldando de viajar pro exterior. Meu irmão estava babando de vontade de levar as crianças pra Disney, mas os descontos nos carros foram mais interessantes e ele acabou comprando um carrão cheio dos trique-triques. Um fornecedor brasileiro me contou ontem que foi procurar um pacote pro Iberostar Praia do Forte, na Bahia, na agência CVC, e ficava mais em conta ( e muito mais em conta ) ir pro Iberostar Quetzal em Playa del Carmen, perto de Cancun. Eu já comentei aqui que nesses resorts grandes, gringo paga menos que brasileiro, justamente porque se o preço aqui fora for o mesmo preço que cobram no Brasil, gringo vai pro México, pra Jamaica, pra Republica Dominicana, pra Cuba. Pra eles Brasil não é melhor nem pior que nenhum desses destinos tropicais.

Aí o fornecedor me perguntou o que fazer. E sendo honesta, honestíssima, eu adorei a Praia do Forte, mas Playa del Carmen é mil vezes mais cheia de atrações do que Praia do Forte, sem falar que a praia em si é mais bonita no México. Em Playa, você está perto das pirâmides Maias, e gente, é moooito legal. Você tem Cozumel pertinho pra mergulhar, pode fazer snorkel na maioria das praias, tem mil mergulhos em cianotes pra fazer, é coisa que não acaba mais. Praia do Forte é menos interessante, se bem que o passeio a Salvador é muito legal.

Acho também que como primeira experiência internacional, o México é muito legal. A língua não é tão assustadora, o clima é bem parecido, o esquemão praia-cidade é bem parecido com o Brasil, e tem toda aquela experiência de passar pelo Duty Free ( brasileiro é o povo mais fã de duty free que eu conheço ), do vôo longo, de chegar num país todo diferente, com língua diferente, de se sentir desbravando novos horizontes.

Uma vergonha pro turismo brasileiro uma viagem pro caribe ser mais cara que uma viagem pra Bahia, mas quem sabe se o êxodo continuar, o preço do turismo nacional abaixe um pouco?

Dia 4 próximo os van den Broek dormirão no aeroporto de Bruxelas, naquele Sheraton que eu já estou rezando pra ter boa isolação acústica, e partimos em direção ao Caribe às 7 da matina do dia 5. Vamos ficar 3 semanitas num resortão all-inclusive. Cêis tão carecas de saber que eu aaaaamo praia e resortão all-in, né? Quando eu chegar lá digo onde estou ( ho ho ho, adriana misterióóóósa ). Mas a viagem é o que está me segurando em pé, porque tô mesmo é com vontade de sair pulando e gritando.

Ontem trabalhei até as 21:30 na empresa, às 21:00 as luzes apagaram e eu fiquei sozinha no escuro. Eu tenho medo do escuro. Quase entrei em pânico, fiquei com a luz do monitor, umas lâmpadas de emergência acenderam, tive que ligar pra recepção, que fica a quase 1 km do meu prédio, e eles vieram me resgatar. Hoje estou um bagaço, mas já avisei que às 3 eu pico a mula. Hoje tem Twilight Saga New Moon no cinema. U-hu.

Bom findi pra nós!

quarta-feira, novembro 18

Uia! (2)

Podem dizer que eu morri e esqueceram de enterrar, mas foi só hoje que eu vi que o Brasil sediará a copa de 2014.

Juro.

Eu não sou Ugly Betty!

Vocês sabem que eu já tive uns 35 quilos a mais. Costurei o estômago, emagreci, mudei pra Holanda, nesses quase 7 anos ganhei uns 12 quilos, que aliás, eu nem acho muito, considerando que já era esperado que depois de alguns anos de gastroplastizada eu engordasse, considerando que eu estou ficando mais velha e pra manter o peso eu teria que me exercitar mais, o que eu não faço, e não esquecendo que adaptar-se num novo país na maioria dos casos traz também uns quilinhos a mais. All in all, not too bad.

Claro que eu gostaria de emagrecer, claro que seria melhor também pra saúde, mas querem saber da verdade: eu olho no espelho e não me desgosto. Essa aceitação da imagem, aceitar que eu não tenho uma bunda tamanho 42, que eu não tenho corpo de biquininho asa delta veio mesmo só aqui na Holanda.

