sexta-feira, outubro 15

Nessas horas eu sou holandesa!


Ainda devo o post das férias em Amalfi, mas eu quero adicionar umas foteeenhas, e aí leva tempo, né? E eu tô bem apertada de costura, povo!

De hoje em diante, vivarei a casaca e, no Brasil, usarei da minha cidadania holandesa para não morrer de vergonha. E quando vierem reclamar que a situação tá preta, vou dizer: mas vocês tem o Tiririca, então pior que tá não fica!

Eu acho certas coisas nessa campanha política preocupantes. Primeiro é como o negócio desandou nesse segundo turno, como a baixaria tá descendo a níveis alarmantes. O que mais me choca é que a mídia, que antes tentava pelo menos disfarçar a preferência por um candidato, agora nem se preocupa mais em ser discreta, tá na cara quem apóia quem.

E esse negócio de ficar trazendo religião pra campanha política. A Dilma é atéia? Bom pra ela! Eu não quero um político que pode ter um religião diferente da minha tomando decisões baseado na fé dele. Cortar os anticoncepcionais do posto de saúde, já que Deus manda não se evitar filho; ou distribuir camisinha só pra quem é casado, afinal não se deve fazer sexo antes do casamento; ou fechar o comércio aos domingos ( ou sábado se for judeu ), etc etc etc. O Estado é LAICO, então porque é que o horário político mais parece uma discussão teológica?

E tem mais. Praticamente todos os brasileiros morando no exterior com quem eu conversei, bloguei, twittei, Marinou. Putz, Gisele Bunchen Marinou! E quem é cool Marinou, tipo o Caetano ( Caetano é cool? ). Pô, uma das comadres Marinou total! Aí, comparando a plataforma política da Marina com a dos outros candidatos, e o histórico político dela, você pensa que os quase 20% que votou nela vai Dilmar, mas não! Os Marineiros fumaram um backzinho ( todo natureba e orgânico, enrolado em papel reciclável ) e agora resolveram Serrar, o Mr. Burns brasileiro, que vai transformar São Paulo no Estado mais maravilhoso do mundo ( tomara que o preço do meu apartamento triplique ) e vai dar lá umas migalhas pro resto do país, incluindo a Bahia dos Marineiros!

Sabem, no Brasil o povo perdeu a noção de como o país cresceu no governo do PT. Sim, começou com o governo FHC, mas gente, o país de 8 anos atrás é uma pândega comparado com o de agora, o país das possibilidades! A impressão que eu tenho é que o brasileiro só quer ouvir que alguém vai criar alguma bolsa-sei-lá-o-que pra dar uns tostões pra ele. Tenho um primo que twitta que vota Serra e que ele, com 4 filhos, nunca viu o tal bolsa-educação ( ou sei lá como chama ). Gente, a primeira mulher dele, que ficou com os filhos no divórcio, é filha de uma das maiores fortunas do nordeste, o pai é dono de construtora, aqueles filhos dele NADAM na mordomia. Fico feliz em saber que a verba pública não vai pra quem não precisa. E ele mesmo, que tem um filho do segundo casamento, não é pobrezinho, tem carro, tem moto, roupinhas da moda, não precisa de tostões do governo não.

Quando eu estou no Brasil me perguntam das escolas aqui, dos hospitais, de aposentadoria, de seguro desemprego, e a Holanda parece o Wallaha. Mas aí, quando eu digo o preço de tudo isso, ficam escandalizados. A começar que a gente nem deveria comprar a complexidade de se governar esse paiseco com o mundaréu de terra e gente que é o Brasil, né? Mas quando eu digo que meu irmão paga 27,5% de imposto enquanto eu pago 52%, neguinho se escandaliza. Então, será que a escola pública holandesa é mesmo pública? É nada, eu, você, o vizinho, nós somos donos daquela escola, ué. O hospital público é público? É nada, além dos meus impostinhos, eu pago mais 100 euro-mangos por mês ( 1200 euro-mangos por ano! ). E a aposentadoria? Ela só virá quando eu tiver 67 anos ( meu pai se aposentou oficialmente aos 51 no Brasil ), e eu já estou pagando uma mensalidade para complementar o valor pago pelo governo ( Bart paga desde os 24 anos de idade! ). Neguinho quer ter os benefícios holandeses pagando imposto brasileiro!

Mas então. Comecei falando do Dunha e terminei falando do Locha.

Bom findi procês povo. E lembrem-se: pior que tá "num" fica!

terça-feira, outubro 12

Ughhhh...

Voltando ao trabalho já me vejo atolada até as orelhas, saindo de novo às 7 todas as noites. Não sei o que me incomoda mais, é o fato de voltar às horas extras ou o de não me surpreender que isso tenha acontecido.

Nada de novo, e as novidades são más novidades, ou coisas que só me fazem ficar mais desanimada. Ah o OldFart... tá lá o OldFart. Ele se péla de medo de mim, me evita até. Agora vejam a OldFartisse do OldFart. Ele foi pra tal feira com o J, um dos meninos do meu grupo, que eu mandei no meu lugar já que o budget já havia sido aprovado. J é todo mauricinho, bonitinho ( ele não é muito alto ), mora com a B. já a quase 4 anos e é apaixonadíssimo pela namorada.

Eis que ao voltar da feira, o OldFart senta na mesa do almoço, onde ele nunca é lá muito bem vindo, e diz em tom jocoso que teve que sair a caça do J na feira porque ele fez um baita sucesso com as moças dos stands, e que ele aproveitou, se é que vocês entendem. Puta comentário infeliz, né? Afinal, se fosse verdade o cara deveria é ser mais camarada e calar o bico pras (supostas) indiscrições do colega. Acontece que a gente sabe que isso é um absurdo, porque a gente já conhece o J há bastante tempo e sabe do absurdo que é esse comentário.

