Hoje cheguei, liguei para o colega, expliquei que a vaga está aberta, e me ofereci para marcar uma conversa informal entre ele e o meu diretor direto. Acho que esse é o meio-termo, uma ajuda light e educada.
Deixem eu explicar uma coisa. Para a maioria das pessoas, meu marido inclusive, a tal crise é uma coisa que acontece lá na televisão, quiçá seja uma fabricação maligna da CNN. Ali, ouve-se todos os dias que A, B e C estão demitindo, que a DOW está X pontos negativos, que as ações de tal empresona cairam X por cento.
Para alguns, a crise parece estar tão longe, mas tãããão longe, que a pessoa fica até felizinha dos juros variáveis da hipoteca estarem baixos, das ofertas do supermercado terem diminuido as contas do mês, assim sobre dindin praquela Plasma, ou pra uma viagem supimpa prum resort na praia.
A minha crise entretanto, começa no minuto que eu piso na minha empresa, e não me larga até tarde da noite, quando eu vejo as mesmas notícias que vocês na CNN.
Faliu o fornecedor de tetos, pânico pra achar outro fornecedor, trabalho dobrado, as coisas entrando nos eixos. Para mim situação mais ou menos sobre controle, mas para os 300 funcionários ingleses que acordaram um dia sem emprego e sem benefícios de "pacote de demissão", as dificuldades estão apenas começando. E eu os vi, na frente da empresa, tentando saber do curador, quando verão seu dinheiro em conta.
Na semana retrasada foi um fornecedorzão grandão do colega ao lado. De novo pânico, corre atrás de fornecedor novo, acha fornecedor novo, que é do meu portfolio aliás. A empresa está em "receivership", o administrador fica lá na porta da empresa que nem um guardião de história de Tolkien, nem uma fotinha dos nossos equipamentos nos deixa tirar. Enquanto isso, 850 empregados trabalham até a empresa ser executada em junho, e estarão também na rua. Gente que trabalha na linha de produção da empresa há 30 anos, gente que não sabe fazer outra coisa senão vulcanizar tapete.
Essa semana é o fornecedor ultra famoso e poderoso de plásticos. Às 9 da manhã, a planta na Suécia entra com pedido de falência. Às 11, a da Alemanha. Às 13 a da Bélgica. Eu fico nervosa seguindo o Google Alert, esperando a planta de onde compro, na Itália, entrar na dança. Até agora nada, mas virá, e eu já estou feito uma louca procurando substitutos.
Nessa história toda, duas coisas me afetam demais: começa com os empregados mais antigos, de produção, que estão perdendo seus empregos. Essas pessoas normalmente dependem pesadamente do salário, são única renda da família, tem que colocar comida na mesa, pagar prestação da casa... E a maioria nunca fez outra coisa na vida, nunca entrou numa internet pra colocar CV online, procurar emprego é ir em porta de fábrica, ou quando muito numa agência de empregos.
Outra são aqueles donos de empresas pequenas e médias, cujas empresas passam de geração pra geração. Normalmente, os donos dessas empresas são tão orgulhosos de seus bisavós, avós, que construiram a empresa do nada, sobreviveram 1 ou 2 guerras mundiais. E eles, vendo o boom da automobilistica na década de 90 investiram pesadamente pra conseguir certificações ISO/TS, em designers e técnicos, em Unigraphics e Catia, e no que mais a indústria automobilistica exigiu. Agora, a automobilística está quebrando, é um salve-se quem puder, esses coitados estão vendo empresas que sobreviveram guerras indo pro buraco em meses de crise.
Nós, compradores, monitoramos bi-semanalmente a situação econômica dos nossos fornecedores e potenciais fornecedores, e é triste ver empresas ótimas, perdendo crédito, perdendo crédito, até beirar a insolvência.
E isso me afeta sim, muito. Vai ver que, como o anônimo disse ali no post anterior, sou infantil. Porque gente madura e inteligente chega em casa, pega uma taça de Barolo, senta em frente à TV e fica criticando aquele bando de gente pessimista e louca que fala na CNN que ainda não vimos o pior. Ah, e claro, vão "carpe diem", porque "carpe diem" é bem cool. Maldito infeliz que teve a idéia de incluir a expressão, fora de contexto, nos filmecos de Roliúdi, e agora todo mundo acha que o legal é "carpe diem", sejá lá qual for o conceito torto que eles tem da expressão.
Agora deixem-me ir, carpeniar o meu diem, que infelizmente vai ser cheio de reuniões "crisis related".
quarta-feira, março 11
terça-feira, março 10
Estou no último fio da minha paciência...
Não aguento mais essa crise. Fisicamente a preocupação tem acabado comigo, estou com os cabelos em frangalhos, olheiras que chegam nas bochechas e um estômago que eu acho que nem existe mais, consumiu-se nos seus próprios sucos...
Vou tentar explicar o último acontecimento, por favor, tenham paciência de dêem sua opinião, porque o negócio tá brabo.
Como tá todo mundo careca de me ouvir falando, vai ter corte na empresa. Meu departamento escapou do primeiro, que vai ser em junho, e se nada mudar, vai escapar do segundo, que acontecerá em meados de setembro se a economia não der sinais de melhora. Mas "you never know"...
Daí pra frente, ninguém descarta totalmente a possibilidade de ainda mais cortes, e poderemos ser incluídos, já que é difícil uma empresa que demite de tantos departamentos poupar totalmente o departamento de compras.
Se nesse terceiro corte fomos incluídos, o corte terá que seguir as leis holandesas: todo mundo tem que ser dividido em faixas etárias e o mais novo de casa ganha a rua. Minha faixa etária é a que menos tem funcionários, logo estaríamos mais seguros, mas se for alguém, vou eu, que sou a última. O que tem acalmado um pouco meus "nelvos" é que além da chance de chegarmos a um terceiro round de demissões se menor, há ainda uma vaga aberta, que poderia ser cortada caso fosse necessário.
Nosso departamento, como é grande, tem um grupo de representantes. Eles perguntaram na última reunião com o chefão se essas vagas estão abertas e publicadas na intranet só pra "inglês ver", ou se há realmente a idéia de preenchê-las. O chefão disse que ele prefere preencher a vaga e caso o pior aconteça, mandar gente embora, do que ficar com a vaga um ano aberta e nunca haver a necessidade de cortar ninguém. Ele disse porém, que só vai preencher a vaga se aparecer um candidato "apropriado" para a vaga. Considerando que ele é super exigente, e que pra minha vaga 8 candidatos passaram em todas as entrevistas e foram barrados por ele, as chances são pequenas, o mais provável é que a vaga fique lá aberta.
Nós, os funcionários, claro que preferimos as vagas abertas, nos dá uma sensação pequenina de segurança.
Agora o dilema: um colega do departamento de custos, com quem trabalhei no projeto que foi cancelado, que começou a trabalhar na empresa 3 meses antes de mim e é o mais novo contratado do departamento dele, veio falar comigo. Se houverem cortes no departamento dele, ele será o cortado e vendo a vaga do meu departamento aberta na intranet, ele me pediu se, junto à recomendação do chefe dele, eu poderia falar com meu diretor direto e "indicá-lo".
E é aí que eu não sei o que fazer. Se eu indicar e colocar todos os meus esforços ao elogiá-lo para o chefe, aumento as chances dele, mas por outro lado, aumento também as chances de eu ser mandada embora, pois ele é mais velho de casa do que eu. Eu posso também levar o CV dele pro diretor e dizer que o cara me pediu esse favor, e se perguntada, dizer que meu contato foi superficial, e que eu não saberia dizer se o cara seria bom ou não pro departamento, o que não deixa de ser verdade.
Quando eu falei pra um colega do departamento sobre esse outro do departamento de custos, ele me disse na lata: você não deveria indicá-lo, pois se a coisa ficar realmente feia, ele fica e você vai. Tremi. Mas por outro lado, se nada acontecer, eu estarei prejudicando as chances dele, e o cara tem família e filhos.
A história é bem confusa, mas deu mais ou menos pra entender?
O que vocês fariam, indicam o cara, ou ficam quietos torcendo pra vaga ficar lá aberta?
Vou tentar explicar o último acontecimento, por favor, tenham paciência de dêem sua opinião, porque o negócio tá brabo.
Como tá todo mundo careca de me ouvir falando, vai ter corte na empresa. Meu departamento escapou do primeiro, que vai ser em junho, e se nada mudar, vai escapar do segundo, que acontecerá em meados de setembro se a economia não der sinais de melhora. Mas "you never know"...
Daí pra frente, ninguém descarta totalmente a possibilidade de ainda mais cortes, e poderemos ser incluídos, já que é difícil uma empresa que demite de tantos departamentos poupar totalmente o departamento de compras.
Se nesse terceiro corte fomos incluídos, o corte terá que seguir as leis holandesas: todo mundo tem que ser dividido em faixas etárias e o mais novo de casa ganha a rua. Minha faixa etária é a que menos tem funcionários, logo estaríamos mais seguros, mas se for alguém, vou eu, que sou a última. O que tem acalmado um pouco meus "nelvos" é que além da chance de chegarmos a um terceiro round de demissões se menor, há ainda uma vaga aberta, que poderia ser cortada caso fosse necessário.
Nosso departamento, como é grande, tem um grupo de representantes. Eles perguntaram na última reunião com o chefão se essas vagas estão abertas e publicadas na intranet só pra "inglês ver", ou se há realmente a idéia de preenchê-las. O chefão disse que ele prefere preencher a vaga e caso o pior aconteça, mandar gente embora, do que ficar com a vaga um ano aberta e nunca haver a necessidade de cortar ninguém. Ele disse porém, que só vai preencher a vaga se aparecer um candidato "apropriado" para a vaga. Considerando que ele é super exigente, e que pra minha vaga 8 candidatos passaram em todas as entrevistas e foram barrados por ele, as chances são pequenas, o mais provável é que a vaga fique lá aberta.
Nós, os funcionários, claro que preferimos as vagas abertas, nos dá uma sensação pequenina de segurança.
Agora o dilema: um colega do departamento de custos, com quem trabalhei no projeto que foi cancelado, que começou a trabalhar na empresa 3 meses antes de mim e é o mais novo contratado do departamento dele, veio falar comigo. Se houverem cortes no departamento dele, ele será o cortado e vendo a vaga do meu departamento aberta na intranet, ele me pediu se, junto à recomendação do chefe dele, eu poderia falar com meu diretor direto e "indicá-lo".
E é aí que eu não sei o que fazer. Se eu indicar e colocar todos os meus esforços ao elogiá-lo para o chefe, aumento as chances dele, mas por outro lado, aumento também as chances de eu ser mandada embora, pois ele é mais velho de casa do que eu. Eu posso também levar o CV dele pro diretor e dizer que o cara me pediu esse favor, e se perguntada, dizer que meu contato foi superficial, e que eu não saberia dizer se o cara seria bom ou não pro departamento, o que não deixa de ser verdade.
Quando eu falei pra um colega do departamento sobre esse outro do departamento de custos, ele me disse na lata: você não deveria indicá-lo, pois se a coisa ficar realmente feia, ele fica e você vai. Tremi. Mas por outro lado, se nada acontecer, eu estarei prejudicando as chances dele, e o cara tem família e filhos.
A história é bem confusa, mas deu mais ou menos pra entender?
O que vocês fariam, indicam o cara, ou ficam quietos torcendo pra vaga ficar lá aberta?
Eu te amo, eu te odeio

Enquanto eu venho aqui professar meu apreço pelas loempias, com suas casquinhas crocantes, seus recheios misteriosamente suculentos, sua anatomia de fácil manuseio...
Vem meu estômago e professa seu ódio mortal por todo aquele óleo velho e mil vezes fervido da fritura, o desgosto por aquele recheio cheio de pimenta, e sua repugnancia pelo líquido misto de sucos "recheísticos" e gordura da casca que escorrem pela mão...
Tudo isso pra dizer que eu já estava com o estômago ruim, não resisti e mandei ver uma loempia, que adoro, e agora estou aqui, me contorcendo de dor, que é tão forte que até as costas doem.
Minha antisse merece castigo, eu sei...
domingo, março 8
Gente doida...
Acho que lojista na Holanda é tudo doido. Pronto Faley!
Bart queria / precisava comprar calças. Digo precisava porque ele odeia comprar roupas e só vai quando tá fazendo um rombo nos fundilhos. Ele gosta muito das calças da Dockers, e praticamente só tem essa marca. Antes vendiam na V&D, na Bijenkorf e na Levi's, essa última é a detentora da marca.
Eis que a V&D parou de vender. A Levi's idem. Sobrou a Bijenkorf, então lá fomos nós.
Em pleno sábado às 11 da manhã, a loja estava vazia, vazia, vazia, como eu nunca vi. Acho que é a crise, que outra explicação? E daí vem minha estranheza com esse povo. Óquei que o verão tá chegando, mas ainda tá frio, aliás tava 5 graus sábado, então porque a loja tem apenas roupa de verão? E essa é minha reclamação, se você vai numa Macy's nos EUA, você tem roupas da coleção nova, da estação que vai entrar, mas ainda acha da coleção atual. Agora me digam, eu acabei de dizer que a loja estava vazia, mas quem tem ânimo de comprar vestidinho de linho quando tá 5 graus??? Ainda mais homem, que geralmente compra exatamente o que ele precisa naquele momento. Bart experimentou uma Dockers de verão e disse que ía congelar. Claro que eu falei pra ele levar a calça porque em 2 meses vai estar calor, ele disse que em 2 meses volta à loja, o que é burrice, mas eu não tava a fim de brigar. Daí que eu fucei, fucei, fucei, e achei uma gondolazinha com calças em promoção, e depois de meia hora procurando achei uma calça meia-estação, marrom escura ( ele queria bege ), daquelas com pregas, que não é o modelo preferido dele, mas ficou bem e era da Dockers, ele trouxe. Marquem minhas palavras: em dois meses estarei aqui contando que ele queria calças de verão e não achou porque só tinha de outono. Essa é a Holanda.
É sempre a minha eterna reclamação: a logística deles é péssima, acho que não sabem contar!
Nas promoções esse ano, só sobrou roupa número 36, como todos os anos. Pra quê então fabricar e estocar tanto 36? Quem usa 36? Ou quem é genéticamente favorecido, ou menininha de 14 anos. Menininha de 14 anos compra roupa nas Cool Kat's ( uma loja de adolescentes que me lembra muito o Torra-Torra no ABC ) da vida, e não na Bijenkorf, Mexx, Didi, que foram as lojas que, fora a Miss Etam e Promiss onde eu sempre compro, eu fui fuçar esse ano. Seriously, quantos adultos de terninho 36 você viu na sua vida? Eu acho que até agora 1 ou 2. Blé.
Aliás, eu comprei Mexx e uma camisa sem marca conhecida pela Wehkamp, loja online holandesa. Aquele tankini do post anterior era um Esprit da Wehkamp. Adorei o serviço e adorei a forma de comprar, você pesquisa pela peça, o tamanho, a marca e voilá, aparecem várias foteeenhas, você escolhe o que quer.
Nesse frio dos infernos, online shopping rulezzzz!
Bart queria / precisava comprar calças. Digo precisava porque ele odeia comprar roupas e só vai quando tá fazendo um rombo nos fundilhos. Ele gosta muito das calças da Dockers, e praticamente só tem essa marca. Antes vendiam na V&D, na Bijenkorf e na Levi's, essa última é a detentora da marca.
Eis que a V&D parou de vender. A Levi's idem. Sobrou a Bijenkorf, então lá fomos nós.
Em pleno sábado às 11 da manhã, a loja estava vazia, vazia, vazia, como eu nunca vi. Acho que é a crise, que outra explicação? E daí vem minha estranheza com esse povo. Óquei que o verão tá chegando, mas ainda tá frio, aliás tava 5 graus sábado, então porque a loja tem apenas roupa de verão? E essa é minha reclamação, se você vai numa Macy's nos EUA, você tem roupas da coleção nova, da estação que vai entrar, mas ainda acha da coleção atual. Agora me digam, eu acabei de dizer que a loja estava vazia, mas quem tem ânimo de comprar vestidinho de linho quando tá 5 graus??? Ainda mais homem, que geralmente compra exatamente o que ele precisa naquele momento. Bart experimentou uma Dockers de verão e disse que ía congelar. Claro que eu falei pra ele levar a calça porque em 2 meses vai estar calor, ele disse que em 2 meses volta à loja, o que é burrice, mas eu não tava a fim de brigar. Daí que eu fucei, fucei, fucei, e achei uma gondolazinha com calças em promoção, e depois de meia hora procurando achei uma calça meia-estação, marrom escura ( ele queria bege ), daquelas com pregas, que não é o modelo preferido dele, mas ficou bem e era da Dockers, ele trouxe. Marquem minhas palavras: em dois meses estarei aqui contando que ele queria calças de verão e não achou porque só tinha de outono. Essa é a Holanda.
É sempre a minha eterna reclamação: a logística deles é péssima, acho que não sabem contar!
Nas promoções esse ano, só sobrou roupa número 36, como todos os anos. Pra quê então fabricar e estocar tanto 36? Quem usa 36? Ou quem é genéticamente favorecido, ou menininha de 14 anos. Menininha de 14 anos compra roupa nas Cool Kat's ( uma loja de adolescentes que me lembra muito o Torra-Torra no ABC ) da vida, e não na Bijenkorf, Mexx, Didi, que foram as lojas que, fora a Miss Etam e Promiss onde eu sempre compro, eu fui fuçar esse ano. Seriously, quantos adultos de terninho 36 você viu na sua vida? Eu acho que até agora 1 ou 2. Blé.
Aliás, eu comprei Mexx e uma camisa sem marca conhecida pela Wehkamp, loja online holandesa. Aquele tankini do post anterior era um Esprit da Wehkamp. Adorei o serviço e adorei a forma de comprar, você pesquisa pela peça, o tamanho, a marca e voilá, aparecem várias foteeenhas, você escolhe o que quer.
Nesse frio dos infernos, online shopping rulezzzz!
sexta-feira, março 6
Eu queria tanto ter...
Eu queria tanto ter...

Este tankini...
O corpitcho que recheia este tankini...
Um lugar pra usar esse tankini...