No Brasil, mesmo com os 12 quilos a menos, eu me sentia inapropriada. Eu me escangalhava de passar fome pra entrar numa calça jeans da minha marca favorita ( Forum ), que raramente tinha o 46, e mesmo assim, quando tinha, era um 46zinho. Pra minha bunda entrar num 44 brasileiro eu tenho que passar muita fome, e da cintura pra cima eu fico com cara de passarinho, meu rosto fica chupado, os peitos pequenos, não fica lá muito legal não, ou eu pelo menos não gosto muito. Mas eu TINHA que passar fome, porque senão acabava tendo que ir comprar na Palank modas, e colegas, roupa de gordo no Brasil, pelo menos há 7 anos, ninguém merece.

Aqui na Holanda, as gordinhas não se escondem debaixo do poncho na Betty a Feia não. Primeiro que a maioria das lojas tem até o 46 e é um BOM 46. Minha bunda cabe naquele 46 na boa. Existem muitas opções pra quem usa do 46 pra cima, e tem muita roupa legal. As gordinhas abusam dos decotões, usam muita roupa sobreposta, até vestidinho e mini saia tem. Aqui, quem veste 44 holandês ( 46 brasileiro ) é normal, no Brasil, mesmo vestindo 44 brasileiro eu ainda era chamada de gordinha.

O mais importante é que meu guarda-roupas vive recheado, eu tenho tanta escolha nas lojas! E olha, preço de roupa de gordo no Brasil é um roubo ( o gordinho até emagrece porque não sobra grana pra janta ), mas aqui é o mesmo preço.

Viver num lugar onde não sou considerada a escória da humanidade porque não tenho 60 de cintura é uma maravilha. Acho que até compensa o friiiiio.

terça-feira, novembro 17

BRLLL...


Enquanto eu faço a contagem regressiva pras férias no Caribe, a moçada que trabalha comigo está em polvorosa: semana que vem abre oficialmente a temporada de ski na Áustria.

Segundo meus colegas de trabalho, "the place to be" é Ischgl, fronteira da Áustria com a Suíça, eles dizem que é a Ibiza do ski. Bom, eu fico quieta, porque acho Ibiza uma tosqueira só, pelo menos aqui no verão tem canais de transmissão direta das festas de praia e noturnas, e tem muita gente tosca em Ibiza. Aqui na Holanda mesmo, vende-se muito pacote de ônibus ( e ferry ), pra meninada ir se aboletar naqueles apartamentos meia-boca, e "aproveitar" o verão. Putz, tô escrevendo e na cabeça rola a musiquinha do Locomia, lembram?

Então, voltando à Ischgl. A temporada sempre é aberta e encerrada com um show de um artista famoso, esse ano será aberta pela Kate Perry, que eu aliás gosto.

Acho que é só imigrante mesmo que foge do frio ( e nem todos ), a holandesada o espera ansiosamente, curtem o inverno de verdade, e os mais chegados sempre me aconselham: Adriáááána, embrace it. Blé.

Holandês sempre vai pra estação de esqui de carro, e normalmente prum chalé ( a versão "invernal" do appartamenten do verão ). Eles não alugam o equipamento, eles tem mesmo esquis e skiboards, e juram que compram as roupas, luvas, óculos, touquinha e etc em casas de esporte, mas por baixo dos panos deve rolar muito Aldi, porque nessa época o Aldi tá cheio de venda especial de roupa de ski. Sei que o povo vai me achar esnobe, mas sou friorenta, e a simples idéia de deixar meu aquecimento nas mãos duma roupa do Aldi me é horripilante. Normalmente vão em grupos ( quando solteiros ) ou com a família toda ( quando casados ). Criancinha aqui esquia, e dizem que criança normalmente esquia bem. Pra eles, esquiar são as férias "caras", afinal de contas, além de ter que pagar os tais skipass ( passe pra poder usar as pistas ), normalmente se esquia em países como Suíça, Áustria, França, que não são conhecidos pelos preços mais camaradas da Europa. Não sei muita coisa de esquiar, mas sei que o brega do brega é ir no tal Val Torens, que sinceramente, me parece bem prático e good enough. Você pode agora comprar umas férias all inclusive pra esse Val Torens, o pacote inclui transporte, estadia, skipass, aluguel de equipamento e refeições.

Até penso em um dia tentar aprender esquiar, deve ser legal descer os slopes na maior libertade, vento nos cabelos, mas e o frio? E O FRIIIIIIO? E a grana pra investir em roupa, bota, luvas, equipamento? Já perguntei E O FRIOOOO? Então, é frio.