Eis que, por uma pessoa de outro departamento, que foi na mesma feira, fiquei sabendo que quem chafurdou nos decotezões foi o OldFart, que ele sumiu com câmera do departamento e chave do carro por 2 horas, e foi encontrado no stand da Mercedes ensinando modelete a falar "I love you" em holandês. Agora me digam, cês conseguem imaginar a "pateticidade" da situação? Imaginem aí um profissional sério, uma pessoa normal, vocês conseguem imaginar esse profissional sério tentando ensinar 4 modeletes fajutas a falar "I love you" em holandês? Então... sintam o drama.

E vejam, a empresa alugou um Astra zerinho, dos novos. Ele pediu pro J se ele podia ir dirigindo, estavam em 3 no carro, um rapaz de outro departamento também foi. Tiveram que pedir duas vezes pra ele parar porque o cara tava dirigindo que nem louco e na segunda vez um deles assumiu o volante.

É com um dos rapazes disse: o OldFart é um adolescente de 50 anos, e isso é triste, muito triste. Ele é arrogante com todo mundo, como só um adolescente é. Ele vai atrás das menininhas "out of his league", ignorando o espelho que reflete um véio baixinho, gordo e careca; ele dirige que como se fosse o bonzão, sem pensar que ele tem 3 crianças em casa dependendo dele e que é burrice se arriscar numa dessas autobahns alemãs.

Poucas coisas me dão mais asco do que véio-tigrão. Pouquíssimas.

sexta-feira, outubro 8

Ah, mas o povo...

Todas as vezes que eu venho pra Italia minha reacao eh a mesma, como essa terra seria melhor sem certo tipo de gente... alias eh o mesmo tipinho de gente que nao faria falta nenhuma no Brasil. Gente, como os dois paises sao parecidos!

Fizemos a reserva de transfer aqui no hotel, via internet. O senhor estava no aeroporto nos esperando com um carro otimo, dirigiu super bem sem fazer loucuras, e no final nos disse que o transfer de volta seria as 9:30 da manha. Eu nao lembrava o horario do voo de volta, por isso nem dei muita importancia. Ontem fui checar e nosso voo eh as 4 da tarde, como entao ele vem nos pegar as 9:30 se o percurso ao aeroporto se faz em 1 hora? Fui falar com a recepcao e eles concordaram comigo. Como o senhor estava pra chegar para pegar outro casal, deixaram pra conversar com ele aqui. E agora o motorista diz o seguinte (eles nao sabem que eu sou brasileira, que estudei italiano, e pelo menos entender o basico eu entendo): que ele tem que preencher a agenda dele, e que se ele marcar de nos pegar 11:30 fica dificil encaixar outro cliente. A recepcionista diz que a agenda dele nao eh problema do hospede, e ele diz que tem que pagar o leasing do carro (!!!) e tem que encher o maximo a agenda, que o hospede nao vai fazer nada de manha no hotel mesmo ( oi? fazer a mala? ) entao que fique sem fazer nada no aeroporto por 5 horas!!! Tudo isso se dah agora na recepcao a altas vozes, pra nao dizer berros. Ainda nao sei como vai terminar.

Ontem fomos a uma pizzaria indicada pelo hotel e pelo Tripadvisor. Eu e o Bart pedimos a mesma pizza. A dele veio ligeiramente tostadinha nas bordas, a minha um tiçao, mas como nao ia comer a borda mesmo... soh que o fundo da pizza tava queimadesimo, o que amargou demais a pizza toda, entao eu chamei a garconete, expliquei que a pizza estava queimada, que eu queria outra menos queimada. Ela levou a pizza e voltou em 2 minutos: o chef diz que o forno eh a lenha e que eh assim mesmo, eu mostrei a pizza do bart e disse que aquela estava ok, que eu queria daquele jeito, e que se dava pra fazer uma daquele jeito, dava pra fazer outra. Ela foi e voltou, ainda com a pizza queimada na mao: o chefe disse que a pizza tah boa e que se voce quiser comer, tem que ser essa. E soh. Eu nao comi a pizza, nao comi nada mais, esperei o bart acabar a pizza dele, e saimos dali voando. Como pode?

E param esses malditos carros onde querem, nao adianta colocar sinal de proibido, esse povo nao tem bom senso! A Costa Amalfitana que jah eh conhecida por ter um transito terrivel, fica mil vezes pior por causa deles, os italianos. Ontem estavamos esperando nosso onibus na frente duma farmacia, veio um cara num carrinho pequeno, parou no ponto, onde o onibus estava para chegar. Nos e outros turista apontamos a vaga da farmacia para estacionar, a uns 10 metros dali, ele largou o carro ali mesmo e entrou na farmacia, e eh claro que o onibus chegou, e buzinou, e ele saiu xingando, e outros carros pararam atras... tudo porque o imbecil nao podia estacionar a 10 mts dali.

Holandesa falou do lixo no Brasil, mas aqui... gente! Casas e apartamentos custam os tubos, qualquer quartinho que tenha uma misera varandinha dobra de precos, e daqui do quarto olhamos pras varandas dos vizinhos e gente, eh tanto lixo! Nao eh cacareco util nao ( cadeira de praia, vaso, essas coisas que a gente usa e nao sabe onde por ), eh pneu velho, louca quebrada, lixao mesmo. E nas ruas idem... Eh o povo gemeo do Brasil.

