Acabei de chegar do cinema!
Team Edward Total!
É impressionante o que a adição de uns milhõezinhos ( ões ) de dólares faz na produção de um filme. Depois do orçamento restrito que resultou numa modesta produção de Twilight Parte I, resolveram investir pesado no segundo filme.
Vou começar pela única coisa que não me agradou: a trilha sonora. Se a trilha sonora do primeiro filme foi um desbunde, a desse passa desapercebida total.
Mas então, o filme em si. O tratamento cosmético dos vampiros transformou o filme. Nada de lentezinhas de contato vagabundas pra dar o tom ambar descrito nos livros, foi lente boa e muito efeito especial. Os vampiros estão também mais naturais, antes dava pra ver que era maquiagem, agora é um misto de maquiagem, efeitos gráficos e uma ótima iluminação.
A introdução do "Werewolf Pack" foi ultra bem feita, as cenas de transformação em werewolf são perfeitas! O Taylor Lautner como Jacob está muito bem, o garoto é mesmo lindo ( apesar de não fazer meu tipo ), e comadre marmanja já passada dos trinta e com filho suspirou pelo Jacob o filme todo.
Achei que as cenas onde aparece a imagem do Edward ao invés da voz ( como no livro ) fosse ficar brega, mas foi tudo muito bem feito. E até a Kristen está bonitinha, e conseguiram tirar aquele tique-gagueira-piscadeiro que ela tinha no primeiro filme.
O filme não é 100% fiel ao livro, mas conta bem a história. Pra falar a verdade é o meu livro menos favorito, mas o filme é bom.
Nota para quem mora nas redondezas: eu falei tanto do cinema Zien, e domingo assisti ao 2012 na sala 1 e foi ótimo. Hoje assisti o filme na sala 4 e sinceramente, um pulgueiro. O som estava péssimo e a tela é de 1974. Quando eu voltar de férias assito de novo no Pathézão, que sem gentarada continua sendo o melhor da região, pelo menos TODAS as salas são de razoáveis pra boas.
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Twilight Saga: New Moon
Postado por Adriana às 6:55 PM 0 comentários
La cucaracha la cucaracha... Ya no puede caminaaaaar!
O dolar super-baixo no Brasil, a brasileirada está se esbaldando de viajar pro exterior. Meu irmão estava babando de vontade de levar as crianças pra Disney, mas os descontos nos carros foram mais interessantes e ele acabou comprando um carrão cheio dos trique-triques. Um fornecedor brasileiro me contou ontem que foi procurar um pacote pro Iberostar Praia do Forte, na Bahia, na agência CVC, e ficava mais em conta ( e muito mais em conta ) ir pro Iberostar Quetzal em Playa del Carmen, perto de Cancun. Eu já comentei aqui que nesses resorts grandes, gringo paga menos que brasileiro, justamente porque se o preço aqui fora for o mesmo preço que cobram no Brasil, gringo vai pro México, pra Jamaica, pra Republica Dominicana, pra Cuba. Pra eles Brasil não é melhor nem pior que nenhum desses destinos tropicais.
Aí o fornecedor me perguntou o que fazer. E sendo honesta, honestíssima, eu adorei a Praia do Forte, mas Playa del Carmen é mil vezes mais cheia de atrações do que Praia do Forte, sem falar que a praia em si é mais bonita no México. Em Playa, você está perto das pirâmides Maias, e gente, é moooito legal. Você tem Cozumel pertinho pra mergulhar, pode fazer snorkel na maioria das praias, tem mil mergulhos em cianotes pra fazer, é coisa que não acaba mais. Praia do Forte é menos interessante, se bem que o passeio a Salvador é muito legal.
Acho também que como primeira experiência internacional, o México é muito legal. A língua não é tão assustadora, o clima é bem parecido, o esquemão praia-cidade é bem parecido com o Brasil, e tem toda aquela experiência de passar pelo Duty Free ( brasileiro é o povo mais fã de duty free que eu conheço ), do vôo longo, de chegar num país todo diferente, com língua diferente, de se sentir desbravando novos horizontes.
