quinta-feira, maio 6

Yes he can, but I cannot!

Eu detesto, DETESTO, sentimentalismo no trabalho. Não me venha com discursinho motivacional, yes we can, ou beicinho, ou gritos histéricos quando algo vai mal. Me dá vontade de dar uns sopapos na pessoa, componha-se meu filho!

Estou substituindo o diretor essa semana, e me pergunto a cada hora se eu sou mesmo a pessoa mais indicada pra lidar com gente, tendo essa aversão à sentimentalismo.

Minha segunda começou com o colega "Doentinho" que perdeu a paciência com uma conhecida bruxa da logística e bateu o telefone na cara dela. Não importa quanta razão você tenha no assunto, tudo vai água abaixo quando você faz isso.

Então começa que a bruxa me liga aos berros metendo o pau no Doentinho e exigindo, além de providências junto ao fornecedor pra embarcar a peça problemática, um pedido de desculpas do Doentinho. Depois de 10 minutos de histeria e berros da Bruxa ao telefone, fui falar com o Doentinho.

Doentinho fica vermelho e faz beicinho, eu queria matar. Acabou com o meu dia.

A semana continuou com birra do Grandão que não quer trabalhar com um temporário que vem de outro departamento pra participar de um projeto ( não gosto dele, ele é metido ), o Didi Mocó que deu piti público porque convidaram uma pessoa que ele não queria pra uma reunião, e várias outras xumbreguices.

Aí eu vou pra uma reunião e um colega de quem gosto muito aliás, volta de 2 meses de licença saúde, ficou um mês internado com suspeita de câncer de rim, um drama que eu até entendo que tenha mudado muito a vida dele, mas na reunião de projeto com a empresa do fornecedor Bocarra, que tá cocozando meu projeto, ele vem com discursinho de que somos todos parte de um mesmo time unidos por um mesmo ideal, e bladibla snif snif. Eu não sabia se ria ou chorava. A verdade é que o que move o mundo é o dinheiro, e a empresa do Bocarra quer mesmo é implementar o projeto gastando o mínimo possível, nós queremos nossas lindas peças custando o menos possível, e o resto é mingau de aveia. Amiguinhos trabalhando pelo mesmo ideal? Blé, conta outra.

E aqui estou eu, com minha famigerada TODO list praticamente abanando os bracinhos e fazendo o sinal de tafú, tendo que sorrir pro mundo e dizer yes I can.

Maldita hora que o Obamão foi soltar essa!

2 comentários:

Wisley Humberto disse...

Por aí também é assim?
Fornecedor problemático, criancinhas crescidas???

Mais ou menos que no Brasil?

Mary disse...

Ué! Achava que o povo daí era menos chorão. Bjo.