Estamos agora indo pra praia... ultimo dia por aqui. Estou com saudades de casa, dos meus gorduchos, da minha Eindhoven limpinha e organizada ao ponto da monotonia. E a cada vez mais aprendo que nao devo reclamar da Holanda... nao devo reclamar da Holanda... guardem ai gente, da proxima vez que eu reclamar voces me chamam a atencao.

Fui tostar as banhas!

terça-feira, outubro 5

De Amalfi

Direto de Amalfi sem acentos.

Estamos adorando! Acreditem se quiser, apesar do calor, ainda nem fomos para a praia. Eh tanto pra ver, eh tanta coisa bonita pra visitar, e andar, e lojinhas... Estamos bem no centro historico, amo essas cidades italianas com ruelinhas estreitinhas, medievais, com transversais, becos, escadarias... Minhas pernas eh que reclamam!

O hotel tem wifi mas nao me animo a sentar lah na saletinha para twittar ou colocar foteeenhas no facebook. A conexao 3G nao esta funcionando porque meu telefone nao eh desbloqueado e eu nao pude comprar um SIM aqui, e nao vou ficar gastando os tubos em 3G. Tecnicalidades a parte, tenho a impressao que todo americano que eu vi esta com um Ipad, e a maioria reclamando... mas tao lah, tomando cafe da manha babando no bicho que tem que ficar espalmado na mesa pra se digitar. Coisas da modernidade...

Hoje fomos a Ravello, gente, que cidade linda. A algumas semanas o casal de True blood veio passar a lua de mel aqui, e oh, eh o lugar perfeito viu. Pena que o tempo fechou e choveu, amanha voltaremos com mais calma.

Quando e voltar postarei foteeenhas. Tenho um milhao de fotos de comidas, estamos comendo como reis, peixes, saladas de fazer os olhos virarem, pizzas, pasta, e muito, muito sorvete e outras sobremesas. Deus eh pai e vai proteger minhas banhas da expansao acelerada.

Fui ( pro risotto ).

sábado, outubro 2

Se fué...

Estou indo pra Itália, Amalfi.

De lá, tentarei achar uma super wifi de graça e postar umas foteeenhas. Do twitter certamente rolará algumas, já que é facílimo, uma teclinha "share".

E lá vamos nós!

quinta-feira, setembro 30

Entre tapas e beijos

Entre tapas e beijos aqui na Holanda é casalzinho que vai jantar em restaurante espanhol :o)

As meninas do escritório decidiram ir a um tapas bar, marcamos já a algum tempo e confesso, hoje caiu como uma luva. Meu dia estava bem xexelento, e sair com as luluzinhas foi ótimo.

Tapas e sushi são meus restaurantes favoritos, porçõezinhas pequenas, vem algumas e dá-se um tempo, mais algumas e dá-se um tempo, meu estomaguinho passa super bem. E dessa vez o jantar foi regado à sangria, que é uma das minhas bebidas favoritas.

Amanhã dia agitadíssimo, que o Senhor me ilumine, trabalhar feio Isaura, dirigir 30 km ida e volta pra levar os gatuchos pro hotelzinho, fazer a mala, e ir dormir cedo, porque o taxi nos pega 8:30.

Mas sábado já estarei jantando pizza com vinho diliça numa charmosa piazza italiana. E acordarei com o sol batendo na janela e a promessa de um dia de praia.

Amanhã repetirei muitas vezes o mantra: sol e praia e pasta e vino... sol e praia e pasta e vino...

quarta-feira, setembro 29

Paracetamol ou obra espírita?


Uma das coisas que os Kardecistas aprendem desde cedo é que nossa filosofia não permite que sejamos o "fiel ou crente pedinte".

O Kardecista estuda a vida e obra dos santos, como exemplo e inspiração que são, mas somos desencorajados e ensinados a não ficar pedindo nada pro santo isso ou aquilo. Não, não somos proibidos de ter imagens de santos, ou de ter nosso altarzinho onde dedicamos florezinhas, muito pelo contrário, é sempre beneficial ao espírito ser gentil e a preciar os esforços alheios ( nesse caso, o do santo ).

E o Kardecista não pede? Claro que pedimos. Claro que nos desesperamos e buscamos conforto na religião, só que de forma diferente. Aprendemos que todo e qualquer pedido deve ser razoável e direcionado diretamente a Deus. Quem estuda obras espíritas, no livro Nosso Lar por exemplo, equipes espíritas de socorro ( espiritos que estão do lado de lá ) recebem os pedidos e o campeão é "Deus, não deixe ( ou deixe ) chover amanhã". Isso é o não-razoável. No centro espírita que eu frequentava você podia escrever num papelzinho seu "pedido", podia pedir orientação para a equipe de médiuns, podia tomar um passe ( que nada mais é que transmissão de energias positivas ). Bom, não vou ficar aqui falando muito porque eu teria que ter tempo de explicar, e hoje não tenho.

Estou falando tudo isso para dizer que hoje me vi na situação de ir no cantinho do banheiro, fazer minha oração e pedir um favorzito a Deus. Eu tenho uma apresentação importantíssima hoje às 3 da tarde. Ontem trabalhei sentada tensa na cadeira (ruim) do escritório por 12 horas seguidas, dormi mal ( preocupada ) e hoje acordei com o estômago embrulhado ( nervoso ) e uma gigantesca dor nas costas. Decidi só tomar remédio pro estômago, e tentar conviver com a dor nas costas. Ela piorou, a um ponto que às 11:30, material da tal apresentação importantíssima já pronto e enviado para os participantes, eu não conseguia sentar, ou me concentrar em nada na minha mesa. Fui então ao banheiro, rezei: Deus, por favor, se for possível alguém vir aqui me dar um passe médico, eu não estou aguentando. E fiz minha parte, tomei um paracetamol, e fui fazer uma caminhadinha até a outra cantina do outro prédio.