Uma vergonha pro turismo brasileiro uma viagem pro caribe ser mais cara que uma viagem pra Bahia, mas quem sabe se o êxodo continuar, o preço do turismo nacional abaixe um pouco?
Dia 4 próximo os van den Broek dormirão no aeroporto de Bruxelas, naquele Sheraton que eu já estou rezando pra ter boa isolação acústica, e partimos em direção ao Caribe às 7 da matina do dia 5. Vamos ficar 3 semanitas num resortão all-inclusive. Cêis tão carecas de saber que eu aaaaamo praia e resortão all-in, né? Quando eu chegar lá digo onde estou ( ho ho ho, adriana misterióóóósa ). Mas a viagem é o que está me segurando em pé, porque tô mesmo é com vontade de sair pulando e gritando.
Ontem trabalhei até as 21:30 na empresa, às 21:00 as luzes apagaram e eu fiquei sozinha no escuro. Eu tenho medo do escuro. Quase entrei em pânico, fiquei com a luz do monitor, umas lâmpadas de emergência acenderam, tive que ligar pra recepção, que fica a quase 1 km do meu prédio, e eles vieram me resgatar. Hoje estou um bagaço, mas já avisei que às 3 eu pico a mula. Hoje tem Twilight Saga New Moon no cinema. U-hu.
Bom findi pra nós!
Postado por Adriana às 2:45 PM 1 comentários
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Uia! (2)
Podem dizer que eu morri e esqueceram de enterrar, mas foi só hoje que eu vi que o Brasil sediará a copa de 2014.
Juro.
Postado por Adriana às 10:46 PM 1 comentários
Eu não sou Ugly Betty!
Vocês sabem que eu já tive uns 35 quilos a mais. Costurei o estômago, emagreci, mudei pra Holanda, nesses quase 7 anos ganhei uns 12 quilos, que aliás, eu nem acho muito, considerando que já era esperado que depois de alguns anos de gastroplastizada eu engordasse, considerando que eu estou ficando mais velha e pra manter o peso eu teria que me exercitar mais, o que eu não faço, e não esquecendo que adaptar-se num novo país na maioria dos casos traz também uns quilinhos a mais. All in all, not too bad.
Claro que eu gostaria de emagrecer, claro que seria melhor também pra saúde, mas querem saber da verdade: eu olho no espelho e não me desgosto. Essa aceitação da imagem, aceitar que eu não tenho uma bunda tamanho 42, que eu não tenho corpo de biquininho asa delta veio mesmo só aqui na Holanda.
No Brasil, mesmo com os 12 quilos a menos, eu me sentia inapropriada. Eu me escangalhava de passar fome pra entrar numa calça jeans da minha marca favorita ( Forum ), que raramente tinha o 46, e mesmo assim, quando tinha, era um 46zinho. Pra minha bunda entrar num 44 brasileiro eu tenho que passar muita fome, e da cintura pra cima eu fico com cara de passarinho, meu rosto fica chupado, os peitos pequenos, não fica lá muito legal não, ou eu pelo menos não gosto muito. Mas eu TINHA que passar fome, porque senão acabava tendo que ir comprar na Palank modas, e colegas, roupa de gordo no Brasil, pelo menos há 7 anos, ninguém merece.
Aqui na Holanda, as gordinhas não se escondem debaixo do poncho na Betty a Feia não. Primeiro que a maioria das lojas tem até o 46 e é um BOM 46. Minha bunda cabe naquele 46 na boa. Existem muitas opções pra quem usa do 46 pra cima, e tem muita roupa legal. As gordinhas abusam dos decotões, usam muita roupa sobreposta, até vestidinho e mini saia tem. Aqui, quem veste 44 holandês ( 46 brasileiro ) é normal, no Brasil, mesmo vestindo 44 brasileiro eu ainda era chamada de gordinha.
O mais importante é que meu guarda-roupas vive recheado, eu tenho tanta escolha nas lojas! E olha, preço de roupa de gordo no Brasil é um roubo ( o gordinho até emagrece porque não sobra grana pra janta ), mas aqui é o mesmo preço.
Viver num lugar onde não sou considerada a escória da humanidade porque não tenho 60 de cintura é uma maravilha. Acho que até compensa o friiiiio.
