quinta-feira, agosto 13

Papo acéfalo


Eu não tenho saco nem interesse em creminhos, maquiagenzinhas, shampoozinhos, roupas, sapatos e futilidades afins. Acho que todas as minhas amigas são mais ou menos assim também, cosméticos raramente são parte dos nossos bate-papos, afinal temos tanto pra falar, carreira, viagens, filhos, casa e reformas, bichos de estimação… E olha que uma das comadres trabalha numa empresa famosa que não só tem uma linha de produtos para o rosto, mas também uma marca famosa de maquiagem.

Há mais de ano eu venho adiando reestocar minhas gavetas. Antes da viagem cheguei ao fundo do poço, minhas roupas de verão estavam em farrapos, meu hidratante facial tinha umas gotas, não tinha mais nenhum gloss, estava usando shampoo Pantene ( meu cabelo é ruim toda vida, só fica bom com Kerastase ou a marca do meu cabeleireiro ), e meu estojinho de maquiagens só tem embalagem vazia.

Um esclarecimento. Embora eu deteste maquiagem, não posso viver sem corretivo e agora tive que encorporar o blush na rotina diária. Eu sou muito pálida, tenho olheiras escurésimas e fica todo mundo me perguntando se eu estou doente ou não dormi bem quando eu não uso maquiagem.

Desde os 25, eu alterno hidratante facial da Lancome e da Estée Lauder. Quando o potinho está na metade, começo a procurar ofertas pra repor, mas esse ano marquei bobeira, esqueci totalmente, e acabou que num belo dia, usei a última gota do Lâncome e não tinha nada pro dia seguinte. Fui nas lojas daqui mas, sem promoção nenhuma, quase desmaiei com os preços. Resolvi, até porque estava sem tempo, comprar um creme "quebra galho", até aparecer uma daquelas promoçõezonas ou eu passar por um bom duty free. Pensei em comprar o Definity, mas como eu não compro nada que eu não possa experimentar e a Olaz não tem tester, desisti. Na ETOS, tinha um Definity para olhos aberto, e a moça do caixa me deixou experimentar. Comprei. E tinha um Loreal em promoção, experimente, parecia bom, comprei. Fui pra casa pensando: minha cara vai cair. Já posso até sentir as rugas se formando. Se com Lâncome já tava brabo, com creminho de prateleira vai ficar o ó. Mas para minha surpresa, e aqui fica a dica, o Loreal é muito muito bom, estou até pensando em adotá-lo permanentemente. O Definity para olhos é OK, o Lâncome ainda era melhor. O Loreal é esse aqui:

http://www.loreal-paris.nl/huidverzorging/gezichts-verzorging/revitalift/breukrimpels.aspx

Antes de ir viajar me reabasteci de roupas de verão, comprei até demais na liquidação. Me reabasteci também de Kerastase. Meu estojinho de maquiagens receberá a adição somente do meu corretivo favorito ( Effacernes, Lâncome ), mas de resto vai ficar desfalcado até eu encontrar promoções boas.

E com mais algumas compras meus armários e gavetas estarão novamente reestocados por 1 ano, Deus permita. E daí colega, ficarei livre de gastar meu rico dinheirinho nessas baboseiras "marromenos" necessárias por um longo tempo, e você ficará livre desses posts acéfalos por outro longo ano.

E para terminar, você sabia que:

- Aqui na Europa o buraquinho do spray já vem virado pra frente enquanto nos países mais pobres não? Pode reparar!

- Aqui na Holanda, tem pouquíssimos produtos da Johnson & Johnson, e até a famosa linha para bebê é reduzidíssima, e se chama Natusan.

- O Oil of Olay aqui se chama Olaz, e no Brasil nem existe. Minha mãe ama os cremes da Olaz e eu estou sempre mandando pra ela, pras tias e até pras amigas dela.

- Aqui não tem AVON, e olha que a maioria dos produtos top de linha da AVON são feitos aqui do ladinho, na Alemanha.

- Esmalte de Unhas aqui é super caro, a maioria das brasileiras traz do Brasil. Nosso bom e velho Colorama é vendido aqui sob a marca da Maybeline ( é assim que se escreve? ), mas tem umas cores ultra estapafúrdeas. A solução é comprar num loja low profile chamada HEMA ( mas descascam no mesmo dia ), ou pagar 10 euros num Loreal ou marca semelhante. Eu ainda tenho esmalte da Xuxa e da Angélica. Ah, e aqui ainda vendem acetona.

- Numa loja chamada Etos, vende-se embalagens miniaturas para praticamente todos os cosméticos "de prateleira". Para viagens curtas, mini-pasta, mini-desodorante, mini-hidratante, economizam um bom espaço na bagagem. Mas não são muito baratos.

- Aqui não existe água oxigenada. Nem Merthiolate.

- Europeus são todos ecológicos, mas não existe nenhuma marca de cosméticos que ofereça refil, como a Natura.

- Também não temos Neutrogena.

- Em lojas tipo Kruidvat ( uma mistura de Drogão com Americanas ), vende-se repelentes, velinhas e até aquele aparelho de colocar na tomada anti-mosquito, mas tudo de citronella, que só espanta mosca de fruta e olha lá. Baygon, Rodasol e afins são proibidos. O interessante é que em outros países da Europa se compra venenão numa boa, eu renovei meu estoque de Baygon de tomada agora na Grécia. Na Holanda tem muito mosquito, tipo Ilha Bela no verão. Sério. E o marido que é todo medroso, trouxe do Brasil loção anti-mosquito para bebês da J&J, e não é que funciona? E o cheirinho é óteeeemo.

- Não reparei se já tem no Brasil, mas aqui tem Nivea for Men e a Loreal também tem uma linha masculina. Tentamos comprar um hidratante para o Bart no México e a vendedora da drogaria ficou inconformada de um homem querer usar hidratante para o rosto. Lá não tem Nivea for Men e macho que é macho tem que ter cara de brucutu.

Agora que esgotei meu repertório anual de conversas fúteis e levemente acéfalas, mas ligeiramente interessantes, sigamos com a programação normal.


quarta-feira, agosto 12

No fim...


No fim é como a Marcia falou, a gente troca uma coisa por outra. No meu caso, também fico na Europa principalmente pela segurança, poder andar tranquila na rua, dirigir de vidrão aberto no verão, não me preocupar com o carro ser roubado se eu estaciono na rua… E igualmente importante para mim, é o sistema de aposentadoria aqui, cujo salário mínimo já dá levar uma vidinha razoável, enquanto no Brasil, velhinho que depender da aposentadoria var cortar um dobrado.

Quando eu comecei a trabalhar na GM, fazia parte do meu grupo a S, uma senhora finíssima de origem alemã. S ainda na casa dos 30, começou a planejar a aposentadoria dela, e como ela queria morar num lugar mais calmo, mas próximo à todas as facilidades de SP, comprou um terreno em Itanhanhém, litoral sul de SP, que naquela época começava a ser desenvolvido. Com o passar dos anos aquele terreno ganhou uma casinha, e teve o terreno do vizinho anexado, e pouco antes dela se aposentar, a casinha foi extendida. Muitos anos já se passaram, acho que bem uns 10, e até hoje S me diz que foi a melhor coisa que ela fez. Na época eu era bem novinha, mas sempre jurei que ía fazer o mesmo.

Todos os países aqui da Europa que visitamos, damos uma olhada em terrenos ou empreendimentos imobiliários. Quando fomos à Bahia também demos uma olhada em terrenos. É uma pena que eu não tenha dinheiro agora, mas naquela região estão começando a vender terrenos em condomínio na praia de Embassaí, que é perto da Praia do Forte e ainda ultra rústico. Em uns 5 anos, eu garanto que a vilinha já vai estar bonitinha e em uns 10 anos, o balneário vai estar show de bola. Eu queria muito comprar um terreno e deixar lá, guardadinho, esperando por mim. Mas comprar terreno no Brasil é um risco, afinal, quem garante que em 25 anos, quando eu me aposentar, a violência não vai ter tomado conta? E a situação econômica, vai continuar estável?

Ando também vasculhando muito a internet à respeito de terrenos na Espanha. Não naqueles balneários lotááááádos de Ingleses beberrões ( tipo Marbella ), mas terrenos que estão sendo colocados à venda pelo novo sistema de zoneamento dos terrenos rurais. O que me preocupa é que, para poder colocar uma boa casa, de uns 300 m2, uma piscina, você tem que comprar um terreno enorme, normalmente com oliveiras ou laranjeiras que uma cooperativa administra. Mas será que não atrapalha, o povo passando a toda hora para fazer a colheita, ou adubar, ou sei lá mais o quê? Será que eu acho terrenos rurais perto de cidades maiores, afinal eu quero estar perto de hospitais, lojas, cinemas…

Ah, planos, tudo planos, castelos em nuvens. Eu não estranharia nada se no fim eu acabasse ficando enterrada nessa terra fria. Ah, mas isso é que não. Nem que for pra comprar um casebresinho num dos países "baratos" da Europa, mas aqui nessa gelereira eu não morro. Meu epitáfio não será escrito em holandês, ah isso NEVER. NOOIT.

terça-feira, agosto 11

Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz...


Hoje um ex-colega de faculdade, ex-colega de GM, com quem mantenho contato por e-mail, me ligou e perguntou se eu estaria interessada numa vaga na empresa atual dele, uma montadora de caminhões, perto do meu apê no Brasil. Ele me disse que comentou sobre mim ( brasileira, trabalhando numa montadora de caminhões na Holanda, com experiência na GM ) com o diretor dele e ele ficou muito interessado.

Bizarro isso. Começa de que numa situação como a minha, eu não faço nem idéia se o salário que estão oferecendo é um salário bom, afinal fazem 6 anos que saí do Brasil.

Mas a verdade, é que não tenho mais peito pra encarar outra mudança de país. Acho que nem pra realizar meu sonho dourado de morar na Austrália. Nunca pensei que fosse ser tão difícil, e agora que o pior passou, não quero nem pensar em fazer o caminho inverso.

Já pensaram? Vender ( ou alugar ) minha casa aqui, Bart procurar emprego lá, procurar casa pra morar lá ( eu não ía ter coragem de desalojar minha mãe ), apesar desse cargo dar direito a um carro eu teria que procurar outro pro Bart, ele aprender a língua, fundo de garantia lá e pagamento de aposentadoria zerados, aqui meu pensionfonds parado, não , não dá nem pra pensar…

Ter assim, uma oportunidade concreta de voltar para o Brasil me fez colocar as coisas em perspectiva. Falta pouco, muito pouco pra eu ser ultra feliz aqui. Bem felizinha já sou, o pouco que me incomoda é quase nada comparado com o que eu já superei.

Conversei com duas outras pessoas, o tal fornecedor brasileiro e um outro amigo brasileiro, e eles me falam que voltar é loucura. Comentaram dos preços e qualidade de serviço médico, disseram que até os hospitais particulares que costumavam ser ótimos, tipo o Hospital Brasil em Sto. André, agora andam superlotados. O amigo me mandou uns links para preço de carros e quase caí dura, mesmo com a tal diminuição do IPI, um carro aí custa muito mais do que aqui na Europa. E preços de apartamentos? Gente, um apartamento de 100m2, na planta, duas vagas na garagem, no Jardim do Mar em SBC, 320 mil reais, prestação mensal de mais de 4 mil. Quem pode? Aqui na Holanda, um financiamento hipotecário de 500 mil euros, por 25 anos, gera uma prestação mensal ao redor de 1500 euros líquidos.

Não, não rola, sou medrosona demais, são muitas incertezas, seria complicado demais. Mas confesso que por 30 segundos, pensando na família pertinho, na faxineira, no calorzinho, na casa da praia, fiquei muito, muito, muito tentada.

Alguém por aqui já passou por essa situação e optou por voltar ao Brasil? E quem pensa em voltar ao Brasil, porque quer ir, porque ainda não foi? Sou só eu que sou "chicken desse jeito?