Não sei se foi o remédio que atuou em tempo record, se foi o poder da mente, ou se recebi o passe que pedi, mas cheguei na outra cantina em 5 minutos sem dor. E continuo sem dor. Acredito de qualquer forma que no fim, tudo é ação do plano maior: a força que inspira o cientista a inventar o remédio, a força que me inspira a dar uma andadinha ao invés de continuar sentada na cadeira ruim no clima estressante do escritório, o eventual passe espírita que me tirou a dor.

Mistééééério… mas e você, o que acha?

terça-feira, setembro 28

Cantando vitória antes da hora


Eu acho de extremo mau gosto, sem dizer um verdadeiro tiro no pé, gente que canta vitória antes do tempo.

Teve neguinho que já até publicou cartoon de tucano no microondas, e olha só, parece que vai dar segundo turno. E foi pro segundo turno… tudo pode acontecer, né não?

Ó, pode dizer que eu sou preconceituosa ( você não vai ser o primeiro ), mas eu não consigo, por nada desse mundo, imaginar a Marina falando duro com a politicaiada de carreira. Anyway…

Putz, fizeram uma pergunta interessante na folha: quem vai exercer as funções da primeira dama, se, pelo que entendi, não há "primeiro cavalheiro"?

segunda-feira, setembro 27

Sigamos na esperança de dias melhores

Preparação. Muita preparação pra viajar pro Brasil. Passagem intercontinental, noite no hotel do aeroporto ( Mercure? ), vôo Gol ou Tam pra Salvador, teco-teco Addey pra Morro, Hotel em Morro ( tem que fazer depósito, dá pra fazer isso daqui? ), teco-teco de volta, diárias no All-Inclusive perto de Salvador ( Iberostar Praia do Forte, o novo Palladium, ou o Breezes Costa do Sauípe? ), carro, vôo Gol de SSA pra Congonhas ( só Gol voa pra Congonhas ) e alguém pra pegar a gente no aeroporto. Todos os horários tem que combinar, os hotéis tem que ser tudibão, não posso ir a falência. Cansou? Eu nem comecei e já cansei.

E... o Plato está gordésimo, assim diz o veterinário. Foi vacinar e fazer o check-up hoje, ele saltou de 8,2 kg pra 9,1 kg. O vet mandou dar comida contada, e quem aguenta a miação dessa criatura? Decidi que vou deixar comida disponível durante a noite e tirar durante o dia todo, pelo menos durante o dia eu não estou aqui pra ouvir a sinfonia. O Plato acha que é gente e que fala, português de Curitiba aliás.

E para completar, estou chateadíssima de não poder usar minha Uggs falsiê 24/7, aquilo é o paraíso. Fui ao veterinário com ela hoje, eu estava tão cansada, tão gelada ( tinha pegado chuva ), as pernas doíam tanto da correria pra conseguir chegar no horário... mas aquela boteeenha alí confortando meus pés, aquecendo, deixando cada pedacinho do meu pé livre pra ser feliz, nada me apertando... Sou feliz porque sou dona de uma Uggs falsiê.

E agora vou dormir. Vou ter indigestão, com certeza. Já falei que eu não consigo me controlar quando compro Nectarinas doces? Comi 3 depois do jantar, não consegui parar. E 3 nectarinas doces pra um estomaguinho costurado é muita nectarina. Amanhã TENHO que ir comprar mais.

Melatonina pra gente e vamos fazer soninho.

domingo, setembro 26

A gente nunca tá contente

Quando eu morava no Brasil, nada me tirava mais do sério ( mentira, muita coisa me tirava mais do sério ) do que ir comprar sapato, pedir o modelo, número e cor desejado e o cara vinha equilibrando 12 caixas, menos a do sapato que você pediu. Senhora, não tenho o preto mas tenho o marrom, tenho o preto da mesma marca mas outro modelo parecido, não quer experimentar outro número(!!!) a "fôrma" desse é grande, um número menor deve servir... Gente, quanto ódio eu passei, quanto sapato menor, de cor diferente do que a que eu queria, de modelo marromenos eu comprei! Tudo porque as vezes você tá cansada, ou frustrada porque aquela já era sua quarta loja, ou porque está absolutamente sem sapatos para ir àquela festa amanhã. Não sei nem se dava raiva ou dó daquele coitado ali tentando te empurrar o que tinha, afinal a gente sabe que nas lojas mais simples o vendedor ganha salário de fome e sobrevive de comissão.

Aqui na Holanda é ouuuuutra coisa... é pior! Ontem entrei na Sneakers querendo um All Star bege ou marrom. A vendedora está na porta olhando o movimento ( tinha um festival no shopping ), eu entro, a loja não é self-service e ela nem tchuns. Fui lá: você trabalha aqui? Ela: sim. Eu, apontando pro All Star preto da vitrine: tem bege ou marrom? Ela: não,desculpe - e volta a olhar pro movimento. Adriana: mas... que cores tem? Ela: preto-branco...você quer que eu vá ver as outras cores? Eu: sim, por favor. Ela volta: tem essa, aquela e aquela outra, mas por 49 euros só branco e verde. Eu: posso ver o cinza? Ela vai vagarosamente para a salinha misteriosa da loja, volta com a caixa e me dá um pé do tênis, eu peço o outro também, ela volta pra porta pra olhar o movimento. Eu dou uns rolês pela loja e decido que amo a "fôrma" européia, meu número aqui é bem folgadinho e o tênis fica uma delícia no pé. Vou até a porta chamar a menina: vou levar. Ela vai pro caixa e me cobra, coloca o sapato numa sacolinha e volta pra porta pra ver o movimento. Ela ganha salário fixo, tanto faz se eu levar o sapato ou não, aliás, como foi que eu tive a pachorra de ir impedir o people watching dela?