Postado por Adriana às 3:52 PM 9 comentários
Terça-feira, Novembro 17, 2009
BRLLL...
Enquanto eu faço a contagem regressiva pras férias no Caribe, a moçada que trabalha comigo está em polvorosa: semana que vem abre oficialmente a temporada de ski na Áustria.
Segundo meus colegas de trabalho, "the place to be" é Ischgl, fronteira da Áustria com a Suíça, eles dizem que é a Ibiza do ski. Bom, eu fico quieta, porque acho Ibiza uma tosqueira só, pelo menos aqui no verão tem canais de transmissão direta das festas de praia e noturnas, e tem muita gente tosca em Ibiza. Aqui na Holanda mesmo, vende-se muito pacote de ônibus ( e ferry ), pra meninada ir se aboletar naqueles apartamentos meia-boca, e "aproveitar" o verão. Putz, tô escrevendo e na cabeça rola a musiquinha do Locomia, lembram?
Então, voltando à Ischgl. A temporada sempre é aberta e encerrada com um show de um artista famoso, esse ano será aberta pela Kate Perry, que eu aliás gosto.
Acho que é só imigrante mesmo que foge do frio ( e nem todos ), a holandesada o espera ansiosamente, curtem o inverno de verdade, e os mais chegados sempre me aconselham: Adriáááána, embrace it. Blé.
Holandês sempre vai pra estação de esqui de carro, e normalmente prum chalé ( a versão "invernal" do appartamenten do verão ). Eles não alugam o equipamento, eles tem mesmo esquis e skiboards, e juram que compram as roupas, luvas, óculos, touquinha e etc em casas de esporte, mas por baixo dos panos deve rolar muito Aldi, porque nessa época o Aldi tá cheio de venda especial de roupa de ski. Sei que o povo vai me achar esnobe, mas sou friorenta, e a simples idéia de deixar meu aquecimento nas mãos duma roupa do Aldi me é horripilante. Normalmente vão em grupos ( quando solteiros ) ou com a família toda ( quando casados ). Criancinha aqui esquia, e dizem que criança normalmente esquia bem. Pra eles, esquiar são as férias "caras", afinal de contas, além de ter que pagar os tais skipass ( passe pra poder usar as pistas ), normalmente se esquia em países como Suíça, Áustria, França, que não são conhecidos pelos preços mais camaradas da Europa. Não sei muita coisa de esquiar, mas sei que o brega do brega é ir no tal Val Torens, que sinceramente, me parece bem prático e good enough. Você pode agora comprar umas férias all inclusive pra esse Val Torens, o pacote inclui transporte, estadia, skipass, aluguel de equipamento e refeições.
Até penso em um dia tentar aprender esquiar, deve ser legal descer os slopes na maior libertade, vento nos cabelos, mas e o frio? E O FRIIIIIIO? E a grana pra investir em roupa, bota, luvas, equipamento? Já perguntei E O FRIOOOO? Então, é frio.
Tem também uns pacotes "aventura" na Noruega, normalmente de uma semana, beeeem lá no norte, 3 dias você acorda, pega um snowmobile e vai visitar a região com o grupo ( tem fazenda de renas ( !!! ), fábrica de velas, floresta ) e um ou dois dias você vai naqueles trenós puxados por cachorros ( eu tenho dó ) visitar onde procriam e treinam os cachorros, e outros passeios pela região. Me parece interessante, só que já avisam que é escuro o tempo todo e a temperatura média é -20C. Já imaginaram, Adriana aos -20C? Nem a pau Juvenal.
Sabem, acho que quem tem filhos acaba se adaptando melhor e mais rápido aqui sim, afinal você tem que ensinar a criança os costumes daqui, e acaba entrando na dança. Acho que se eu tivesse filhos eu ía levá-los esquiar que nem os amiguinhos, porque senão eles seriam eternamente os estranhos da classe, que só vão pra praia.