Tem também uns pacotes "aventura" na Noruega, normalmente de uma semana, beeeem lá no norte, 3 dias você acorda, pega um snowmobile e vai visitar a região com o grupo ( tem fazenda de renas ( !!! ), fábrica de velas, floresta ) e um ou dois dias você vai naqueles trenós puxados por cachorros ( eu tenho dó ) visitar onde procriam e treinam os cachorros, e outros passeios pela região. Me parece interessante, só que já avisam que é escuro o tempo todo e a temperatura média é -20C. Já imaginaram, Adriana aos -20C? Nem a pau Juvenal.

Sabem, acho que quem tem filhos acaba se adaptando melhor e mais rápido aqui sim, afinal você tem que ensinar a criança os costumes daqui, e acaba entrando na dança. Acho que se eu tivesse filhos eu ía levá-los esquiar que nem os amiguinhos, porque senão eles seriam eternamente os estranhos da classe, que só vão pra praia.

É que nem a história do Sinter Klaas. Eu particularmente acho uma besteira sem tamanho, mas o velhinho chegou de barco sábado. Em todas as cidades, diga-se de passagem. Eu, que não tenho filhos, digo que JAMAIS tiraria meu filho de casa no frio e garoa que estava no sábado, pra ir na beira de um canal ( é mais frio ainda ), com um boné de penachos, em plena epidemia de gripe suína, esperar um velho bispo ( eu não sou nem católica ) chegar montado num cavalo branco dentro dum barco, cheio de pretinhos em volta ( o bispo é branco e os serviçais pretos, mó preconceito ). Mas se eu tivesse um filho, ía acabar pensando que ele seria a única criança da classe a não ver o Sinter Klas chegando, que ía crescer traumatizado, e no fim iria de mau humor pra beira do canal mas levaria a creonça, e no fim, me adaptaria mais.

Putz, comecei na estação de esqui e terminei no Sinter Klaas ( aliás, me parece o Papai Noel desnutrido ). Sem falar que em metade do post escrevo ski e na outra esqui.

Foi mal aê, povo!


segunda-feira, novembro 16

Mão-de-vaca


Sim, holandeses são muito muito muito mão de vacas, mas tem hora que tem que ser.

Vejam só. Ontem decidi que queria ir ver o filme 2012, porque adoro filmes de desastres naturais. Normalmente eu vou com a minha scooter ( estacionamento grátis ) pro Pathé, lá uso meu cartão de vantagens pra comprar o ingresso ( sai 6 euros ao invés de 8,50 ) e compro uma garrafinha de meio litro de Coca light e um pacotinho de pipocas doces no supermercado ao lado, gastando normalmente uns 2 euros. Quando estou com vontade de pipoca salgada compro no cinema mesmo, e a  caixinha média sai 2,40 euros. No geral, gasto menos de 10 euros pra assistir um filmezinho legal, com refri e pipoca. Ontem estava ameaçando chover, resolvi ir de carro. E como estou evitando o Pathé depois do episódio do bebê no cinema, fui ao Zien, onde não há cartão de vantagens. E como não tem o supermercado do lado, tive que comprar pipoca e refri no cinema mesmo, a conta: ingresso 9 euros ( era sessão com cadeiras marcadas, cobram 50 cents a mais ), estacionamento por 3 horas 8 euros, refri e pipoca média 7 euros, total da brincadeira: 24 euros!

O filme é legal, cheio de efeitos especiais, apesar de eu achar aquele ator insuportável. O Zien ainda é muito melhor que o Pathé, apesar de terem deixado um casal levar uma menina de uns 4 anos ( prisão perpétua para casais que levam crianças de qualquer idade no cinema num filme adulto, em língua estrangeira, legendado ), o estacionamento é bem pertinho e é quentinho e ultra prático, e a pipoca estava muito salgada pro meu gosto e aqui eles não estouram na hora, então tava um pouco passada. Foi uma tarde legal, mas seriously, 24 euros????

Adriana mão de vaca total pra essas coisas. Não me diverti mais ontem do que me divirto normalmente gastando meus 10 continhos. Pode soar meio canguinha demais compra a garrafinha de refri no supermercado e os snacks também, mas é a mesma coca, a mesma pipoca, por uma fração do preço. Me sinto meio idiota por ter gastado 14 paus a mais.



PS: O cartão de vantagens não é tipo carteirinha de estudantes. Você compra um cartão magnético pré-pago que custa 36 euros e te dá direito à 6 ingressos no periodo de 12 meses.

domingo, novembro 15

Assopra aí, mevrouw!

Ontem fui à noite das comadres em Den Bosch. Éramos 4, comemos ultra-hiper-mega-bem num restaurante chamado Picasso. Den Bosch é uma cidadezinha lindinha, vale dar um pulinho pros que moram aqui.