E aproveitando que eu estou falando de sapatos. Há anos eu tenho coceiras de comprar um par de Uggs. Sim, eu também acho que o nome é Uggs porque você olha e pensa Ugh, que feio... Mas... gente, que peludinho!!! Eu vivo com meus pés gelados, sem falar que o formato pastel-pantufa parece deixar o pé bem molinho e folgadinho lá dentro, né? Na semana passada eu vi o folder do Prizen Circus e ía estar vendendo a de cano médio, sem botão ( eu queria com botão ) por 130 euros ( original 170 euros ). Fui lá ontem comprar e a Uggs não entregou. Dando meus bordejos pelas lojas, fui à Perry Sport ver uma Crocs pro Bart e dou de cara com botinhas estilo Uggs da marca Spex, que é uma marca de skatistas holandeses. Olhei, virei, mexi, ela me parecia bem boa, e por 49 euros... Comprei! Uma café, cano médio com botão. No começo é difícil andar com ela, é como o homem da lua, a sola não dobra. Mas aí o solado vai ficando melhorzinho e é só alegria. É ultra quentinho, mais do que eu esperava, e é maravilhosamente confortável, teu pé fica soltinho lá dentro. Mas é inevitável andar meio que nem pato, e daí eu acho que não valeria os 170 europaus da Uggs, mas por 50inha, tô rindo de orelha a orelha.

Sábado vamos pra Italia, e quem deu palpite acertou: vamos pra Amalfi! Estou contando os minutos, apesar de ser uma semaninha só.

sexta-feira, setembro 24

The Wonderland


Ontem eu tive a visita de um fornecedor brasileiro na sua primeira viagem à Holanda.

Eles chegaram pela manhã em Schiphol, passaram o dia em Amsterdam, vieram deslumbradíssimos para Eindhoven e nossa reunião foi no dia seguinte.

Já na reunião não paravam de dizer como tudo aqui é limpo e organizado. Se maravilharam com os trens nos horários certos, os pontos de ônibus que mostram quando o ônibus vai chegar, o passeio de barco pelos canais que não cheiram mal mesmo no calor ( estava bem quente naquele dia ). Em Eindhoven ficaram maravilhados com o verde todo da cidade, com o ar puro, com o centrinho bonitinho, com a Bijenkorf.

Depois da nossa reunião, quiseram me levar para jantar. Fomos ao centro da cidade, primeiro num barzinho e depois a um restaurante. Eu cheguei atrasada, claro, e esbaforida corri para me encontrar com eles no ponto marcado, mas claro que brasileiros que são, estavam ainda mais atrasados do que eu estava. Fazia uma tarde linda, em pleno setembro ( Adriana, como é que você reclama tanto do frio? ). Sentamos no barzinho e eles pediram se tinha como experimentar o famoso queijo Oud Amsterdam, mas o barzinho não oferecia porções do tal queijo. Pouco depois de eu ter perguntado pro garçom, que tinha me respondido bem secamente à moda holandesa, veio um outro garçom com um pratinho com uns 10 pedacinhos de queijo cortesia da casa, ele tinha ouvido os turistas brasileiros pedindo o queijo e quis ajudar. Em 8 anos aqui, isso nunca aconteceu comigo, mas aquela noite estava decidida a impressionar a brasileirada.

No restaurante, comemos super bem, batemos papo, rimos, foi ótimo, e quando estávamos pagando, o casal de seniores ao lado, todo educadinhos perguntaram de onde éramos e ficaram encantados de sermos brasileiros. Batemos um bom papo de 10 minutos, eles foram muito simpáticos, a brasileirada ficou encantada dizendo que os holandeses são muuuuito mais abertos do que a alemãozada, que são super sociais, que povo legal!

Andando do restaurante ao hotel deles, passei por onde eu havia deixado a moteeenha estacionada e apontei: essa é minha scooter, mas cadê ela? Com um pêso no estômago olhei ao redor e vi que ela estava estacionada há alguns metros, bem na frente de um barzinho, fui até lá e notei que o volante estava destravado. Tudo muito estranho! Foi quando um holandês todo simpático perguntou: você esqueceu alguma coisa? E na mão dele, ele chacoalhava o meu molho de chaves com chave de casa, do carro, da scooter, da bicicleta… Eu havia esquecido, toda esbaforida que estava, as chaves no contato, ele então estacionou a scooter na porta do barzinho onde trabalhava pra me ver voltar e devolver minha chaves, que ele tirou do contato para ninguém roubar.

A brasileirada não podia acreditar, até uma foto com o cara do barzinho eles me fizeram tirar.

E assim meus novos amigos brasileiros, porque depois de uma tarde de negócio juntos, drinks num barzinho e jantar já somos amigos de longa data, seguiram viagem pra Alemanha contando dessa terra maravilhosa, a Wonderland, onde todo mundo é simpático, tudo é limpo e não há criminalidade alguma, que é a Holanda.

E não adiantava eu dizer que era uma exceção, porque não é possível tanta exceção junta, né?