Este tankini...
O corpitcho que recheia este tankini...
Um lugar pra usar esse tankini...
quarta-feira, março 4
Vários blés
Cinza. Cláááááro que está tudo cinza. Hoje os olhos não quiseram abrir de manhã. Foi duro, muito duro, acordar. Aí olhei lá fora e tava tudo horrivelmente cinza. Nessas manhãs eu tenho que me cutucar e dizer: ei, há 4 anos você acordava as 5 da manhã todos os dias e sonhava com o dia em que você pudesse dormir até as 7. Acorda preguiçosa, são 7:15!
Acordar cedo é Blé.
Os feriados estão chegando. Páscoa. Dia da Rainha. Ascenção. Pinksterdag ( não faço a mínima idéia do equivalente em português ). Em épocas normais, eu já estaria de malas praticamente prontas pra emendar o de Ascenção no Pinkster, e molhar a bunda em alguma praia européia. Esse ano, necas. Necas de catipiroba. Talvez, e esse talvez é uma possibilidade muito remota, eu consiga convencer Bart a passar uns dias em algum lugar, isso só se eu achar um vôo muito, muito, muuuuuito em conta com a Ryanair, que vai agora começar a cobrar 1 libra pra usar o banheiro ( que xixizinho caro! ).
Passar feriadão sem fazer nada em casa é muito Blé.
Pensei em ir uns diazinhos pra Disneyland Paris ( porque nóis é chique e nóis não fala EuroDisney ), mas tá tão caro, tão caro, que se não fosse tão longe, saía o mesmo preço ir para Orlando. Em Orlando, o hotel Pop Century Disney Resort, dentro da Disney, tá 49 doletas por noite, o que dá 38 euros. Aqui, um hotel comparável, também dentro da Disney, tá 153 euros. Um prato de Porkribs no TGI fridays de Orlando tá 16 doletas, o mesmo prato na Stakehouse da Disneyland tá 28 euros. Se neguinho conseguir um desses vôos baratos para Orlando / Miami, dá mais jogo que essa Disneyland Paris esfoladora de pobres assalariados. Isso dito, será que alguém aqui conhece algum hotelzinho barato perto da Disneyland Paris?
Ser esfolado vivo para ver o Mickey é Blé também.
O correio holandês tem a irritante mania: se chegar um pacote pra você e você não estiver em casa, deixam em algum vizinho e te deixam um bilhete avisando. Eu DETESTO ter que ir no vizinho, às vezes 4 casas adiante, procurar a lingerie sexy que eu encomendei no www.i-am-sexy.nl. Óquei, eu não encomendei lingerie sexy online, mas podia ser, e eles deixariam na casa dos meu vizinhos. Não importa o que seja, eu não quero que vá parar na casa do vizinho e não tem como avisar o correio que se eu não estiver em casa é pra ficar com a encomenda e eu vou buscar.
Correio Holandês é muito muito muito Blé.
Conhecida que trabalha numa empresa que faz Caravans diz que há 3 meses não vendem 1 só veículo. Não sei se é bom ou ruim. A princípio podia ser bom, menos Cavaravans nas ruas européias nas férias. Masssss... como eu conheço a holandesada, o que vai acontecer é que ao invés de comprar uma caravan nova, vão com suas caravans pocotó caindo aos pedaços pra Espanha e Sul da França, o que é pior que Caravans tinindo de nova. Aliás, pensem bem, uma caravam boa custa 40 mil euros. Uma viagem anual pra um hotel simples na Espanha ou França para uma família de 4 pessoas custa 2 mil euros. Ou seja, a caravan custa 20 anos de viagens, fora os impostos, manutenção, garagem pra deixar aquela mostruosidade... Sou mais o Jeremy Clarkson, que no TopGear já chegou a detonar 12 Caravans num só programa.
Congestionamento de Caravans no verão é Bléééééé.
Tem gente que é tão, tão, mas tãããão incoerente em blog, que não dá pra deixar de pensar: putz grila, que mentirada! E convenhamos, blog já não é a leitura mais instrutiva do universo, mas blog cheio de mentirada e meias-histórias é o fim-do-fim-do-fim-da-picada. Ainda bem que esse em questão, no ritmo que vai, terá 4, 5 posts por ano. Idéia: a pessoa podia colocar o aviso "essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos reais terá sido mera coincidência". Dessa forma, a gente lê preparado. Ou nem lê, o que é uma ótima idéia.
Blog requenguela também é bem Blé.
E agora, blézices à parte, eu vou tomar sopinha. Sopinha até faz o maravilhoso clima holandes mais suportável. E povo, sério mesmo, se vocês souberem de hotéizinhos perto da Disneyland, boas camas, limpos, baratos, vão ajudar beeem.
Ah, antes que alguma "inimiguxa" deixe nos comentários: Blog da Dri na Holanda pode também ser bem blé também.
Acordar cedo é Blé.
Os feriados estão chegando. Páscoa. Dia da Rainha. Ascenção. Pinksterdag ( não faço a mínima idéia do equivalente em português ). Em épocas normais, eu já estaria de malas praticamente prontas pra emendar o de Ascenção no Pinkster, e molhar a bunda em alguma praia européia. Esse ano, necas. Necas de catipiroba. Talvez, e esse talvez é uma possibilidade muito remota, eu consiga convencer Bart a passar uns dias em algum lugar, isso só se eu achar um vôo muito, muito, muuuuuito em conta com a Ryanair, que vai agora começar a cobrar 1 libra pra usar o banheiro ( que xixizinho caro! ).
Passar feriadão sem fazer nada em casa é muito Blé.
Pensei em ir uns diazinhos pra Disneyland Paris ( porque nóis é chique e nóis não fala EuroDisney ), mas tá tão caro, tão caro, que se não fosse tão longe, saía o mesmo preço ir para Orlando. Em Orlando, o hotel Pop Century Disney Resort, dentro da Disney, tá 49 doletas por noite, o que dá 38 euros. Aqui, um hotel comparável, também dentro da Disney, tá 153 euros. Um prato de Porkribs no TGI fridays de Orlando tá 16 doletas, o mesmo prato na Stakehouse da Disneyland tá 28 euros. Se neguinho conseguir um desses vôos baratos para Orlando / Miami, dá mais jogo que essa Disneyland Paris esfoladora de pobres assalariados. Isso dito, será que alguém aqui conhece algum hotelzinho barato perto da Disneyland Paris?
Ser esfolado vivo para ver o Mickey é Blé também.
O correio holandês tem a irritante mania: se chegar um pacote pra você e você não estiver em casa, deixam em algum vizinho e te deixam um bilhete avisando. Eu DETESTO ter que ir no vizinho, às vezes 4 casas adiante, procurar a lingerie sexy que eu encomendei no www.i-am-sexy.nl. Óquei, eu não encomendei lingerie sexy online, mas podia ser, e eles deixariam na casa dos meu vizinhos. Não importa o que seja, eu não quero que vá parar na casa do vizinho e não tem como avisar o correio que se eu não estiver em casa é pra ficar com a encomenda e eu vou buscar.
Correio Holandês é muito muito muito Blé.
Conhecida que trabalha numa empresa que faz Caravans diz que há 3 meses não vendem 1 só veículo. Não sei se é bom ou ruim. A princípio podia ser bom, menos Cavaravans nas ruas européias nas férias. Masssss... como eu conheço a holandesada, o que vai acontecer é que ao invés de comprar uma caravan nova, vão com suas caravans pocotó caindo aos pedaços pra Espanha e Sul da França, o que é pior que Caravans tinindo de nova. Aliás, pensem bem, uma caravam boa custa 40 mil euros. Uma viagem anual pra um hotel simples na Espanha ou França para uma família de 4 pessoas custa 2 mil euros. Ou seja, a caravan custa 20 anos de viagens, fora os impostos, manutenção, garagem pra deixar aquela mostruosidade... Sou mais o Jeremy Clarkson, que no TopGear já chegou a detonar 12 Caravans num só programa.
Congestionamento de Caravans no verão é Bléééééé.
Tem gente que é tão, tão, mas tãããão incoerente em blog, que não dá pra deixar de pensar: putz grila, que mentirada! E convenhamos, blog já não é a leitura mais instrutiva do universo, mas blog cheio de mentirada e meias-histórias é o fim-do-fim-do-fim-da-picada. Ainda bem que esse em questão, no ritmo que vai, terá 4, 5 posts por ano. Idéia: a pessoa podia colocar o aviso "essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança com fatos reais terá sido mera coincidência". Dessa forma, a gente lê preparado. Ou nem lê, o que é uma ótima idéia.
Blog requenguela também é bem Blé.
E agora, blézices à parte, eu vou tomar sopinha. Sopinha até faz o maravilhoso clima holandes mais suportável. E povo, sério mesmo, se vocês souberem de hotéizinhos perto da Disneyland, boas camas, limpos, baratos, vão ajudar beeem.
Ah, antes que alguma "inimiguxa" deixe nos comentários: Blog da Dri na Holanda pode também ser bem blé também.
segunda-feira, março 2
Noé é que era feliz, não tinha vizinhos!
Como já disse aqui, somos 4 vizinhos no quarteirão, e embora nossas casas não se toquem, os jardins dividem cercas. E são essas, as cercas, o objeto da discussão da vez.
Imagine que cada casa tem 3 cercas: uma dá para a rua e foi colocada pela construtora, é paupérrima, de araminho verde, e por exigência da prefeitura, uma trepadeira ( ou várias mudas de ) foi plantada pra cobri-la e dar um pouco de privacidade aos moradores. Essa cerca verde é o novo padrão na em Eindhoven, teremos que mantê-la por ao menos 4 anos. Eu detesto trepadeira porque você tem que ficar podando, apesar da prefeitura garantir que vai fazê-lo, e esse tipo que instalaram fica horrível, marrom e seca no inverno.

Aí você tem a cerca de trás, que divide com seu vizinho de trás, e a do lado, que divide com o vizinho do lado. O vizinho "atravessado" é o único com quem não dividimos cerca.
Há algumas semanas, o vizinho de trás tomou a iniciativa de nos consultar a respeito das cercas do meio, quais eram nossas preferências. Todos disseram que queriam que fossem as mesmas para as 4 casas, um disse que queria tudo fechada, o outro que queria os "paus" de cimento para durar mais.
Chegadas as "ofertas", o de trás, o do lado e nós respondemos o e-mail de forma parecida: queríamos os paus de cimento antracite, e a madeira tratada incolor, de acabamento reto ou em arco. Essa discussão se deu em uns 10 e-mails, e o vizinho através foi o único que não disse nada.

Ontem de noite o vizinho através responde: que ele gostaria que nós considerássemos a possibilidade de colocar cercas idênticas às já existentes ( de araminho com planta ), que a trepadeira cresce rápido, e que assim ía ficar uniforme com a cerca já colocada pela construtora, que representa melhor os anos 30 - arquitetura que inspirou a construção do bairro, e que acima de tudo "custa 1/3 do preço do pau de cimento com cerca de madeira".
Olha, eu até gaguejava de tanta raiva ao ler o tal e-mail. Porque é que agora, 2 semanas e 10 dias depois que essa fulana vem se pronunciar? E como é que alguém que tem 2 Audis se preocupa com 700 euros que vai ter que pagar numa cerca que vai durar 20 anos?
Aliás, esse lance do dinheiro foi o que mais me irritou, visto que eles instalaram uma lareira linda e obviamente cara antes mesmo de mudar, TODAS, e com isso digo 100% das cortinas da casa são Luxaflex, dum modelo novo carésimo que a Luxaflex patenteou e não pode ser copiado, e que devem ter custado mais de 6 mil euros. E ela vem miguelar 700, 500 euros?
Agora olhem minha situação: meu vizinho de lado tem uma labradora adolescente, super brincalhona e arisquinha, imaginem a latição que vai ser no minuto que a Zoe enxergar o Plato e o Ty através da cerquinha transparente! É porque a trepadeira cresce "rápido", mas esse rápido são 2 anos! Meus piolhos vão viver estressados no quintal.
Imagine que cada casa tem 3 cercas: uma dá para a rua e foi colocada pela construtora, é paupérrima, de araminho verde, e por exigência da prefeitura, uma trepadeira ( ou várias mudas de ) foi plantada pra cobri-la e dar um pouco de privacidade aos moradores. Essa cerca verde é o novo padrão na em Eindhoven, teremos que mantê-la por ao menos 4 anos. Eu detesto trepadeira porque você tem que ficar podando, apesar da prefeitura garantir que vai fazê-lo, e esse tipo que instalaram fica horrível, marrom e seca no inverno.
Aí você tem a cerca de trás, que divide com seu vizinho de trás, e a do lado, que divide com o vizinho do lado. O vizinho "atravessado" é o único com quem não dividimos cerca.
Há algumas semanas, o vizinho de trás tomou a iniciativa de nos consultar a respeito das cercas do meio, quais eram nossas preferências. Todos disseram que queriam que fossem as mesmas para as 4 casas, um disse que queria tudo fechada, o outro que queria os "paus" de cimento para durar mais.
Chegadas as "ofertas", o de trás, o do lado e nós respondemos o e-mail de forma parecida: queríamos os paus de cimento antracite, e a madeira tratada incolor, de acabamento reto ou em arco. Essa discussão se deu em uns 10 e-mails, e o vizinho através foi o único que não disse nada.

Ontem de noite o vizinho através responde: que ele gostaria que nós considerássemos a possibilidade de colocar cercas idênticas às já existentes ( de araminho com planta ), que a trepadeira cresce rápido, e que assim ía ficar uniforme com a cerca já colocada pela construtora, que representa melhor os anos 30 - arquitetura que inspirou a construção do bairro, e que acima de tudo "custa 1/3 do preço do pau de cimento com cerca de madeira".
Olha, eu até gaguejava de tanta raiva ao ler o tal e-mail. Porque é que agora, 2 semanas e 10 dias depois que essa fulana vem se pronunciar? E como é que alguém que tem 2 Audis se preocupa com 700 euros que vai ter que pagar numa cerca que vai durar 20 anos?
Aliás, esse lance do dinheiro foi o que mais me irritou, visto que eles instalaram uma lareira linda e obviamente cara antes mesmo de mudar, TODAS, e com isso digo 100% das cortinas da casa são Luxaflex, dum modelo novo carésimo que a Luxaflex patenteou e não pode ser copiado, e que devem ter custado mais de 6 mil euros. E ela vem miguelar 700, 500 euros?
Agora olhem minha situação: meu vizinho de lado tem uma labradora adolescente, super brincalhona e arisquinha, imaginem a latição que vai ser no minuto que a Zoe enxergar o Plato e o Ty através da cerquinha transparente! É porque a trepadeira cresce "rápido", mas esse rápido são 2 anos! Meus piolhos vão viver estressados no quintal.
domingo, março 1
Hibernando
Uma das coisas que eu mais detesto nesse inverno europeu é que a minha minha preguiça se multiplica por 10.
Preciso ou quero fazer as coisas, mas só de olhar o céu cinza, ameaçando chuva, as árvores peladas balançando com o vento, acabo escolhendo o quentinho confortável do meu casebre.
Mas isso tem que mudar!
Meus cabelos estão enormes, sem corte, secos, preciso ir ao cabeleireiro. Mas e o ânimo? Sábado não fiz nada, podia ter ido, mas tava um tempo horrííííível. Isso sem falar qeu apesar do cabeleireiro ser ótimo, melhor do que qualquer um que eu tive no Brasil ( ele é taiwanês, e não holandês ), eu detesto ir a cabeleireiros.
E faz tempo que estou querendo ir ao cinema, mas também desanimo por causa do frio. Se ainda aqui tivesse shopping center fechadinho como em SP, mas não, tem que estacionar num lugar, andar até o cinema, na saída andar de volta... Tô fora.
E assim as coisas à fazer vão se acumulando: o presente do Bru e o presente da Fê, que fizeram aniversário e ainda não ganharam nada, os tapetinhos da Rituals que eu quero comprar, o corretivo novo que eu preciso repor que está no fim...
Isso sem falar que depois daquela época que estava dormindo mal, parece que tudo que eu fiz e tomei fez efeito de uma vez, ando dormindo pacas. Hoje mesmo, acordei tarde, tirei soneca, e já estou com sono.
Não, não nasci pro frio do hemisfério norte.
Preciso ou quero fazer as coisas, mas só de olhar o céu cinza, ameaçando chuva, as árvores peladas balançando com o vento, acabo escolhendo o quentinho confortável do meu casebre.
Mas isso tem que mudar!
Meus cabelos estão enormes, sem corte, secos, preciso ir ao cabeleireiro. Mas e o ânimo? Sábado não fiz nada, podia ter ido, mas tava um tempo horrííííível. Isso sem falar qeu apesar do cabeleireiro ser ótimo, melhor do que qualquer um que eu tive no Brasil ( ele é taiwanês, e não holandês ), eu detesto ir a cabeleireiros.
E faz tempo que estou querendo ir ao cinema, mas também desanimo por causa do frio. Se ainda aqui tivesse shopping center fechadinho como em SP, mas não, tem que estacionar num lugar, andar até o cinema, na saída andar de volta... Tô fora.
E assim as coisas à fazer vão se acumulando: o presente do Bru e o presente da Fê, que fizeram aniversário e ainda não ganharam nada, os tapetinhos da Rituals que eu quero comprar, o corretivo novo que eu preciso repor que está no fim...
Isso sem falar que depois daquela época que estava dormindo mal, parece que tudo que eu fiz e tomei fez efeito de uma vez, ando dormindo pacas. Hoje mesmo, acordei tarde, tirei soneca, e já estou com sono.
Não, não nasci pro frio do hemisfério norte.
sexta-feira, fevereiro 27
What-ever
Tjá, como diriam os holandeses.
Eu não posso falar nada sobre bebês, mães, gravidez, parto aqui que o povo já acha que eu estou me digladiando para decidir se terei ou não filhos, ou que eu estou fazendo alguma apologia anti ou a favor da maternidade.
Kom op Pípol, esse barco já zarpou! Já pensei, matutei, e tomei minha decisão, que é íntima e não será discutida aqui. Estou certa do que quero, foi um alívio ter finalmente decidido, e a vida continua!
Uma grande amiga acabou de ter bebê, outra com quem troco e-mails frequentemente idem, e assim como comento aqui de outras coisas do meu dia-a-dia, comentarei aqui das minhas amigas mães de primeira-viagem.
Ah, povo, A gente muda com o tempo. Eu não me conformava da mulherada vir pra cá e viver às custas de marido, morria de medo da holandesada achar que somos todas assim e isso acabar prejudicando minhas chances de conseguir um bom emprego. Sei lá se prejudicou, vai ver que sim, mas no fim, custou mas cá estou eu, com meu empreguinho, minha casinha, minhas viagenzinhas... Falta meu carrinho! Tenho momentos de grandes preocupações, como agora com essa crise, mas no geral, sou bem feliz.
Acho que no fundo eu tinha a ilusão de que alguém fosse mudar de opinião só porque eu escrevi alguma coisa no blog, mas até parece que a fulana que acha um "privilégio" ter um marido que a sustente, vai mudar de opinião só por minha causa. Ho ho ho.
E no fim, a vida é assim, a gente acha que é A hoje, amanhã achará que é B. E cada um vai escolher o que fazer das suas vidas, independente de eu, ou de alguém pensar ao contrário. E eu vou continuar me achando no direito de não ter muito contato com as "mãezuxas", afinal não partilhamos dos mesmos valores, então o que se ganha em ficar dando murro em ponta de faca?
Eu não posso falar nada sobre bebês, mães, gravidez, parto aqui que o povo já acha que eu estou me digladiando para decidir se terei ou não filhos, ou que eu estou fazendo alguma apologia anti ou a favor da maternidade.
Kom op Pípol, esse barco já zarpou! Já pensei, matutei, e tomei minha decisão, que é íntima e não será discutida aqui. Estou certa do que quero, foi um alívio ter finalmente decidido, e a vida continua!
Uma grande amiga acabou de ter bebê, outra com quem troco e-mails frequentemente idem, e assim como comento aqui de outras coisas do meu dia-a-dia, comentarei aqui das minhas amigas mães de primeira-viagem.
Ah, povo, A gente muda com o tempo. Eu não me conformava da mulherada vir pra cá e viver às custas de marido, morria de medo da holandesada achar que somos todas assim e isso acabar prejudicando minhas chances de conseguir um bom emprego. Sei lá se prejudicou, vai ver que sim, mas no fim, custou mas cá estou eu, com meu empreguinho, minha casinha, minhas viagenzinhas... Falta meu carrinho! Tenho momentos de grandes preocupações, como agora com essa crise, mas no geral, sou bem feliz.
Acho que no fundo eu tinha a ilusão de que alguém fosse mudar de opinião só porque eu escrevi alguma coisa no blog, mas até parece que a fulana que acha um "privilégio" ter um marido que a sustente, vai mudar de opinião só por minha causa. Ho ho ho.
E no fim, a vida é assim, a gente acha que é A hoje, amanhã achará que é B. E cada um vai escolher o que fazer das suas vidas, independente de eu, ou de alguém pensar ao contrário. E eu vou continuar me achando no direito de não ter muito contato com as "mãezuxas", afinal não partilhamos dos mesmos valores, então o que se ganha em ficar dando murro em ponta de faca?
quinta-feira, fevereiro 26
Pô, Paca!
Pô, amiga Paca... Então tão querendo me enganar, é? E a tal história de que a gravidez é um momento MÁÁÁÁÁGICO na vida da mulher*?
Como eu disse num e-mail que troquei com a Paca, eu tenho a solução. Leite infantil de caixinha, 20 mamadeiras, 10 pronta pra uso no treco esterilizador e 10 na lava-louças, compras online do AH pra não perder tempo, lavaroupa e secadora ( estender no varal, tais brincando? ), aquelas cadeirinhas que cachoalham sozinha, e 1 mês antes de ir voltar ao trabalho já mandar a criança pra creche uns 3 dias por semana meio período, assim a mãe dorme e se prepara pra voltar à labuta.
Fácil, fácil, mole, mole.
* Para entenderem esse post, leiam os últimos posts da Pacamanca, link ali do lado.
Como eu disse num e-mail que troquei com a Paca, eu tenho a solução. Leite infantil de caixinha, 20 mamadeiras, 10 pronta pra uso no treco esterilizador e 10 na lava-louças, compras online do AH pra não perder tempo, lavaroupa e secadora ( estender no varal, tais brincando? ), aquelas cadeirinhas que cachoalham sozinha, e 1 mês antes de ir voltar ao trabalho já mandar a criança pra creche uns 3 dias por semana meio período, assim a mãe dorme e se prepara pra voltar à labuta.
Fácil, fácil, mole, mole.
* Para entenderem esse post, leiam os últimos posts da Pacamanca, link ali do lado.
quarta-feira, fevereiro 25
Papo de mulherzinha
Vocês já se meteram a se vestir diferente e na hora H amarelam?
Pois então… Em comprei a tal bota da DuoBoots, até quase o joelho. Aqui na Holanda, o povo costuma usar essas botas de cano longo com uma calça que vá até o joelho ou ligeiramente abaixo do joelho, assim as botas ficam expostas. Ou usam saias, que de moteeenha é inviável. No Brasil, ninguém usa "bermudão" com botas, e eu sempre achei a idéia estranha, mesmo já morando aqui a tantos anos.
Eis que o advento da compra das botas de cano longo me puseram a pensar que ficaria bonito com uma calça curta. Revirei o país procurando uma calça social curta, e finalmente achei uma. Adquirida a peça, "montei" a produção: calça curta de lãzinha marrom, botas marrom, camisa social branca ( pode também ser rosa clarinha ), e uma blusinha marrom por cima pro caso de esfriar. Na hora de sair de casa, quem diz que rolou? Amarelei. Fiquei me olhando no espelho e questionando se estava legal mesmo. Eu achei legal, mas e os outros? Será que eu não estaria parecendo uma palhaça, de calças curtas e botas compridas?
Essa é a calça que comprei, só que em marrom, e vou usar sem o "cinto":
Pois então… Em comprei a tal bota da DuoBoots, até quase o joelho. Aqui na Holanda, o povo costuma usar essas botas de cano longo com uma calça que vá até o joelho ou ligeiramente abaixo do joelho, assim as botas ficam expostas. Ou usam saias, que de moteeenha é inviável. No Brasil, ninguém usa "bermudão" com botas, e eu sempre achei a idéia estranha, mesmo já morando aqui a tantos anos.
Eis que o advento da compra das botas de cano longo me puseram a pensar que ficaria bonito com uma calça curta. Revirei o país procurando uma calça social curta, e finalmente achei uma. Adquirida a peça, "montei" a produção: calça curta de lãzinha marrom, botas marrom, camisa social branca ( pode também ser rosa clarinha ), e uma blusinha marrom por cima pro caso de esfriar. Na hora de sair de casa, quem diz que rolou? Amarelei. Fiquei me olhando no espelho e questionando se estava legal mesmo. Eu achei legal, mas e os outros? Será que eu não estaria parecendo uma palhaça, de calças curtas e botas compridas?
Essa é a calça que comprei, só que em marrom, e vou usar sem o "cinto":
terça-feira, fevereiro 24
Dinheiro não traz felicidade... compra!
Tô achando que a mulherada toda que fica falando que filho recém nascido dá trabalho, que parto detona a gente, tá mesmo é fazendo corpo mole! Molíssimo!
Olha a Claudia Leite aí pra mostrar pra gente!
Não faz nem um mês que o filho nasceu e ela já está trabalhando, com o corpitcho nos trinques, acha tempo pra ficar 5 horas sacolejando no carnaval...
A Globo até mostrou como ela é uma super-mãe: veja aqui
O que a Globo não mostra é o exército por trás dela ajudando na maratona. Na matéria da Globo, contei 7 ajudantes, incluíndo a médica que deve estar lá de plantão pra saber que o bebê fica 24 horas "pendurado no peito", a personal trainner, que deve ficar a disposição pra coordenar as tais 3 horas de malhação por dia enquanto o bebê dorme.
Acho o fim da picada, essa senhora ficar fazendo campanhazinha pela amamentação, mostrando como é possível entrar em forma, voltar a trabalhar em ritmo record, sem mencionar o dinheiro todo qué necessário para se cercar de gente que faça isso tudo possível.
Eu, no lugar dela, faria exatamente o mesmo, pagaria todo esse povo pra que eu pudesse ficar o dia todo só babando meu filho, mas ela, vindo de onde veio, olhando ao seu redor, deveria fazer uma campanha diferente, deveria mostrar como seria impossível se ela não tivesse essa parafernália de gente toda atrás dela, como seria difícil se ela fosse uma mãe de classe média baixa, que trabalha sem carteira assinada, e tem que voltar a trabalhar em 1 mês porque senão não tem comida na mesa.
Porque é lindo ver o sucesso de gente rica, mas o que tem mais no Brasil, Marias que tem que deixar o filho de 1 mês com qualquer um que possa ajudar pra ela poder voltar ao trabalho, ou Claudias, que tem um séquito de empregadas, vai trabalhar de helicóptero, e obviamente não sabe nem quanto é o salário mínimo brasileiro?
segunda-feira, fevereiro 23
Curvas ou banhas?
A diferença entre uma mulher com curvas e gorda pode estar num vestido. E nesse caso preto, que deveria emagrecer...