Na volta, pela primeira vez desde que mudei pra cá, vi uma blitz do teste do bafômetro. Quando voltávamos do restaurante, Alice fez o teste, passou. Peguei o carro e vim pra casa, e na mesma rotatória, fui parada. Tive que soprar 3 vezes, achei que cara fosse achar que eu tava sabotando o teste, mas na terceira vez deu certo. Eu não tinha bebido nem um gole de álcool, então tava tranquila.

Mas vi 2 carros sendo encostados porque o teste deu positivo. Deviam fazer mais blizes como essa.

E para as comadres, foi muuuito legal, temos que sair loguinho de novo.

E vamo lá ouvir a musiquinha do fantástico que é domingo de noite. Que tristeza. Plato já está aqui nos meus pés, com cara de quem já tá de pijama.

quarta-feira, novembro 11

O lado de cá e o lado de lá

Ontem eu li o blog da Fernanda do Batata Belga ( link aí do lado ) sobre os problemas dela com a empresa, e sobre a discussão de se a mãe ( ou pai ) que fica em casa pra cuidar de filhos doentes pode tirar esses dias livres ou não. Eu sinceramente não sei o que diz a lei belga ou holandesa, mas na minha empresa anda acontecendo umas coisas que eu gostaria de comentar.

Eu não tenho muito contato com casais com filhos, logo eu não tenho muito como dizer se normalmente é o pai ou a mãe que fica com a criança caso ela adoeça. Entretando, essa semana eu estava conversando com meu diretor sobre isso, e vendo umas estatísticas.

Meu departamente está contratando. São várias vagas, e mais de 20 candidatos já foram entrevistados. Nenhuma mulher. Nada é oficial e nada é declarado, mas o fato é: nenhuma mulher foi convidada para entrevistas.

Vocês sabem aqui do caso da grávida. A funcionária engravidou e negociou com o diretor trabalhar 1 dia a menos por semana. Ele não gostou mas concordou. Ao voltar da licença maternidade, ela decidiu que não podia ficar 4 dias da semana longe da filha, e usou de uma lei holandesa para trabalhar apenas 3 dias por semana. Quando esse benefício estava para expirar, ela engravidou novamente, e para piorar, deu um mau-jeito no pescoço e saiu de licença maternidade 5 meses antes do parto.

Essa semana meu diretor me mostrou uma estatística do seguro-saúde. O maior índice de absenteísmo é de mulheres com filhos. É dado concreto.

Eu entendo o lado da mãe que se vê sem saída quando o filho está adoentado e a creche o manda de volta pra casa. Eu entendo o lado do gerente que tem que lidar com a ausência do funcionário.

Sinceramente eu acho que as mulheres tem que bater o pé e demandar do parceiro que revezem nessa circunstância. Não importa quem ganha mais, qual carreira seja mais promissora, uma coisa é duas vezes pro ano você ter que faltar porque o filho está doente, outra é você ter que faltar 4. Putz, se já é chato ligar quando a gente tá doente ( eu pelo menos detesto ), imagine ficar ligando toda vez que o filho fica doente adicionado às nossas próprias doenças.

Uma outra saída para quem não quer dar explicação é tirar uns dias de férias. Alegar um imprevisto pode ajudar quem não quer ser visto como "aquela que a qualquer espirro do filho tira o dia pra cuidar dele". Eu sei que a pessoa não devia ter que usar suas férias pra isso, e que se existe lei que garanta esses dias pagos pela empresa que não deveria haver discussão / cara feia, mas se formos honestos é o que acaba acontecendo, o chefe pensa isso, os colegas pensam isso...

Mas o que devia existir mesmo é um serviço na creche de babá-doença. Podem até cobrar mais, e por hora, mas deveria haver um serviço de um profissional que vá à sua casa ficar com seu filho doente caso você não tenha com quem deixar. Taí, vou começar um negócio novo e ficar rica.

Que dificuldade é tudo isso viu. Fico furiosa da vida com essa ausência de mulheres no processo seletivo, mas cada um convida pra entrevista e aprova os candidatos que quiser. E não culpo os diretores que estão escolhendo os candidatos, só no meu grupo temos 3 vagas de 12 abertas, e agora temos um colega ( homem ) doente. Tá todo mundo com trabalho até as orelhas. Uma pena que em épocas brabas dessas vagas boas sejam reservadas só a homens.

terça-feira, novembro 10

Será?


Sobre o caso da estudante da Uniban, a do vestido curto que foi quase linchada, saiu da universidade escoltada, e por fim foi expulsa. Aliás, estão dizendo que o reitor revogou a expulsão, mas eu não tive ainda tempo de pesquisar o assunto.