Então estamos assim, a Holanda é a Wonderland, e eu devo ser a Alice. Ou o coelho.


quarta-feira, setembro 22

Papo Lulu total

Ontem, desesperada com o estado das minhas calças em geral, fui às compras. Vejam bem, fui às 5 sabendo que todas as lojas fecham às 6. Isso, queridos colegas, é a Europa, que a gente acha tãããão mais mudérna, avant garde e chique que o Brasil. Às 6 da tarde, tudo fecha, nem farmácia de emergência fica aberta. Aliás, nas maternidades nem anestesista tem, o que é outra conversa, mas eu tenho que deixar aqui registrado, afinal, se você resolver dar à luz às 8 da noite a culpa é sua por querer parir fora do working hour, e se seu filho estiver entalado, virado, sentado, shame on you por precisar de ajuda médica. Porque aqui senhores, assim como os vendedores de calças, os médicos também precisam passar tempo com a família, e precisam estar em casa às 6:30 para mais um emocionante programa Lingo. Lá no interior do Zaire tem anestesista na maternidade as 8 da noite, mas aqui nas Zuropa o cara tem que ir comer stamppot com a família.

Mas então, as calças.

Fui direto na Promiss, minha loja preferida de roupas para trabalhar. Gente, que desespero. Calças mulher-pera, que é o tipo físico mais comum por aqui, cintura larga e pernitas finas. Para mim, a calça parece legging nas pernas e um saco de batatas na cintura, e o pior é que a largura das pernas do numero 40 e do numero 46 é a mesma, eles só aumentam a cintura, então a calça 46 é uma super-mulher-coxinha. Não rolou.

Aí fui na loja das véias, indicada por uma das comadres, chama-se Gerry Webber. Bem, o preço meio que assusta, eu já achava meio salgadinha a calça de 60 contos da Promiss, aqui elas COMEÇAM nos 90 euros, mas sério, se me servirem bem, bom caimento, pago 200 sem reclamar. Mas… não rolou. Eu estava procurando calças mais grossinhas, pra inverno, lãzinha seria meu sonho, mas só achei aqueles blends de polyamida, que além de sintético é super fina.

Já desesperada, fui à Miss Etam, onde eu compro calça jeans porque eles tem um modelo pra cada tipo de corpo, incluindo as bundudas, mas calças sociais nunca foram o forte da Miss Etam. Eis que achei duas calças ainda de tecido muito finos pro meu gosto, mas alem de cair legalzinho, tem a opção 1 com boca mais fina e opção 2 com boca mais aberta, o que deixa as bundudas mais bonitinhas. Nem era beeem o que eu queria, mas pelo esforço da loja, e também porque por hora quebrará meu galho, comprei a cinza e a preta, boca larga.

E depois disso, em 5 minutos, comprei blusinhas, suéteres, e uma veste longa que deixa qualquer um com corpão de sereia. E não tive coragem de continuar comprando porque a conta tava salgada, mas tinha mais mil coisas que eu queria.

No Brasil, gordo só falta andar pelado na rua, ou se expremendo em roupas 2 tamanhos menores com as banhas escapando por tudo quanto é canto, aqui na Holanda o gordo pode até ser exigente ( como eu ) que ele vai achar roupa bonita, e tantas, mas tantas, que o drama é o inverso do Brasil, escolher dentre tantas opções, as melhores - já que levar tudo quebra qualquer orçamento.

Esse eu comprei! A cor fica estranha na foto mas é um cinza médio, que dá pra usar com várias roupas do meu armário ( meu armário é básicamente cinza-preto-marrom )



Esse eu queria muito, fica lindo no corpo, não é tão caro ( 89 euro-contos ), mas pega um pêlo danado, já imaginou com a gataria lá em casa, de pelinhos cinza-claro,
como esse casaco ía ficar?



Quem não seria feliz mesmo que debaixo de chuva com este trench coat?

terça-feira, setembro 21

Love, Eat and Pray - selling as many books as possible

Há uns dois anos assisti a entrevista da escritora desse livro na Oprah, e detestei a mulé, e por isso nunca li o livro. Agora saiu o filme, e eu gosto da Julia Roberts, e estou me perguntando, vou ao cinema, ou espero um piratão? Aliás, será que vale os 90 minutos do meu tempo?

O que me irritou na tal entrevista foi a forma como a autora tenta vender como "o pulo do gato" a solução pra um coração partido: ir para o Tibete, para a Italia e pra Asia ( acho que foi a Thailandia ). Eu não sei vocês, mas eu, quando terminei meu noivado de 4 anos, chateada, deprimida, com raiva, tive que continuar trabalhando, as contas continuaram chegando, o mundo continuou andando. Nada e ninguém esperou por mim.

Na época eu já vinha pensando em ir de férias pela Europa, e o rompimento foi o empurrão que eu precisava, afinal, a idéia de "mudar de ares" é meio que intuitiva nessas horas ( e não "um achado" da tal escritora ). É difícil dar a volta por cima passando todos os dias na frente daquele barzinho onde vocês íam, encontrando familiares dele no shopping, e com todo mundo ao seu redor perguntando ( com cara de piedade ) como é que você está.

Mas… como meu dinheiro já naquela época não nascia em árvore, tive que juntar feriadão, com férias vencidas, enforcar um dia, pra poder ficar pelo menos 40 dias na Europa, depois de fazer cara de coitada pro chefe. E como até rezar no Tibete custa grana, fui de mochilão mesmo - se bem que foi um mochilão de rodinhas, com um orçamento mais folgado que o de muitos, mas mesmo assim não rolava hotel todas as noites e sim albergues da juventude, taxis só em emergência, restaurantes bons apenas em 1/3 dos dias ( de resto era sanduíche ou restaurantes bem populares ), e lembrancinha pros parentes foram bem comedidas.

Talvez eu amasse menos ou fosse mais esperta que a autora desse livro, mas os 40 dias foram exatamente na medida pra eu esquecer, lembrar, esquecer de novo e seguir em frente. E mesmo que não fosse, era o que o meu bolso permitia.