É que nem a história do Sinter Klaas. Eu particularmente acho uma besteira sem tamanho, mas o velhinho chegou de barco sábado. Em todas as cidades, diga-se de passagem. Eu, que não tenho filhos, digo que JAMAIS tiraria meu filho de casa no frio e garoa que estava no sábado, pra ir na beira de um canal ( é mais frio ainda ), com um boné de penachos, em plena epidemia de gripe suína, esperar um velho bispo ( eu não sou nem católica ) chegar montado num cavalo branco dentro dum barco, cheio de pretinhos em volta ( o bispo é branco e os serviçais pretos, mó preconceito ). Mas se eu tivesse um filho, ía acabar pensando que ele seria a única criança da classe a não ver o Sinter Klas chegando, que ía crescer traumatizado, e no fim iria de mau humor pra beira do canal mas levaria a creonça, e no fim, me adaptaria mais.
Putz, comecei na estação de esqui e terminei no Sinter Klaas ( aliás, me parece o Papai Noel desnutrido ). Sem falar que em metade do post escrevo ski e na outra esqui.
Foi mal aê, povo!
Postado por Adriana às 4:36 PM 10 comentários
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Mão-de-vaca
Sim, holandeses são muito muito muito mão de vacas, mas tem hora que tem que ser.
Vejam só. Ontem decidi que queria ir ver o filme 2012, porque adoro filmes de desastres naturais. Normalmente eu vou com a minha scooter ( estacionamento grátis ) pro Pathé, lá uso meu cartão de vantagens pra comprar o ingresso ( sai 6 euros ao invés de 8,50 ) e compro uma garrafinha de meio litro de Coca light e um pacotinho de pipocas doces no supermercado ao lado, gastando normalmente uns 2 euros. Quando estou com vontade de pipoca salgada compro no cinema mesmo, e a caixinha média sai 2,40 euros. No geral, gasto menos de 10 euros pra assistir um filmezinho legal, com refri e pipoca. Ontem estava ameaçando chover, resolvi ir de carro. E como estou evitando o Pathé depois do episódio do bebê no cinema, fui ao Zien, onde não há cartão de vantagens. E como não tem o supermercado do lado, tive que comprar pipoca e refri no cinema mesmo, a conta: ingresso 9 euros ( era sessão com cadeiras marcadas, cobram 50 cents a mais ), estacionamento por 3 horas 8 euros, refri e pipoca média 7 euros, total da brincadeira: 24 euros!
O filme é legal, cheio de efeitos especiais, apesar de eu achar aquele ator insuportável. O Zien ainda é muito melhor que o Pathé, apesar de terem deixado um casal levar uma menina de uns 4 anos ( prisão perpétua para casais que levam crianças de qualquer idade no cinema num filme adulto, em língua estrangeira, legendado ), o estacionamento é bem pertinho e é quentinho e ultra prático, e a pipoca estava muito salgada pro meu gosto e aqui eles não estouram na hora, então tava um pouco passada. Foi uma tarde legal, mas seriously, 24 euros????
Adriana mão de vaca total pra essas coisas. Não me diverti mais ontem do que me divirto normalmente gastando meus 10 continhos. Pode soar meio canguinha demais compra a garrafinha de refri no supermercado e os snacks também, mas é a mesma coca, a mesma pipoca, por uma fração do preço. Me sinto meio idiota por ter gastado 14 paus a mais.
PS: O cartão de vantagens não é tipo carteirinha de estudantes. Você compra um cartão magnético pré-pago que custa 36 euros e te dá direito à 6 ingressos no periodo de 12 meses.
Postado por Adriana às 9:22 AM 5 comentários
Domingo, Novembro 15, 2009
Assopra aí, mevrouw!
Ontem fui à noite das comadres em Den Bosch. Éramos 4, comemos ultra-hiper-mega-bem num restaurante chamado Picasso. Den Bosch é uma cidadezinha lindinha, vale dar um pulinho pros que moram aqui.
Na volta, pela primeira vez desde que mudei pra cá, vi uma blitz do teste do bafômetro. Quando voltávamos do restaurante, Alice fez o teste, passou. Peguei o carro e vim pra casa, e na mesma rotatória, fui parada. Tive que soprar 3 vezes, achei que cara fosse achar que eu tava sabotando o teste, mas na terceira vez deu certo. Eu não tinha bebido nem um gole de álcool, então tava tranquila.