A gripe suína


Ontem, conversando com um fornecedor brasileiro, ele me contava que a esposa, que é dona de uma farmácia de manipulação, junto com muitos médicos, estão revoltados com a manipulação de dados que o ministério da saúde está fazendo com os casos de gripe suína. Segundo ela, os números seriam bem mais altos do que os publicados.

Eu não sei o que pensar. Por um lado, acho melhor não haver pânico, e números altos gerariam pânico, e comprometeriam muito a economia do país. Mas por outro lado, se o povo soubesse dos números verdadeiros, talvez reagissem mais rápido aos primeiros sintomas, se bem que eu não sei se isso diminui muito a taxa de mortalidade.

Acho que o nível de informação recebida pela população em geral, pelo menos por aqui, é fraca. Recebi, via o marido, o e-mail que a Philips mandou para os funcionários quando 4 casos foram confimados na empresa no Campus em Eindhoven. Nesse comunicado falam que o medicamento Tamiflu não só trataria mas ajudaria a prevenir a gripe. Devo então, mesmo sem estar gripada, pedir para a minha médica-de-família?

O comunicado aqui da empresa foi um pouco mais útil, ele dá instruções para evitar o contágio. Uma das informações achei super útil: usar apenas lenços de papel em caso você precise espirrar. Pode parecer bobo, mas eu ainda vejo muita gente por aqui usando lenço de pano. E caso você espirre, lavar as mãos imediatamente. E diz ainda que as máscaras de pano não protegem contra o virus.

Aqui na Europa, logo estaremos no outono. Eu não sei se as estatísticas confirmam, mas minhas gripes mais fortes foram todas pegas no outono. Como diferenciar uma gripe normal da suína? Não seria mais racional pedir pros funcionários, ao sinal do primeiro espirro, antes de vir pro escritório ir para o médico confirmar se é gripe normal ou suína? Os casos da Philips foram simples zé manés como nós que acordaram meio gripados e foram trabalhar mesmo assim, e logo 1 caso virou 4.

Hoje dei um espirrinho e o colega já avisou: sai com essa gripe mexicana pra lá. É alergia, respondi. Ele pergunta: alergia a quê? Eu respondo: a trabalhar…

Mas deixa eu voltar pro batente, já que eu não ganhei na loteria estadual, que saiu prum bilhete de 1/5 em Utrecht e vai dar lá pelos 28 milhões de novo no mês que vem.


segunda-feira, agosto 10

Quase Twitada #2: Adriana chocadésima

Estou horrorizada! Verdade que anunciaram que o Brasil sediará a copa de 2014? Quem foi o louco que tomou essa decisão? Como os gringos vão do hotel pros estádios, de busão? Faz-me rir. E os que precisarem de assistência médica, vão onde, no SUS? Faz-me rir. E os jogos serão em que estádios, nas velharias que conhecemos? Gringão sentado em arquibancada de concreto? Faz-me rir. E o neguinho que assistir um jogo no RJ e quiser ver o próximo em SP, vai como, de Cometa ônibus leito? Ah, quero só é ver os precinhos dos vôos da ponte, vão escandalizar a gringaiada. Hahahaha, faz-me rir muito. E o policiamento, vai ser feito pelos nossos maravilhosos policiais que em inglês mal se lembram do de-búqui-is-om-de-teibol? Pensar na gringaiada falando pro Sô Guarda que bateram a carteira dele nem faz-me rir, faz-me gargalhar. HAAAAHAAAAHAAAA…

Quero ver europeu que tem paúra mortal dos Hooligans Ingleses encararem a torcida do Pavilhão 9. Porque perto deles Gaviões é tudo gente fina. E no Rio, qual é o equivalente, a torcida do Mengão?

Vai ser tanto escangalhamento, tanta bandalheira, tanto absurdo, que por decadas falarão do fiasco que foi a copa mundial no Brasil. Far-me-ão chorar...

Uma quase twitada #1

Rezando pra São Longuinho pra achar a vontade de trabalhar que eu perdi. Aliás, quem é que inventou São Longuinho? Ele existe? Vou googar!

domingo, agosto 9

Redação: Minhas férias

Essas foram as primeiras férias em alta temporada, e espero que sejam as últimas. Tudo mais caro, avião lotado, crianças pra absolutamente todos os lados, um calor de interior da Bahia em pleno verão...

Antes de viajar eu estava muito preocupada com duas coisas: o hotel e a lotação. Escolhemos o hotel Lindos Mare, que até o mês passado era o número 1 do Tripadvisor. O dono do Lindos Mare abriu um novo hotel, adults only, cinco estrelas, lindodivinoemaravilhoso, como diz a Holandesa, pegado ao Lindos Mare, chama-se Lindos Blu, e é, desde o meio de Julho o número um no Tripadvisor. Claro que babei no hotel, pricipalmente por ser adults only, mas mandei um e-mail e quase caí dura: um upgrade da junior suite para um quarto standard no novo hotel ficaria em 280 euros por dia por quarto. Fiquei desapontada, claro, mas realmente não tô podendo pagar essa grana toda num upgrade. Aliás, o upgrade em si custaria mais que o pacote original. Mas fiquei contentinha, porque só por ter mandado um e-mail interessada no novo hotel, ganhamos um jantar "cortesia" no restaurante do Lindos Blu.

Tirei o dia anterior à viagem pra fazer compras de última hora, e juro que nunca mais. Crocs nova, shampoo Kerastase, máscara de mergulho pro Bart, spaguetti tops, remédios básicos, cada coisa num lado diferente de Eindhoven. Por causa da quase-falêcia da Crocs, agora tem uma loja só em Eindhoven vendendo os benditos.

Na quinta, fomos super cedo pro aeroporto, já tínhamos feito o check-in online mas estávamos com medo das fila do bagagge drop in point. Mas embora o aeroporto mal tivesse lugar pra sentar, despachar as malas foi fácil e sem filas, nos restou ficar quase 3 horas esperando o vôo no minúsculo aeroporto de Eindhoven. Já dentro do avião, taxiados, pronto para levantar vôo, o avião pára, motor desligado. 10 minutos passam, deve ser tráfego, motores ligados, re-taxiamos, e puf, motores desligados. O piloto avisa: estamos com uma falha técnica, os peritos estão a caminho, o problema é que eles estão em Schiphol. Todo mundo xinga. Desembarcamos. Vai demorar mais que o previsto, horário do spits ( rush ). Ganhamos voucherzinho de 15 míseros euros pra jantar. Parte do avião, os homens caipirões, decidem beber até o avião estar pronto. Outra parte, também cairipões, ficam todos alegrinhos com os 15 euros pra comprar comidinha. Outra parte, os desesperados, começam a ligar pra agências de viagem, pra hotéis, pra parentes, pra avisar do atraso ou pra reclamar. E uma boa parte, como nós, respira fundo e vai pro restaurante gastar os 15 euros de misericórdia, dizendo bye bye pros planos de jantarzinho à beira-mar regado a champagne.

O avião ficou pronto às 11 da noite, 7 horas de atraso, quase 10 de van den Broeks no aeroporto de Eindhoven. Tivemos ainda que voar pra Amsterdam pra pegar um novo crew, chegamos em Rhodes 5 da manhã, enlatados no miserável 737 da Transavia. Arkefly dá de mil a zero.

A Hertz está milagrosamente aberta, e pela mísera taxa ( cof cof ) de 30 euros, podemos pegar o carro ainda de madrugada. Tom Tom não tem a ilha mapeada, vamos com mapinha de papel. Ó céus, essas férias estão me saindo pior que férias frustradas.

Chegamos no Hotel, na baía de vlicha, ao ladinho de Lindos, vista espetacular. Na recepção, nossa sorte começa a virar: ganhamos, sem pagar um tostão, um upgrade para o Lindos Blu, para toda a estadia de 15 dias. Eu nem podia acreditar, eu NUNCA ganho upgrades, quanto mais um nesse valor! Fomos todos felizes. Ao chegar na recepção do Lindos Blu, nem podíamos acreditar, é puro puro puro luxo! Fomos super bem recepcionados, levaram nossas bagagens pro quarto, foram explicando as "facilities" do hotel, e a cada andar nosso queixo caía mais.

Nosso quarto não era dos mais caros do hotel, claro. Nos deram um quarto equivalente ao que reservamos no outro hotel, uma junior suite. Quando abrimos a janela, quase caímos duros, que vista!!!! O quarto era todo moderno, cama kingsize, tela plana, banheira com hidro, um desbunde, apesar de meio pequeno. Ficamos um pouquinho na varanda olhando o nascer do sol e fomos dormir.

O hotel salvou nossas férias. Demos uma olhada no Lindos Mare e teríamos sim nos afogado num mar de crianças barulhentas. No Blu, os casais mal ocupavam a metade da área da piscina. O relaxamento era completo, com lounge music, ou jazz, ou até pop music tocando suavemente nos auto-falantes. A piscina infinita normalmente tinha um, quando muito dois casais nadando ou apreciando a vista. Nos 15 dias que ficamos ali, nunca tivemos que acordar cedo pra "reservar cadeiras com toalhas", a pior desgraça da maioria dos resort que ficamos. Aliás, antes da 10 da manhã não tinha viva-alma na piscina. Ah, as vantagens de não se ter creonças...

Os jantares eram um capítulo à parte. O restaurate ficava ao lado da piscina, olhando sobre a baía, do alto da montanha. Espetacular. A comida era muito, muito, muito boa. A la carte todas as noites. Começava com sopa, e apesar do calor, eram ótimas. Aí tinha um buffet de "starters" frios e quentes: saladas, pães, queijinhos, umas carnes simples, até lagosta teve. E três escolhas para prato principal, normalmente uma carne vermelha, um peixe, e um prato vegetariano. E pensar que eu tinha ficado felizinha de ter ganhado um jantar nesse restaurate: jantamos lá todas as noites!

E gostamos muito de Rhodes. O mar é tranquilíssimo, limpo, azulzinho, uma delícia. Como tínhamos o carro à nossa disposição pelos 15 dias, ficávamos na piscina até as 3 da tarde, quando o sol estava a pino, íamos pro quarto tomar banho e refrescar um pouco e às 4 ou 5 saíamos pra conhecer as cidadezinhas ao redor. Gostamos muito de Pefkos, a uns 8 km de Lindos. E fomos várias noites pra Lindos. Aliás, Rhodes-capital e Lindos são ultra charmosas, ambas cidades medievais, com ruelinhas estreitas, labirintos e mais labirintos de lojinhas, cafés, restaurates. Gostamos mesmo.

Com o carro, cruzamos a ilha diversas vezes para as partes mais verdinhas. Fomos à um floresta de borboletas, fomos à cidadezinhas na montanha, visitamos vinícolas, compramos mel direto do produtor.

Entretanto... o calor atrapalhou sim. No weather channel as temperaturas máximas registradas em Agosto são de 31 / 32 graus, mas chegamos a pegar 43. Não sei se nos sites mentem, se a temperatura é medida à sombra, ou se nesse ano o verão foi muito escaldante, mas estava calor pacas. Como gostamos da ilha pretendemos voltar um dia, mas com certeza não será em julho/agosto, lá pra maio ou outubro deve ser tudo lindo demais.