Acho ótimo quando uma pessoa famosa ergue a voz pra dizer que não vai passar fome pra só pra entrar num vestido número 2, primeiro porque sou gorda, segundo porque acho mesmo ilógico uma cantora que tem que dançar e pular num palco, num vídeo, ou whatever, viver a base de alfacinha. Aliás, acho ilógico qualquer um viver a base de alfacinha, mas vou ficar quieta, senão logo uma dona qualquer vai apontar que eu só digo isso por causa das minha próprias banhas. Mas a "curvilínea por opção" tem que aprender a vestir as curvas, né não? Bom, nem Gisele B. ficaria bem nesse vestido de tecido de sofá da Beyoncé, mas a cantora, que eu acho linda, está o bofão nessa roupa. Aliás, alguém precisa dizer pra ela parar de tentar empurrar essa House of Dereon, a não ser que ela contrate um designer melhorzinho, porque eu NUNCA vi um vestido HofD bonito. Ever. Só sei que, como diria Katylene, essa foto foi minha vomytadinha do dia.
Achei que esse ano tinha muito vestido bonito no Oscar. Quem estava super super super bem era a Jeniffer Aniston, um vestido lindo, uma cara saudável, uma corzinha de quem corre na praia de manhã, uma carinha feliz... Totalmente o contrário da Angelina, que como muito bem apelidou Dr. Ana, parecia a Mortícia Adams. Cansey daquela cara blasé dela, de quem está ali contrariada, de quem não quer falar com ninguém. Fowfa, muda pro Nepal com suas crianças e virem todos monges budistas.
Penélope estava linda, Natalie Portman, Heidi Klum, aquela negra do filme do Brad Adams Pitt também.
E as jóias, u-lá-lá

Acho ótimo quando uma pessoa famosa ergue a voz pra dizer que não vai passar fome pra só pra entrar num vestido número 2, primeiro porque sou gorda, segundo porque acho mesmo ilógico uma cantora que tem que dançar e pular num palco, num vídeo, ou whatever, viver a base de alfacinha. Aliás, acho ilógico qualquer um viver a base de alfacinha, mas vou ficar quieta, senão logo uma dona qualquer vai apontar que eu só digo isso por causa das minha próprias banhas. Mas a "curvilínea por opção" tem que aprender a vestir as curvas, né não? Bom, nem Gisele B. ficaria bem nesse vestido de tecido de sofá da Beyoncé, mas a cantora, que eu acho linda, está o bofão nessa roupa. Aliás, alguém precisa dizer pra ela parar de tentar empurrar essa House of Dereon, a não ser que ela contrate um designer melhorzinho, porque eu NUNCA vi um vestido HofD bonito. Ever. Só sei que, como diria Katylene, essa foto foi minha vomytadinha do dia.
Achei que esse ano tinha muito vestido bonito no Oscar. Quem estava super super super bem era a Jeniffer Aniston, um vestido lindo, uma cara saudável, uma corzinha de quem corre na praia de manhã, uma carinha feliz... Totalmente o contrário da Angelina, que como muito bem apelidou Dr. Ana, parecia a Mortícia Adams. Cansey daquela cara blasé dela, de quem está ali contrariada, de quem não quer falar com ninguém. Fowfa, muda pro Nepal com suas crianças e virem todos monges budistas.
Penélope estava linda, Natalie Portman, Heidi Klum, aquela negra do filme do Brad Adams Pitt também.
E as jóias, u-lá-lá
Mais de mil palhaços no salão...
Não trabalho amanhã e terça. Aleluia.
Ainda não estou conseguindo dormir direito, sábado fui dormir 2 da manhã e acordei lá pelas 9, o que não é tão mal. Hoje eu deitei no meu sofá predileto com uma mantinha e tirei aquele cochilo... Aquele cochilo de quase 2 horas valeram mais que as 7 horas de sono da noite anterior, estou outra.
E acabei de assistir Sisterhood of the travelling pants 2. Já tinha gostado do 1, gostei desse também. Levinho, com paisagens lindas da Grécia. Aliás, eu queria tanto conhecer esse lado mais "normal" da Grécia, mas tudo o que eu vi foi turismão, turismão e mais turismão. Também, eu fui pra Creta, queria o quê, né? Parte da história se passa em Santorini, me parece lindo de morrer, mas eu imagino que não deva ser daquele jeito que mostra, deve ser lotadaço. Hmpf...
Sábado fui ao Centro de Compras, e passei na agência de turismo pra pegar umas brochuras. Eu já cheguei a passar uma hora na fila esperando pra ser atendida, mas nesse sábado encontrei apenas 1 das 5 atendentes trabalhando e num uma alma dentro da loja. Ó, os preços vão ter que baixar muito pra eu pode bancar duas semaninha sem Julho. Mooooito.
E aproveitei pra procurar um Huispak, sabem o que é? É "roupa de ficar em casa". Parece um desses conjuntinhos de moletom, pode ser também num tecidinho aveludado, que eu estou evitando porque é sintético. Aqui, como a holandesada deixa o aquecedor nos 21 graus ( os generosos ) pra economizar no gás, a gente precisa usar uma roupa mais quentinha pra ficar em casa. Eu, particularmente, quando chego em casa preciso IMEDIATAMENTE trocar de roupas, e colocar pijamão já as 6 da tarde não rola, né? Aí vai o tal huispak. Acho uma idéia legal, quem sabe amanhã saio pra dar umas voltas e acho um? E onde você moram, usam essas roupas de ficar em casa?
Ainda não estou conseguindo dormir direito, sábado fui dormir 2 da manhã e acordei lá pelas 9, o que não é tão mal. Hoje eu deitei no meu sofá predileto com uma mantinha e tirei aquele cochilo... Aquele cochilo de quase 2 horas valeram mais que as 7 horas de sono da noite anterior, estou outra.
E acabei de assistir Sisterhood of the travelling pants 2. Já tinha gostado do 1, gostei desse também. Levinho, com paisagens lindas da Grécia. Aliás, eu queria tanto conhecer esse lado mais "normal" da Grécia, mas tudo o que eu vi foi turismão, turismão e mais turismão. Também, eu fui pra Creta, queria o quê, né? Parte da história se passa em Santorini, me parece lindo de morrer, mas eu imagino que não deva ser daquele jeito que mostra, deve ser lotadaço. Hmpf...
Sábado fui ao Centro de Compras, e passei na agência de turismo pra pegar umas brochuras. Eu já cheguei a passar uma hora na fila esperando pra ser atendida, mas nesse sábado encontrei apenas 1 das 5 atendentes trabalhando e num uma alma dentro da loja. Ó, os preços vão ter que baixar muito pra eu pode bancar duas semaninha sem Julho. Mooooito.
E aproveitei pra procurar um Huispak, sabem o que é? É "roupa de ficar em casa". Parece um desses conjuntinhos de moletom, pode ser também num tecidinho aveludado, que eu estou evitando porque é sintético. Aqui, como a holandesada deixa o aquecedor nos 21 graus ( os generosos ) pra economizar no gás, a gente precisa usar uma roupa mais quentinha pra ficar em casa. Eu, particularmente, quando chego em casa preciso IMEDIATAMENTE trocar de roupas, e colocar pijamão já as 6 da tarde não rola, né? Aí vai o tal huispak. Acho uma idéia legal, quem sabe amanhã saio pra dar umas voltas e acho um? E onde você moram, usam essas roupas de ficar em casa?
sexta-feira, fevereiro 20
Help pípol, plííís...
Você conhece um ou vários truques para dormir bem?
Eu já não sei o que fazer. Pareço um desenho da Disney com o Pateta: passo o dia pingando de sono, e quando deito na cama, o olho estala e o sono vai-se embora.
Esta semana inteirinha dormi uma base de 6 horas por noite, estou um bagaço. Sábado e domingo passado acordei 6 da matina e não consegui mais dormir. O resto da semana fui pra cama às 10 da noite, mas necas de pegar no sono antes da 1. Infernal!
Se eu tivesse uma cara de pau a mais, ía na médica pedir rosinha. Sou uma mulher desesperada.
Hoje anunciaram que meu departamento não terá demissões, pelo menos não nessa "leva", ou seja, estamos razoavelmente salvos até setembro. Quem sabe eu não tinha perdido o sono de preocupação e essa noite eu durmo?
Acabei de tomar um dramin, um chá quentinho, estou de pijama lavado-e-passado ( olha o desespero, até passar pijama eu passei ), banho tomado, lençóis frescos. Vamos ver se rola umas 8 horas pelo menos.
Eu já não sei o que fazer. Pareço um desenho da Disney com o Pateta: passo o dia pingando de sono, e quando deito na cama, o olho estala e o sono vai-se embora.
Esta semana inteirinha dormi uma base de 6 horas por noite, estou um bagaço. Sábado e domingo passado acordei 6 da matina e não consegui mais dormir. O resto da semana fui pra cama às 10 da noite, mas necas de pegar no sono antes da 1. Infernal!
Se eu tivesse uma cara de pau a mais, ía na médica pedir rosinha. Sou uma mulher desesperada.
Hoje anunciaram que meu departamento não terá demissões, pelo menos não nessa "leva", ou seja, estamos razoavelmente salvos até setembro. Quem sabe eu não tinha perdido o sono de preocupação e essa noite eu durmo?
Acabei de tomar um dramin, um chá quentinho, estou de pijama lavado-e-passado ( olha o desespero, até passar pijama eu passei ), banho tomado, lençóis frescos. Vamos ver se rola umas 8 horas pelo menos.
quinta-feira, fevereiro 19
Nasceu o Sven, filho da Holandesa!
Agora, com a devida autorização da mãe, posso dar a notícia.
Nasceu o Sven, filho da Holandesa.
O parto começou no dia 17 de noitinha, Holandesa foi para o hospital, pela manhã foi decidido por uma cesárea.
Sven nasceu com 3.430 kg, 50 cm, e está bem. Segunda a Holandesa ele se parece bem com o pai ( deve ser ultra loirinho ), mas tem os lábios e orelhas dela. Enquanto estávamos ao telefone o pai dava o primeiro banho no bebê. Sven está aprendendo a mamar e segundo a Holandesa é um bom menino.
Ela está se recuperando da cirurgia, e tudo está indo como esperado. O bebê fica com ela o tempo todo, e ela está tendo ótima assistência no hospital.
Deixo aqui não só a notícia para todos que estavam esperando, mas meus desejos de muita muita muita felicidade para a Família Holandesa e principalmente boas vindas ao Sven. Que a vida dele seja cheia de risos, abraços, chamegos, aventuras, gatinhos, chococalates, kermis, Efteling e Disneyland, castelos de areia, sorvetes que lambuzam o rosto e as mãos, enfim, muito daquilo que faz nossa vida um tantico mais feliz.
Nasceu o Sven, filho da Holandesa.
O parto começou no dia 17 de noitinha, Holandesa foi para o hospital, pela manhã foi decidido por uma cesárea.
Sven nasceu com 3.430 kg, 50 cm, e está bem. Segunda a Holandesa ele se parece bem com o pai ( deve ser ultra loirinho ), mas tem os lábios e orelhas dela. Enquanto estávamos ao telefone o pai dava o primeiro banho no bebê. Sven está aprendendo a mamar e segundo a Holandesa é um bom menino.
Ela está se recuperando da cirurgia, e tudo está indo como esperado. O bebê fica com ela o tempo todo, e ela está tendo ótima assistência no hospital.
Deixo aqui não só a notícia para todos que estavam esperando, mas meus desejos de muita muita muita felicidade para a Família Holandesa e principalmente boas vindas ao Sven. Que a vida dele seja cheia de risos, abraços, chamegos, aventuras, gatinhos, chococalates, kermis, Efteling e Disneyland, castelos de areia, sorvetes que lambuzam o rosto e as mãos, enfim, muito daquilo que faz nossa vida um tantico mais feliz.
terça-feira, fevereiro 17
Cansada
Eu gostaria muito, muito mesmo de ser diferente, de não me preocupar tanto com as coisas, de deixar a vida me levar. Mas não consigo.
Está na primeira página de todos os jornais, e hoje apareceu na TV: minha empresa está se preparando para mandar um tanto embora no fim do mês, e em Junho três vezes esse tanto.
É difícil você chegar no trabalho de manhã, toda animadinha, e dar de cara com uma equipe de TV dizendo, com aquele tom dramático, que ao fim do mês, qualquer um pode estar "na rua da amargura".
A empresa está fazendo lobby para que o governo tome alguma medida que os beneficie, isenção de impostos, aumento no prazo e no conteúdo da redução da jornada de trabalho, então eles querem mais é que TV's e jornais pintem o diabo para o público. Nós, os funcionários, ficamos no meio, que nem joões-bobos, tomando porrada, sem saber pra que lado cair. Todos estamos cansados, dá vontade de ir fazer passeata chorosa pro cretino do primeiro ministro sair de cima de muro e tomar uma decisão. Nunca, nunca mesmo, tive asco maior por políticos como o que eu sinto agora por esse Meneer B@lkanende e seus comparsas. E pensar que pra gente o fim da picada era o "rouba mas faz". Bola murcha...
Sabem, eu me preocupo primeiro comigo, é claro, mas tenho uma boa esperança de que meu departamento não vá ser tão afetado ( toc toc toc ), mas é terrível ver a apreensão dos que estão em situação mais difícil que a minha. E eu tenho trauma, devo ter passado por uns 7 ou 8 facões já na vida, ver os olhos desesperados de quem acabou de perder o emprego é terrível.
Estou me sentindo emocionalmente dreanada, acho que na semana que vem vou tirar um diazinho livre pra dormir até mais tarde, dar umas voltinhas no centro da cidade e assistir TV com meus piolhos na sala.
Alguém aqui sabe me dizer quantos minutos faltam para 2009 acabar?
Está na primeira página de todos os jornais, e hoje apareceu na TV: minha empresa está se preparando para mandar um tanto embora no fim do mês, e em Junho três vezes esse tanto.
É difícil você chegar no trabalho de manhã, toda animadinha, e dar de cara com uma equipe de TV dizendo, com aquele tom dramático, que ao fim do mês, qualquer um pode estar "na rua da amargura".
A empresa está fazendo lobby para que o governo tome alguma medida que os beneficie, isenção de impostos, aumento no prazo e no conteúdo da redução da jornada de trabalho, então eles querem mais é que TV's e jornais pintem o diabo para o público. Nós, os funcionários, ficamos no meio, que nem joões-bobos, tomando porrada, sem saber pra que lado cair. Todos estamos cansados, dá vontade de ir fazer passeata chorosa pro cretino do primeiro ministro sair de cima de muro e tomar uma decisão. Nunca, nunca mesmo, tive asco maior por políticos como o que eu sinto agora por esse Meneer B@lkanende e seus comparsas. E pensar que pra gente o fim da picada era o "rouba mas faz". Bola murcha...
Sabem, eu me preocupo primeiro comigo, é claro, mas tenho uma boa esperança de que meu departamento não vá ser tão afetado ( toc toc toc ), mas é terrível ver a apreensão dos que estão em situação mais difícil que a minha. E eu tenho trauma, devo ter passado por uns 7 ou 8 facões já na vida, ver os olhos desesperados de quem acabou de perder o emprego é terrível.
Estou me sentindo emocionalmente dreanada, acho que na semana que vem vou tirar um diazinho livre pra dormir até mais tarde, dar umas voltinhas no centro da cidade e assistir TV com meus piolhos na sala.
Alguém aqui sabe me dizer quantos minutos faltam para 2009 acabar?
segunda-feira, fevereiro 16
Gotas de Pinho Alabarda
- Meu presente de dia dos namorados holandês foi uma visitinha ao centro de reciclagem ( vulgo lixão ) com um carro lotado de tralhas. Não podia ter tido presente melhor.
- Fim de semana razoavelmente ensolarado, apesar do frio. Início de semana cinza, frio e garoento. Preciso de uns dias ao sol.
- Que absurdo o caso da barriga brasileira na Suiça, hein? Sem julgar a moça, afinal é óbvio que ela precisa de tratamento psiquiátrico, mas quem é que iniciou "a notícia"? Estão culpando a Globo, mas eu vi até aqui no jornal. E não vi nenhum verbo condicional sendo usado, ninguém disse que a brasileira "teria sido agredida por skinheads".
- Prometi que não vou mais me preocupar com a crise, com os cortes na empresa. Mas eu tava pensando... se eu for guilhotinada, sabe que emprego eu vou procurar? Gerente de loja do AH. Será que ganha muito pouco? Eu ía adorar!
- Overdose de seriados esse findi: assisti bem uns 10 episódios de House, uns 5 de Desperate Housewife, sem falar nos meus de sempre, Grey's Anatomy, Private Practice, 90210, Gossip Girl, Smallville. Comecei assistir Fringe, o primeiro episódio duplo é legal, vamos ver o resto. Ah, e não posso esquecer, faltam só 2 episódios da 5a. temporada de 24.
- Meus piolhos estão mais lindos do que nunca. A vizinha comprou um Chartreuse ( o gato da Sheba ), eu babo no filhotinho. Se pudesse, aumentava a família.
- Me disseram que eu devia abrir uma tendinha de consultas exotéricas. Tudo que eu tenho a declarar é que eu não tenho poder algum do outro mundo, só um bom raciocínio lógico.
E rumbora que sexta-feira é carnaval. Como se isso fosse grandes coisas por aqui. Se bem que... em Brabant tem carnaval.
- Fim de semana razoavelmente ensolarado, apesar do frio. Início de semana cinza, frio e garoento. Preciso de uns dias ao sol.
- Que absurdo o caso da barriga brasileira na Suiça, hein? Sem julgar a moça, afinal é óbvio que ela precisa de tratamento psiquiátrico, mas quem é que iniciou "a notícia"? Estão culpando a Globo, mas eu vi até aqui no jornal. E não vi nenhum verbo condicional sendo usado, ninguém disse que a brasileira "teria sido agredida por skinheads".
- Prometi que não vou mais me preocupar com a crise, com os cortes na empresa. Mas eu tava pensando... se eu for guilhotinada, sabe que emprego eu vou procurar? Gerente de loja do AH. Será que ganha muito pouco? Eu ía adorar!
- Overdose de seriados esse findi: assisti bem uns 10 episódios de House, uns 5 de Desperate Housewife, sem falar nos meus de sempre, Grey's Anatomy, Private Practice, 90210, Gossip Girl, Smallville. Comecei assistir Fringe, o primeiro episódio duplo é legal, vamos ver o resto. Ah, e não posso esquecer, faltam só 2 episódios da 5a. temporada de 24.
- Meus piolhos estão mais lindos do que nunca. A vizinha comprou um Chartreuse ( o gato da Sheba ), eu babo no filhotinho. Se pudesse, aumentava a família.
- Me disseram que eu devia abrir uma tendinha de consultas exotéricas. Tudo que eu tenho a declarar é que eu não tenho poder algum do outro mundo, só um bom raciocínio lógico.
E rumbora que sexta-feira é carnaval. Como se isso fosse grandes coisas por aqui. Se bem que... em Brabant tem carnaval.
sexta-feira, fevereiro 13
Sexta-feira 13
Ontem estávamos olhando promoções em concessionárias e sériamente pensando em comprar um carrinho novo.
Ante-ontem estávamos olhando um hotel legal em Rhodes pra passar as férias de julho.
Hoje recebo a notícia de que a empresa demitirá 40% dos funcionários de escritório, 10% nos próximos 3 dias, quebrando assim o acordo com o sindicato.
Ninguém mais sabe o que pensar...
E do meu lado, o Bonitinho se prepara para o dia dos namorados amanhã, e adota uma galinha pra namorada: "olha, ela pode acompanhar o ovo quebrando, a penácea crescendo, tudo pela webcam". Eu pensei: neguinho coloca 1 webcam em 1 galinha e vende a adoção 300 vezes. Mas fiquei quieta. O dia tá brabo demais, deixa o garoto adotar uma penácea pra namorada.
Melhor que o outro que comprou uma fritadeira.
Ante-ontem estávamos olhando um hotel legal em Rhodes pra passar as férias de julho.
Hoje recebo a notícia de que a empresa demitirá 40% dos funcionários de escritório, 10% nos próximos 3 dias, quebrando assim o acordo com o sindicato.
Ninguém mais sabe o que pensar...
E do meu lado, o Bonitinho se prepara para o dia dos namorados amanhã, e adota uma galinha pra namorada: "olha, ela pode acompanhar o ovo quebrando, a penácea crescendo, tudo pela webcam". Eu pensei: neguinho coloca 1 webcam em 1 galinha e vende a adoção 300 vezes. Mas fiquei quieta. O dia tá brabo demais, deixa o garoto adotar uma penácea pra namorada.
Melhor que o outro que comprou uma fritadeira.
quarta-feira, fevereiro 11
O legado ( não é título de novela )
de legar
s. m.,
dom que se faz por testamento;
fig.,
aquilo que uma geração transmite a outra.
Vira e mexe algo que eu leio aqui nos comentários ou em outros blogs fica ali num cantinho do cé"l"ebro sendo processado, pinicando, como se eu devesse dar um pouco mais de atenção àquele fato.
Outro dia li, não lembro onde, "tenho filhos, tenho um legado". E fiquei pensando... Acho que o que a pessoa quis dizer é que ela está deixando um legado ao mundo, e partindo do princípio que a colocação é essa, eu fiquei matutando... Porquê é que o ser humano tem essa necessidade de deixar sua marca no mundo, ou de ser reconhecido publicamente por algo, ou de deixar algo para as gerações futuras?
Será que Fulano, uma pessoa mesquinha, egoísta, malvadinha mesmo, que deixa um filho no mundo, ou constrói um lindo prédio, ou paga por uma estátua numa praça pública, é melhor que o Ciclano, que não deixa filhos nem tostão, mas que durante sua vida foi uma pessoa bondosa, generosa, legal?
Será que a importância do ser humano está no que ele dá ao mundo depois que morre, ou no que ele dá enquanto está vivo? O valor está em coisas ou ações?
Sei lá, talvez eu esteja errada, mas eu ligo a palavra "legado" à soberba, a uma necessidade de ser reconhecido e admirado não por qualidades próprias, mas por algo externo a si mesmo. Aliás, ligo a palavra à necessidade de ser admirado - ponto final -, e isso eu não entendo: será que todo mundo quer ser admirado? Será que é anormal querer simplesmente viver sua vidinha na santa paz de Deus?
Não sei como os outros são, nunca conversei com amigos sobre esse assunto, mas eu, pessoalmente, não tenho a mínima necessidade de ser lembrada quando me for. Para mim, o que importa é o aqui, o agora. Importa é ser uma amiga legal, uma boa filha, tia, irmã, vizinha, esposa... Vou viver bem minha vida e ser lembrada pelos meus sobrinhos como a Tita Louca, a tia que se mudou pras terras geladas, e os filhos deles talvez me conheçam e talvez falem para seus filhos de mim. Mas num determinado momento eu deixarei de existir, porque não estarei na memória de ninguém, e quando esse dia chegar, tudo bem. All-is-fine.
s. m.,
dom que se faz por testamento;
fig.,
aquilo que uma geração transmite a outra.
Vira e mexe algo que eu leio aqui nos comentários ou em outros blogs fica ali num cantinho do cé"l"ebro sendo processado, pinicando, como se eu devesse dar um pouco mais de atenção àquele fato.
Outro dia li, não lembro onde, "tenho filhos, tenho um legado". E fiquei pensando... Acho que o que a pessoa quis dizer é que ela está deixando um legado ao mundo, e partindo do princípio que a colocação é essa, eu fiquei matutando... Porquê é que o ser humano tem essa necessidade de deixar sua marca no mundo, ou de ser reconhecido publicamente por algo, ou de deixar algo para as gerações futuras?
Será que Fulano, uma pessoa mesquinha, egoísta, malvadinha mesmo, que deixa um filho no mundo, ou constrói um lindo prédio, ou paga por uma estátua numa praça pública, é melhor que o Ciclano, que não deixa filhos nem tostão, mas que durante sua vida foi uma pessoa bondosa, generosa, legal?
Será que a importância do ser humano está no que ele dá ao mundo depois que morre, ou no que ele dá enquanto está vivo? O valor está em coisas ou ações?
Sei lá, talvez eu esteja errada, mas eu ligo a palavra "legado" à soberba, a uma necessidade de ser reconhecido e admirado não por qualidades próprias, mas por algo externo a si mesmo. Aliás, ligo a palavra à necessidade de ser admirado - ponto final -, e isso eu não entendo: será que todo mundo quer ser admirado? Será que é anormal querer simplesmente viver sua vidinha na santa paz de Deus?
Não sei como os outros são, nunca conversei com amigos sobre esse assunto, mas eu, pessoalmente, não tenho a mínima necessidade de ser lembrada quando me for. Para mim, o que importa é o aqui, o agora. Importa é ser uma amiga legal, uma boa filha, tia, irmã, vizinha, esposa... Vou viver bem minha vida e ser lembrada pelos meus sobrinhos como a Tita Louca, a tia que se mudou pras terras geladas, e os filhos deles talvez me conheçam e talvez falem para seus filhos de mim. Mas num determinado momento eu deixarei de existir, porque não estarei na memória de ninguém, e quando esse dia chegar, tudo bem. All-is-fine.
terça-feira, fevereiro 10
Um pouco mais de cores...
Minha família, por parte do meu avô materno, é italiana, duma cidade perto de Padova. Há muitos anos, ainda no Brasil, comecei a ir atrás da papelada pra requerer a cidadania italiana. Com toda a papelada na mão fui à um desses advogados que cuidam de processos de pedido de cidadania italiana e ele me avisou: vai ser caro e demorado. Mesmo assim, eu comecei o processo. Naquela época eu pensava: com as coisas feias no Brasil, poder trabalhar legalmente na Europa é uma dádiva.
Para mim, que só conhecia a Europa à passeio, todos os países que visitei pareciam ótimos para se morar.
Hoje estou aqui, já a 6 anos quase, e mil vezes por dia penso em como seria bom se eu desse uma de louca e convencesse FH a imigrar para outro país. Sabem, fora algumas esquisitices desse povo, eu até gosto das coisas aqui na Holanda, mas esse frio... Não é só o frio, é esse céu cinza, essas árvores peladas, me deprime demais! Desde o sábado não se vê o sol, e não há previsão de melhora tão cedo. Lá no fundo tem uma vozinha perguntando: Adriana, você vai conseguir encarar isso por mais 30 anos?
Sei lá, povo, sei lá. O clima e a língua, duas coisas que me fazem infeliz. Mas será que em outros países com clima melhor e uma língua mais "user friendly" eu seria mesmo mais feliz? De novo, sei lá. Eu leio blogs de brasileiras em outros países europeus e algumas me parecem passar por até mais dificuldades. Por exemplo, morar no Sul da Espanha, perto da praia, falando espanhol, quentinha praticamente o ano todo, o paraíso, né? Só que essa região tem um dos mais altos índices de desemprego da Europa, e um dos menores níveis salariais. Então eu teria o sol, mas não teria grana pra aproveitá-lo. E sinceramente, vocês já perceberam que eu não lido muito bem com a pindaíba, né?
Bart outro dia falou em mudar para a Philips da Inglaterra, a divisão dele tem escritórios em Southport. Bom, já resolvia o problema da língua, e casas no UK podem ser mais baratas que na Holanda. Só que, pesquisando o weather channel, tem ainda menos dias de sol que aqui. Isso sem falar que as fotos da região não são lá nenhuma Brastemp.
No fim, é aquela história, quem é medroso como nós, prefere lidar com os problemas conhecidos do que se jogar numa aventura que pode resolver esses problemas, mas também trazer outros, que não temos idéia do que seriam.
Já me disseram que vida de imigrante sempre é acompanhada de um descontentamento ou outro com relação ao país escolhido para morar. Será? Não consigo mesmo imaginar o problema que uma pessoa pode ter na Austrália, por exemplo. Falando inglês, clima maravilhoso, economia estável... Será ilusão? Quais serão as desvantagens desses países onde eu acho que eu seria feliz?
Desculpem-me pelo assunto recorrente, mas hoje o céu está cinza demais, o ar gelado demais, as pessoas usando preto demais, as árvores fantasmagóricas demais, a única coisa de menos é o meu ânimo pra aturar tudo isso.
Para mim, que só conhecia a Europa à passeio, todos os países que visitei pareciam ótimos para se morar.
Hoje estou aqui, já a 6 anos quase, e mil vezes por dia penso em como seria bom se eu desse uma de louca e convencesse FH a imigrar para outro país. Sabem, fora algumas esquisitices desse povo, eu até gosto das coisas aqui na Holanda, mas esse frio... Não é só o frio, é esse céu cinza, essas árvores peladas, me deprime demais! Desde o sábado não se vê o sol, e não há previsão de melhora tão cedo. Lá no fundo tem uma vozinha perguntando: Adriana, você vai conseguir encarar isso por mais 30 anos?
Sei lá, povo, sei lá. O clima e a língua, duas coisas que me fazem infeliz. Mas será que em outros países com clima melhor e uma língua mais "user friendly" eu seria mesmo mais feliz? De novo, sei lá. Eu leio blogs de brasileiras em outros países europeus e algumas me parecem passar por até mais dificuldades. Por exemplo, morar no Sul da Espanha, perto da praia, falando espanhol, quentinha praticamente o ano todo, o paraíso, né? Só que essa região tem um dos mais altos índices de desemprego da Europa, e um dos menores níveis salariais. Então eu teria o sol, mas não teria grana pra aproveitá-lo. E sinceramente, vocês já perceberam que eu não lido muito bem com a pindaíba, né?
Bart outro dia falou em mudar para a Philips da Inglaterra, a divisão dele tem escritórios em Southport. Bom, já resolvia o problema da língua, e casas no UK podem ser mais baratas que na Holanda. Só que, pesquisando o weather channel, tem ainda menos dias de sol que aqui. Isso sem falar que as fotos da região não são lá nenhuma Brastemp.
No fim, é aquela história, quem é medroso como nós, prefere lidar com os problemas conhecidos do que se jogar numa aventura que pode resolver esses problemas, mas também trazer outros, que não temos idéia do que seriam.
Já me disseram que vida de imigrante sempre é acompanhada de um descontentamento ou outro com relação ao país escolhido para morar. Será? Não consigo mesmo imaginar o problema que uma pessoa pode ter na Austrália, por exemplo. Falando inglês, clima maravilhoso, economia estável... Será ilusão? Quais serão as desvantagens desses países onde eu acho que eu seria feliz?
Desculpem-me pelo assunto recorrente, mas hoje o céu está cinza demais, o ar gelado demais, as pessoas usando preto demais, as árvores fantasmagóricas demais, a única coisa de menos é o meu ânimo pra aturar tudo isso.
segunda-feira, fevereiro 9
Já esperando a primavera
Adorei essa foto do cabeçalho, logo tive que mudar o layout.
Os links precisam ser refeitos pois não sabia salvar wigets ou sei lá o nome daqueles troços.
De novidade mesmo, só a volta dos comentários sem ter que entrar com o login do gmail. Tinha muita gente reclamando que fica mais demorado e o povo tem preguiça.
Agora só falta mesmo vir o sol e as flores.
Os links precisam ser refeitos pois não sabia salvar wigets ou sei lá o nome daqueles troços.
De novidade mesmo, só a volta dos comentários sem ter que entrar com o login do gmail. Tinha muita gente reclamando que fica mais demorado e o povo tem preguiça.
Agora só falta mesmo vir o sol e as flores.
domingo, fevereiro 8
O Favelinha-Office
A outra casa tínhamos 3 quartos, o de dormir, que tinha cama e criados mudos e só cabiam os armários do Bart, o escritório, que dividíamos, e um pititico, que cabiam meus armários e uma Billy pras furadeiras e afins do Bart.
Quando mudamos para essa casa, mantivemos a mesma distribuição, mas logo vi que, tiradas as caixas e bagunças, o quartinho menor tinha potencial para realizar meu sonho: um escritório só meu.
O nome Favelinha-Office, como eu já disse, veio dos móveis, todos descombinando, de 3 diferentes cores, de 4 diferentes séries da Ikea. E o nome também vem do fato de ser impressionante o tanto de coisas que cabem dentro desse quartinho, que nem um barraquinho de favela.
Então, pra mostrar pra vocês meu xodó, aqui algumas fotos do Favelinha:

Aqui, as 3 cores diferentes de móveis. O papel de presente está na janela porque me troco nesse quarto, então os vizinhos não me veem. Precisamos ainda escolher as cortinas. Deixei alguns vãos entre as folhas do papel para a luz passar, assim durante o dia não preciso acender a luz, e quem gostou foi o Plato, que adora sentar nesse parapeito e ficar espiando a rua por aquele vão ali embaixo.

A Billy que será trocada por uma Billy mais altinha e com portas, pra ninguém ver minha bagunça. A escrivaninha eu amo de paixão, é do tamanho certo, no estilo certo, meu lap cabe bonitinho no vão... Mas e essa cor? A cadeira também tem que ir para o além. Repararam que tem um espiãozinho na foto?

Não ía ficar ótimo se a escrivaninha fosse da mesma cor? Eu até fui na Ikea disposta a comprar uma nova, mas eles não fazem mais donker bruin, só zwarte bruin, que é quase preta.
E como toda boa favelinha, temos um problema de superlotação, é muita gente pra dormir nesse quarto, então a gente se vira como dá, né?

O Ty ama dormir embaixo de camas, aqui, achou conforto na caixa de piso. Aliás, outra coisa favelenta é essa de deixar coisas debaixo da cama. Mas essa semana ainda vai pro zolder.