Mas minha pergunta é: será que morar aqui no exterior nos "liberta" de alguns falsos moralismos? Porque o que notei é que os expatriados todos ficaram boquiabertos com o episódio, especialmente a expulsão da garota. Já quando converso com brasileiros lá no Brasil, a visão deles é bem diferente, muitos atribuem culpa à garota. Vejam alguns comentários:

Um primo meu, estudante da tal faculdade, injuriado com o caso: "a gente não tava gritando por causa do vestido curto, a gente tava gritando porque além do vestido curto, a menina tava sem calciiiiinha! ( pra mim, acho que foi história inventada na hora e que "pegou" ). Se fosse só o vestido curto, não ía gerar tanta confusão. Agora diga aí, a menina precisa ir pra faculdade naqueles trajes?".

Um fornecedor brasileiros: olha, foi um absurdo mesmo a reação do povo todo, mas a menina também "forçou" indo pra faculdade vestida daquele jeito.

Senhora da minha família: a menina era gorda pra usar aquela roupa, se fosse uma magrinha seria menos "escandaloso".

Um amigo via "Skype": vocês vão aí pro exterior e ficam todos "pra frentex" e se aí é comum cada um sair com a roupa que quer, aqui o povo ainda tem padrões mais familiares( !!! ). Tudo bem que o negócio degringolou, mas pelo menos uma advertência ou suspensão ela merecia.

O que eu acho um absurdo é na terra da Mulher Melancia e do Mc Créu o povo ter uma reação dessas! Essas mulheres frutas são beeeem cheínhas, tem umas coxas imensas, não tem rostos lá muito atraentes, eu achei que finalmente o Brasil tava mudando, que estava sendo mais democrático com o padrão de magreza, que o padrão Globeleza tinha caído em desuso, mas pelo jeito me enganei. Pelo jeito a classe mais humilde gosta das frutas coxudas do Mc Créu, mas a classe média e alta, que tem acesso à faculdade, gosta é mesmo de aspirantes à modelo da Ford Models.

Ou tô errada?




sábado, novembro 7

Que vergonha!

Gente, tô besta...

A aluna do vestido curto foi expulsa da faculdade!

Como diz um comentário deixado na matéria do Estadão: é Uniban ou Unitaliban?

sexta-feira, novembro 6

Uia!


Hoje fui gentilmente informada pela amiga Holandesa que o Zaire não existe desde 1997! Uia!

Pior é que a frase "aqui no interior do Zaire", de autoria da Pacamanca e que eu adoro usar, não fica tão sonora e agradável quanto "aqui no interior do Congo".

Ah, não disse né, o Zaire virou Congo.

Putz, pior é que todos os indícios dessa importante mudança estavam na minha cara, no novo jogo da Carmen Sandiego você não encontra mais uma máscara antiga do Zaire, é máscara antiga do Congo! E até Hollywood soube antes de mim, o George of the Jungle tá no Congo, não no Zaire!

Pô povo, 400 visitas por dia, eu falando Zaire há anos, e ninguém aqui pra me puxar a orelha?

Quem é que já sabia ( bota o dedo aqui )?

quarta-feira, novembro 4

Comprei meu tchutchuco

Esqueci de contar, mas na sexta passada comprei meu ereader da Sony.



Estou amando, meus arquivos "generosamente doados por internautas mais financeiramente afortunados" estão funcionando fantásticamente. Tenho nesse momento mais de 50 e-books esperando para serem lidos. Achei séries inteiras que eu queria ler ou que já li e quero reler. Achei a Outlander inteira, o Brotherhood of the Black Dagger, o Sookie Stackhouse ( já li, mas quero reler ), o Vampire Diaries, outros mais pop como o Time traveller's wife, o Lost Symbol ( que eu empaquei na metade ) e alguns outros de Saramago, como o Blindness.

Estou agora baixando os clássicos em inglês e domínio público em português. Como ainda tá tudo muito no começo, achar os livros "free" ( se é que vocês me entendem ) ainda requer um pouco de fuçação internética, mas a gente acaba achando. Dentro em pouco tenho certeza que vai ser que nem MP3.

Vou acabar comprando alguns títulos que quero mas não acho "doado", como é o caso do Brave New World. Mas tenho tanto livro bom esperando pra ler que dá um pouco daquele pânico da televisãozinha do avião, sabe quando você vê vários filmes legais no cardápio mas só tem 9 horas pra assistir? Então, começo um livro, fico ansiosa, pulo pro outro... Agora aquietei o faixo e estou lendo um só bonitinha, mas nas férias meu tchutchuco vai ferver.