Nenhuma relação acaba do dia pra noite, e pelo menos no meu caso, ao invés de começar já a vislumbrar um futuro sem aquela pessoa, eu gastava energia tentando descobrir como salvar a relação, e minha vida toda ficava empatada, dependendo do momento divino em que os nossos problemas fossem acabar. Voltei da Europa não só conformada com o fim da relação, mas o mais importante foi que a viagem me mostrou que a vida sem aquela pessoa não só era possível como era melhor!

Quem me conhecia não acreditou na reviravolta que foi minha vida depois que voltei. Em 2 meses comprei meu apartamento, em 4 operei do estômago, em 8 eu fui promovida, em 12 eu estava 40 quilos mais magra, em 16 eu estava de volta à Europa para conhecer meu marido e em menos de 20 meses eu estava casada e mudando pra Holanda.

O interessante é que nem tudo foi fácil, principalmente a operação, o pós operatório, continuar trabalhando no mesmo ritmo quando você está consumindo 500 calorias por dia, mas sinceramente, tudo isso era mais fácil que o drama dos 2 últimos anos com o dito-cujo-ex, mas eu só percebi depois que estava livre do trambolho.

Acho que por tudo isso não consigo me identificar com a história do livro ( e agora do filme ). Nem tanto por achar que a idéia proposta é financeiramente viável a 3% da população mundial, mas por não achar que a solução seja se distanciar do mundo por tanto tempo, esquecer do mundo pra esquecer um sujeito. Não li o livro, mas fico imaginando o que é voltar depois de mais de um ano fora e ter que procurar uma casa nova ou desempacotar a que se deixou fechada por um ano, procurar emprego, tentar contactar amigos, encarar a família… Vai ver que foi essa dificuldade toda é que a levou a se fechar num quarto e escrever um livro.

Bom, pelo menos ela ficou rica e eu estou aqui tendo que aguentar o OldFart. Vai ver que mais uma vez sou eu a errada da história, but who cares?


segunda-feira, setembro 20

A volta dos que não foram


Depois de 3 dias doente em casa eu voltei hoje ao batente. Nesse momento estou com vontade de chorar, é tanta coisa estourando de tudo que é lado…

Não irei à feira de caminhões em Hannover na semana que vem, simplesmente não vai dar, é muito trabalho no escritório, eu estou com os pulmões baleados e não consigo me ver andando 8 horas por dia subindo e descendo de boléia de caminhão ( é terrível subir na boléia de um caminhão de 50 tons ). Isso resolve também meu problema de não querer viajar com o OldFart.

Aliás, cheguei aqui e o primeiro pepino que tive que resolver foi reclamação sobre o OldFart. Depois da conversa que eu tive com o chefão percebo que o recado foi dado, ele está mantendo a distância dele, mas sabem, ali o negócio é mesmo berço. O cara é xulé, ele se acha superior a meio mundo, e por se achar superior ele acha que ele é isento de seguir procedimentos, que não precisa dizer por favor ( ou você poderia, ou seria possível ),e que ele pode interromper qualquer conversa porque se ele tem uma opinião a dar, todos tem a obrigação de ouvir.

Ele quer ir visitar um fornecedor na Espanha ( na Alemanha ou Polônia ele não quer, né? ), a secretária veio me pedir pra falar com ele: ele deveria mandar o formulário 10 dias antes da viagem, mandou 3; no formulário você tem que explicar o motivo da viagem ( no caso dele é "treinamento" ) mas ele disse que não precisa se explicar; a gente pede pra secretária verificar os vôos disponíveis e preços - o procedimento diz que devemos viajar na tarifa mais baixa possível, e que o valor tem que ser incluido no formulário para aprovação - ele não quis que a secretária pesquisasse, disse que vai voar KLM, e mandou o formulário sem dado nenhum. Eu juro que não intendo um sujeito desses. Até um idiota sabe que arrumar encrenca com as secretárias ( do departamento, do diretor ) é dificultar sua própria vida desnecessariamente, o que é que ele ganha com isso?

Bom, deixa eu voltar pro Pelô que o Sinhozinho logo vem me pedir o relatório de tool transfer.

sábado, setembro 18

Quem adivinha que lugar é esse?





Eu visitei essa pequena cidade em 2000, no meu mochilão pela Europa. Eu ía ficar apenas 2 dias, acabei ficando 4 quase 5, e jurei que voltaria. A cidadezinha é tudo de bom, um vilarejozinho encrustado nas montanhas ( mas haja perna pra tanta escada ), praia de águas límpidas, a comida de outro mundo e tanta, mas tanta coisa pra se fazer e visitar ao redor!

Há algumas semanas Bart veio me intimar: peloamordedeus, vamos passar uma semaninha em algum lugar, eu preciso tirar a cabeça do trabalho. Para mim, é o pior momento possível, eu nem reservei as passagens do Brasil ainda, no trabalho tá essa loucura, eu não tenho tempo nem de me coçar, quem dirá pesquisar, decidir e reservar uma viagem para qualquer lugar que seja. Mas ele voltou a pedir, e com olhos de cachorrinho, então lá vai a Adriana se desdobrar...

Sairemos de Amsterdam, e iremos por uma semaninha apenas, de sábado a sábado. Hoje, enquanto faz 16 graus em Eindhoven, fez 29 graus nessa cidadezinha simpática. Lá ficaremos num B&B, como fizemos em uma viagem anterior ao Lago di Como e à Cinque Terre. Isso já está arranjado. Falta ainda o transporte do aeroporto pra cidadezinha e vice-versa, o hotelzinho dos gatos, um guia de viagem, e uma bolsa de praia que a minha se espatifou.