Plato, que é mais fino, prefere fazer um "lounge" perto do aquecedor.
E é isso, quem sabe daqui a algum tempo eu coloco fotos do Favelinha melhoradinho, digamos, um Freguesia-do-Ó?
Quando mudamos para essa casa, mantivemos a mesma distribuição, mas logo vi que, tiradas as caixas e bagunças, o quartinho menor tinha potencial para realizar meu sonho: um escritório só meu.
O nome Favelinha-Office, como eu já disse, veio dos móveis, todos descombinando, de 3 diferentes cores, de 4 diferentes séries da Ikea. E o nome também vem do fato de ser impressionante o tanto de coisas que cabem dentro desse quartinho, que nem um barraquinho de favela.
Então, pra mostrar pra vocês meu xodó, aqui algumas fotos do Favelinha:
Aqui, as 3 cores diferentes de móveis. O papel de presente está na janela porque me troco nesse quarto, então os vizinhos não me veem. Precisamos ainda escolher as cortinas. Deixei alguns vãos entre as folhas do papel para a luz passar, assim durante o dia não preciso acender a luz, e quem gostou foi o Plato, que adora sentar nesse parapeito e ficar espiando a rua por aquele vão ali embaixo.
A Billy que será trocada por uma Billy mais altinha e com portas, pra ninguém ver minha bagunça. A escrivaninha eu amo de paixão, é do tamanho certo, no estilo certo, meu lap cabe bonitinho no vão... Mas e essa cor? A cadeira também tem que ir para o além. Repararam que tem um espiãozinho na foto?
Não ía ficar ótimo se a escrivaninha fosse da mesma cor? Eu até fui na Ikea disposta a comprar uma nova, mas eles não fazem mais donker bruin, só zwarte bruin, que é quase preta.
E como toda boa favelinha, temos um problema de superlotação, é muita gente pra dormir nesse quarto, então a gente se vira como dá, né?
O Ty ama dormir embaixo de camas, aqui, achou conforto na caixa de piso. Aliás, outra coisa favelenta é essa de deixar coisas debaixo da cama. Mas essa semana ainda vai pro zolder.
Plato, que é mais fino, prefere fazer um "lounge" perto do aquecedor.
E é isso, quem sabe daqui a algum tempo eu coloco fotos do Favelinha melhoradinho, digamos, um Freguesia-do-Ó?
sexta-feira, fevereiro 6
Coisas do dia-a-dia
Depois de ficar observando o site da DuoBoots por 3 anos, finalmente comprei meu primeiro par, de €180 por €50. A entrega foi super tranquila, a bota é linda, o couro muito bom, a qualidade realmente ótima, entretanto... quem puder dar um pulinho em Amsterdam para tirar as medidas e provar alguns modelos, eu recomendo. Eu medi certinho do jeito que mandaram ( essas botas você compra pelo tamanho do pé e tamanho da panturrilha ), e ainda assim ficou um pouco apertada. O modelo que eu escolhi é meio fino na canela, talvez um outro modelo ficasse mais folgadinho, ou um número maior. Mas ela já está laceando, dá pra usar numa boa, e é confortável. Recomendo.
Essa semana numa sala de espera assisti ao canal E!, que não tenho em casa. Ele falavam das supostas banhas da Jessica Simpson terem ganhado 8 minutos de horário nobre na CNN, na semana da posse do Obama. Não sei o que é pior, o povo achar que uma mulher que usa tamanho 38 tá gorda, ou se é falar tanto do corpo da dita e esquecer do cé"L"ebro, que é do tamanho de uma ervilha ( Nick, atum é frango? ), ou se é lembrar que a Jessica Simpson existe na semana na posse do Obama. O que vocês acham?
E daí outra pergunta interessante. Eu amo estatísticas. Se a equipe de governo do Obama tem 3 larápios que foram pegos sonegando imposto, respondam-me cá: qual é o percentual de sonegadores na equipe dele, que promete transparência? E se 3 foram pegos, quantos mais sonegam e não foram pegos? E tem mais, aqueles dossiês todos de FBI, que registram até a marca de cereal preferido do sujeito e que a gente tanto vê em séries, é só ficção? Antes de dar uma pasta pro cara, não dava pra evitar pagar mico e checar cada milímetro da vida do sujeito?
E daí Obamão vai lá e começa o plano de gerar empregos dele lançando a medida mais velha e manjada do livro: protecionismo comercial. WTF, Obamão? Vamo mandá o Collor pra ele. Então, trazer produtos do exterior não pode, mas trazer dindin pode? Porque a empresa onde trabalho está sustentado as duas plantas americanas, que só dão prejuízo, a 3 anos, então não seria legal se não pudesse mais mandar dinheiro? Ainda bem que o senado vetou.
E é isso, sexta-feira, um frio do cão, previsão de chuva pra amanhã, e início da semana 7. Semana 7 e 8 são consideradas as duas melhores semanas para o tal "winter sport" aqui na Europa. Vários dos meus colegas estão indo esquiar. Os mais novos alugam chalés com os amigos, pegam o carro, e vão, 12, 14 horas pra Áustria, que é o lugar preferido deles. Deve ser legal, ir assim em turma. Eu sigo procurando o destino de Julho, apesar de super quente, estou pensando em ir pro Chipre.
Bom findi!
Essa semana numa sala de espera assisti ao canal E!, que não tenho em casa. Ele falavam das supostas banhas da Jessica Simpson terem ganhado 8 minutos de horário nobre na CNN, na semana da posse do Obama. Não sei o que é pior, o povo achar que uma mulher que usa tamanho 38 tá gorda, ou se é falar tanto do corpo da dita e esquecer do cé"L"ebro, que é do tamanho de uma ervilha ( Nick, atum é frango? ), ou se é lembrar que a Jessica Simpson existe na semana na posse do Obama. O que vocês acham?
E daí outra pergunta interessante. Eu amo estatísticas. Se a equipe de governo do Obama tem 3 larápios que foram pegos sonegando imposto, respondam-me cá: qual é o percentual de sonegadores na equipe dele, que promete transparência? E se 3 foram pegos, quantos mais sonegam e não foram pegos? E tem mais, aqueles dossiês todos de FBI, que registram até a marca de cereal preferido do sujeito e que a gente tanto vê em séries, é só ficção? Antes de dar uma pasta pro cara, não dava pra evitar pagar mico e checar cada milímetro da vida do sujeito?
E daí Obamão vai lá e começa o plano de gerar empregos dele lançando a medida mais velha e manjada do livro: protecionismo comercial. WTF, Obamão? Vamo mandá o Collor pra ele. Então, trazer produtos do exterior não pode, mas trazer dindin pode? Porque a empresa onde trabalho está sustentado as duas plantas americanas, que só dão prejuízo, a 3 anos, então não seria legal se não pudesse mais mandar dinheiro? Ainda bem que o senado vetou.
E é isso, sexta-feira, um frio do cão, previsão de chuva pra amanhã, e início da semana 7. Semana 7 e 8 são consideradas as duas melhores semanas para o tal "winter sport" aqui na Europa. Vários dos meus colegas estão indo esquiar. Os mais novos alugam chalés com os amigos, pegam o carro, e vão, 12, 14 horas pra Áustria, que é o lugar preferido deles. Deve ser legal, ir assim em turma. Eu sigo procurando o destino de Julho, apesar de super quente, estou pensando em ir pro Chipre.
Bom findi!
quarta-feira, fevereiro 4
Hoje eu vou ver um bonitão!
E eu olho pras minhas pastas e arquivos do projetão cancelado e tenho vontade de chorar. Ontem comecei a limpeza e arquivamento. Manja a mãe olhando foto do filho que morreu? Era eu. Sinto falta dos meus colegas de projeto. Não tá fácil.
Sabem, eu não sei vocês, mas eu fico uma pilha de nervos cada vez que começo num trabalho novo. E esse novo portfolio, embora ainda esteja na mesma empresa, é como se fosse um trabalho novo. Eu tenho que aprender os sistemas, tenho que aprender tudo sobre os fornecedores e produtos novos. Com o tempo eu sei que eu vou me sentir segura de novo, mas no começo me dá uma enoooorme insegurança. Pra complicar, eu tenho um diretor que não é muito de dar feedback, ele simplesmente não tem tempo! E eu fico, será que estou indo bem, fazendo as coisas direito?
Segunda eu estava pra baixo, pra baixo. Fui a uma reunião de projeto, ou o que sobrou do projetão, e disse que pela nova divisão, eu não seria mais responsável por todos os processos, que cada commodity manager cuidaria do seu portfolio. O Charmosão ( eu já falei dele aqui ), gerente da engenharia, ligou na hora pro meu diretor, e pediu para ele reconsiderar, disse que ele podia dar o nome de pelo menos 2 commodity managers que podiam facilmente ser substituidos por mim, que eu lido com projetos muito melhor que eles. Nossa, fiquei numa alegria infinita, não só pelo elogio, mas pela pessoa que fez o elogio. Ele é um cara super exigente e super competente, vindo dele, um elogio vale o dobro. E sabem, depois desse elogio eu até comecei a botar um pouco mais de fé no meu taco.
Porque quem vê, pensa que eu sou super segura, super certa de tudo o que eu faço, que eu sempre sei a solução pra qualquer problema. Me elogiam por "enfrentar o touro a unha", mas por dentro só eu sei o quanto isso me custa, só eu sei como eu tremo que nem gelatina Royal antes de cada apresentação pro Chefão, como meus nervos ficam em pandarecos antes de cada decisão importante.
Hoje tenho uma reunião importante com o fornecedor Bocarra e o chefão sueco dele. O Sueco além de ser bonitérrimo é super inteligente. E agradável. E eu tenho que aguentar o Bocarra. Tá vendo, outro dia miguxa blogueira disse que eu não era realizada de verdade, que verdadeiramente realizadas eram as amigas dela, um juíza, uma diretora, outra advogada ( ?!?!?! ). Ponto pra miguxa, se eu fosse diretora eu lidaria direto com o Sueco Tudo-de-Bom, mas como eu sou só Commodity Manager, tenho que aguentar o Bocarra, que é chato, lerdo, careca, e feio.
Sabem, eu não sei vocês, mas eu fico uma pilha de nervos cada vez que começo num trabalho novo. E esse novo portfolio, embora ainda esteja na mesma empresa, é como se fosse um trabalho novo. Eu tenho que aprender os sistemas, tenho que aprender tudo sobre os fornecedores e produtos novos. Com o tempo eu sei que eu vou me sentir segura de novo, mas no começo me dá uma enoooorme insegurança. Pra complicar, eu tenho um diretor que não é muito de dar feedback, ele simplesmente não tem tempo! E eu fico, será que estou indo bem, fazendo as coisas direito?
Segunda eu estava pra baixo, pra baixo. Fui a uma reunião de projeto, ou o que sobrou do projetão, e disse que pela nova divisão, eu não seria mais responsável por todos os processos, que cada commodity manager cuidaria do seu portfolio. O Charmosão ( eu já falei dele aqui ), gerente da engenharia, ligou na hora pro meu diretor, e pediu para ele reconsiderar, disse que ele podia dar o nome de pelo menos 2 commodity managers que podiam facilmente ser substituidos por mim, que eu lido com projetos muito melhor que eles. Nossa, fiquei numa alegria infinita, não só pelo elogio, mas pela pessoa que fez o elogio. Ele é um cara super exigente e super competente, vindo dele, um elogio vale o dobro. E sabem, depois desse elogio eu até comecei a botar um pouco mais de fé no meu taco.
Porque quem vê, pensa que eu sou super segura, super certa de tudo o que eu faço, que eu sempre sei a solução pra qualquer problema. Me elogiam por "enfrentar o touro a unha", mas por dentro só eu sei o quanto isso me custa, só eu sei como eu tremo que nem gelatina Royal antes de cada apresentação pro Chefão, como meus nervos ficam em pandarecos antes de cada decisão importante.
Hoje tenho uma reunião importante com o fornecedor Bocarra e o chefão sueco dele. O Sueco além de ser bonitérrimo é super inteligente. E agradável. E eu tenho que aguentar o Bocarra. Tá vendo, outro dia miguxa blogueira disse que eu não era realizada de verdade, que verdadeiramente realizadas eram as amigas dela, um juíza, uma diretora, outra advogada ( ?!?!?! ). Ponto pra miguxa, se eu fosse diretora eu lidaria direto com o Sueco Tudo-de-Bom, mas como eu sou só Commodity Manager, tenho que aguentar o Bocarra, que é chato, lerdo, careca, e feio.
segunda-feira, fevereiro 2
Batendo um papinho
Final de semana requenguela, pelamordedeus. De bom, só o creminho Lâncome ( óquei eu sei que até hoje ninguém conseguiu provar se eles testam em animais ou não ) em desconto na ETOS.
Incrível que na pindaíba em que estamos, com tanta coisa acontecendo pelo mundo em crise, eu não consiga achar no youtube ou internet de um modo geral, uma compilação das medidas "anti crise" que os governos europeus estão tomando para assegurar os empregos de nós proletários, mas encontrei centenas de vídeos e sites sobre as banhas recém adquiridas pela Jessica Simpson. Até a CNN perdeu 8 minutos debatendo a pança da moça. Seriously, CNN?
Desatualizada e órfã de séries, que por algum mistério não foram carregadas no mininova, resolvi baixar alguns filmecos pra distrair. Santo Torrent!
Assisti Chronicles of Narnia: the prince Caspian, e adorei. Já tinha gostado do primeiro, o segundo é também ótimo. Meio longo, mas ótimo. Quando a gente tá com a cabeça cheia de caraminholas, nada como assistir esses filmezinhos totalmente fantasia, onde você não tem que pensar na moral do assunto, em política, em mensagem oculta, em nada. Só relaxar e se deixar levar pela história.
E fantasia por fantasia, baixei o The day the earth stood still, que além de totalmente fantasioso tem o Keanu Reeves, mas querem saber? Uma buóóóósta de filme. Ele um ET totalmente sem expressão, os efeitos especiais fraquésimos. Não valeu nem a banda que eu gastei. Ah, o filho do Will Smith é bem bonzinho, se saiu melhor que o Keanu Reeves, que tá envelhecendo sem charme.
E depois assisti o Ghost Town. Assisti o filme só pelo Ricky Gevais, que foi no David Letterman e eu me escangalhei de rir. O filme é razoávelzinho, comediazinha romântica, mas o Ricky Gevais é muito, muito engraçado, e eu adoro o sotaque dele. Dei muitas risadas. E o filmequinho me fez pensar em algumas coisas, e por isso já valeu a pena. Needless to say, que eu estava toda emocional ontem, daí "pensar em algumas coisas" assistindo uma comédia romântica.
E daí, pra acabar o final de semana tão requengelamente como comecei, dei uma geral nos meus sites de casa pra alugar em Orlando, e estão TODAS de 10 a 20 por cento mais caras. É como se ao invés do povo se conscientizar que com a crise o povo só viaja se o preço for mesmo muito atrativo, fizessem ao contrário e resolvessem esfaquear o viajante na procura daquele dinheirinho extra que a crise ceifou do bolso do gatuno-proprietário. E em contrapartida, os hotéis, pelo jeito já amargando quedas medonhas na taxa de ocupação, especialmente na Disney, onde raros business travelers vão, baixaram os preços. Tem hotel dentro do complexo Disney cobrando US$ 49 de diária. Serioulsy, não dá nem 40 eurecas por um quarto razoavelmente novo, num hotel bacaninha, simples mas super limpo. Estou tremendo e babando de vontade.
Incrível que na pindaíba em que estamos, com tanta coisa acontecendo pelo mundo em crise, eu não consiga achar no youtube ou internet de um modo geral, uma compilação das medidas "anti crise" que os governos europeus estão tomando para assegurar os empregos de nós proletários, mas encontrei centenas de vídeos e sites sobre as banhas recém adquiridas pela Jessica Simpson. Até a CNN perdeu 8 minutos debatendo a pança da moça. Seriously, CNN?
Desatualizada e órfã de séries, que por algum mistério não foram carregadas no mininova, resolvi baixar alguns filmecos pra distrair. Santo Torrent!
Assisti Chronicles of Narnia: the prince Caspian, e adorei. Já tinha gostado do primeiro, o segundo é também ótimo. Meio longo, mas ótimo. Quando a gente tá com a cabeça cheia de caraminholas, nada como assistir esses filmezinhos totalmente fantasia, onde você não tem que pensar na moral do assunto, em política, em mensagem oculta, em nada. Só relaxar e se deixar levar pela história.
E fantasia por fantasia, baixei o The day the earth stood still, que além de totalmente fantasioso tem o Keanu Reeves, mas querem saber? Uma buóóóósta de filme. Ele um ET totalmente sem expressão, os efeitos especiais fraquésimos. Não valeu nem a banda que eu gastei. Ah, o filho do Will Smith é bem bonzinho, se saiu melhor que o Keanu Reeves, que tá envelhecendo sem charme.
E depois assisti o Ghost Town. Assisti o filme só pelo Ricky Gevais, que foi no David Letterman e eu me escangalhei de rir. O filme é razoávelzinho, comediazinha romântica, mas o Ricky Gevais é muito, muito engraçado, e eu adoro o sotaque dele. Dei muitas risadas. E o filmequinho me fez pensar em algumas coisas, e por isso já valeu a pena. Needless to say, que eu estava toda emocional ontem, daí "pensar em algumas coisas" assistindo uma comédia romântica.
E daí, pra acabar o final de semana tão requengelamente como comecei, dei uma geral nos meus sites de casa pra alugar em Orlando, e estão TODAS de 10 a 20 por cento mais caras. É como se ao invés do povo se conscientizar que com a crise o povo só viaja se o preço for mesmo muito atrativo, fizessem ao contrário e resolvessem esfaquear o viajante na procura daquele dinheirinho extra que a crise ceifou do bolso do gatuno-proprietário. E em contrapartida, os hotéis, pelo jeito já amargando quedas medonhas na taxa de ocupação, especialmente na Disney, onde raros business travelers vão, baixaram os preços. Tem hotel dentro do complexo Disney cobrando US$ 49 de diária. Serioulsy, não dá nem 40 eurecas por um quarto razoavelmente novo, num hotel bacaninha, simples mas super limpo. Estou tremendo e babando de vontade.
sábado, janeiro 31
sexta-feira, janeiro 30
Antes ele do que eu
É feio, muito feio, pensar "antes ele do que eu"?
Pergunto porque eu penso, penso muito "antes ele do que eu".
O fornecedor Bocarra, quando conversamos a primeira vez sobre o cancelamento do projeto, me disse que ele vai perder o emprego. E eu, que tinha acabado de ouvir que eu ía ganhar uma nova commodity, pensei: "antes ele do que eu".
Vou contar pra vocês o maior "antes ele do que eu" da minha vida profissional.
Eu tinha acabado de ser efetivada na GM. Tinha 21 anos, crua de tudo, acabando de sair da faculdade. Meu trabalho consistia em analisar demandas de peças usadas em concessionárias, e baseado nisso programar novas compras. Eu emitia um pedido com várias peças, e mandava para Compras.
No meu segundo mês lá, recebemos uma comunicação de que o nosso fornecedor de transmissões automáticas ía deixar de fabricar determinado modelo que era usado no Monza, então pedi 20 daquelas transmissões como corrida final, último pedido para ficar em estoque.
Passaram-se 6 meses e um dia, me ligam do armazém: quem foi o louco que pediu 300 transmissões automáticas? Elas chegaram e nós não temos demanda, nem lugar para guardá-las. Era o gerente geral do armazém e ele estava furioso. E eu tinha só 21 anos, e estava crua de tudo. Disse que ía verificar o ocorrido e fui ver minha papelada tremendo.
Naquela época tudo era feito manualmente, inclusive os pedidos. Eu só pensava, meu deus, e se eu tiver digitado 200 ao invés de 20? Mas haviam 300 transmissões... Quando eu vi o pedido, eu pedi 20 transmissões e 300 bujões, uma pecinha do tamanho de porca grande, mas a compradora, que era uma doida, trocou as linhas. Gente, que alívio. Que alívio imenso, a burrada não era minha!
Fui correndo ao departamento de compras, e nossa, o pânico instalado, a coitada da compradora foi massacrada, e se fosse o primeiro engano, nada teria acontecido, mas aquele era mais um duma série. Ela não foi mandada embora porque era muito amiga dum gerentão, mas foi transferida pra um departamento meio obscuro, e eu só pensava: antes ela do que eu.
Aqui na empresa, já anunciaram que estão negociando com o governo um "pacote social". Ele deve atingir primeiro os mais velhos. Vou explicar o que entendi.
Aqui na Holanda aposenta-se aos 65 anos. Nessa idade você começa a receber 1 salário mínimo do governo, que hoje gira em torno de € 1300 euros. Desde o seu primeiro emprego, você tem a opção de pagar o PensionFonds, que é um plano de aposentadoria complementar, que garantirá que você, ao se aposentar, receba até o fim da vida uma aposentadoria de cerca de 75% do seu último salário. Há ainda a opção de pagar um pouco a mais e aposentar-se aos 62 anos.
Com esse "plano social", resolvem "aposentar" quem tem 55 anos ( por exemplo ) pra cima, o governo começa a pagar a aposentadoria, e a empresa complementa com um tanto.
O problema, segundo me dizem, é que muitas vezes esse complemento é baixo, ou é mal calculado e não cobre todo o período até o funcionário começar a receber a aposentadoria normal. E o meu colega belga, por exemplo, tem 55 anos e tem uma filha de 16, que ainda estuda, ainda vai pra faculdade, e depende da ajuda do pai, a hipoteca dele ainda não está paga, ou seja, fica difílcil balançar as contas.
Claro que eu não desejo que meu colega seja incluído nesse plano, acho que tem muito colega beirando os 60, com gordos salários para "ser aposentado" antes dele, mas lá no fundo, a vozinha, que eu odeio, diz: "antes ele do que eu".
E durante toda essa crise, o "antes eles do que eu" fica ecoando na minha cabeça, porque numa crise, os últimos a arranjarem novos empregos são os imigrantes, vide minha saga de 2003, uma crise com 10% da gravidade dessa. A própria Holandesa contou o caso do Mexicano que era candidato pra uma vaga na antiga empresa dela.
Até quando penso que eu e Bart corremos risco, eu penso: antes ele do que eu. Ganhamos exatamente a mesma coisa, então financeiramente tanto faz, mas ele consegue outro emprego muito mais fácil do que eu, afinal ele está a 10 anos na mesma empresa, que é famosa e reconhecida no país todo, ele tem grau post-master, ele é holandês da gema.
É triste pensar assim, e eu me sinto pobrezinha de espírito, egoísta, uma xulé. Torço mesmo pra que nem "eles" nem eu sejamos decapitados profissionalmente, mas se a guilhotina é inevitável, antes eles do que eu.
Pergunto porque eu penso, penso muito "antes ele do que eu".
O fornecedor Bocarra, quando conversamos a primeira vez sobre o cancelamento do projeto, me disse que ele vai perder o emprego. E eu, que tinha acabado de ouvir que eu ía ganhar uma nova commodity, pensei: "antes ele do que eu".
Vou contar pra vocês o maior "antes ele do que eu" da minha vida profissional.
Eu tinha acabado de ser efetivada na GM. Tinha 21 anos, crua de tudo, acabando de sair da faculdade. Meu trabalho consistia em analisar demandas de peças usadas em concessionárias, e baseado nisso programar novas compras. Eu emitia um pedido com várias peças, e mandava para Compras.
No meu segundo mês lá, recebemos uma comunicação de que o nosso fornecedor de transmissões automáticas ía deixar de fabricar determinado modelo que era usado no Monza, então pedi 20 daquelas transmissões como corrida final, último pedido para ficar em estoque.
Passaram-se 6 meses e um dia, me ligam do armazém: quem foi o louco que pediu 300 transmissões automáticas? Elas chegaram e nós não temos demanda, nem lugar para guardá-las. Era o gerente geral do armazém e ele estava furioso. E eu tinha só 21 anos, e estava crua de tudo. Disse que ía verificar o ocorrido e fui ver minha papelada tremendo.
Naquela época tudo era feito manualmente, inclusive os pedidos. Eu só pensava, meu deus, e se eu tiver digitado 200 ao invés de 20? Mas haviam 300 transmissões... Quando eu vi o pedido, eu pedi 20 transmissões e 300 bujões, uma pecinha do tamanho de porca grande, mas a compradora, que era uma doida, trocou as linhas. Gente, que alívio. Que alívio imenso, a burrada não era minha!
Fui correndo ao departamento de compras, e nossa, o pânico instalado, a coitada da compradora foi massacrada, e se fosse o primeiro engano, nada teria acontecido, mas aquele era mais um duma série. Ela não foi mandada embora porque era muito amiga dum gerentão, mas foi transferida pra um departamento meio obscuro, e eu só pensava: antes ela do que eu.
Aqui na empresa, já anunciaram que estão negociando com o governo um "pacote social". Ele deve atingir primeiro os mais velhos. Vou explicar o que entendi.
Aqui na Holanda aposenta-se aos 65 anos. Nessa idade você começa a receber 1 salário mínimo do governo, que hoje gira em torno de € 1300 euros. Desde o seu primeiro emprego, você tem a opção de pagar o PensionFonds, que é um plano de aposentadoria complementar, que garantirá que você, ao se aposentar, receba até o fim da vida uma aposentadoria de cerca de 75% do seu último salário. Há ainda a opção de pagar um pouco a mais e aposentar-se aos 62 anos.
Com esse "plano social", resolvem "aposentar" quem tem 55 anos ( por exemplo ) pra cima, o governo começa a pagar a aposentadoria, e a empresa complementa com um tanto.
O problema, segundo me dizem, é que muitas vezes esse complemento é baixo, ou é mal calculado e não cobre todo o período até o funcionário começar a receber a aposentadoria normal. E o meu colega belga, por exemplo, tem 55 anos e tem uma filha de 16, que ainda estuda, ainda vai pra faculdade, e depende da ajuda do pai, a hipoteca dele ainda não está paga, ou seja, fica difílcil balançar as contas.
Claro que eu não desejo que meu colega seja incluído nesse plano, acho que tem muito colega beirando os 60, com gordos salários para "ser aposentado" antes dele, mas lá no fundo, a vozinha, que eu odeio, diz: "antes ele do que eu".
E durante toda essa crise, o "antes eles do que eu" fica ecoando na minha cabeça, porque numa crise, os últimos a arranjarem novos empregos são os imigrantes, vide minha saga de 2003, uma crise com 10% da gravidade dessa. A própria Holandesa contou o caso do Mexicano que era candidato pra uma vaga na antiga empresa dela.
Até quando penso que eu e Bart corremos risco, eu penso: antes ele do que eu. Ganhamos exatamente a mesma coisa, então financeiramente tanto faz, mas ele consegue outro emprego muito mais fácil do que eu, afinal ele está a 10 anos na mesma empresa, que é famosa e reconhecida no país todo, ele tem grau post-master, ele é holandês da gema.
É triste pensar assim, e eu me sinto pobrezinha de espírito, egoísta, uma xulé. Torço mesmo pra que nem "eles" nem eu sejamos decapitados profissionalmente, mas se a guilhotina é inevitável, antes eles do que eu.
quinta-feira, janeiro 29
quarta-feira, janeiro 28
O saco está na Lua...
Estou cansada, profundamente cansada dessa bendita credit crisis. Estou cansada de só ver números 8 horas por dia na minha frente, e fornecedores desesperados, empresas menores, como nossos poucos fornecedores holandeses, lentamente virando a barriga pro alto, caminhando pro que a gente chama de "belly up". Nota zero pro governo holandês que não reage, não ajuda essas empresas. As maiores de alguma forma sobrevivem, mas esses menores, dá dó.
Eu recentemente falei do comodismo holandês, falei que às vezes acho que eles não estão nem aí, mas hoje percebi que eles se preocupam sim, talvez um pouco menos que o brasileiro, que tem sempre uma carga maior nos ombros, mas a diferença está na forma sutil deles demonstrarem. Não há arrancar de cabelos como há no Brasil.
Hoje, um colega que senta exatamente atrás de mim, após trabalhar um ano com contrato temporário, ganhou um contrato fixo. Ele estava muito emocionado, esse é o primeiro emprego dele e há 2 meses a namorada anunciou que está grávida. Imagine o alívio do rapaz. O mais legal é a felicidade de todos com a notícia, não só por ele, mas por todos nós.
Por todos nós porque na engenharia nenhuma contratação ou transferência é feita, enquanto aqui temos agora 3 vagas internas abertas, e agora essa temporária que foi aprovada como efetiva. Se a crise se aprofundar, claro que ninguém está "salvo", mas essas contratações indicam que pelo menos por enquanto, não há previsão de demissões.
E nessas, com a nova commodity, ando chegando em casa bem cansada e vou correndo pro meu livrinho 1808. Gente, cês já leram? Caracas, o livro DETONA os portugueses de uma forma que eu fiquei impressionada. Marcita, o livro foi publicado aí por essas bandas? Se foi, qual a reação? A gente começa a ler e não consegue parar. Eu só imaginava a cara do Portuga, aquele com quem eu trabalhei, lendo determinadas passagens. Ele que escreve textualmente sobre a superioridade portuguesa em relação aos brasileiros... Olha, não que o livro fale muito bem dos brasileiros, mas até agora não li um comentário sequer positivo a respeito dos portugueses. Será que existe algum livro semelhante sobre a colonização dos EUA? Ler sobre os costumes da época, os hábitos alimentares, os hábitos de higiene, como era Salvador e o Rio naquela época... Muito muito legal. Pena, muita pena, que livros no Brasil sejam tão caros. Esse 1808 estava esgotado quando estive no Brasil, tinha a venda só um "kit" do livro mais 2 DVD's, por mais de 100 reais. Não comprei, estou lendo emprestado.
Eu recentemente falei do comodismo holandês, falei que às vezes acho que eles não estão nem aí, mas hoje percebi que eles se preocupam sim, talvez um pouco menos que o brasileiro, que tem sempre uma carga maior nos ombros, mas a diferença está na forma sutil deles demonstrarem. Não há arrancar de cabelos como há no Brasil.
Hoje, um colega que senta exatamente atrás de mim, após trabalhar um ano com contrato temporário, ganhou um contrato fixo. Ele estava muito emocionado, esse é o primeiro emprego dele e há 2 meses a namorada anunciou que está grávida. Imagine o alívio do rapaz. O mais legal é a felicidade de todos com a notícia, não só por ele, mas por todos nós.
Por todos nós porque na engenharia nenhuma contratação ou transferência é feita, enquanto aqui temos agora 3 vagas internas abertas, e agora essa temporária que foi aprovada como efetiva. Se a crise se aprofundar, claro que ninguém está "salvo", mas essas contratações indicam que pelo menos por enquanto, não há previsão de demissões.
E nessas, com a nova commodity, ando chegando em casa bem cansada e vou correndo pro meu livrinho 1808. Gente, cês já leram? Caracas, o livro DETONA os portugueses de uma forma que eu fiquei impressionada. Marcita, o livro foi publicado aí por essas bandas? Se foi, qual a reação? A gente começa a ler e não consegue parar. Eu só imaginava a cara do Portuga, aquele com quem eu trabalhei, lendo determinadas passagens. Ele que escreve textualmente sobre a superioridade portuguesa em relação aos brasileiros... Olha, não que o livro fale muito bem dos brasileiros, mas até agora não li um comentário sequer positivo a respeito dos portugueses. Será que existe algum livro semelhante sobre a colonização dos EUA? Ler sobre os costumes da época, os hábitos alimentares, os hábitos de higiene, como era Salvador e o Rio naquela época... Muito muito legal. Pena, muita pena, que livros no Brasil sejam tão caros. Esse 1808 estava esgotado quando estive no Brasil, tinha a venda só um "kit" do livro mais 2 DVD's, por mais de 100 reais. Não comprei, estou lendo emprestado.
terça-feira, janeiro 27
Paquinha
Gente, se a mãe deixou recado aqui é porque não é segredo, mas nasceu hoje a Paquinha Carol, filha da nossa amiga comentarista Pacamanca.
Paca, que sua Carol seja inteligente, descolada, poliglota, viajandona, e o mais importante de tudo: super hiper mega saudável. Tendo saúde, o resto se ajeita.
Paca, que sua Carol seja inteligente, descolada, poliglota, viajandona, e o mais importante de tudo: super hiper mega saudável. Tendo saúde, o resto se ajeita.
Cosi cosi
A semana passada foi dificílima pra mim, no final de semana eu ainda estava meio que "de ressaca" dos eventos daqueles últimos dias. Eis que Bart, pra me animar, resolve terminar para mil meu Escritório-Favelinha. Explico: há tempos eu queria muito, muito mesmo, um escritório separado. Bart gosta de usar o computador ouvindo uma lounge music toda modernosa que eu detesto. E eu, todas as manhãs de domingo assisto meus piratões, que mesmo com o mais potente fone de ouvido, produz um zumbido irritante. Isso sem falar que eu queria uma cama no escritório para as noites que eu estou com o sono extra-leve e ele está roncando extra-alto, ou para receber uma visitinha... No fundo, no fundo, eu queria é um canto pra mim. Pronto faley!
Meu escritório recebeu esse carinhoso apelido, porque além de ser o cômodo milagroso, onde nós jamais iríamos imaginar que caberia tudo o que coube, tem móveis de 3 diferentes séries da Ikea. Os armários com minhas roupas estão lá e são da série Hopen, um marrom escuro. Tem uma Billy da mesma cor. A escrivaninha que eu amo de paixão é madeira clarinha, combinava com o escritório conjugado, que é todo dessa cor. E a cama é a antiga de solteiro do Bart, que é branca com uns detalhes em madeira rústica. Nada combina com nada, mas sei lá porquê, esse quarto tem algo de especial! Ontem eu estava no computador organizando fotos, quando percebi, a família estava todinha enfiada lá: Bart na cama falando da reunião dele no sindicato, Ty estava deitado na cadeira do canto, Plato aos meus pés. Engraçado que com uma casa tão grande, nos sintamos "cozy" no menor quarto. Meu favelinha tem ainda papel de presente no vidro, já que ainda não compramos cortinas. Preciso tirar fotos, vocês vão ver que finura...
Enquanto isso, aqui no trabalho colocamos pressão na diretoria para que decidam o esquema de férias. Aqui na Holanda, a maioria das empresas dá 25 dias de férias, e muitas tem o que chamam de ADV, que normalmente dá uns 13 dias adicionais. Esse ADV, nada mais é que o acúmulo de 4 horas semanais ( trabalhamos 40 horas, mas somos pagos por 36, essas 4 horas viram dias de férias ). Esse ano, por acordo com o sindicato dos metalúrgicos-eletronicos, os 25 passaram para 27 e eu estava toda felizinha que ía ter 39 dias de férias, mas cortaram nosso barato e os ADV foram reduzidos a menos da metade.
Eis que meus planos de férias foram por água a baixo. Estou pensando em tirar só 5 dias lá pra maio, outros 10 que serão obrigatórios em julho, e depois disso, só Deus sabe. Todos estamos esperando tragédias para julho/agosto. Bart quer que eu descubra destinos tropicais, baratos, fantásticos, e não pode ser Turquia.
Até agora não vi uma viagenzinha mais barata, tá tudo no preço do ano passado. Cadê a Credit Crisis?
Meu escritório recebeu esse carinhoso apelido, porque além de ser o cômodo milagroso, onde nós jamais iríamos imaginar que caberia tudo o que coube, tem móveis de 3 diferentes séries da Ikea. Os armários com minhas roupas estão lá e são da série Hopen, um marrom escuro. Tem uma Billy da mesma cor. A escrivaninha que eu amo de paixão é madeira clarinha, combinava com o escritório conjugado, que é todo dessa cor. E a cama é a antiga de solteiro do Bart, que é branca com uns detalhes em madeira rústica. Nada combina com nada, mas sei lá porquê, esse quarto tem algo de especial! Ontem eu estava no computador organizando fotos, quando percebi, a família estava todinha enfiada lá: Bart na cama falando da reunião dele no sindicato, Ty estava deitado na cadeira do canto, Plato aos meus pés. Engraçado que com uma casa tão grande, nos sintamos "cozy" no menor quarto. Meu favelinha tem ainda papel de presente no vidro, já que ainda não compramos cortinas. Preciso tirar fotos, vocês vão ver que finura...
Enquanto isso, aqui no trabalho colocamos pressão na diretoria para que decidam o esquema de férias. Aqui na Holanda, a maioria das empresas dá 25 dias de férias, e muitas tem o que chamam de ADV, que normalmente dá uns 13 dias adicionais. Esse ADV, nada mais é que o acúmulo de 4 horas semanais ( trabalhamos 40 horas, mas somos pagos por 36, essas 4 horas viram dias de férias ). Esse ano, por acordo com o sindicato dos metalúrgicos-eletronicos, os 25 passaram para 27 e eu estava toda felizinha que ía ter 39 dias de férias, mas cortaram nosso barato e os ADV foram reduzidos a menos da metade.
Eis que meus planos de férias foram por água a baixo. Estou pensando em tirar só 5 dias lá pra maio, outros 10 que serão obrigatórios em julho, e depois disso, só Deus sabe. Todos estamos esperando tragédias para julho/agosto. Bart quer que eu descubra destinos tropicais, baratos, fantásticos, e não pode ser Turquia.
Até agora não vi uma viagenzinha mais barata, tá tudo no preço do ano passado. Cadê a Credit Crisis?
domingo, janeiro 25
Coisas que eu gosto na Holanda
Se há uma coisa que eu adoro na Holanda é a diversidade de comida semi-pronta boa, ótima, nas gôndolas dos supermercados. É possível, em menos de 30 minutos, colocar comida lindona e gostosa na mesa.
Aqui, o jantar de hoje, Carneiro com puffs de batata e queijo suíço. De chorar de bom. Exatos 25 minutos pra ficar pronto, no forno, e só colocar lá e ir assistir TV.