Ele é super "readable", a tela parece uma folha de papel reciclado, é leve, vira a página fácil, dá pra tomar notas, pra marcar partes do texto, e tem um dicionário embutido que é só você dar um tapinha na palavra e ele já mostra a definição. No dia que inventarem o dicionário em holandês minha leitura em holandês vai ficar mais fácil.

Mas então, ultra recomendado, principalmente pra quem gosta de ler bastante. Tem os que irão dizer que curtem mais papel ( tem gente que nunca pegou um e-book na mão e diz que prefere o livro ), os que gostam de olhar pro livro na prateleira, os que gostam de emprestar o livro ( é só mandar o arquivo pro amigo via e-mail ), mas poder levar 50 ou 350 livros com você nas suas férias, é fantástico.

segunda-feira, novembro 2

Tafú


A empresa, em parceria com o governo Holandês e o Belga está oferecendo e-learning, a ser seguido no tal dia em que (quase) todos não trabalhamos. Eu estou seguindo o curso "holandês para estrangeiros".

Ontem segui uma lição interessantíssima, sobre o termo "asociaal". Eu já tinha ouvido o termo "anti-social" antes, em português e em inglês, empregado na situação de uma pessoa que não gosta de contato social. Asociaal aqui na Holanda tem um significado diferente, é a pessoa que age sem considerar a sociedade. É o cara que joga lixo na rua, que fala alto no celular quando está no trem, que fura fila, etc etc e etc.

Uma das coisas interessantes da reportagem é que quando "flagrado" o "asociaal" na maioria das vezes diz que "faz porque todo mundo faz", ou que o outro faz pior, ou coloca a culpa de alguma forma na "instituição" ( governo, diretoria da empresa, donos de estabelecimentos ). Muitas das opiniões são bem interessantes, e no fim da lição temos que dar nossa opinião por escrito ( meu holandês escrito é péssimo ).

Começou com o dono do cachorro. O flagra dele foi deixar o cachorro fazer o cocô e não recolher. Abordado pela reportagem ele diz: e os donos de gato? Meu jardim cheira a cocô e xixi de gato, se eu quiser mantê-los distantes tenho que comprar um produto caríssimo e o dono não vai pagar, vai? Nem pagar, nem ir lá desenterrar o cocô pro meu jardim não feder.

Eu não acho que usar esse argumento pra deixar o cocô do cachorro na rua seja válido, mas o pensamento está certo. Eu não acho certo criar gato "solto". A maioria das pessoas acha que gato tem que ser criado na rua, que é impossível mantê-lo em casa, mas posso dizer de cadeira que isso é comodismo, afinal é mais fácil e barato deixar o seu gato ir cocozar o jardim do vizinho. Gatos nunca fazem cocô no seu próprio território. E vão dizer que eu digo isso porque meus gatos são de raça, são grandões, e são quietos, por isso que não pulam o muro, mas no meu quarteirão somos 4 casas, 3 tem gatos. Uma tem dois viralatinhas ( holandês pêlo curto pros politicamente corretos ) que no máximo brincam no quintal. Outra tem um British short hair ( o gato da Sheba ) que também só fica no quintal. Nenhum pula muro. É trabalhoso no começo ensinar, e vira e mexe um mais fujão escapa ( o meu fujão é o Plato ), isso sem falar na grana que vai em areia sanitária, e ter que limpar a areia sanitária todos os dias; mas meus gatos ( e os dos vizinhos ) são animais felizes e saudáveis, sem incomodar a vizinhança. E antes de dizer: vai adiantar eu prender meus gatos se o vizinho não prende o dele?, pense que VOCÊ é responsável por fazer sua parte, sem desculpinha furada.

E a reportagem conversa com vários outros "asociaal", um fulaninho tocando música com celular no trem ( que ódio! ), um outro que estacionava o carro pequeno, tipo mini, num lugar proibido ( a desculpa: cabe! ), ditinho que joga bituca de cigarro no chão ( o cinzeiro tá longe - 10 mtrs ), vários exemplos, mas o campeão de reclamação é mesmo vizinho barulhento.

Olha, nesse sentido eu sou sortudésima. Na casa antiga os vizinhos eram praticamente uma sombra. Agora, minha casa é "vrijstanding", ou seja, não é geminada, e não dividir parede já é uma grande vantagem, mas nunca ouço ou vejo meus vizinhos ( o da frente, que tinha 4 carros, se mudou e a casa está vazia ).