No fim, o hotel salvou mil vezes nossas férias, teria tudo sido um desastre se tivéssimos ficado no hotel Lindos Mare lotadésimo, com crianças pra todos os lados. Mas chegamos a algumas conclusões baseados na estadia do Lindos blu. Primeiro é que temos que baixar nossos standards pras próximas férias. Em dezembro passado demos uma sorte de achar o Iberostar Bahia com bons preços, e antes disso o Royal Playa del Carmen. E agora foi uma sorte temos ficado no Lindos Blu, porque bancar mesmo, não podemos, uma diária simples está na casa dos 500 euros. Nossos próximos hotéis não serão tão luxuosos, e se a gente não se adaptar, ficaremos sempre decepcionados. E em segundo, é que não adianta, somos classe média, e pra gente, um all inclusive ainda é a melhor opção. Uma Coca de 250ml no Lindos Blu custava 3,2 euros, uma garrafa de 1 lt de água 3,80 euros, não dá pra bancar água e refrigerantes pra dois adultos num hotel desses, pelo menos não dá pra gente. Compramos garrafas dágua e latinhas nos mercadinhos da região, mas nunca estavam estupidamente gelados como eu gosto na hora do mergulho na piscina, mesmo com a minha beach bag com insulação térmica. Nos jantares as bebidas não eram incluídas, e nós normalmente pedíamos 2 cocas ou 2 iced teas, e a conta dos refris do jantar, sozinha, deu mais de 100 euros. Vimos várias pessoas comprado água e refris fora como a gente, e na hora do almoço a taberna mais próxima parecia uma sucursal do hotel. Mas também pudera, no hotel um Cheeseburger com fritas custava 19,30 euros, na taberna 5,20 euros, e era gostoso! Comemos muitos sanduíches "gyros", o original espeto grego, e eram baratos e deliciosos. Mas descer até a taberna no sol das 13 horas, quando está ao redor de 40 graus não era legal, legal mesmo tería sido comer no hotel à beira da piscina.

E agora é voltar pro batente e começar a planejar as férias de Dezembro, se é que vou tê-las.

domingo, agosto 2

Derretendo com todo o prazer

Estou teclando, sem acentos, da Grecia!

Amando muito tudo isso! E nem tem Mc Donalds aqui. Tem eh muito gyros... ah, gyros...

Quando voltar conto a saga do inicio das ferias, tem historia pra contar.

Esta um calor dos infernos aqui, chegou a fazer 43 graus! E nos nem percebemos, acreditam? A ilha eh linda, Lindos, onde estamos eh de chorar de lindo, Rhodes eh linda, o mar eh azulzinho e limpissimo, estamos nos refestelando.

Bom, soh queria dar um oi e dizer que quinta feira to de volta e conto as novidades.

Fui ( derreter mais um pouco )

terça-feira, julho 21

Chorei!

Chorei de emoção: tô de férias.

Pergunta retórica: porquê é que eu sempre chego no último dia das férias quase doente?

Dessa vez, a bagaceira é total, trabalhei tanto, mas tanto nos meus últimos dois processos de fornecedores à falência, que estou tiritando de cansaço, mal-estar, tonturas...

Não deixei as coisas arrumadésimas como costumo: nas últimas férias o colega substituto ficou impressionado, ele não teve que cuidar de nenhum assunto na minha ausência, tudo planejadinho com 5 meses de antecedência!

Dessa vez ficaram umas pontas soltas, mas eu tive tantas reuniões hoje, e tanta coisa pra fazer, que bateu 7 horas eu só pensava em ir embora, não conseguia mais escrever um e-mail.

Amanhã faço a mala, compro últimas coisinhas, levo filhotecos para o Gatos Spa & Resort, onde eles ficarão em regime de all-inclusive ( Ty sempre rouba comida dos gatos vizinhos, sempre recebo uma lista de comidas que ele também gostou além da já costumeira Royal Canin 33 ) e faço já o check-in. Tomara que tudo funcione bonitinho com o check in online.

Se eu não entrar mais aqui até a viagem, escrevo de Rhodes se eu achar um cyber café pagável.

Fui pra praia povo, que alegria!

segunda-feira, julho 20

Juízo no sentante


Estão começando a construir a nova parte do bairro ao lado da minha casa. Onde antes tinha uma ruazinha de acesso, agora tem uma ruazinha de terra, onde a prefeitura vai plantar umas graminhas e umas árvores. Durante o final de semana todo ficou um pai com duas crianças pequenas, o menino de uns 6 e a menina 3 ou 4, pra cima e pra baixo num quadricículo motorizado, desses movido a gasolina, que vai super rápido, e faz um barulho que parece que o mundo acabou. Passamos o final de semana inteiro irritados com a barulheira, e eu apavorada de uma das crianças despencar numa das valas laterais e se machucar.

Hoje pela manhã, o vizinho me perguntou se eu vi o acidente. Não vi, eu estava no cinema, e o Bart estava com fones de ouvido ( pra tapar a barulheira ) e também não ouviu. Parece que a menina bateu numa pedra, se apavorou e tombou com o quadriciclo, e aparentemente perdeu um dedinho, acho que da mão ( o vizinho falou vinger, e eu acho que vinger é só da mão ).

Onde tá o juízo de um pai que dá um brinquedo desse pros filhos, no sentante? Sou eu que sou neurótica, ou a função dos pais é proteger os filhos? Veja que eu não estou falando de ser super protetor, de não deixar o filho brincar na terra, de ir na casa do amiguinho, tô falando de dar um veículo motorizado na mão de uma criança de 4 anos!

Tem coisas que os pais podem até não fazer por mal, por exemplo, aquele dia que eu falei do bebê no cinema, e dei o exemplo de uma ameaça de incêndio, sério mesmo, quando aconteceu, eu mal conseguia segurar minha bolsa, quem dirá um bebê no colo. Aí os pais podem pensar: ah, as pessoas vão ver que é um bebê e vão ajudar ( duvido ), ou ah, aqui na Europa e povo vai ser mais calmo na evacuação ( foi um pânico e desorganização total ), mas pra quê arriscar? Isso que eu não consigo mesmo mesmo mesmo entender: pra que arriscar? É que nem esse pai, não podia dar um triciclo, quadriciclo desses de pedalar? A criança teria se divertido menos? Repito a pergunta: pra quê arriscar?

Sempre achei que ser mãe / pai, é colocar o filho primeiro. É pensar no bem-estar e segurança dos filhos primeiro. É adequar sua vida em função dos filhos. Não, não digo se anular, viver em função das crianças, mas tem gente que age como se tivesse comprado um cachorro! Cansei de ver no Brasil pais que vão pra praia e ficam ali nos guarda-sóis entornando todas ( ah, é só uma caipirinha com camarãozinho pra desopilar ), "de olho" nas crianças no mar, e as crianças se distraem e acabam indo mais pro fundo, ou vão mais pra direita ou esquerda, os pais se distraem no bate-papo, acaba a criança sendo resgatada pelos salva-vidas ou porque estão perdidas, ou porque tomaram caldo. Um perigo! Custa ficar um ali na água com a criança, nem que seja numa daquelas cadeirinhas de abrir, nem que for só pra dizer: fulano, mais pro raso, ciclano, não vai tanto pro lado de lá…

Quer ir pra praia manguaçar sem compromisso com a vida? Não tenha filhos! Quer ir pra restaurante chique com cristais e mil talheres? Não tenha filhos. Quer sair de férias culturais pra ver museu todo ano? Não tenha filhos.

Que buósta viu, agora fico com a imagem da menininha, loirinha, com um lencinho tipo bandana no cabelo, sem dedinho. Bah, estragou meu dia!


Isaura

Todo mundo já em casa, de férias, dançando o tchá tchá tchá e eu indo pro trabalho.

Vontade ZERO.

quinta-feira, julho 16

Harry Potter

Depois de esperar 2 anos para ver o sexto filme, finalmente o dia chegou. Ontem trabalhei até as 9 pra poder sair hoje às 5 da tarde e ir pro cinema, e as cinco em ponto eu estava comprando meu bilhete.

Foi aí que os problemas começaram. Claro que o cinema estava lotado, eu já esperava. O problema é que, apesar do cinema estar também exibindo a versão dublada, muita gente foi com criança pequena e como a sessão das 5 ( dublada ) lotou, entrou na em inglês mesmo. Já nos trailers aquelas crianças de 4, 5 anos perderam a motivação e começaram a subir e descer os degraus do cinema. E eu ali me irritando.

Aí começa o filme pra valer. Aos 3 minutos o surround pifa, e o som fica baixinho baixinho. Puta merda, eu esperei dois anos pra assistir o filme e além de um bando de remelentos subindo e descendo as escadas, tinha ainda que aguentar aquele som péssimo. Minha irritação triplicou.

Aí, aos 40 minutos do filme que eu mal ouvia, um bebê começou a chorar. Sim, um bebê. Tem gente que não é mãe, é vaca parideira. Fui embora. Pedi meu dinheiro de volta, o gerente nem argumentou. Jurei que nunca mais volto ao Pathe.

Lembrei então do cinema Zien, que tem mesinhas. Corri pra lá. Que diferença! Duas sessões ao mesmo tempo, uma em holandês uma em inglês, e na em inglês, crianças abaixo da idade da censura ( 10 anos ) não entram. Ameeeei.

Dos seis filmes esse é o que mais se diferencia do livro. Eu cheguei a ficar meio perdida, e olha que eu reli o livro há 2 semanas. Faltou muita, muita, muita coisa, mas é compreensível, o livro é enorme.

*** spoiler alert ***

Apesar do filme ser meio livro, gostei muito, acho que é o melhor dos seis. O filme está mais humano que os outros, os atores melhor dirigidos, a trilha sonora mais "whimsical". As duas únicas retaliações que pra mim fizeram muita, muita, muita falta, foram a música tema no começo e o romance do Harry e da Ginny. Tem cenas lindas do Harry com a Ginny, e de uma forma dão outra profundidade ao personagem dela, mas dos 7 livros, os capítulos em que eles namoram são os únicos onde o Harry tem uma vidinha quase normal, de adolescente infatuado, andando de mão dada e namorando num lugar escondido. Pularam tudo, tem um beijo selinho e só.

E é isso, vão assistir que é legal, e pra quem estiver por essas bandas e puder ir nessa nova rede ZIEN, vá que você vai gostar!

terça-feira, julho 14

Blééééééé

Acho que acabei de assistir o pior filme dos meus 36 anos.

Estou pasma até agora com tanta tosquice.

Sweetest Thing com a Cameron Diaz.

Depois desse filme, meu conceito de filme ruim tomou outra dimensão.

O positivo é que superar essa ruindade toda vai ser difícil.

Manja Glitter, com a Mariah Carey? É um filmaço comparado com esse The sweetest thing.

Nossa-senhora...

Fruto do meio


Nós somos frutos do meio.

Profissionalmente também.

Por 10 anos eu trabalhei no Brasil, onde as pessoas são mais emocionais, mesmo nas suas relações profissionais, do que aqui na Holanda.

Enquanto no Brasil as discussões numa sala de reunião não demoram muito a tomar um tom acalorado, aqui na Holanda, o circo está pegando fogo, o jabá assando, a porca entortando, e todo mundo sentadinho numa saleta sem janela, com duas garrafas de café, um beamer, discutindo em monotom um crash plan praquele fornecedor que está falindo. Impressionante.

Eu, claro, tenho que me controlar, porque sou fruto do meio, e por 30 anos, 10 de vida profissional, meu meio foi o Brasil.

Geralmente eu consigo manter o tom calmo, baixo, controlado. Não como eles, mas num nível aceitável, o que exige um enorme controle de mim.

Hoje entretanto, depois de tantas semanas num estresse sem tamanho, com fome porque a reunião se alongou pela hora do almoço adentro, com umas 6 pessoas que não entendem nada da área de compras, fiquei a um triz de "lose it", perder as estribeiras. A solução nesse caso é dizer, sorry that I feel so frustrated, but… Dizer que você está frustrada sempre ajuda, porque ficar "frustrada" é profissional, não é ter chilique. A reunião foi encerrada ali porque todos tínhamos uma outra reunião importante pra atender, mas mais tarde meu diretor, que ainda não tinha me visto tão "frustrada", veio discutir o assunto, e depois de eu expor todos os argumentos, concordou comigo.

Ele ter concordado comigo é bom, mas não deixo de estar "p da vida" com o fato de eu ter chegado tão perto de perder as estribeiras.