Ó, sinceramente, é uma graninha razoável pra se gastar numa mísera semana, mas essa cidade é tudo de bom, é chique, é gostosa, é exatamente o que minha garganta ardendo e o meu nariz entupido estão precisando nesse momento.

Você, leitor viajandão amigo, arrisca dizer para onde vou? ( e as comadres que já sabem não vale dar palpite, hein! )

quinta-feira, setembro 16

Alguém vai falar pra ela...



Alguém vai lá falar pra ela que chega, né?

Primeiro era diferentinho, depois irreverente, agora é só puro mal gosto mesmo.

Tá, as musiquinhas são legaizinhas pra fazer uma ginástiquinha, e eu acho que só, porque não imagino muita gente colocando um CD da moça no player só pra ouvir porque é legal, porque ó, pra mim uma música é igual à outra.

Todo mundo a compara com a Madonna, mas a Madonna só é o que é porque a cada par de anos ela mudava totalmente de imagem, duvido que ela seria o que é hoje se tivesse estacionado na imagem garota promíscua com saia de tule e cinto boytoy. Aliás, foi o que aconteceu com a Cindy Lauper que começou na mesma época, né? Estacionou naquela imagem de garota revoltada e ali morreu.

Mas bem, esses são só meus dois tostões. Eu fiquei é com dó de quem teve que sentar perto dessa louca sem-loção sentindo o cheiro da fedentina, porque dizem que era carne de boi de verdade, fresca e "au naturel". Eca muito grande. A moça tá pra lá de Gagá.

Atchim!

Não fui trabalhar, a gripe não deixou. Noite passada foi dormida como se eu fosse um defunto, as dores no corpo, mais os analgésicos, tudo colaborou para uma das noites mais bem dormidas da minha vida.

Já hoje, a gripe piorou e os espirros não me deixam dormir, a garganta está sequésima e eu tusso a cada minuto, as dores no corpo triplicaram mas eu não encontro conforto para dormir.

Acho que vou pra sala colocar um DVD e ver se a TV me embala.

Post mais desnecessário esse, mas vai desculpando aí, tô doente!

Atchoooo!

terça-feira, setembro 14

Bugger

Eu não estava na audiência quando ela deu um carro pra cada um.

E dessa vez, na premiere da última temporada ( farewell season ), eu também não estava, e olha o presentinho da Oprah:



Eu não tenho sorte mesmo... Agora, voar com o Travolta de piloto ía me dar um medo danado, ainda bem que a gente sabe que é só faixada, né?

segunda-feira, setembro 13

Eita desespero consumista

Fui correndo hoje na loja pra achar o vestidinho e... já era... nem cheiro... saí de lá chateada com esse planejamento holandês, que faz um lote pequeníssimo das roupas, a mulher da loja me disse que não ía chegar mais, na wehkamp até tiraram do site.

Eis que vou dar uma zappeada na wehkamp de novo e... o pretinho tá lá! Não é o taupe que eu queria, mas eu já tô feliz com o pretinho... já tô colocando o pedido. Vejam se não é uma gracinha:



Agora só tenho que trocar o pedido da legging de marrom pra preto e tô bunita :o)

domingo, setembro 12

Eu sou uma burralda!



Chegou aquela época maledeta do ano: roupas levinhas e esvoaçantes pro fundo da gaveta e as golas rolês, lãs, veludos e meias, muitas meias, bem à mão.

Todos os anos acontece o mesmo: eu olho pras minhas roupas do ano passado e quero morrer, é que eu sempre compro aquele número limitado de roupas ( detesto o inverno e tudo que se relaciona a ele, cês sabem ) e uso até, literalmente, enjoar. Olhei pro meu guarda-roupa ontem e senti vontade de chorar. Hora de ir à caça.

Graças à Deus, a Holanda é o paraíso do gordinho, do altinho, do baixinho, tem roupas de linhas especiais pra todo esse povo. Engraçado é que a colega J. de 25 anos e manequim 38 compra nas duas lojas que eu adoro ( Miss Etam e Promiss ), a colega T. de 42 anos e manequim 50 também, então damos risada quando vamos com a mesma roupa, já chegou a acontecer das 3 irem com a mesma blusa cinza!

Antes de sair de casa pesquisei a coleção das duas lojas pela Wehkamp, e concluí que na Miss Etam só ía rolar roupa de fim-de-semana, então como o desespero rolava por conta de roupas de trabalho, lá fui eu pra Promiss.

Uma das comadres me diz que gordo, quando vê roupa que gosta, que cabe, que pode pagar, tem que pegar na hora. Eu peguei duas blusas que ficaram lindas. Aí cometi a burrice. O vestidinho kaki.

*** Pausa pra explicação pertinente ***

Eu sou ultra friorenta, por isso apesar de amar vestidos, não uso nenhum no inverno. Só de pensar naquela brisa entrando e o dia inteiro sem o quentinho das calças, não dá. Só que li a respeito das leggings de lã Merino, e apesar de caras, são ultra quentinhas. Estou então caçando uns vestidinhos de inverno pra usar com a legging de lã merino e botinha de cano baixo

*** Fim da explicação pertinente ***

Decidi que eu ía vontar para casa e pesquisar se vende a tal legging de lã merino na Holanda, porque senão o vestidinho ía encalhar, e se eu achasse a legging, encomendaria o vestidinho pela internet. Achei a legging, fui encomendar o vestidinho, e cadê? Esgotou!!! Agora tô com a legging encomendada, fixada no tal vestidinho, e ele foi-se.

Me resta amanhã sair às 5, o que não tenho conseguido há semanas, e ir tentar resgatar um ainda na loja.

Ódio. Pior do que ser gordo é ser gordo vacilão.