Eu queria adicionar uns itens nessa pesquisa, e pelo menos dois involvem pais. Pais que levam carrinhos intergaláticos ( adoro a invenção da Paca! ) pro supermercado no fim de semana, quando o supermercado disponibiliza 3 tipos diferentes de acomodação pra creonça ( carrinho com bebê conforto, carrinho que tem um mini-fusquinha acoplado pra creonça ir dentro e a tradicional cadeirinha do carrinho ). E, vide meu post passado, pais que levam criança "brincar" no mercado.

Podem me chamar de chata ( a véia do 53 do Chaves? ), mas num país lotado com esse aqui, 2 ou 3 "asociaal" ao seu redor e você tafú.


domingo, novembro 1

Cenas de um domingo bucólico no sul da Holanda



Creonça: Mama, me leva passear?

Mama: Tá chovendo menino, vai brincar.

Creonça: Já brinquei, tô entediado, quero passear.

Mama: Vá pedir pro seu pai inventar qualquer coisa com você.

Creonça: Já pedi, ele falou que tá cansando, que amanhã tem que trabalhar, que é pra você brincar comigo.

Mama: Vai jogar seu Play Station 2.

Creonça: Odeio o Play Station 2, todo mundo já tem o 3 ou o Wii. Me compra o PS3?

Mama: É caro.

Creonça: Me leva no Efteling.

Mama: Tá chovendo, é ao ar livre, e é caro.

Creonça: Me leva no Madurodam?

Mama: É ao ar livre e é caro.

Creonça: Me leva no zoo?

Mama: É ao ar livre e é caro.

Creonça: Vamos naquele zoo de macacos!

Mama: É ao ar livre e é caro.

Creonça: Vamos dar esmolas pros pedintes da estação!

Mama: É ao ar livre, tem um pedinte só ( o Hans Toilet Papier, ele tem sempre um rolo de papel higiênico pendurado no cinto ) e é caro.

Creonça: Mama, se aqui só faz sol 3 meses por ano, porque é que tudo é ao ar livre?

Mama: Porque somos burros e construir teto é caro.

Creonça: Assim não dá, eu sou criança, quero gastar minha energia, quero correr, quero pular, quero mexer nas coisas, quero gritar e falar alto, quero tirar o sarro das velhinhas de rolator. Pode ir pensando num lugar pra me levar senão eu vou fazer do seu domingo um inferno!

Mama: Acabei de ter uma idéia. É coberto, tem ar condicionado, e você vai poder fazer tudo isso que você quer.

Creonça: Onde mama, onde?

Mama: No Albert Heijn! O supermercado agora abre de domingo, você pode se divertir, fazer toda a zona que quer, sem pagar um tostão!!!!

E uma coitada duma imigrante sul americana, achando que ía encontrar o mercado vazio, foi de listinha e cardápio em punho, achando que ía ter paz e sossego pra fazer as compras da semana e não precisar voltar todos os dias pra comprar isso e aquilo. Ela acabou comprando a comida substituta do gato, uma caixinha de morangos pra uma caipirinha ( depois dessa ela mais que merece, ela precisa! ), um pacote de chá mate sul americano com ananás ( abacaxi ) e um tetrapack de suco de cajá ( sim, aqui vende suco de laranja com cajá! ).

No caixa, a fila que sempre tem 2 ou 3 pessoas tinha 12.

E chovia.

sábado, outubro 31

Dotoso

Ele participou de uma temporada do Lost, e agora é o vampiro malvado Damon da série The Vampire Diaries.

É lindo, lindo e lindo. Lembra bem o Tom Welling ( Clark Kent de Smallville ).

Olhar pode, né não?

sexta-feira, outubro 30

Sétima-feira

Foi uma semana tão estressante, estou tão cansada, e essa sexta-feira que não chegava!

Eu estou numa irritação tão profunda, que até pepininhos pequetitos me tiram do sério. É uma luta inglória ficar se controlando, porque o racional te diz que é uma fase e que você está "overreacting", mas o irracional quer mais é estrangular um. Meu estresse tem um nome: fornecedor bocarra. Ainda não me livrei dele.

Mas hoje chegarei em casa e baixarei meu Grey's Anatomy, o Private Practice, o Flashforward e serei feliz, bem feliz. O episódio passado do Grey's foi péssimo, o primeiro ruim de 6 anos de série.