O que me impressiona de uma forma indescritível, é que nas mil entrevistas que eu fiz nessa empresa e em tantas outras, exigiram tanto de mim, eu tinha que ter talento para micro management, cultura de changing management, helicopter vision ( essa pediam em todas! ), e hoje, vendo quem trabalha comigo, metade tem visão de metrô paulista, que helicóptero que nada! Será que exigem mais de todos quando o país está em crise e há poucos empregos ( como foi o caso em 2003/2004 ), ou exigem mais porque eu era estrangeira?

Mas anyway, acalmei, estou indo pra casa, depois de ficar esperando u über-director por 2 horas. Vou-me, eu e minha incrível visão de helicóptero, microgerenciar minha cozinha, estudar os riscos de um macarrão com camarões versus batata com frango grelhado.

Blé.

segunda-feira, julho 13

Whatever...


Quando estive no Brasil, invoquei que queria um Tostex. Quem aqui sabe o que é tostex? É aquele negócio de colocar o Bauru dentro e tostar na boca do fogão. Todo mundo estranhou eu querer o arcaico "equipamento", já que existem agora aquelas sanduicheiras elétricas, que além de baratas, fazem dois sanduíches por vez.

O lance é que eu estou cheia de ter esses zilhões de equipamentos elétricos que eu pouco uso em casa. Hoje tenho, ao invés de um liquidificador, um daqueles combi que fatia/tritura/centrifuga e é também liquidificador. Um trambolho, se eu for dizer a verdade, uso o triturador uma vez por ano pra moer carne e fazer hamburguer caseiro. Tenho máquina de fazer pão, que uso 1 vez por mês porque demora 3 horas pra fazer um pão. Tenho um grill da Philips tipo o do George Foreman, que eu estou jogando no lixo porque a gordura da carne vaza pra todo lado e ninguém merece limpar aquilo, fora que a carne fica sem gordura e sem gosto, uma sola de sapato. Tenho uma fonte de chocolate, que usei duas vezes, que é super legal mas outro martírio pra limpar, e tem que usar pelo menos 1 quilo de chocolate, então tem que ter bastante gente. Tenho uma fritadeira que usei 2 vezes, em casa eu não frito nada, a fritadeira foi só mesmo pra fritar coxinhas quando eu tive visitas. E tenho torradeira, esquentador de água, Senseo ( essa usamos pacas )...

No fim, me falta uma batedeira, mas que pra falar a verdade, eu usaria de vez em nunca, já que raramente faço bolos, e quando faço, não me importo de bater na mão.

Já pensei em comprar um daqueles kitchen aids, que tem mil utilidades numa máquina só, mas é um ultra trambolho, tem mil apetrechos, é ultra cara, e no fim, não vai ser usado tão frequentemente pra compensar o investimento.

Ou então, já que minha casa tem espaço, respirar fundo, soltar um whatever e fazer uma prateleira no armário debaixo da escada pra acomodar a tranqueiraiada toda.

Quanto ao Tostex, foi pro lixo. Os pães de forma holandeses são muito maiores que os brasileiros, e eu tive que cortar pelo menos um quarto do sanduíche pra caber no treco, e mesmo com uma camadinha de margarina por fora, grudou tudo. Uma droga.  Vou mesmo é comprar uma elétrica, onde o sanduba cabe, não gruda, faz os dois lados de uma vez, é fácil de limpar. Vou ouvir mais reclamação do Bart, mas whatever, né não?

sexta-feira, julho 10

Eu me impressiono

Desde criança, eu sempre me impressionei demais com as histórias da Segunda Guerra Mundial.

Até eu mudar para a Europa, o meu contato com a guerra eram as imagens de TV, fotos, tudo muito longe, meio abstrato. Eu sempre perguntava pra minha avó como tinha sido a guerra, e ela, brasileira, me dizia: foi terrível, não se achavam ovos e açucar em lugar nenhum, ía tudo pro exército americano! Pra ela, o maior problema da guerra foi não ter podido fazer bolos.

Mudando pra Holanda, a gente aprende rapidinho a dimensão da tragédia que essa guerra foi.

Há alguns dias, um fornecedor contava que o pai morreu cedo, aos 75 anos ( a expectativa de vida de um europeu é pra lá dos 85 anos ), e que o motivo foi o pai ter sido prisioneiro de guerra. Apesar de não ser judeu, o pai era soldado do exército holandês e foi capturado e mandando para um campo de concentração "especial". Ao término da guerra o pai dele, alto e fortão, tinha baixado dos 80 para 35 quilos. O corpo nunca se recuperou totalmente, e aos 55 anos ele não conseguia mais trabalhar, tinha que usar rolator, e sofria "dos nervos".

Hoje, um outro colega contava que os pais eram sitiantes no sul do país, e que o exército alemão passava o tempo todo confiscando tudo que pudesse ser comido. No desespero, os pais desenterraram bulbos de tulipas e passaram meses tomando sopa daquilo. Já imaginaram?

Os holandeses não têm problema em falar da guerra, eles também foram vítimas, mas esse é um assunto que não se comenta jamais com um alemão. Eu tenho muitos fornecedores alemães, e nesses 5 anos de vida profissional aqui, aprendi que não há taboo maior pra um alemão do que falar na segunda guerra mundial.

Eu, pessoalmente, apesar de ver filmes, documentários, de ler, não consigo entender como um país inteiro acreditou na propaganda do H. Tento me imaginar uma simples dona de casa naquela época, ouvindo os absurdos da propaganda nazista, e não consigo imaginar como uma pessoa normal possa aceitar que seja certo condenar uma raça inteira à fornos-crematórios, por exemplo.

Bom, deixa pra lá, assunto complexo pra blog, e triste pra uma sexta-feira.

Bom finde!

Plato, o gato que queria ser menino


Ontem, aniversário do Bart, fiz paella, que ambos gostamos. Estou ficando cada vez melhor em paella, e nada daquela receitinha chulé da Gwyneth Paltrow, eu fui seguindo várias receitas de sites espanhóis. Dessa vez além do tomate madurinho picado na hora, fui de pimentão verde, haricot verts ( uma vagem fininha e bem delicada, que eu amo ), além de muita cebola e alho. Azeite mais que honesto. Camarões e peito de frango defumado ( não de colocar em sanduíche, o peito inteiro mesmo ). Substituí frango normal pelo defumado porque a maioria das receitas pede uma pimenta defumada, e como eu não coloco pimenta, ou só uma pitadinha mínima, o frango dá aquele gostinho do "defumado" no prato. Quando coloco a água coloco também os pistilos de açafrão, nada de pó! Bem na hora de servir, a receita não pede, mas eu coloco cheiro verde e um bom fio de azeite. Fica linda, cheirosa e suculentíssima.

Eu fui dormir super cedo, Bart ainda ficou assistindo TV. Plato, o gato que não sabe que é gato, voltou a ter um comportamento estranho e dessa vez acho mesmo que vou pro veterinário com ele. Ele vem bater na minha porta lá pelas 3 da manhã. Eu desço pra ver se falta água ou comida. Tá tudo lá. Aí eu pergunto o que ele quer, ele vai andando e olhando pra trás, quer que eu o siga. Aí ele vai pro canto onde ele gosta de dormir, sempre encostado num pano, num tapete, no sofá perto de uma blusa, deita com a barriga pra cima. Aí eu coço a barriguinha dele, ele vira pro lado e fica ronronando e fazendo pãozinho com as patas, comigo coçando a barriga, até dormir! Acho que ele tá com alguma dor de barriga, só pode ser! O que me preocupa é que ele não mia chatinho na porta do quarto, ele mia desesperado! Se algum veterinário ler esse blog, sugestões são aceitas!

E pra não perder o costume de falar das minhas férias frustradas, decidi que na semana livre de Setembro eu queria ir pra Santorini, ficar a semana todinha lá. Gente, como é caro!!! Não tô podendo! Só o vôo, 450 euro-pilas. Afe.




quinta-feira, julho 9

Ahhhhh

Ahhhh se eu fosse 20 anos mais jovem e 20 quilos mais magra...

Envelhecer é pensar que esse dotoso agora é pro bico da sua sobrinha.

P E P I N O S - tem do grosso e tem do fino

Tudo empepinado no trabalho, absolutamente tudo. Eu estou tão sem paciência, mas tãããão sem paciência... A verdade é que estou contando os minutos pra minhas férias. E a cada dia os peninos empepinam mais. Murphy total.
 
Eu amo meu trabalho, mas tem dias que eu daria um saco de dinheiro pra poder simplesmente ir pra casa ( ou ficar em casa ), debaixo das cobertas, assistindo TV. Estou há 3 dias com uma dor incrível no ombro, resultado de muito estresse por aqui e de uma reunião de 3 horas numa salinha gelada usando o laptop sem mouse. Tenho passado pomadinha e tomado banho pelando com o massageador do chuveiro, mas não tá adiantando. Esse tipo de dor, embora não seja aguda e desesperadora, vai te irritando, e irritando, até chegar no ponto onde você está insuportável porque sua paciência está no limite. Essa sou eu.
 
Estou aqui falando que queria ficar quieta no meu canto por causa do ombro, e acho que é a "natureza" falando. Ty ontem não veio me receber na porta quando eu cheguei em casa. Ele estava no parapeito da janela em L e ali ficou, dormindo quietinho até a hora do jantar. Dei a comida molhadinha, favorita dele, ele não veio comer. Dei um potinho de água ali no parapeito, ele tomou umas goladinhas e voltou a dormir. Deixei o bichinho quieto, mas fiquei ultra preocupada. De madrugada fui checar, ele ainda estava lá, dei mais água no parapeito, de novo umas goladas, voltou a dormir. Hoje de manhã, desci já em pânico, ele estava já no chão, comendo. Provavelmente ele estava com alguma dorzinha, desarranjo e se recolheu no canto mais remoto da casa e dormiu pra se recuperar. Nosso corpo fala, pena que Ty - o gato, tenha um vidão e possa ouvir os gritos do corpinho dele e se recolher, enquanto nós, humanos, sejamos por vezes forçados a ignorar sinais óbvios de estafa.
 
Essa foi o primeiro semestre desde que vim pra Holanda que trabalhei sem tirar férias. E trabalhei feito um elfo doméstico, diga-se de passagem.
 
E para terminar, falta exatamente uma semana para o outro acontecimento importante do ano: Harry Potter and the Half Blood Prince.
 
Ai, tô roendo as unhas!
 
 

quarta-feira, julho 8

Relaxa Adriaaaaaana...

Deus que não me castigue, mas eu tô contente com a chuvinha… Eu moro no meio de um bairro em construção, é terra pra todo lado, e depois de 3 semanas sem uma gota de chuva, a terra virou um pó fino que entra por todas as frestas, o chão vive cheio de um talco insuportável, os gatos estão pardos… Ah, mas choveu, que bom. Agora pode parar.

Fiquei pissaroca da vida porque deixei pra encomendar meus maiôs no último minuto e já estavam esgotados. Acabei pedindo um que ficou grande, devolvi, e na hora que fui encomendar o substituto, vi que chegou mais do maiô que eu originalmente queria. E o biquini, esgotado a mais de mês, também chegou. Eita como eu fiquei feliz!

E no domingo, aproveitei que o Bart estava assistindo um programa besta qualquer e fui pro cinema assistir "The proposal". Bem bonzinho, viu! Bom, eu gosto da Sandra Bullock, e o par romântico ( que eu lembro vagamente de algum outro seriado B C ou D ) é além de bonito, engraçado. Aparece a Sandra Bullock quase pelada, senhor, que corpo! Sei lá se rolou manipulação digital, luz, ou se ela é bonita daquele jeito mesmo.

E pra encerrar, deixa eu contar mais um dos meus "causos holandeses" proceis.