Mas vi 2 carros sendo encostados porque o teste deu positivo. Deviam fazer mais blizes como essa.
E para as comadres, foi muuuito legal, temos que sair loguinho de novo.
E vamo lá ouvir a musiquinha do fantástico que é domingo de noite. Que tristeza. Plato já está aqui nos meus pés, com cara de quem já tá de pijama.
Postado por Adriana às 9:23 PM 3 comentários
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
O lado de cá e o lado de lá
Ontem eu li o blog da Fernanda do Batata Belga ( link aí do lado ) sobre os problemas dela com a empresa, e sobre a discussão de se a mãe ( ou pai ) que fica em casa pra cuidar de filhos doentes pode tirar esses dias livres ou não. Eu sinceramente não sei o que diz a lei belga ou holandesa, mas na minha empresa anda acontecendo umas coisas que eu gostaria de comentar.
Eu não tenho muito contato com casais com filhos, logo eu não tenho muito como dizer se normalmente é o pai ou a mãe que fica com a criança caso ela adoeça. Entretando, essa semana eu estava conversando com meu diretor sobre isso, e vendo umas estatísticas.
Meu departamente está contratando. São várias vagas, e mais de 20 candidatos já foram entrevistados. Nenhuma mulher. Nada é oficial e nada é declarado, mas o fato é: nenhuma mulher foi convidada para entrevistas.
Vocês sabem aqui do caso da grávida. A funcionária engravidou e negociou com o diretor trabalhar 1 dia a menos por semana. Ele não gostou mas concordou. Ao voltar da licença maternidade, ela decidiu que não podia ficar 4 dias da semana longe da filha, e usou de uma lei holandesa para trabalhar apenas 3 dias por semana. Quando esse benefício estava para expirar, ela engravidou novamente, e para piorar, deu um mau-jeito no pescoço e saiu de licença maternidade 5 meses antes do parto.
Essa semana meu diretor me mostrou uma estatística do seguro-saúde. O maior índice de absenteísmo é de mulheres com filhos. É dado concreto.
Eu entendo o lado da mãe que se vê sem saída quando o filho está adoentado e a creche o manda de volta pra casa. Eu entendo o lado do gerente que tem que lidar com a ausência do funcionário.
Sinceramente eu acho que as mulheres tem que bater o pé e demandar do parceiro que revezem nessa circunstância. Não importa quem ganha mais, qual carreira seja mais promissora, uma coisa é duas vezes pro ano você ter que faltar porque o filho está doente, outra é você ter que faltar 4. Putz, se já é chato ligar quando a gente tá doente ( eu pelo menos detesto ), imagine ficar ligando toda vez que o filho fica doente adicionado às nossas próprias doenças.
Uma outra saída para quem não quer dar explicação é tirar uns dias de férias. Alegar um imprevisto pode ajudar quem não quer ser visto como "aquela que a qualquer espirro do filho tira o dia pra cuidar dele". Eu sei que a pessoa não devia ter que usar suas férias pra isso, e que se existe lei que garanta esses dias pagos pela empresa que não deveria haver discussão / cara feia, mas se formos honestos é o que acaba acontecendo, o chefe pensa isso, os colegas pensam isso...
Mas o que devia existir mesmo é um serviço na creche de babá-doença. Podem até cobrar mais, e por hora, mas deveria haver um serviço de um profissional que vá à sua casa ficar com seu filho doente caso você não tenha com quem deixar. Taí, vou começar um negócio novo e ficar rica.
Que dificuldade é tudo isso viu. Fico furiosa da vida com essa ausência de mulheres no processo seletivo, mas cada um convida pra entrevista e aprova os candidatos que quiser. E não culpo os diretores que estão escolhendo os candidatos, só no meu grupo temos 3 vagas de 12 abertas, e agora temos um colega ( homem ) doente. Tá todo mundo com trabalho até as orelhas. Uma pena que em épocas brabas dessas vagas boas sejam reservadas só a homens.
Postado por Adriana às 6:02 PM 6 comentários
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Será?