Começa assim, duas caixinhas e um saquinho.

Daí vai pra forma, prontinha pra ir ao forno convencional.

Saindo do forno...

Bart diz que o prato é mais bonito do que o do Gordon Ramsay. Bom, pelo menos mais comida que os pratos dele, certamente esse tem!

E para completar, nosso vinho favorito, o lambrusco marca Chiarli, no AH, por inacreditáveis Euro 1,79. Fotografado no granito da minha cozinha, não é lindo?
Aqui, o jantar de hoje, Carneiro com puffs de batata e queijo suíço. De chorar de bom. Exatos 25 minutos pra ficar pronto, no forno, e só colocar lá e ir assistir TV.
Começa assim, duas caixinhas e um saquinho.
Daí vai pra forma, prontinha pra ir ao forno convencional.
Saindo do forno...
Bart diz que o prato é mais bonito do que o do Gordon Ramsay. Bom, pelo menos mais comida que os pratos dele, certamente esse tem!
E para completar, nosso vinho favorito, o lambrusco marca Chiarli, no AH, por inacreditáveis Euro 1,79. Fotografado no granito da minha cozinha, não é lindo?
sábado, janeiro 24
sexta-feira, janeiro 23
Histórias Extraordinárias
Eu acho que todos nós morando no exterior desenvolvemos uma listinha de coisas que a gente prefere no novo país, e outra que preferimos no Brasil. Hoje, para mim, a listinha holandesa está bem grandinha, mas tem tem um "feeling" sutil, tipo aquele incômodo de usar uma roupa um pouquinho apertada, de que falta algo muito importante. Talvez falte, ou talvez eu ainda não os tenha entendido, mas nos holandeses me falta uma certa "joie de vivre", me falta aquela certa dose de histórias extraordinárias, de gente que fez o inesperado, por vezes até o inacreditável.
Visitando Salvador, passamos em frente à igreja do seriado/filme "O pagador de promessas", e eu fiquei pensando na fé, na perseverança, na força de vontade daquele homem, e de tantos como ele. Será que algum dia aqui na Holanda eu encontrarei alguém ou algum fato semelhante?
E daí continuei pensando que todos nós brasileiros, gente normalzinha, em nossas vidas reais, já nos deparamos com alguém que demonstra essa fé em algo, ou uma garra extraordinária, que nos impressiona e até inspira. Deixa eu contar aqui uma dessas histórinhas, a do meu primo D.
D é meu primo de primeiro grau, e nasceu numa casa bem, bem, humilde. Desde pequeno, com 3 anos, D demonstrava uma inteligência acima da média, nessa idade já sabia o alfabeto, sílabas, e até começava a juntar palavras. Todos nós achávamos uma pena que D não pudesse ter acesso a uma escola particular, já que notávamos como o oferecido na escola estadual estava aquém das possibilidades dele.
Aos 12 ou 13 anos porém, D começou a ter ataques epiléticos, e depois de muitos exames, e pouca melhora, estabeleceu-se que ele precisaria tomar um remédio fortíssimo, o famoso Gadernal para controlar os episódios. Quem aqui conhece pacientes que tomam esse remédio sabem como a pessoa fica sonolenta, devagar. Notávamos isso nele, e em épocas que a dose precisava ser aumentada, sabíamos que era muito difícil para ele acompanhar aulas, fazer tarefa de casa. Aos 18 anos, terminando o colegial técnico, D decidiu que queria fazer faculdade. Todos nós pensávamos, e dizíamos entre nós que era impossível, primeiro, como pagar a faculdade com o salário mínimo do meu tio? E depois, como ele iria acompanhar um curso universitário quando, por causa dos remédios, até o colegial tinha sido difícil?
D. descobriu uma bolsa para "afro-brasileiros" na faculdade onde eu estudei, perto da casa dele. Era bolsa parcial e ele não é afro. D. tomou um solzinho, o cabelo sempre foi preto, se inscreveu pra tal bolsa, e com a renda familiar baixa e um bom desemprenho na escola, conseguiu. Minha tia foi trabalhar de merendeira numa creche para ajudar, e D começou seus estudos universitários.
Em pouco tempo D estava fazendo estágio para que a mãe pudesse usar o dinheiro do emprego dela na casa. Para nós familiares, era difícil ver como D chegava acabado do trabalho, e por causa do remédio precisava dormir pelo menos uma hora antes de ir pra faculdade. E todas as idas e vindas eram feitas de ônibus. Nada na vida dele era fácil.
Mas D não desistiu e acabou de se formar. Eu acho a história dele uma história extraordinária, e tenho certeza que todo mundo aqui tem um parente, um vizinho, um amigo, com uma história parecida.
Nesses meus 6 anos de Holanda, trabalhei em 3 empresas e conheço um grupo razoavelmente grande de holandeses, ou seja, tenho uma amostragem razoável. Eu não conheço uma única história semelhante. Eles estudam na escola do bairro, aos 12 anos são mandados pra um colegial melhor ou pior e vão sem contestar ( ou a maioria vai sem contestar ), ao fim do colegial escolhem um curso qualquer, quem precisa se inscreve pra uma bolsa ( como fez meu marido ), que não é dificílima de pagar ou suuuper alta, se a faculdade é longe de casa vão morar nuns quartinhos perto da faculdade, muitos com a ajuda dos pais, outros com a ajuda do governo, e depois de formados rapidamente conseguem seus empreguinhos, e a vida segue. Não consigo imaginar nenhum dos meus colegas superando as adversidades que meu primo D teve, provavelmente teriam pedido auxílio-qualquer coisa ao governo.
Fico com a sensação de que o povo daqui é todo meio medíocre, que essa ajuda toda do governo os deixam meio acomodados, meio que esperando uma ajuda do governo em caso de qualquer adversidade. Um exemplo é essa crise, que só tira o meu sono e de um colega Belga, de resto, o povo diz que vai viver de "uitkering" ( auxílio-desemprego ).
Eu até entendo um brasileiro medíocre, afinal muitos não tem meios financeiros de conhecer ou fazer muitas coisas, e já é difícil o bastante manter "the head above the water", mas aqui... Há uns dois meses, um dos meus colegas estava indo para Roma, e na mesa do almoço, dos 9 colegas 6 nunca estiveram lá. Eu acho indesculpável, considerando que há mais de 5 anos a Ryanair tem vôos praticamente de graça saindo de Eindhoven. E dos 9, apenas 5 foram a Paris, que dá pra ir de carro, mas desses 5 só um foi ao Louvre ( !!! ). E teve um que já foi 2 vezes à Disneyland, mas nunca se sentiu motivado a esticar até Paris ( fica a 40 minutos! ). E daí é aquela história, falta a motivação e o "joie de vivre" pra perder o fôlego ao ver a Balisica di San Pietro ou o Coliseu pela primeira vez. E como descrever a vista da Torre Eiffel do Trocaderò quando menos se espera?
Eu penso muito se vou me adaptar totalmente um dia, ou mesmo chegar a entender esse povo. E me pergunto se eu decidir ter um filho, será que ele será assim?
Visitando Salvador, passamos em frente à igreja do seriado/filme "O pagador de promessas", e eu fiquei pensando na fé, na perseverança, na força de vontade daquele homem, e de tantos como ele. Será que algum dia aqui na Holanda eu encontrarei alguém ou algum fato semelhante?
E daí continuei pensando que todos nós brasileiros, gente normalzinha, em nossas vidas reais, já nos deparamos com alguém que demonstra essa fé em algo, ou uma garra extraordinária, que nos impressiona e até inspira. Deixa eu contar aqui uma dessas histórinhas, a do meu primo D.
D é meu primo de primeiro grau, e nasceu numa casa bem, bem, humilde. Desde pequeno, com 3 anos, D demonstrava uma inteligência acima da média, nessa idade já sabia o alfabeto, sílabas, e até começava a juntar palavras. Todos nós achávamos uma pena que D não pudesse ter acesso a uma escola particular, já que notávamos como o oferecido na escola estadual estava aquém das possibilidades dele.
Aos 12 ou 13 anos porém, D começou a ter ataques epiléticos, e depois de muitos exames, e pouca melhora, estabeleceu-se que ele precisaria tomar um remédio fortíssimo, o famoso Gadernal para controlar os episódios. Quem aqui conhece pacientes que tomam esse remédio sabem como a pessoa fica sonolenta, devagar. Notávamos isso nele, e em épocas que a dose precisava ser aumentada, sabíamos que era muito difícil para ele acompanhar aulas, fazer tarefa de casa. Aos 18 anos, terminando o colegial técnico, D decidiu que queria fazer faculdade. Todos nós pensávamos, e dizíamos entre nós que era impossível, primeiro, como pagar a faculdade com o salário mínimo do meu tio? E depois, como ele iria acompanhar um curso universitário quando, por causa dos remédios, até o colegial tinha sido difícil?
D. descobriu uma bolsa para "afro-brasileiros" na faculdade onde eu estudei, perto da casa dele. Era bolsa parcial e ele não é afro. D. tomou um solzinho, o cabelo sempre foi preto, se inscreveu pra tal bolsa, e com a renda familiar baixa e um bom desemprenho na escola, conseguiu. Minha tia foi trabalhar de merendeira numa creche para ajudar, e D começou seus estudos universitários.
Em pouco tempo D estava fazendo estágio para que a mãe pudesse usar o dinheiro do emprego dela na casa. Para nós familiares, era difícil ver como D chegava acabado do trabalho, e por causa do remédio precisava dormir pelo menos uma hora antes de ir pra faculdade. E todas as idas e vindas eram feitas de ônibus. Nada na vida dele era fácil.
Mas D não desistiu e acabou de se formar. Eu acho a história dele uma história extraordinária, e tenho certeza que todo mundo aqui tem um parente, um vizinho, um amigo, com uma história parecida.
Nesses meus 6 anos de Holanda, trabalhei em 3 empresas e conheço um grupo razoavelmente grande de holandeses, ou seja, tenho uma amostragem razoável. Eu não conheço uma única história semelhante. Eles estudam na escola do bairro, aos 12 anos são mandados pra um colegial melhor ou pior e vão sem contestar ( ou a maioria vai sem contestar ), ao fim do colegial escolhem um curso qualquer, quem precisa se inscreve pra uma bolsa ( como fez meu marido ), que não é dificílima de pagar ou suuuper alta, se a faculdade é longe de casa vão morar nuns quartinhos perto da faculdade, muitos com a ajuda dos pais, outros com a ajuda do governo, e depois de formados rapidamente conseguem seus empreguinhos, e a vida segue. Não consigo imaginar nenhum dos meus colegas superando as adversidades que meu primo D teve, provavelmente teriam pedido auxílio-qualquer coisa ao governo.
Fico com a sensação de que o povo daqui é todo meio medíocre, que essa ajuda toda do governo os deixam meio acomodados, meio que esperando uma ajuda do governo em caso de qualquer adversidade. Um exemplo é essa crise, que só tira o meu sono e de um colega Belga, de resto, o povo diz que vai viver de "uitkering" ( auxílio-desemprego ).
Eu até entendo um brasileiro medíocre, afinal muitos não tem meios financeiros de conhecer ou fazer muitas coisas, e já é difícil o bastante manter "the head above the water", mas aqui... Há uns dois meses, um dos meus colegas estava indo para Roma, e na mesa do almoço, dos 9 colegas 6 nunca estiveram lá. Eu acho indesculpável, considerando que há mais de 5 anos a Ryanair tem vôos praticamente de graça saindo de Eindhoven. E dos 9, apenas 5 foram a Paris, que dá pra ir de carro, mas desses 5 só um foi ao Louvre ( !!! ). E teve um que já foi 2 vezes à Disneyland, mas nunca se sentiu motivado a esticar até Paris ( fica a 40 minutos! ). E daí é aquela história, falta a motivação e o "joie de vivre" pra perder o fôlego ao ver a Balisica di San Pietro ou o Coliseu pela primeira vez. E como descrever a vista da Torre Eiffel do Trocaderò quando menos se espera?
Eu penso muito se vou me adaptar totalmente um dia, ou mesmo chegar a entender esse povo. E me pergunto se eu decidir ter um filho, será que ele será assim?
quinta-feira, janeiro 22
Dois assuntos em um post
No trabalho tá tudo bem. Recebi elogios, ganhei uma nova commodity que estou conhecendo agora e que me parece legal, o departamento abriu duas vagas para serem preenchidas por candidatos internos, e não só eu como meus colegas começamos a acreditar que talvez escapemos da guilhotina, se ela vier.
So far so good.
E indo para o assunto dois.
Já há algum tempo, venho me policiando e me cobrando de ser uma pessoa que julga menos e que seja mais compreensiva. Me acho muito mente aberta, mas minha mente só parece ser aberta para o que eu quero, e para o que me convém. Mas eu vou mudar, já estou mudando.
Uma das coisas que mais me renderam críticas nesse blog é eu sempre defender a maternidade com continuação da carreira. Muita gente já me xingou ou já, em pessoa, me virou o nariz porque "eu desdenho de quem resolve dar prioridade à maternidade". Mas será que quem "está no time de lá" é muito melhor?
Essa semana eu li num blog o caso na ministra francesa que após o parto voltou ao trabalho em 5 dias, e nos comentários tinha um monte de gente malhando a ministra. Se uma quer ser respeitada por abandonar tudo e ficar anos cuidando da criança, pode desrespeitar quem, se sentindo bem, com um exército de babás, vai a uma reunião importante? Pelo menos a reportagem que eu li não dizia que ela voltou ao trabalho fulltime, mas que ela foi a uma reunião, e mesmo que tivesse voltado, não é problema dela? Ela também não merece ter suas escolhas respeitadas? A mulher é ministra da justiça, mas mesmo que fosse a Janilda, que voltou a fazer faxina 10 dias depois do parto porque senão não tinha dinheiro pra janta, qualquer que seja a escolha da mulher, TEM QUE SER RESPEITADA!
Em outro blog, uma blogueira que escreve muito bem, afirma não entender como uma mãe saudável escolhe não amamentar. Gente, acho que muitas pessoas também não entendem com pode uma mãe de um filho saudável amamentá-lo até a criança ter quase 2 anos ( ou mais até ). Eu pelo menos não entendo. E se eu, apesar de não entender, tenho que respeitar, será que as mães que páram de amamentar também não merecem ter suas escolhas respeitadas? Aí fica aquela cobrança, tem que amamentar de qualquer jeito, como se qualquer motivo para não fazê-lo fosse uma desculpa esfarrapada da mãe... E daí fica aquele monte de mulheres se sentindo o cocô do cavalo do bandido quando não podem, e se justificam de mil formas, como se precisassem! E se estropiam, como minha dentista que deu leite misturado ao sangue pra filha, porque TINHA que amamentar.
Olha, só sei que eu preciso melhorar muito, ser mais compreensiva, respeitar quem pensa diferente de mim, mas tem muita gente, muita gente messssmo, que também precisa tirar o chapéu de santinha do côco e fazer o mesmo.
So far so good.
E indo para o assunto dois.
Já há algum tempo, venho me policiando e me cobrando de ser uma pessoa que julga menos e que seja mais compreensiva. Me acho muito mente aberta, mas minha mente só parece ser aberta para o que eu quero, e para o que me convém. Mas eu vou mudar, já estou mudando.
Uma das coisas que mais me renderam críticas nesse blog é eu sempre defender a maternidade com continuação da carreira. Muita gente já me xingou ou já, em pessoa, me virou o nariz porque "eu desdenho de quem resolve dar prioridade à maternidade". Mas será que quem "está no time de lá" é muito melhor?
Essa semana eu li num blog o caso na ministra francesa que após o parto voltou ao trabalho em 5 dias, e nos comentários tinha um monte de gente malhando a ministra. Se uma quer ser respeitada por abandonar tudo e ficar anos cuidando da criança, pode desrespeitar quem, se sentindo bem, com um exército de babás, vai a uma reunião importante? Pelo menos a reportagem que eu li não dizia que ela voltou ao trabalho fulltime, mas que ela foi a uma reunião, e mesmo que tivesse voltado, não é problema dela? Ela também não merece ter suas escolhas respeitadas? A mulher é ministra da justiça, mas mesmo que fosse a Janilda, que voltou a fazer faxina 10 dias depois do parto porque senão não tinha dinheiro pra janta, qualquer que seja a escolha da mulher, TEM QUE SER RESPEITADA!
Em outro blog, uma blogueira que escreve muito bem, afirma não entender como uma mãe saudável escolhe não amamentar. Gente, acho que muitas pessoas também não entendem com pode uma mãe de um filho saudável amamentá-lo até a criança ter quase 2 anos ( ou mais até ). Eu pelo menos não entendo. E se eu, apesar de não entender, tenho que respeitar, será que as mães que páram de amamentar também não merecem ter suas escolhas respeitadas? Aí fica aquela cobrança, tem que amamentar de qualquer jeito, como se qualquer motivo para não fazê-lo fosse uma desculpa esfarrapada da mãe... E daí fica aquele monte de mulheres se sentindo o cocô do cavalo do bandido quando não podem, e se justificam de mil formas, como se precisassem! E se estropiam, como minha dentista que deu leite misturado ao sangue pra filha, porque TINHA que amamentar.
Olha, só sei que eu preciso melhorar muito, ser mais compreensiva, respeitar quem pensa diferente de mim, mas tem muita gente, muita gente messssmo, que também precisa tirar o chapéu de santinha do côco e fazer o mesmo.
quarta-feira, janeiro 21
Pular do barco, jamais!
Não, pular do barco não é opção no momento. Como eu disse, ninguém pode ser demitido até Agosto, dois colegas já saíram, mais colegas sairão, eu não tenho dúvidas. Em agosto virão com o Sociaal Plan, que normamente "ataca" os mais velhos primeiro.
Sabem, esse é o meu emprego dos sonhos, é o que eu gosto de fazer e por isso faço tão bem que todos reconhecem meu trabalho. É o primeiro emprego acima do nível que eu tinha no Brasil, logo é o primeiro avanço real na minha carreira em 6 anos. Paga super bem e é do lado da minha casa.
Se eu pulasse do barco agora, seria para um emprego que certamente me faria menos feliz, e eu ficaria para o resto da vida pensando "e se eu tivesse ficado, será qu eu teria sido poupada, será que eu ainda estaria lá?".
Ficando, eu sei que estou arriscando, mas é preciso muita calma nessa hora. Se eu vou para outra empresa e, como esperado, a crise se aprofunda, naquela empresa serei a primeira a entrar na dança. Isso sem falar que, assim como alguns colegas, outros podem tomar a iniciativa, afinal meu grupo é praticamente todo de rapazes jovens que começaram aqui como estagiários, e já estão no departamento há algum tempo, portanto estariam interessados num segundo passo na carreira.
Tudo isso são conjecturas, claro. No fim, o que tiver que ser será.
P.S.: Acabo de ser comunicada que eu terei que chamar os quatro engenheiros residentes envolvidos nesse projeto e comunicá-los sobre o cancelamento. Terei que pedir para que eles entrem em contato com a empresa mãe, terei que pedir que preparem suas coisas para deixar o escritório. E tudo isso sem responder nenhuma das questões que eles, naturalmente, vão ter.