Bom, ceis sabem que minha casa nova foi entregue "no cimento", né? Isso quer dizer que no último andar, debaixo do teto, tem o tal zolder, que é gigantesco e dá pra fazer 3 enormes cômodos. Eu e o Bart estamos a tempos esquentando a cabeça com o layout e como fazer isso ou aquilo, e na reunião da cerquinha com os vizinhos um deles comentou que fez os tais 3 quartos. Eis que o Bart ficou me atentando pra eu ir pedir pra eles pra gente ver o que eles fizeram. É eu sei, porque não vai ele mesmo pedir, mas ele é tímido, e a bem da verdade, foi ele que organizou várias outras coisas da casa.

Com as comadres e os colegas holandeses com quem falei, todos disseram que não tem o menor problema, que é só tocar na campainha do vizinho ( que eu mal conheço ) e combinar um dia, mas eu me imagino em SP, tocando a campainha do vizinho que eu mal conheço e pedindo:"posso ver sua casa por dentro?"… O vizinho ía bater a porta na minha cara e me dar o dedo do meio. Então, só sei que me embuí da pouca coragem que tenho e mandei um e-mail. Hoje chegou a resposta do vizinho, todo simpático, dizendo que é só bater na porta deles e que não tem galho, eles deixam a gente ver… Não é o máximo? Estou tão feliz… Quem sabe ainda esse ano sai o zolder?

Mas uma coisa vou dizer, apesar de mal conhecer meus vizinhos, me parece que o povo por aqui é mais "receptivo" do que os meus vizinhos São Bernardenses. Lá eu morei 23 anos ao lado de uma vizinha que a gente nunca soube o nome!

É isso, all in all, tô felizinha que só.

segunda-feira, julho 6

Eu sou uma foca ( né, Alice? )

Eu ando muito desapontada comigo mesmo.

Desapontada porque certas coisas que eu quero ou preciso fazer dependem de uma certa dose de "self-sacrifice", e eu acabo sempre empurrando com a barriga e adiando. E o resultado lógico é que o que eu tanto quero acaba não acontecendo, e eu fico frustrada, e viro uma véia reclamona.

Minha prioridade no momento, é melhorar minha condição física. Pra mim, é até mais importante que emagrecer. Ando botando a língua pra fora pra subir até o zolder, e isso é assustador, afinal eu "pareço" uma véia reclamona, mas não sou ( véia )! A bicicleta tá juntando teia de aranha, a Chalene tá engavetada, o Zumba nunca deixou o hard-drive.

Depois tem o regime em si. Empolgadésima com os Vigilantes, super viável, mas… ando trabalhando feito uma louca, sem inspiração pra cozinhar, ansiosa, o que me leva a beliscar. Depende de mim, eu sei, mas sendo sincera, eu não tô conseguindo fechar a boca. Eu sinto muita falta aqui de certas facilidades que o mundo civilizado tem. No Brasil, assim como nos USA, você pode comprar o pacote de comidinhas dos Vigilantes prontinho, entregue na sua casa. Nos Eua eu não sei, mas a empresa que entregava em São Caetano era muito boa e a preços bem justos. Aí é mil vezes mais fácil resistir à tentação, você não tem que ir pro fogão, e na hora que bater aquela fominha, é só pegar a porção do lanchinho já separadinha, você não tem que resistir à tentação que é ir ao mercado procurar suas comidas diet tendo que resistir à prateleiras e mais prateleiras de cookies, e pães, e massas…

E outra coisa que eu queria fazer é melhorar o holandês. Não porque eu realmente queria, mas porque eu preciso. Puxa, eu não sei mais o que fazer pra gostar um pouco mais dessa língua… Eu tento, como diz uma amiga minha, abrir o coração, mas não rola! Sabem, eu achei que ía ser facinho facinho… Na minha primeira viagem ao México fiquei encantada com espanhol, já me imaginava falando aquelas melódicas palavras, corri pra escola de espanhol. Estudei no Cel-Lep, que era uma escola bem puxada, por 3 semestres, e saí de lá falando bem legalzinho, me dava um prazer enorme falar espanhol. Com o italiano foi bem parecido, pena eu não ter podido terminar o curso, pois foi bem na época que eu operei, de noite eu já estava muito baleada pra acompanhar o curso… Mas também me dava um prazer enorme falar italiano. Eu sinceramente esperava que o Holandês fosse ser o mesmo… mas não é! A língua dói no ouvido, os sons são "raspados" demais. As músicas não são muito atraentes pro meu gosto, e as que eu "até ouço" não são suficientes pra melhorar minha fluência. Todos meus professores dizem que meu sotaque é bem suave, que meu nível já é bem compreensível, mas mesmo assim tem sempre um que não entende sua pronúncia, e é muito desanimador.

Tem uma vozinha no meu ouvido direito dizendo: Adriana, se sacrifique por 6 meses, faça o regime, ande de bike e sacoleje ao som do tal Zumba, re-leia seus livros de holandês e pratique mais, e em 6 meses sua qualidade de vida vai estar muito melhor.

Mas cadê, que lá do fundinho das minhas forças, eu consigo encontrar forças pra encarar mais esse touro e pegá-lo à unha?

Que raiva viu, eu tenho um problema, sei como resolvê-lo, depende só de mim, e no entando, cá estou eu empacada.

Eu sou uma anta. Ou para os que lembram do "causo": uma foca de merda.

sexta-feira, julho 3

Sol sol sol sol sol sol sol lá lá lá rá rá la la


Concentração zero.

Dia lindo de morrer. Adriana não anda, saltita.

Engenharia em casa, programa de redução de jornada, menos pro meu departamento. A meia dúzia de engenheiros que tiveram que vir trabalhar, estão de shorts e papete em sinal de protesto. Dou risada.

O marido não dormiu, o calor deixou o estômago dele revirado.

O gato Plato não dormiu, boazinha que sou deixei o coitado se resfriar no azulejo do banheiro. Todo ano penso em tosá-lo no verão.

Eu entrei em coma até o marido acordar 4 da matina. Estava podre depois de 3 noites de insônia. Dizem que o Jacko enfartou por excesso de remédio pra controlar a insônia. Mêda. O ator do Brokeback Mountain também piripacou com remédio pra dormir, certo?

Aqui na empresa nos acertamos, o chefe e eu. Eu venho trabalhar na semana 33, mas tiro a 36 livre. E em setembro vou molhar a bunda mais barato em algum lugar. Gostei da troca. Malta? Chipre? Tunísia?





quinta-feira, julho 2

Caos


Minhas 2 semanas adicionais de férias já foram canceladas e reinstaladas 5 vezes nas últimas 3 semanas, já nem me animo mais, e nem planejo nada. No momento as semanas extras estão canceladas. Bosta. Nunca vi tamanho caos numa empresa na minha vida. Bosta 2. E TODOS os engenheiros amanhã estão descansando em casa, enquanto burro de carga aqui tá trabalhando. Bosta 3. Maaaas… nenhum burro de carga foi mandado embora, enquanto 20% da engenheirada entrou no facão. Nada bosta pra gente!!!

E não, não estou pensando em ir pro México, mas quis comparar um pousada brasileira com o hotel chique que conheço, pra ver se eu estou ficando louca. E não, quem tá ficando louco são os brazileiros com z, porque aquilo é preço de Dinamarquês gringão louro. Povo, 650 reais numa diária de POUSADA com café da manhã e só. Um-salário-mínimo-e-meio-por-dia!!!!!

Entretanto, achei engraçado que miguxa Holandesa, que junto com o meu marido são meus maiores riscos de contaminação ( os dois trabalham no campus da Philips, onde 4 casos já foram confirmados ), estar preocupada com uma possível viagem ao México. Fia, você e o Bart não foram até o virus, mas ele veio até vocês. Bate na madeira 3 mil vezes. Sem falar que o CDC diz que se não disponibilizarem uma vacina antes do inverno, os USA não conseguirão conter o virus, e daí é como jogar a meleca no ventilador, né mesmo? Porque evitar mexicaninho a gente até evita, deixa de ir pra Cancun e pronto, mas evitar americanos e evitar ir pros USA, como?

Povo, me vou. AH me espera. Estou em greve culinária, pelo calor, comemos saladas ( gordas ) todos os dias, e eu vou comprar as de hoje.

Fuy!


quarta-feira, julho 1

Dá pra entender?

Trancoso, Etnia Pousada, no TabletHotel, baixa estação:

Master suite: U$315,00 + 10% service charge +5% CITY TAX

Com café da manhã

Playa del Carmen, The Royal ( o hotel ultra all-inclusive onde eu fiquei ), baixa estação:

Master suite: U$261,00

Ultra-all inclusive com serviço de quarto 24 horas e todas as bebidas alcóolicas de primeira linha

Eu tava querendo começar a programar uma passeadinha pela terrinha e queria conhecer Trancoso, mas por esse preço só se for pra ficar hospedada na casa da Elba com direito a massagens de óleos asiáticos feitas pelo Gaetano Gostoso...

Depois, quando eu falo que ir ao Brasil é mesmo só pela família, neguinho me chama de esnobe... sou é pobre!

E do lado de lá da fronteira...

Acabei de chegar da planta da Bélgica.

Sempre que visito a fábrica fico pensando, que bom seria trabalhar em alguma coisa que não te dá grandes preocupações, é só treinar que parafuso vai em que buraco e pronto. E que maravilha sair do trabalho e esquecer que a empresa existe, não levar nenhuma preocupação pra casa. Ai ai…

E meio que mudando de pato pra ganso, mais uma diferença entre belgas e holandeses. Olhando a linha de montagem, na Holanda tem muito mais homem bonito do que na Bélgica. Aqui tem uns lourões altões de dar água na boca, lá na Bélgica não vi nenhunzinho de encher os olhos. Informação importantíssima essa, não acham?

Mas então, estou desmacacando meu humor, porque estou com a macaca aqui no trabalho, atolada até a quarta geração de trabalho enquanto outros departamentos trabalham em redução de jornada. Comecei a ir pra casa às 5 em ponto, tô até mais coradinha, está sol, eu tô feliz, se o ano tivesse 12 julhos eu até relevaria as desvantagens de se morar aqui.

Plato em compensação, não sabe mais o que fazer. Meu Tony Ramos felino está se acabando de calor, tem dias que mesmo dentro de casa escondidinho do sol ele coloca a linguinha pra fora de calor que nem cachorro.

terça-feira, junho 30

Pão de Queijo

Sempre que me perguntam qual é a primeira coisa que se deve fazer ao imigrar para um país qualquer, eu digo: procurar alguém que te ensine a achar as coisas.

Pra mim, foi a Alice, que me ensinou até onde achar cotonete. Mas essencial mesmo é achar ingredientes substitutos para suas comidas favoritas, sabendo que vai ter muita coisa que vai ficar de fora, e que você só vai comer mesmo quando for ao Brasil. Aqui na Holanda, temos o site http://finalmentebrasil.nl/ mas quem tiver curiosidade, dê uma olhadinha nos preços, salgadésimos.

Eu me forcei a esquecer coisas tipo mousse de maracujá ( o suco concentrado é válido só por 6 meses, é ruim de trazer do Brasil e aqui custa caro ), bolo de fubá com goiabada, sequilhos... Do Brasil trago só mesmo farofa e feijão. E trago Rodasol, que aqui não vende.

Mas uma coisa que praticamente todos os brasileiros no exterior sentem falta é o pão de queijo. Ah, quentinho, assando no forno perfumando a casa toda, com um cafézinho passado na hora... Não, esse não dá pra ficar sem!

A solução mais fácil são aqueles saquinhos da Yoki, e até o ano passado, eu trazia do Brasil ou pedia pra comprarem no caboverdiano de Rotterdam. Nessa última ida ao Brasil, assistimos, minha mãe e eu, um programa de TV falando sobre os produtos químicos em misturas preparadas, e dos exemplos que deram, um dos piores era o pão de queijo. Além de conter um valor acima da média de conservantes e acidulantes, é carregado no famigerado glutamato monossódico, salitre para os íntimos.