Nesse findi estou também programando alguns cyber-suicídios: facebook e minha fazendinha que cansou; o Twitter - que é pra quem se acha; e possivelmente o Orkut, que eu mantenho só pra saber o aniversário das amigas ( melhor colocar na agenda digital, certo? ). Queria matar também o LinkedIn, mas holandês tem mania daquilo, profissionalmente é ostracismo demais não tê-lo.

E vamo que vamo, findi tá aí ( deus é mais ), vou fazer comida indiana que aprendi com o Apoo, amigo do Bart, e vou dormir mooooito, que tá frio e eu não tô pra ficar pela rua congelando as porpança.

E se meu estômago permitir, farei glu-wine ( não sei como se escreve, é aquele quentão alemão ), que sobrou do ano passado. Ou fondue. Olha a banha que balança!

terça-feira, outubro 27

Sou pirata da perna de pau, do olho de vidro e da cara de mau!

Há alguns dias escrevi aqui sobre o Kindle, o novo e-reader da Amazon.com. Como eu vivo perto do Zaire, onde mora certa blogueira ilustre, o Kindle aqui não rola: custa caro encomendar, não tem assistência, comprar livro só do site americano e pagando extra, o ó. Mas nem tudo está perdido, pois há outras opções de marcas, e eu estou pesquisando a qualidade, e custo/benefício.

Eis que entra em jogo a questão polêmica: piratear ou não piratear?

A idéia de comprar um e-reader veio da incompetência da Selexyz ( livraria ) de Eindhoven. No estoque deles dizia que tinha um exemplar do Sookie Stackhouse 1, mas ao vivo, alguém gateou o livro e ele existia só na contabilidade da loja. Sábado chuvoso, marido gripado, tédio total, eu TINHA que ter aquele livro. Vim pra casa depois de passar por outras várias livrarias ( Eindhoven é meio pobre em livrarias ) de mãos abanando. Eis que fuçando na net achei o torrent do livro. Ao baixá-lo vi que veio não só o primeiro livro, mas a coleção inteira! Ler no lap foi um saco, mas de graça, rapidinho, necas de estoque esgotado...

Daí meu interesse pelo "aparato" leitor de livros. Pesquisando por outros títulos online, me deparo sempre com a americanada metendo o pau em quem baixa o livro "free", dizendo que quem o faz está roubando do autor. Acho engraçado, e quem baixa MP3 não está roubando do cantor? E quem baixa seriado, filme, não está roubando do ator/diretor? É tudo roubo, e me digam aí, quem é que NUNCA baixou um MP3?

Há a falsa moralidade de que quem pirateia livros está lesando o autor porque autor não recebe tanto quanto um cantor. Está aí a J.K. Rowling com seus 800 milhões de dólares na conta bancária que não nos deixa mentir.

Mas vou dizer o que me irrita profundamente, um arquivo eletrônico, no caso o livro, custar 10 euros, muitas vezes o mesmo preço do livro em papel. Você não usa papel, tinta, processo de manufatura algum, não paga transporte, e cobra o mesmo! Isso sem falar nos impostos. Imposto sobre livro nos EUA é 6%, imposto sobre livro eletrônico é 17%, como pode?

Vou confessar, quando eu gosto muito de uma música, eu baixo. Não sou grande fã de música, não consigo fazer nada, nem conversar direito, com música de fundo. Tenho cerca de umas 100 MP3, quando muito. Eu baixo minhas séries, porque aqui nos arredores do Zaire não televisionam 10% delas, e quando o fazem chega a ter anos de diferença. E vou baixar livros, se comprar o e-reader, claro.

Agora sendo sincera, fora os motivos acima, vai o principal: baixo porque está disponível, fácil e de graça. Pronto.

E você, dá uma de capitão gancho ou compra tudo bonitinho?

PS.: Ah, e assunto nada a ver, mas acabei de ler no Te dou um dado? e não consigo parar de rir. Vou já pra cama roncar com os anjos, rindo.

"E o campeão absoluto:

Maitê? filha? és tu? será que és a minha filha? há uns anos fui ao cu a um papagaio e fiquei com merda na ponta da pila, limpei a merda e deitei na sanita e nunca mais a vi, … até agora que te vi novamente, voltei a ver o pedaço de merda há muito perdido. volta minha filha. Agora mais a sério, nem me vou dignar a comentar o que vi desta insignificante. Falta de respeito, falta de cultura de uma mente fraca que não merece o ar que respira. volta cá mais vezes para venderes livros.

Falta só descobrir o que é sanita. O Google diz que é vaso sanitário, mas se os portugueses deitam na sanita eles tem problemas maiores que Maitê Proença."

Deitar na sanita... ha ha ha...