Soluções, soluções… Ando procurando muito soluções para probleminhas e problemões que me cansam, ou me aborrecem, ou aborrecem o marido ( que em consequência me aborrece ), que tornam minha vida um tico mais complicada.
Por exemplo. Passar horas no mercado no fim-de-semana disputando espaço com pais que trazem mil crianças pros corredores lotados, idosos que poderiam muito bem ter ido durante a semana, e gente como eu, desesperados pra pegar logo suas compras e sumir dali. E o marido odeia ir à mercados, quando vai só piora as coisas ( falta muito? Já acabou? Pra que tanta coisa? ), então sobra pra mim carregar tudo. Essa semana recebi minha primeira entrega do AH. Deu tudo certinho. Vem tudo em caixas plásticas dobráveis, a parte de geladeira numa sacolona plástica dentro de um isopor, o entregador deixa tudo dentro da sua cozinha, os legumes vieram fresquinhos, as carnes com bom prazo de validade. Com o tempo ( e disposição ) que me economizou, eu cozinhei comida fresquinha nesse findi, ao invés de recorrer ao chinesão ou à pizza.
Nessa semana outro problema se resolverá. Pegaremos o carro novo e eu herdarei o nosso poisé, que para fazer os 1500 mt de casa ao trabalho tá muito bom. Meu humor melhorará consideravelmente nos dias frios e chuvosos.
Ha ha haa ha, um probleminha até engraçado que foi resolvido: o tubinho de papelão do papel higiênico. Eu jogava no cesto do banheiro, marido brigava porque tinha que ir pra cesta de papel descartável ( no andar de baixo ), mas resolvemos o problema com um novo papel higiênico cujo tubinho é biodegradável, é só jogar no vaso sanitário, ele "derrete" e vai embora com a descarga. Bom pro meio-ambiente, bom pro casamento.
O home theater tá todo comprado e nesse findi assistimos nosso primeiro filme 3D, que é fantástico. Falta ainda um módulo sem fio da Philips encomendado e com previsão pra semana 13, enquanto isso vamos vivendo num mar de fios pra todo lado.
O próximo passo é convencer o marido a deixar de ser mão-de-vaca e investir numa boa grama artificial, porque minha grama morreu, rest in peace, amém. E grama normal na primavera é aquela inferno: cheio de erva daninha, tem que ser podada a cada 10 dias… Se dá pra facilitar com a tal grama artificial… O marido fica insistindo: pagamos um bom dinheiro na nossa grama normal, tem que ressucitar.
Outros problemas esperam pacientemente ser resolvidos, a vizinha com os peixes comedores de gente, as férias, o zolder, o resto dos móveis, o regime.
E agora mais um: tenho que ir ao huisarts porque tive um piripaque. Achei que ía morrer, em pleno restaurante japa. Putamerda, se é pra morrer assim, em público, que seja pelo menos num lugar chique ou famoso, mas no japa rodízio a €23 por cabeça é de lascar!