Foi então que minha mãe lembrou da receita da minha adolescência, a primeira que aprendi a fazer: pão de queijo de liquidificador. Você bate os ingredientes, coloca nas forminhas de empada e assa. Nas festinhas era o maior sucesso.

Trouxe a receita e como aqui na Holanda se acha o tapioca starch ( polvilho doce ) fácil nas lojas asiáticas, ando me refestelando de pão de queijo, que já aprendi a fazer na coqueteleira, apenas 1/3 da receita, já que o marido não curte. E não deve ter pontos no Vigilantes, não está na listinha! Ho ho ho.

Para minha surpresa, há alguns meses saiu a receita no site do Rainhas do Lar, até liguei pra minha mãe pra contar. De lá, peguei umas fotos pra vocês verem.

A receita é:

3 ovos
3 xícaras de polvilho doce ( tapioca starch )
1 xícara de leite
1/2 xícara de óleo
200 gr de queijo duro ( tipo parmesão )
sal ( eu coloco 1 boa colher de sobremesa )

Bater tudo no liquidificador, colocar em forminhas de empada ( ou uma forma de muffins ) e assar em forno pré aquecido a 180 graus. Não precisa untar a forminha, e coloque só 1/3 da forminha de massa, vai crescer pacas. Uma receita rende umas 40 forminhas médias.





Além de baratésima, a vantagem da receita é que você sabe o que vai nela. Eu coloco ovos com Omega3, óleo de girassol, leite desnatado, sal marinho. Especialmente pra quem tem criança, pra que ficar entuxando os estomaguinhos deles com essas químicas esdrúxulas, e especialmente, pra que bombardeá-los de salitre?

Tentem, povo, vocês vão gostar!

segunda-feira, junho 29

Que mais falta?

Primeiro, Ivetão aparece grávida. Pela segunda vez, do mesmo Lolito.

Agora, leio que o Gugu foi pra Record.

Só falta vocês me falarem que a Hebe tá morena.

Que é que tá acontecendo aí do outro lado do mundo, hein?

Simpatia

Prezados leitores, aquele que por ventura conhecer uma simpatia, remédio caseiro, mandinga, reza, qualquercoisa que aumente a nossa paciência com gente burra, favor informar.

Tô deveras precisada.

Minha paciência é pequena, e tenho que lidar com gente que raciocina devagar, e com aqueles que parecem não raciocinar at all.

Pensei em rezar pro são longuinho, pra achar a paciência que perdi, mas a verdade é que nunca a tive. Logo…


domingo, junho 28

Vestido de chita

Depois de um breve levantamento sobre a condição do meu guarda-roupa de verão, a suspeita se confirmou: estou pelada!

Comprei, há algumas semanas, um vestido longo liiiindo, não vejo a hora de usar. Tenho várias saídas de praia novas, nisso o Brasil, em especial o Nordeste, é imbatível. Comprei também, assim que saiu a coleção verão, um shorts médio de algodão-linho, pra garantir. Fora isso, só trapos.

É contra meus princípios investir muito em roupa de verão. Aqui em casa, nossas roupas de verão são submetidas à condições terríveis, as coitadas. Como frequentemente vamos de férias por longos períodos, fatalmente temos que apelar pra alguma laudromat, conhecemos lavanderia em todos os países! E daí colega, sua blusinha de 200 euros da Diesel vai ter é que aguentar muito o tchak-tchak das máquinas industriais de laudromats.

No Brasil, só as malhas da paulista Scene aguentam o tranco. Mesmo porque, aqui em casa, é lavagem à tombo e secagem à tombo, nem varal temos ( temos um rackizinho pras cuecas preciosas do marido ). É por isso que eu, macaca velha que sou, espero as liquidações holandesas pra abastecer meu estoque. Acabei de chegar do centro e fiz a festa: com 55 euros, na minha loja favorita, comprei uma calça capri cinza, um vestidinho de alcinha rosa e cinco blusinhas muito legais. Tudo com 50% ou mais de desconto, roupas que eu vi no preço original e fiquei só monitorando a liquidação. Agora faltam roupas de alcinha, porque vai estar calor que nem fez ontem aqui, e senhor, quase morri (emos).

Como a Holanda muda no verão! Como EU mudo no verão! Ontem estavam todos felizinhos e saltitantes pelas ruas. O supermercado vazio, muita gente de férias ou simplesmente sem vontade de fazer a "obrigação" de fazer o rancho ( eita como eu lembro da minha cunhada curitibana quando falo fazer o rancho ). E supermercado vazio é o supra-sumo da felicidade pra mim. Ontem fiquei 2,10 hs no AH. Aghhhh como saí feliz de lá.

Agora é esperar a viagem. Carro alugado pros 15 dias, vamos virar aquela ilha do avesso. Ontem comprei também um guia de Rhodos, com "inside tips", que costumamos fazer questão de visitar de cabo à rabo. O duro vai ser aguentar a espera, trabalhando que nem elfo doméstico e passando fome.

sexta-feira, junho 26

A 100 km daqui...


Eu trabalho há um ano entre holandeses e belgas. Nesse ano de convívio, tenho a impressão de que os belgas tem um certo refinamento sutil, talvez pelas influencias francesas, que os holandeses não tem. São pequenos detalhes, mas que eu acho que fazem bastante diferença.

Por exemplo. No trabalho, os diretores, tanto daqui quando da planta da Bélgica, sempre deixam suas portas abertas em sinal de que estão disponíveis. Aqui na Holanda, holandeses entram na sala direto e começam a conversa. Os belgas batem na porta aberta, esperam o diretor levantar a cabeça do que estão lendo, ou do computador, e só então entram.

As duas plantas subsidiam sopas. Eu adoro a sopa de ervilhas holandesa, prato super típico. É super grossa, com pedacinhos de cenoura, e com rodelas de um salsichão defumado típico. Não é pra quem é fraco não, dá um suador! Na Bélgica, servem também sopa de ervilhas, delicadíssima, só a ervilha mesmo, com uma sombrinha dum gostinho de cebolas refogadas. Um charme! Mas tenho daí a impressão que holandeses ( e eu ) gostam de sustância, enquanto os belgas de sabores mais refinados. Ou como diz meu colega belga, a sopa holandesa não é sopa de ervilhas, é sopa de legumes com salsicha ( além da ervilha tem também batatas e cenouras ).

Por conta das 4 semanas que teremos de férias, conversa-se muito sobre os planos de férias. A maioria dos colegas holandeses se preocupa mais com o destino do que com o hotel onde vão ficar. Muitos aqui dão preferência a campings ou àqueles bungalôs de madeira em campings ou em parques de veraneio. Já os belgas tem sempre uma sugestão de um lugar charmoso, um hotelzinho bacana, nada espalhafatoso e carésimo, lugares "sutilmente refinados". A última sugestão do colega belga quando eu disse que gostaria de ficar uns dias numa praia aqui por perto foi esse hotelzinho aqui, vejam que graça:

http://www.residentie-delaurier.be/

É incrível como são diferentes os dois povos que moram a menos de 100 km de distância. Se bem que em São Paulo nós, paulistanos, fazemos piadas dos Santistas, e a bem da verdade, até o sotaque a a mania de usar o tu dos santistas é diferente.

Anyway, gostcho dos belgas. E me divirto com eles tirando o sarro dos holandeses. Ho ho ho. Agora mesmo, acabei de ouvir "dormir no chão ( se referindo a camping ) é coisa de holandês".

:o)


R.I.P.

Gente, ele, o rei do pop, morreu. Estou perplexa.

E olha que eu nem era assim tão fã, imagino como esses devam estar arrasados.

E como num passe de mágica, a media que tanto o chamou de véio safado que dorme com menininhos, agora escreve sobre sua genialidade.

Me pergunto porque é que eu ainda leio jornal.

R.I.P.

quinta-feira, junho 25

Filosofia barata de uma gorda desanimada

Minha dieta não está indo. Semana passada, a primeira, entreguei-me aos (des)prazeres das refeições a vapor novamente. E da pizza. Trabalhando até tarde, não queríeis que eu fosse ainda às compras e ao fogão, queríeis? Eis que no mercado rápido do sábado nem noto um artigo diferente no meu carrinho, paguei, e fui ver só em casa na hora de guardar: appelflappen congelados crus, para assar em casa, marca da casa AH. Bosta pensei, não gosto de appelflappen! Mas, Bart, que gosta, os assou, e gente, indico muito, que delííííícia! O que eu não gosto do appelflap tradicional é que ele é meio seco e aquelas pontas ficam sem recheio, mas o do AH é em formato de maçã, que além de ser uma graça, é ainda super bem recheado. Quem morar por essas bandas, comprem! E para quem não sabe o que é um appelflap, é isso aqui:



Daí, hoje, desvairada de fome no supermercado, não aguentei ver essas panquequinhas americanas, que eu nunca havia experimentado. Comprei. Amei. Amei muito. Amei demais da conta. Com margarininha light e um açuquinha ( !!!! ) de confeiteiro. Hummmm. Já disse que amei muito?



Terça foi aniversário do Gerente da Engenharia, o tal charmoso. Estava numa reunião e ele deixou pessoalmente um Bossche Bol pra mim. Ele é de Den Bosch, e dizem que essa iguaria é especialidade da região. É uma bolona de uma massa tipo a de profiteroles, recheada de um chantilly beeeeeem leve, e coberto com um chocolate bem gostoso. É ultra doce, é enjoativo, mas um bem feitinho... Aghhhhh...



Acho que é do dêmo se vingando do post que eu fiz sobre ele, me mandando todos os pontos vigilantes do pesístico possíveis pra cima de mim.

Ó Senhor, ajudai essa pobre filha redondinha. Ajudai!

PS.: Arrumarei a diagramação dessa bosta de Blogger amanhã, hoje tô indo dormir.

quarta-feira, junho 24

Então...


Uma parte do meu estar puta da vida é causado pela situação aqui na empresa.

A empresa nos comunicou que teremos redução de jornada, mas como sempre, meu departamento é a exceção e, como sempre, ninguém nos comunicou nada. E no mesmo dia que o presidente da empresa comunicou que a empresa pediu redução de jornada ao governo porque estamos "over staffed", meu diretor me pediu para cancelar minhas férias, e eu, que nem precisei dizer não, disse que o faria se a empresa pagasse meu pacote turístico. O diretor até perguntou quanto era, mas quando eu disse, claro que achou caro, mas pediu, já que eu chego numa quinta-feira, para que eu venha trabalhar na sexta. Tive que dizer não.

Mas o que mais me encana, é minha situação, se ficar o bicho pega se correr o bicho come. Nos últimos 5 meses eu trabalhei num projeto de um fornecedor que faliu. O fornecedor substituto foi escolhido, agora é meio que levar com a barriga, mas até então eu trabalhei como um elfo doméstico, sexta passada saí daqui às 9 da noite, na segundo comecei 7:15 ( trabalhar antes das 8 é contra meus princípios, mas tive que ). Como gostaram de como eu levei o projeto, me colocaram como project leader de outro fornecedor que faliu. Quando ouvi que eu seria project leader fiquei super contente, são poucos os que chegam lá, além de ser um projeto legal, enorme. Só que minha alegria durou pouco, porque também fui informada que o Project Manager será o Diretor Bonzinho, que apesar de bonzinho, não faz nada a não ser o que envolva aparecer na frente do big boss. Nesse meu projeto anterior, 50% do meu trabalho era na verdade trabalho que eu fazia no lugar dele.

Sabem, trabalhar até tão tarde todos os dias tem um custo que eu não sei se eu estou a fim de pagar novamente. Foram meses de comidas congeladas porque eu chegava tarde e cansada demais pra cozinhar. E roupas empilhando no cesto. E eu mal via o Bart e meus piolhetos. Nos fins-de-semana eu estava sem vontade de fazer nada a não ser deitar e ler um livro ou ver um filme. Eu não quero continuar vivendo nessa falta de balanço, tenho uma casa pra terminar, tenho um marido pra dar atenção.