Estou me borrando toda!
Sabem, esse é o meu emprego dos sonhos, é o que eu gosto de fazer e por isso faço tão bem que todos reconhecem meu trabalho. É o primeiro emprego acima do nível que eu tinha no Brasil, logo é o primeiro avanço real na minha carreira em 6 anos. Paga super bem e é do lado da minha casa.
Se eu pulasse do barco agora, seria para um emprego que certamente me faria menos feliz, e eu ficaria para o resto da vida pensando "e se eu tivesse ficado, será qu eu teria sido poupada, será que eu ainda estaria lá?".
Ficando, eu sei que estou arriscando, mas é preciso muita calma nessa hora. Se eu vou para outra empresa e, como esperado, a crise se aprofunda, naquela empresa serei a primeira a entrar na dança. Isso sem falar que, assim como alguns colegas, outros podem tomar a iniciativa, afinal meu grupo é praticamente todo de rapazes jovens que começaram aqui como estagiários, e já estão no departamento há algum tempo, portanto estariam interessados num segundo passo na carreira.
Tudo isso são conjecturas, claro. No fim, o que tiver que ser será.
P.S.: Acabo de ser comunicada que eu terei que chamar os quatro engenheiros residentes envolvidos nesse projeto e comunicá-los sobre o cancelamento. Terei que pedir para que eles entrem em contato com a empresa mãe, terei que pedir que preparem suas coisas para deixar o escritório. E tudo isso sem responder nenhuma das questões que eles, naturalmente, vão ter.
Estou me borrando toda!
terça-feira, janeiro 20
Snif snif snif
O meu projeto foi cancelado.
Meu diretor já me disse para eu não me preocupar porque eu simplesmente vou ser colocada noutra commodity, e pensando que dois colegas pediram demissão e saem essa semana, e que por acordo com o sindicato ninguém pode ser demitido até agosto, estou razoavelmente tranquila.
Entretanto, é triste, muito triste ver seu trabalho de 8 meses simplesmente ser jogado no lixo. O pior é que só eu fui comunicada, pois preciso apresentar um plano de ação, meus colegas ainda estão no escuro e eu não posso dizer nada.
Estou chateada, estou cansada... Sei que o pior está por vir. Pra todos nós. A crise está se aprofundando de uma forma tão rápida que ninguém tem tempo nem de pensar como reagir.
Sabem, no Brasil eu sei o que esperar de uma crise financeira, aqui não. Estou cansada de, a hora que eu acho que tudo está entrando nos eixos, ser surpresa por mais um pepino pra descascar.
Vou tomar um banho quente, bem quente, e vou e enfiar debaixo das cobertas. E vou chorar meu cockpitizinho tão lindo que acabou de falecer.
Amanhã conto mais.
Meu diretor já me disse para eu não me preocupar porque eu simplesmente vou ser colocada noutra commodity, e pensando que dois colegas pediram demissão e saem essa semana, e que por acordo com o sindicato ninguém pode ser demitido até agosto, estou razoavelmente tranquila.
Entretanto, é triste, muito triste ver seu trabalho de 8 meses simplesmente ser jogado no lixo. O pior é que só eu fui comunicada, pois preciso apresentar um plano de ação, meus colegas ainda estão no escuro e eu não posso dizer nada.
Estou chateada, estou cansada... Sei que o pior está por vir. Pra todos nós. A crise está se aprofundando de uma forma tão rápida que ninguém tem tempo nem de pensar como reagir.
Sabem, no Brasil eu sei o que esperar de uma crise financeira, aqui não. Estou cansada de, a hora que eu acho que tudo está entrando nos eixos, ser surpresa por mais um pepino pra descascar.
Vou tomar um banho quente, bem quente, e vou e enfiar debaixo das cobertas. E vou chorar meu cockpitizinho tão lindo que acabou de falecer.
Amanhã conto mais.
domingo, janeiro 18
Our house, not in the middle of our street
Quando decidimos mudar da casa anterior, o fizemos pela casa em si, que achávamos pequena, e não pela vizinhança, que adorávamos. Ficávamos a 100 mt. de um Albertão, ao ladinho de um parque verdinho, e os vizinhos, apesar de não serem cheios da grana ou muito de fazer amizades, problemas não davam.
Quando fomos ver a brochura dessa casa, o agente imobiliário alertou: dois pontos negativos de um bairro novo é que você não sabe qual será o perfil dos vizinhos, e vai demorar pra instalar toda a infra-estrutura.
Bom, eu nem vou reclamar do supermercado, que fica longe e é um Albertão 3, ou seja, pequeno. Pego o carro e dirijo até o XL, com maior assortimento.
O que tem me chateado bastante são os carros, eu vivo agora num mar de carros. Na outra vizinhança, ninguém tinha garagem, todo mundo tinha um carro só, estacionávamos na frente das nossas casas, cada um em frente a sua, e nunca saiu confusão. Já aqui...
Nossa casa fica num cul'de'sac, uma ruelinha sem saída. Pra falar a verdade nem rua é, é um pedaço pavimentado onde nós, os moradores, passamos para ir às nossas garagens. Escolhemos a casa na ruelinha de propósito, pois assim não teria trânsito nenhum. Ho ho ho, asininos que fomos...
Você entra na rua principal às 6 da tarde e parece que você caiu num comercial da Audi, tem de todas as cores e modelos. E Mercedes. Muitas. Aí você pensa, o neguinho que tem uma merça novinha vai colocá-la na garagem, certo? Errado! Porque essa é a Holanda, e esqueceram de ensinar pra esse povo que garagem é pra carro. Na garagem eles colocam toda a sorte de quinquilharias, canguinhas que são, não jogam nada fora, vão empilhando tudo na garagem. É móvel velho de jardim, geladeira velha, tinta, enfim... Meu vizinho deu risada quando nos viu colocando o carro na garagem, no dia seguinte nosso carro estava prontinho de manhã pra sair, e o deles cheio de neve, raspa tudo, no frio... anyway...
Daí o vizinho de frente que tem um carrão, quer manter "os zóio no bicho", e estaciona na frente da janela dele. Aí chega a mulher com a van da padaria deles, e estaciona na frente da MINHA janela. Aí chega um amigo deles e estaciona no meio dos dois carros. Minha casa e a do vizinho do lado tem a garagem no fundo do terreno, e na frente, como se fosse entrar na garagem, dá pra estacionar dois carros, mas eles desmancharam a entrada deles e agora não podem estacionar nenhum, pois só tem areia. Fica esse monte de carros num espaço que foi projetado pra ter duas floreiras ( ainda não plantadas ), postes de luz dos anos 30, e apenas uma vaga pra estacionar.
Putz, escrevi pacas, mas é que eu estou p da vida. Ontem saí pra fazer compras 7 da noite, tava escuro, e eu não conseguia manobrar meu carro pra fora da garagem! Era tanto carro, mas tanto carro, que eu tive que fazer mil manobras, ninguém veio tirar seus carros do caminho. Levei quase 10 minutos. Na volta, eu ía deixar meu carro ali no meio, trancando meio mundo, mas não quis arrumar briga, afinal esses serão meus vizinhos por muitos anos.
Mas fiquei a noite toda, e estou até agora, frustrada e com um sentimento de impotência gigantesca. Eu não paguei o que eu paguei nessa casa pra morar num estacionamento a céu aberto. Não é minha culpa se o retardado atola a garagem dele com lixo. É muita falta de consideração o outro desmanchar a entrada de carros pra colocar uma planta cretina e deixar os dois carros atravancando a rua.
O que fazer? Eu pensei em escrever uma cartinha educada pedindo para todos terem consideração com os outros, mas será que alguém vai entender? E se eu acabar virando a véia do 53? Só sei que acordar todos os dias e dar de cara com uma van enorme amarela, da padaria van der Heijden não é o que eu planejei pros meus próximos 28 anos...
Sugestões são bem vindas!
Quando fomos ver a brochura dessa casa, o agente imobiliário alertou: dois pontos negativos de um bairro novo é que você não sabe qual será o perfil dos vizinhos, e vai demorar pra instalar toda a infra-estrutura.
Bom, eu nem vou reclamar do supermercado, que fica longe e é um Albertão 3, ou seja, pequeno. Pego o carro e dirijo até o XL, com maior assortimento.
O que tem me chateado bastante são os carros, eu vivo agora num mar de carros. Na outra vizinhança, ninguém tinha garagem, todo mundo tinha um carro só, estacionávamos na frente das nossas casas, cada um em frente a sua, e nunca saiu confusão. Já aqui...
Nossa casa fica num cul'de'sac, uma ruelinha sem saída. Pra falar a verdade nem rua é, é um pedaço pavimentado onde nós, os moradores, passamos para ir às nossas garagens. Escolhemos a casa na ruelinha de propósito, pois assim não teria trânsito nenhum. Ho ho ho, asininos que fomos...
Você entra na rua principal às 6 da tarde e parece que você caiu num comercial da Audi, tem de todas as cores e modelos. E Mercedes. Muitas. Aí você pensa, o neguinho que tem uma merça novinha vai colocá-la na garagem, certo? Errado! Porque essa é a Holanda, e esqueceram de ensinar pra esse povo que garagem é pra carro. Na garagem eles colocam toda a sorte de quinquilharias, canguinhas que são, não jogam nada fora, vão empilhando tudo na garagem. É móvel velho de jardim, geladeira velha, tinta, enfim... Meu vizinho deu risada quando nos viu colocando o carro na garagem, no dia seguinte nosso carro estava prontinho de manhã pra sair, e o deles cheio de neve, raspa tudo, no frio... anyway...
Daí o vizinho de frente que tem um carrão, quer manter "os zóio no bicho", e estaciona na frente da janela dele. Aí chega a mulher com a van da padaria deles, e estaciona na frente da MINHA janela. Aí chega um amigo deles e estaciona no meio dos dois carros. Minha casa e a do vizinho do lado tem a garagem no fundo do terreno, e na frente, como se fosse entrar na garagem, dá pra estacionar dois carros, mas eles desmancharam a entrada deles e agora não podem estacionar nenhum, pois só tem areia. Fica esse monte de carros num espaço que foi projetado pra ter duas floreiras ( ainda não plantadas ), postes de luz dos anos 30, e apenas uma vaga pra estacionar.
Putz, escrevi pacas, mas é que eu estou p da vida. Ontem saí pra fazer compras 7 da noite, tava escuro, e eu não conseguia manobrar meu carro pra fora da garagem! Era tanto carro, mas tanto carro, que eu tive que fazer mil manobras, ninguém veio tirar seus carros do caminho. Levei quase 10 minutos. Na volta, eu ía deixar meu carro ali no meio, trancando meio mundo, mas não quis arrumar briga, afinal esses serão meus vizinhos por muitos anos.
Mas fiquei a noite toda, e estou até agora, frustrada e com um sentimento de impotência gigantesca. Eu não paguei o que eu paguei nessa casa pra morar num estacionamento a céu aberto. Não é minha culpa se o retardado atola a garagem dele com lixo. É muita falta de consideração o outro desmanchar a entrada de carros pra colocar uma planta cretina e deixar os dois carros atravancando a rua.
O que fazer? Eu pensei em escrever uma cartinha educada pedindo para todos terem consideração com os outros, mas será que alguém vai entender? E se eu acabar virando a véia do 53? Só sei que acordar todos os dias e dar de cara com uma van enorme amarela, da padaria van der Heijden não é o que eu planejei pros meus próximos 28 anos...
Sugestões são bem vindas!
sexta-feira, janeiro 16
Eita matéria mal escrita
Lendo ESSE LINK AQUI, fiquei na dúvida, nós, que temos cidadania européia, precisamos preencher esse formulário onile? Alguém aí tem link pra uma matéria mais bem escrita? Eu consultei o consulado dos EUA na Holanda, e eles não falam nada a respeito.
Era só o que faltava. Como brasileira, me sinto caçada que nem barata, como holandesa, me sinto violada, afinal me garantiram que a única diferença entre os meus direitos e os de um holandês nato é que eles podem ser primeiro-ministro e eu não. E aí, como fica?
E para ocupar seu fim de semana, um desafio. Paca me ensinou uma palavra nova ontem: asinino. O desafio, para as colegas brasileiras expatriadas na Holanda é encontrar o sinônimo literal para a palavra.
Era só o que faltava. Como brasileira, me sinto caçada que nem barata, como holandesa, me sinto violada, afinal me garantiram que a única diferença entre os meus direitos e os de um holandês nato é que eles podem ser primeiro-ministro e eu não. E aí, como fica?
E para ocupar seu fim de semana, um desafio. Paca me ensinou uma palavra nova ontem: asinino. O desafio, para as colegas brasileiras expatriadas na Holanda é encontrar o sinônimo literal para a palavra.
quinta-feira, janeiro 15
ZZZzzzz
Eu quero meu sofá!
Gente, vai aí ensinando truques para se manter acordada no trabalho quando seus olhos estão quase fechando. Café, muito café?
Ontem tive insônia e o marido também, em horários diferentes! Fomos dormir lá pela meia-noite, que já é tarde, eu coloquei um pijama fresco demais, ou o quarto estava inesperadamente mais frio que o de costume, só sei que não conseguia dormir com o frio. Fui colocar um pijama mais quente, meias, deitei e ah, que quentinho, agora vai! Aí o Bart teve insônia, desceu, bateu porta, ligou a TV. Eu cochilei, ele voltou, eu acordei de novo... Resumindo, uma bosta de noite, e agora estou aqui, pescando os olhos na frente do computador. Tudo, tudo o que eu queria era ir pra casa deitar na no sofá e tirar aquele cochilo pesado, gostoso... Só de pensar meus olhos ardem extra-forte.
Mudando de pato pra ganso, me perguntaram porque eu não chamo o marido de Fofo-Husband mais. Acontece que eu vi um pedaço daquele programa da Maitê Proença na GNT, e olha que eu nem sei se gosto muito da Maitê Proença, e ela dizia: fofa é aquela coisa que não é bonita o suficiente para ser chamada de bonita, aquela mulher que não é interessante, inteligente ou qualquer outra coisa suficiente para ser chamada de qualquer outra coisa, é aquela criança meio sem atrativos, que você fica procurando um adjetivo pra elogiar na frente da mãe, e acaba só achando "fofa". Aí as outras mulheres reclamaram, e ela disse: olha só, se eu chegar aqui com uma bolsa Prada maravilhosa, você vai dizer "que linda" ou "que fofa"? A Marília ( acho que a Gabriela ) é uma mulher inteligentíssima ou fofa? Só sei que isso ficou gravado, e tirando toalhas felpudas, que são fofas, eu acabei pegando implicância com o "fofa". Portanto agora é Bart, ou o marido, que é chato, inteligente, engraçado, bonito, e não "fofo".
E para encerrar, decidi que vou me informar mais à respeito de TOC e como se "auto-tratar". Sim, auto-tratar porque eu me recuso a pagar psicólogo pra curar mais uma das minhas loucuras, e porque eu me recuso a "deixar de lado" e viver com o TOC. Há uns dois anos eu percebi que minha mania de não pegar o primeiro produto da prateleira havia virado uma obsessão, ao ponto de eu deixar de comprar algo que eu queria muito porque só havia uma caixa. Agora estou com uma obsessão com água parada. Não tomo banho na minha banheira novinha, fundinha, maravilhosa, porque estou lá deitada e acho que as bactérias estão me atacando. Antes de ir a uma piscina fico olhando mil vezes se tem alguma sujeira boiando, folhinha, gravetinho, qualquer coisa me incomoda. Até água de beber, comecei a comprar água mineral e fico me torturando para acabar o litro ao fim do dia, porque se eu deixar de um dia pro outro fico cismada que alguma coisa começou a crescer dentro da água.
Eu detesto ser pinéu
Gente, vai aí ensinando truques para se manter acordada no trabalho quando seus olhos estão quase fechando. Café, muito café?
Ontem tive insônia e o marido também, em horários diferentes! Fomos dormir lá pela meia-noite, que já é tarde, eu coloquei um pijama fresco demais, ou o quarto estava inesperadamente mais frio que o de costume, só sei que não conseguia dormir com o frio. Fui colocar um pijama mais quente, meias, deitei e ah, que quentinho, agora vai! Aí o Bart teve insônia, desceu, bateu porta, ligou a TV. Eu cochilei, ele voltou, eu acordei de novo... Resumindo, uma bosta de noite, e agora estou aqui, pescando os olhos na frente do computador. Tudo, tudo o que eu queria era ir pra casa deitar na no sofá e tirar aquele cochilo pesado, gostoso... Só de pensar meus olhos ardem extra-forte.
Mudando de pato pra ganso, me perguntaram porque eu não chamo o marido de Fofo-Husband mais. Acontece que eu vi um pedaço daquele programa da Maitê Proença na GNT, e olha que eu nem sei se gosto muito da Maitê Proença, e ela dizia: fofa é aquela coisa que não é bonita o suficiente para ser chamada de bonita, aquela mulher que não é interessante, inteligente ou qualquer outra coisa suficiente para ser chamada de qualquer outra coisa, é aquela criança meio sem atrativos, que você fica procurando um adjetivo pra elogiar na frente da mãe, e acaba só achando "fofa". Aí as outras mulheres reclamaram, e ela disse: olha só, se eu chegar aqui com uma bolsa Prada maravilhosa, você vai dizer "que linda" ou "que fofa"? A Marília ( acho que a Gabriela ) é uma mulher inteligentíssima ou fofa? Só sei que isso ficou gravado, e tirando toalhas felpudas, que são fofas, eu acabei pegando implicância com o "fofa". Portanto agora é Bart, ou o marido, que é chato, inteligente, engraçado, bonito, e não "fofo".
E para encerrar, decidi que vou me informar mais à respeito de TOC e como se "auto-tratar". Sim, auto-tratar porque eu me recuso a pagar psicólogo pra curar mais uma das minhas loucuras, e porque eu me recuso a "deixar de lado" e viver com o TOC. Há uns dois anos eu percebi que minha mania de não pegar o primeiro produto da prateleira havia virado uma obsessão, ao ponto de eu deixar de comprar algo que eu queria muito porque só havia uma caixa. Agora estou com uma obsessão com água parada. Não tomo banho na minha banheira novinha, fundinha, maravilhosa, porque estou lá deitada e acho que as bactérias estão me atacando. Antes de ir a uma piscina fico olhando mil vezes se tem alguma sujeira boiando, folhinha, gravetinho, qualquer coisa me incomoda. Até água de beber, comecei a comprar água mineral e fico me torturando para acabar o litro ao fim do dia, porque se eu deixar de um dia pro outro fico cismada que alguma coisa começou a crescer dentro da água.
Eu detesto ser pinéu
segunda-feira, janeiro 12
Rompertje
Vou a um chá de bebê holandês.
Será que tem algum livro que ensina o que um bebê precisa? Porque lendo a lista de presentes do chá, eu juro que metade do que está lá eu não sei o que é ou jamais ía lembrar que um bebê precisa.
Indecisa, googuei, em holandês, qual é o presente mais requisitado ou apreciado pelas mães holandesas, e a resposta: rompertjes.
Mas que raios é um rompertje ( ou romper )? É isso:

Ah, Adriana, é um body, ou quem é mais "das antigas" dirá que é um macaquinho, certo? Então, eu lembro que minha sobrinha tinha uns bodies assim, mas vejam bem, ela é uma menina e ela nasceu no dia 31 de janeiro, alto verão.
Você usaria no inverno, num menino? Qual a função?
Agora me diga, no país onde você mora, tem rompertje? Você usa? Pra quê?
Será que tem algum livro que ensina o que um bebê precisa? Porque lendo a lista de presentes do chá, eu juro que metade do que está lá eu não sei o que é ou jamais ía lembrar que um bebê precisa.
Indecisa, googuei, em holandês, qual é o presente mais requisitado ou apreciado pelas mães holandesas, e a resposta: rompertjes.
Mas que raios é um rompertje ( ou romper )? É isso:

Ah, Adriana, é um body, ou quem é mais "das antigas" dirá que é um macaquinho, certo? Então, eu lembro que minha sobrinha tinha uns bodies assim, mas vejam bem, ela é uma menina e ela nasceu no dia 31 de janeiro, alto verão.
Você usaria no inverno, num menino? Qual a função?
Agora me diga, no país onde você mora, tem rompertje? Você usa? Pra quê?
Se mentir for pecado, nenhum comprador vai pro céu!
Ser comprador é a arte de diariamente engolir um ( ou vários ) sapos, respirar fundo, e ser educadinho mesmo quando por dentro você esteja querendo estrangular o seu fornecedor. A pior, pior, piooooor raça que inventaram foi o Representante ( ou qualquer outro título ) de vendas. Não se salva um.
Minha cartinha ao meu querido fornecedor, em parentes o que eu queria realmente dizer:
Prezado fornecedor Bocão ( insuportável, mentiroso, lerdo da cuca fornecedor Bocarra):
Após analisar a sucinta oferta recebida ( depois de ler aquela porcaria que você me enviou escrita no papel de pão ), alguns comentários:
- Por 3 vezes eu solicitei os preços quotados de forma independente, mais uma vez recebi os preços conjugados ( seu cabeçudo duma figa, quando é que vai entrar nesse "thick skull" que você tem que a bosta do preço conjugado não me serve pra nada? )
- Embora o preço da montagem pareça estar dentro do budget informado, notei que a coluna do "extras" aumentou na proporção em que o preço da montagem diminuiu ( que você é uma anta constipada eu já sei, mas tá pensando que eu também sou? Eu tenho calculadora e sei apertar a teclinha de + )
- As orientações que eu dei na nossa revisão de preços anterior parecem ter sido ignoradas ( seu burro, eu fiz seu trabalho para você e você voltou a fazer as mesmas burradas! )
- Os novos ferramentais cotados na China trazem uma economia muito menor do que a estimada ( eu sei que você tá embolsando metade do saving, seu larápio seboso )
- Como escrito na solicitação de cotação, o termo de pagamento é 90 dias após recebimento de fatura, e não 30 como consta na cotação enviada ( além de tudo é ainda analfa? )
Estou desapontada com os numeros apresentados. Após 3 rounds de negociações, 2 revisões técnicas e 2 reuniões de gerência, esperava receber uma cotação com menos erros e mais próxima do budget informado ( tô de saco cheio de ver sua cara, de ficar ouvindo seu nhén-nhén-nhén, de corrigir suas burradas e ainda assim receber essa porcaria de cotação ). Minha conclusão é que ou sua empresa não está interessada neste negócio, ou realmente não tem condições de fornecer esse produto no nível de preços que esperamos ( cansei da sua burrice, aliás, não sei se você é burro ou larápio - cansey de você bofe! ).
Obrigada pelos esforços empregados, espero que nossas empresas consigam encontrar no futuro uma nova oportunidade de concretizar novos negócios. ( Deus que me livre de ter que trabalhar com a sua empresa e com você, tô fora )
Atenciosamente ( Até nunca mais )
Adriana ( a coitada que te aguentou por 6 meses )
Minha cartinha ao meu querido fornecedor, em parentes o que eu queria realmente dizer:
Prezado fornecedor Bocão ( insuportável, mentiroso, lerdo da cuca fornecedor Bocarra):
Após analisar a sucinta oferta recebida ( depois de ler aquela porcaria que você me enviou escrita no papel de pão ), alguns comentários:
- Por 3 vezes eu solicitei os preços quotados de forma independente, mais uma vez recebi os preços conjugados ( seu cabeçudo duma figa, quando é que vai entrar nesse "thick skull" que você tem que a bosta do preço conjugado não me serve pra nada? )
- Embora o preço da montagem pareça estar dentro do budget informado, notei que a coluna do "extras" aumentou na proporção em que o preço da montagem diminuiu ( que você é uma anta constipada eu já sei, mas tá pensando que eu também sou? Eu tenho calculadora e sei apertar a teclinha de + )
- As orientações que eu dei na nossa revisão de preços anterior parecem ter sido ignoradas ( seu burro, eu fiz seu trabalho para você e você voltou a fazer as mesmas burradas! )
- Os novos ferramentais cotados na China trazem uma economia muito menor do que a estimada ( eu sei que você tá embolsando metade do saving, seu larápio seboso )
- Como escrito na solicitação de cotação, o termo de pagamento é 90 dias após recebimento de fatura, e não 30 como consta na cotação enviada ( além de tudo é ainda analfa? )
Estou desapontada com os numeros apresentados. Após 3 rounds de negociações, 2 revisões técnicas e 2 reuniões de gerência, esperava receber uma cotação com menos erros e mais próxima do budget informado ( tô de saco cheio de ver sua cara, de ficar ouvindo seu nhén-nhén-nhén, de corrigir suas burradas e ainda assim receber essa porcaria de cotação ). Minha conclusão é que ou sua empresa não está interessada neste negócio, ou realmente não tem condições de fornecer esse produto no nível de preços que esperamos ( cansei da sua burrice, aliás, não sei se você é burro ou larápio - cansey de você bofe! ).
Obrigada pelos esforços empregados, espero que nossas empresas consigam encontrar no futuro uma nova oportunidade de concretizar novos negócios. ( Deus que me livre de ter que trabalhar com a sua empresa e com você, tô fora )
Atenciosamente ( Até nunca mais )
Adriana ( a coitada que te aguentou por 6 meses )
sexta-feira, janeiro 9
Planejando o quase implanejável
Todas as vezes que eu chego de férias, naquela mesma semana eu SEMPRE posto sobre um assunto que vocês tanto "gostam". Dessa vez estou até atrasada. Quando e para onde irei nas próximas férias?
Esse ano o Hemelvaart cai dia 21 de maio, o Pinkster dia 1 de junho, dá pra ficar 12 dias em casa pagando só 6. Quero ir molhar a bunda em qualquer lugar quentinho e barato. Pra falar a verdade, queria me aventurar pras terras do Norte, Dinamarca, Noruega, Suécia, mas com os poucos Tutu$ que tenho disponível, só se eu dormir no banco da praça. Outra idéia é, se a gente comprar um carrinho melhor ( estamos procurando ), fazer a rota romântica na Alemanha de carrito, ou, aventura aventura, digirir até Praga. Ah, tantos lugares pra visitar tão pouco tempo ($$$).
Em Julho terei que sair de coletiva, pressupondo que eu ainda tenha um emprego, e eu estava pensando em alugar uma casa num lugar que misture belezas naturais e algumas cidades pra visitar. E de preferência sem turistaiada. O meu maior medo é acontecer que nem nesses programas de férias frustradas: a casa ser linda nas fotos mas toda estropeada na "vida real".
Outra coisa que está me intrigando é que, pelo menos por enquanto, os preços para julho não abaixaram. Em maio já se nota preços melhores, mas os pacotes e casas para alugar em julho ainda estão com preço lá em cima. O negócio vai ser contar com a crise, que deverá atingir seu pico nessa época, e com sorte pegar umas boas promoções de "last minute". Aliás, vejam que situação estranha, como vocês sabem a libra desvalorizou mais de 30% comparado ao euro. Nos sites de casas na Espanha para alugar, os preços normalmente são em libras, porque o mercado inglês é o principal para aluguel de estação. Se eu olho lá, vejo casas por 600 libras por semana, que antes da desvalorização eram 900 euros, acima do meu budget; mas se eu levar em consideração o rate de hoje, dá 660 euros, dentro do meu budget. Escrevi para o dono da casa/agência perguntando o preço em Euros, agora quero ver a resposta. Se eu decidir mesmo alugar uma casa, e se for mais caro em euros do que em libras, mando o dono faturar em libras no cartão de crédito "djá".
E olha, num momento cafeínado chocolatado quentinho total ( ou seja, num momento feliz ), dou um suspiro de alívio e agradeço a Deus a sorte que tivemos. Apareceu no jornal que as vendas de casas na Holanda estão totalmente paradas, não se vende nada. Considerando que eu vendi minha casa no fim de Setembro, no último minuto da prorrogação, tenho que agradecer de joelhos não ter ainda essa bomba nas mãos pra administrar.
E rumbora que é sexta-feira e amanhã não tem rádio-relógio!
Esse ano o Hemelvaart cai dia 21 de maio, o Pinkster dia 1 de junho, dá pra ficar 12 dias em casa pagando só 6. Quero ir molhar a bunda em qualquer lugar quentinho e barato. Pra falar a verdade, queria me aventurar pras terras do Norte, Dinamarca, Noruega, Suécia, mas com os poucos Tutu$ que tenho disponível, só se eu dormir no banco da praça. Outra idéia é, se a gente comprar um carrinho melhor ( estamos procurando ), fazer a rota romântica na Alemanha de carrito, ou, aventura aventura, digirir até Praga. Ah, tantos lugares pra visitar tão pouco tempo ($$$).
Em Julho terei que sair de coletiva, pressupondo que eu ainda tenha um emprego, e eu estava pensando em alugar uma casa num lugar que misture belezas naturais e algumas cidades pra visitar. E de preferência sem turistaiada. O meu maior medo é acontecer que nem nesses programas de férias frustradas: a casa ser linda nas fotos mas toda estropeada na "vida real".
Outra coisa que está me intrigando é que, pelo menos por enquanto, os preços para julho não abaixaram. Em maio já se nota preços melhores, mas os pacotes e casas para alugar em julho ainda estão com preço lá em cima. O negócio vai ser contar com a crise, que deverá atingir seu pico nessa época, e com sorte pegar umas boas promoções de "last minute". Aliás, vejam que situação estranha, como vocês sabem a libra desvalorizou mais de 30% comparado ao euro. Nos sites de casas na Espanha para alugar, os preços normalmente são em libras, porque o mercado inglês é o principal para aluguel de estação. Se eu olho lá, vejo casas por 600 libras por semana, que antes da desvalorização eram 900 euros, acima do meu budget; mas se eu levar em consideração o rate de hoje, dá 660 euros, dentro do meu budget. Escrevi para o dono da casa/agência perguntando o preço em Euros, agora quero ver a resposta. Se eu decidir mesmo alugar uma casa, e se for mais caro em euros do que em libras, mando o dono faturar em libras no cartão de crédito "djá".
E olha, num momento cafeínado chocolatado quentinho total ( ou seja, num momento feliz ), dou um suspiro de alívio e agradeço a Deus a sorte que tivemos. Apareceu no jornal que as vendas de casas na Holanda estão totalmente paradas, não se vende nada. Considerando que eu vendi minha casa no fim de Setembro, no último minuto da prorrogação, tenho que agradecer de joelhos não ter ainda essa bomba nas mãos pra administrar.
E rumbora que é sexta-feira e amanhã não tem rádio-relógio!
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