Hoje o Diretor Bonzinho tinha que apresentar o status do projeto pro Big Boss. No meu departamento eu sou a project leader de Plásticos e meu colega de Espumas. O Diretor Bonzinho veio pra fazer a apresentação, e eu, besta, já sabia que ía sobrar, por isso um dia antes já tinha falado com todos os departamentos e pegado as informações. Estava tudo prontinho. Quando ele foi sentar com o meu colega, ele, que já tem certa idade, já trabalha aqui a 25 anos, educadamente entregou ao Diretor Bonzinho 4 slides com a parte dele e só. O Diretor Bonzinho ficou vermelho e disse que faltavam as informações da engenharia, do laboratório, que faltava tudo! Sem levantar a voz um decibel meu colega disse que ele era responsável por compras, qualidade, finanças e logística, e que as informações dos quatro grupos estavam ali. E sentou na mesa dele, e atendeu ao telefone que tocava. O Diretor Bonzinho ficou azul. Ele sabe que meu colega está certo. Ele sabe que ele não pode ir ao nosso diretor e dizer que o colega não fez isso ou aquilo, porque não é responsabilidade do colega. Só sei que azul de raiva ele saiu e foi colher os dados nos outros departamentos. E eu, que não sou burra nem nada, na semana que vem farei o mesmo.

Sabem, eu sei que ainda terei que ralar muito, sei que muitas vezes terei que ficar até mais tarde ou chegar absurdamente cedo, mas sacrificar minha vida familiar pra fazer um trabalho que não é meu, pros outros colherem os louros, não farei mais. No fim, é o diretor bonzinho vindo trabalhar de Audi-lease e eu de bicicleta. Chega!

Essa parte está resolvida. Ainda será um trabalhão, e sei que vez ou outra ficarei até mais tarde, mas não mais todos os dias. Só falta agora decidirem aqui em que dias trabalharemos e se entraremos na redução de jornada ou não.

O resto meus amigos, é resolvido com uma caipirinha de morango durante uma longa ligação via Telestunt com sua melhor amiga no Brasil, muitos risos e à conclusão inevitável de que somos umas barangas mesmo. Cè la vie.

domingo, junho 21

Pausa para descanso

Estou chateada.

E como dizer qualquer coisa só dará espaço a comentários de que não estou bem em lugar nenhum, e de que eu sou uma doida, e que o marido é sei lá o que... recolher-me-ei ao meu canto onde ponderarei, sozinha, sobre o sentido da vida.

Até eu ter um assunto legalzinho pra comentar, ficarei no meu canto.

quinta-feira, junho 18

Boer zoekt vrouw


Já disse isso uma vez, vou voltar ao assunto.

Cada vez me surpreendo mais com o número de homens solteiros interessantes nessa terra. Digo interessantes não por serem lindos, porque se eu for honesta com vocês, os que eu conheço são normais "de beleza", ou seja, nada fantástico mas também nada medonho, mas são interessantes porque são inteligentes, bom papo, bem humorados, tem empregos bons, uma boa parte tem hobbies legais ( tem um que é voluntário num castelo holandês onde ele é um especialista em restauração de objetos de escavações ).

Talvez aqui na Holanda a pressão pra se casar seja menor que no Brasil para ambos os sexos, porque até pra homens no Brasil chega uma hora que todo mundo começa a encher o saco: "tá na hora de sossegar e formar família". Talvez tenha menos mulher do que homem. Vai ver também que meu universo de convívio é dominado pelo sexo masculino, daí eu ter a impressão que tem muito solteiro. Sei lá, mas que é estranho, é.

Às vezes penso em promover um encontro internacional de amigas brasileiras solteiras e holandeses interessados, pra ver se dá samba. É uma pena, tanta mulher do lado de lá procurando cobertor de orelha, e tantos aqui querendo uma orelha pra chamar de sua.

Quanto a mim, estou bem do jeito que estou, mas se eu for ser sincera, bom, bom mesmo, é namorar. Casar tem lá seus benefícios, mas ô como era bom, no dia que dá na veneta pegar o carro, se aventurar por aí, sem dar satisfação pra ninguém.

quarta-feira, junho 17

Coisa do dêmo


Foi o dêmo que inventou a dieta.

Há uma lista de coisas terríveis quando se está de dieta, e só uma boa: ver o ponteiro da balança baixando.

Me preparei psicológicamente, comprei livrinhos, peguei mil receitinhas, mas mesmo assim, quando o grande dia chega, não é fácil.

Ter que ficar se policiando o tempo todo é terrível. Não come a balinha que o colega ofereceu, ela custa 0.2 pontos. Foge na hora do gebak ( torta ) de aniversário da secretária, uma fatia tem 8 pontos. Troca o queijo delicioso por um "queisopor" qualquer pra economizar calorias. Ninguém merece, coisa do dêmo.

E aí, de mau humor e fraca de fome, você ainda tem que fazer alguma atividade física, senão o ponteiro não baixa. Eu baixei o tal de Zumba, e é até legalzinho, mas depois de 7 minutos ( duas músicas ), tudo doía e eu queria mesmo é ir pro sofá assistir Oprah. Sem falar que ficar chacoalhando as banhas no zolder em frente ao laptop é coisa de gente demente. Ou melhor, coisa do dêmo.

Pra facilitar minha vida, já que a dieta é coisa do dêmo mesmo, um colega de trabalho, de quem eu ganhei uma aposta quase 6 meses atrás, resolve hoje me pagar a aposta: 10 pacotes de 10 barrinhas de koetjes reep ( uma barrinha de chocolate holandês bem doce ). Que coisa mais do dêmo!!!!

Chocolates no pote de doces do departamento, volto pro meu lanchinho zero pontos: uma pêra. Enquanto como a pêra, vou entronizando: pêra é uma delíííícia, ohmmm… pêra é dociiiinha, ohmmm… tudo que eu quero na vida é uma pêêêra, ohmmm… Comer pêra quando o corpo grita por um muffin de chocolate ( 11 pontos ) é coisa do dêmo.

Aliás, porque Deus fez a Gwyneth Patrow gostar de peixe com missô e me fez gostar de bife à milanesa? Não foi Deus, foi o Dêmo.

A única coisa que compensa nesse inferno todo é subir na balança e ver o reloginho digital registrar já mais de um quilo a menos. Aí é sublime, é muito de Deus. E você é capaz de jurar que a roupa tá folgada, que tua barriga tá mais lisinha, que tua cara tá menos de bolacha. Li uma vez que as pessoas ao seu redor só registram sua perda de peso depois de você perder mais de 25% do excesso. Ou seja, eu posso estar me sentindo a poderosa, mas minha bunda, pros outros, continua do mesmo tamanho e os pneus do mesmo calibre. Além de tudo o dêmo deu olhos ruins pro povo, é óbvio que minha barriga tá "quase" sarada, pô.

Sabe como eu imagino o Céu? Todo mundo vestido de túnicas de cores pastéis, bem largonas, confortáveis… Nada de túnica com decotão, justa ao corpo pra mostrar os "abs", de cor escura pra emagrecer… Todo mundo feliz e contente.

Já imaginou como seríamos mais felizes se tirassem todas as revistas femininas de circulação e ninguém mais pudesse ser massacrada com fotos das Giseles, Adrianas, Drouzens, Naomis? Seria o Céu!

A Bikini Edition da Sports Ilustrated é coisa do dêmo, muito do dêmo.

segunda-feira, junho 15

Segundona

Sábado sai pra comprar roupas, a liquidação de verão começou! A cidade lotadésima, tinha também um show de um tal de Guus Meuus our algo parecido ( nunca vi mais gordo ), e fazia um solzinho, razão pra ir torrar euros. Olha a crise!

Não achei absolutamente nada para mim, o que eu gostava e vestia bem, não tinha a cor certa, o que tinha a cor certa não tinha o tamanho, que ódio. Filas quilométricas em todos os provadores, ninguém merece! Foi aí que decidi: vou comprar roupas por internet. Já tive uma experiência favorável com a Wehkamp, que vende minha marca favorita de roupas. Paguei pra estacionar, andei feito uma camela, e não achei nada que me contentasse, internet sai mais barato!

E chegando e casa, continuo a saga do que fazer na tal semana extra de férias.

Eu não vou pra hotel nenhum sem morrer de pesquisar o tripadvisor, que tem resenhas feitas por viajantes do mundo todo, e embora eu use mais para hotéis, tem também resenha de atrações, restaurantes. É a bíblia online do viajante experto ( com x ). Na Holanda, há um site semelhante, chamado "vakantiereiswijzer". A vantagem do site holandês é que o site mostra que agências da Holanda vendem pacotes com aquele hotel, o que facilita muito as buscas, mas vou te dizer uma coisa: como holandês é caipira pra viajar, minha nossa senhora.

Eu só pesquiso hotéis 4 ou 5 estrelas. Se for pra ir em muquifo fico em casa. Você vai ler as resenhas dos holandeses e em 80% delas, um dos motivos principais para atribuir altas notas para o hotel é eles trocarem as toalhas de banho todos os dias. Ré-lou? Num hotel 4 estrelas isso é mais que obrigação! E dão notas baixas se o hotel tem "entretenimento noturno" fraco. Ré-lou 2? Ir pra hotel pra ficar vendo zéa-manéa chacoalhando em cima dum palco? Aliás, holandeses amam o RIU porque eles sempre tem showzinho noturno, o RIU do México foi deprimente, a cidade linda, famosa pela vida noturna, e você passa pelo teatro abafado e cigarrento do hotel e está cheio de véio-véia-creonça batendo palminha enquanto umas mexicaninhas semi-nuas rebolam ao som de Macarena em cima do palco.

Os ingleses são movidos por booze. Eles sempre vão comentar se o hotel tinha bebidas boas, vão dar ótimas notas se os drinks forem baratos, e nos all-inclusive vão comentar se as bebidas são de marcas famosas ou não.

E as fotos? Eu acho as fotos super úteis, tem sempre fotos dos quartos, dos banheiros, da varanda do quarto, da vista, das áreas públicas do hotel, do restaurante, dos pratos servidos, tudo isso é muito útil. Mas tem gente babaca que fica colocando zilhões de fotos dos filhos, da mulher, que até estão no hotel, mas cuja foto não mostra nadinha do local. Porque o sujeito faz uma coisa dessas? Pra mim, só pode ser Zé Mané que nunca viaja e quando o faz, tem que mostrar a felicidade da família. Ô Zé, no tripadvisor? Vai abrir uma página no Flickr!

Meu ponto é, que se pescar muito bem que tipo de resenha é útil ou aquelas que foram feitas por pessoas que nada tem a ver com você.

Isso dito, ainda não sei pra onde vou. Queria mesmo um pacotinho simples pra eu não ter que ficar reservando carro, pesquisando o que fazer. Já pensei em tantos lugares diferentes! Noruega ( caro ), Vale do Loire ( só tem castelo ), Tunísia ( mais de 40 graus ), Espanha ( tudo cheíssimo de ingleses beberrões ).

E pra encerrar, já que este post está super non-sense mesmo, eu já disse aqui e vou repetir: eu não tenho paciência pra treinar ninguém. Entrou no nosso grupo, preenchendo uma das vagas abertas, um rapaz que foi dispensado na primeira fase de cortes da empresa. Ele tem 4 anos de casa e nadica de nada de experiência em compras, tem que ser treinado do zero. O problema é que eu estou sobrecarregada, não tenho tempo pra ficar explicando mil vezes a mesma coisa, e tem coisa, tipo a forma como tal peça é produzida, que Santo Google explica. Não tenho saco, não mesmo. Não é nem 10 da manhã e ele já me chamou 6 vezes pra perguntar alguma coisa.


sexta-feira, junho 12

Que semana, criatura de Deus!


Hoje, depois de quase um ano de negociações, o contrato com a empresa do fornecedor Bocarra foi assinado. Acho que vinha daí meu nervoso, hoje a diretoria da empresa dele estaria aqui assinando o contrato junto com a minha diretoria, e eu, mané, é que tinha que preparar a papelada em pastinhas, com adesivinho pro chefão assinar, encomendar um caminhãozinho que dão pro fornecedor de "lembrança", receber apresentações e preparar um beamer, essas coisas de peão. Tudo deu certo, meus colegas são ponta firmes e me ajudaram muito. Estou tão aliviada!

E é confirmado que estarei de férias do dia 18 de Julho ao dia 16 de Agosto, 4 semanas! É uma pena que o pacote da Grécia não possa ser esticado em uma semana ( não há vôos de volta disponíveis, porque vocês sabem né, a crise tá feia… ), assim eu incluiria uma outra ilha, mas já estou fazendo planos.

Povo, quem aqui já foi pros fiordes noruegueses? O vôo pra Oslo tá super barato, tô pesquisando umas cabines junto aos lagos, o que é que vocês acham? Seria só uma semana, mas as fotos são lindíssimas, seria bem diferentinho, não acham? Apesar de não ter praia, tô animada. Quem diria!

E para completar a celebração, ontem, depois de 6 meses morando na casa nova, meu fogão foi instalado. Acreditam? Mas ainda não cozinhei, ele é muito lindo e está muito limpo, fiquei com medo de sujar. Ha ha ha, podem rir. Vou postar foteeenhas, minha cozinha ficou linda. A única coisa que falta é a gente decidir o revestimento da parede da pia, acho que vamos pintar com aquelas tintas que podem ser lavadas. O projeto inicial previa uma parede de aço inox, mas sinceramente, não sou corna o suficiente. Tenho geladeira, fogão com aquelas paredinhas atrás, sugador e microondas de aço inox, e isso é o máximo que uma pessoa que trabalha fora e não tem empregada dá conta de limpar. Você olhou pro inox e o dito fica marcado. O fogão SMEG parece mais fácil de limpar do que a geladeira Bosch, mas vamos ver, vou usar hoje.

No mais, o sol brilha ( até quando? ), o findi tá aí, eu tenho motivos pra comemorar. Outro motivo pra comemorar é o fim do livro Sepulcre, eita livro chato. Rumbora que tá na hora de ir pra casa fritar um ovão e comer arroz com ovo frito. Eita beleza!


quinta-feira, junho 11

Premonição

Vocês acreditam em premonição? Eu acredito!

Estou com uma sensação péssima de que alguma coisa vai acontecer ou está acontecendo que eu não vou gostar… Já olhei meus e-mails atrasados pra ver se é alguma coisa aqui na empresa, já liguei pro Bart, mas não sei, fica essa sensação ruim…

Estou louca pra chegar em casa cedo hoje, já até avisei aqui que 4 da tarde pico a mula, porque quero ligar pro Brasil, ver se lá está tudo bem.

Ai credo...

If I were in Brugge right now...

Terça feira acordei com uma saudade imensa de Brugge.

Para quem não conhece, Brugge é uma cidade medieval na Bélgica, distante umas 2 horas de Eindhoven. Muitos turistas confundem com Brussel, que em Flemish ou Holandês é Bruxelas ( em inglês Brussels ).

Além de ser uma cidadezinha pequena e romântica, Brugge é famosa por duas de suas delícias: os chocolates e a cerveja. Ali, pode-se comer as mais deliciosas trufas belgas e para os que apreciam, visitar cervejarias que servem mais de 100 tipos de cerveja.

As trufas belgas nada têm a ver com as trufas que conhecemos no Brasil, enquanto o recheio das trufas brasileiras é pesadão e bem consistente, o das trufas belgas é levíssimo, lembra um chantilly, e ultra cremoso. Gosto dos dois tipos de trufa, claro, aliás, uma das especialidades da minha cunhada, que eu aprendi bastante bem, é fazer um bolo maravilhoso recheado com morangos e coberto com o recheio das trufas brasileiras, é de lamber os beiços.

Mas então, acordei, gorda que sou, com as trufas belgas na cabeça. E como não vou tão cedo à Bélgica, comentei com um colega que ficarei na vontade das trufas por algum tempo. Eis que esse colega sugere que eu vá à Leônidas, loja famosa de chocolates belgas na Holanda, para ver se eles têm trufas. Outro colega, belga, ouviu e disse: Leôninas é ruim, aquilo não é chocolate belga. Outro, que passava, também belga, confirma: belga que é belga não acha que Leônidas é bom, pralines ( belgas chamam bombons de pralines ) bom é aquele que o seu chocolatier faz todo dia, sem conservantes.

Achei isso chique demais, "seu chocolatier", como quem fala do padeiro do bairro, ou da florista. Como se fosse comum ter o chocolatier da família.

E hoje ganhei duas trufinha de chocolate ao leite, olha que coisa linda. Alongadinhas, menores que um ovo, com raspas de chocolate envolvendo um recheio indescritível de tão leve e cremoso, mil pontos nos Vigilantes.

Outra especialidade de Brugge, são os restaurantes que servem caldeirões de mexilhões ( mossels ). Eu não gosto, mas dá gosto ver o povo com aquele panelão fumegante nas mesinhas de fora dos restaurantes, comendo mexilhões e mais mexilhões, com pão fresco e manteiga caseira, acompanhado de vinho branco.

Quem vier pra essas bandas de cá tem que ir pra Brugge. Com o perdão dos fãs de Brussel ( Bruxelas ), mas Bruxelas não chega aos pés de Brugge no charme, beleza, prédios e praças históricos, restaurantes… Além de andar pelos canais, há ainda que se fazer o passeio de barco e o meu favorito: o passeio de "carruagem" ( ou é charrete? Como se chama um carro puxado por cavalos? ). É uma pena que essa cidade seja pouquíssimo conhecida dos brasileiros.



P.S.: Corrigido. Pergunta: para quem fala espanhol, qual é Brujas, Brugge ou Bruxelas?

quarta-feira, junho 10

Momento Zen


Como diria Jon Stewart ( de quem sou fã de carteirinha ), momento zen da semana:

Sábio conceito desenvolvido pelo pai workaholic de uma amiga workaholic, cujas palavras eu gostaria de lembrar ao pé da letra, mas em me faltando a memória, registro aqui com as minhas próprias:

"Tenho engolido tanto sapo, que já criei um pântano dentro de mim".

Terapia relaxante é respirar fundo, e repetir:

Sou um pântano… ohmmm… tenho não só sapos, mas também lírios d'água… lírios d'água… lííííírios… ohmmmmmmm

A terapia é de minha autoria e raramente funciona.

Odeio engolir sapos.

terça-feira, junho 9

Ahn?

Ivetão tá grávida???

segunda-feira, junho 8

Socialista ou corpo-mole?


A Holanda é um país socialista. Beeeem socialista. Sei lá se tem uma escala na "socialização" de um país, mas comparados ao Brasil, o povo daqui é tudo comedor de criancinha. Se é que vocês me entendem…

É uma sociedade, para mim, difícil de compreender. Eu mesma, tem dias que acho o sistema ótimo, tem dias que acho péssimo.

Aqui, os impostos são muito mais altos que no Brasil, mas o governo faz muito mais pelos cidadãos. Muito mais. Infinitamente mais. Faz tanto, que às vezes eu acho que o povo fica até meio mal acostumado.

Digo isso por causa da crise, e das negociações salariais do pacote que eu mencionei hoje. No mundo todo, milhões de pessoas perderam seus empregos, muitos suas casas, tem gente vendendo tudo o que tem pra colocar pão na mesa, se endividando, e aqui na Holanda, algumas pessoas são impassíveis, não admitem, numa crise dessas, perder um centavo.

Na minha humilde opinião, o "sacrifício" vai ter que vir das 3 partes: do governo, da empresa, do funcionário. Se cada um ceder ( e pagar ) um pouquinho, as chances de superarmos essa crise sem grandes tragédias é maior. Mas tem Hans Mané aqui que não aceita sacrificar um euro do salário. Vão pra casa no apito, jantam com a família as 6 da tarde, sentam na frente da TV com sua Heinekken, e ficam reclamando da crise, metendo o pau nas empresas e no governo, mas a verdade é que todo mundo pode se ferrar, o governo esvaziar os cofres públicos, as empresas continuarem a dar prejuízo, desde que o salariozinho dele continue a ser depositadinho bonitinho na conta, pra ele poder continuar se empanturrando de "biertje" e acampar nas férias.

Dessa vez, quem reclama são os operários do segundo turno. A empresa vai extinguir o segundo turno, e os funcionários desse turno, ao invés de serem mandados embora, vão trabalhar no primeiro turno. Esses funcionários deixarão de receber oo bônus por horas trabalhadas à noite, algo em torno de 15% do salário, e ao invés de estarem aliviados que continuarão tendo um emprego, a maioria está revoltada com a diminuição do salário. E olha que com esse pacote vem 21 meses de estabilidade de emprego!

E esses argumentam que a empresa lucrou muito "nas costas deles" e que agora a empresa tem que "bancar" o salário integral deles. E é isso que me irrita pronfundamente, é esse povo ser tão mente curta a ponto de achar que um grupo americano investiu numa empresa holandesa na casa do chapéu só pra dar empreguinho pros desempregados da região. LUCRO, é isso que uma empresa americana, ainda mais uma listada na NASDAQ, busca aqui por essas terras, nada mais.

Cheguei a ouvir o absurdo de "ah, por esse salário eu fico em casa recebendo auxílio desemprego, com a conta cheia dos euros recebidos ao ser mandado embora, até a crise passar e eu encontrar um outro emprego". E isso foi dum holandês lourão, não foi turco não, viu!

I am so sorry se eu ofendi alguém aqui, mas estou meio pissaroca da vida, cansada dessas incertezas, e como todo mundo que tem juízo, querendo ver meu empreguinho garantido. Eu topo redução de jornada, redução de salário, tudo para que a maioria, eu incluída aí, mantenhamos nossos ganha-pão. Tenho contas pra pagar, uma hipotecona, odeio procurar emprego e sei das limitações de um estrangeiro em época de crise, e quero trabalhar tranquila sabendo que vou ter um salário daqui a 3 meses, nem que seja um ligeiramente mais baixo.


O que fazer?


Foi anunciado hoje que a empresa entrou num acordo com o sindicato e todos os funcionários passarão a trabalhar com carga reduzida, dependendo do departamento, de 20% a 50%, sem perda salarial.

Isso tem um lado muito muito bom e outro nem tanto. Não vou mentir, estou gostando da idéia de ficar um dia em casa, poder acordar mais tarde, dar uma limpada melhor na casa, poder fazer compras com mais calma. E o mais importante: continuar ganhando o mesmo salário.

Por outro lado, a carga de trabalho continuará a mesma, então muito provavelmente, em épocas de pico, teremos que ficar ( ainda mais ) até mais tarde. O diretor disse que teremos que "dar prioridades" aos projetos, mas não vai funcionar, um engenheiro te ligar pedindo pra você fazer tal coisa e você dizer que não é sua prioridade. Sei lá, vamos ver.

Alguns colegas acham que nosso departamento vai ser excluído do tal pacote, mas eu acho que não, afinal pelo acordo com o governo, esses 20% de salário serão pagos pelos cofres públicos, e a empresa vai querer enfiar o máximo possível de funcionários no pacote.

No jornal, saiu que a minha empresa, que é famosa no país, foi a mais afetada pela crise. Vai ver que é por isso que tudo aqui me parece tão difícil e problemático e a percepção da crise por outras pessoas é diferente.

Gente, e aí no seu trabalho, como está? A situação está melhorando? Você já consegue ver o fim da crise? Sua empresa está também aplicando medidas de contenção de gastos, há redução de jornada? Contem-me tudo!

Ah, aqui dizem que o país europeu mais afetado é a Espanha, e que o desemprego está assustador por essas bandas. Verdade?