Sobre o caso da estudante da Uniban, a do vestido curto que foi quase linchada, saiu da universidade escoltada, e por fim foi expulsa. Aliás, estão dizendo que o reitor revogou a expulsão, mas eu não tive ainda tempo de pesquisar o assunto.
Mas minha pergunta é: será que morar aqui no exterior nos "liberta" de alguns falsos moralismos? Porque o que notei é que os expatriados todos ficaram boquiabertos com o episódio, especialmente a expulsão da garota. Já quando converso com brasileiros lá no Brasil, a visão deles é bem diferente, muitos atribuem culpa à garota. Vejam alguns comentários:
Um primo meu, estudante da tal faculdade, injuriado com o caso: "a gente não tava gritando por causa do vestido curto, a gente tava gritando porque além do vestido curto, a menina tava sem calciiiiinha! ( pra mim, acho que foi história inventada na hora e que "pegou" ). Se fosse só o vestido curto, não ía gerar tanta confusão. Agora diga aí, a menina precisa ir pra faculdade naqueles trajes?".
Um fornecedor brasileiros: olha, foi um absurdo mesmo a reação do povo todo, mas a menina também "forçou" indo pra faculdade vestida daquele jeito.
Senhora da minha família: a menina era gorda pra usar aquela roupa, se fosse uma magrinha seria menos "escandaloso".
Um amigo via "Skype": vocês vão aí pro exterior e ficam todos "pra frentex" e se aí é comum cada um sair com a roupa que quer, aqui o povo ainda tem padrões mais familiares( !!! ). Tudo bem que o negócio degringolou, mas pelo menos uma advertência ou suspensão ela merecia.
O que eu acho um absurdo é na terra da Mulher Melancia e do Mc Créu o povo ter uma reação dessas! Essas mulheres frutas são beeeem cheínhas, tem umas coxas imensas, não tem rostos lá muito atraentes, eu achei que finalmente o Brasil tava mudando, que estava sendo mais democrático com o padrão de magreza, que o padrão Globeleza tinha caído em desuso, mas pelo jeito me enganei. Pelo jeito a classe mais humilde gosta das frutas coxudas do Mc Créu, mas a classe média e alta, que tem acesso à faculdade, gosta é mesmo de aspirantes à modelo da Ford Models.
Ou tô errada?
Postado por Adriana às 5:01 PM 10 comentários
Sábado, Novembro 07, 2009
Que vergonha!
Gente, tô besta...
A aluna do vestido curto foi expulsa da faculdade!
Como diz um comentário deixado na matéria do Estadão: é Uniban ou Unitaliban?
Postado por Adriana às 10:08 PM 4 comentários
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Uia!
Hoje fui gentilmente informada pela amiga Holandesa que o Zaire não existe desde 1997! Uia!
Pior é que a frase "aqui no interior do Zaire", de autoria da Pacamanca e que eu adoro usar, não fica tão sonora e agradável quanto "aqui no interior do Congo".
Ah, não disse né, o Zaire virou Congo.
Putz, pior é que todos os indícios dessa importante mudança estavam na minha cara, no novo jogo da Carmen Sandiego você não encontra mais uma máscara antiga do Zaire, é máscara antiga do Congo! E até Hollywood soube antes de mim, o George of the Jungle tá no Congo, não no Zaire!
Pô povo, 400 visitas por dia, eu falando Zaire há anos, e ninguém aqui pra me puxar a orelha?
Quem é que já sabia ( bota o dedo aqui )?
Postado por Adriana às 2:33 PM 8 comentários
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Comprei meu tchutchuco
Esqueci de contar, mas na sexta passada comprei meu ereader da Sony.
Estou amando, meus arquivos "generosamente doados por internautas mais financeiramente afortunados" estão funcionando fantásticamente. Tenho nesse momento mais de 50 e-books esperando para serem lidos. Achei séries inteiras que eu queria ler ou que já li e quero reler. Achei a Outlander inteira, o Brotherhood of the Black Dagger, o Sookie Stackhouse ( já li, mas quero reler ), o Vampire Diaries, outros mais pop como o Time traveller's wife, o Lost Symbol ( que eu empaquei na metade ) e alguns outros de Saramago, como o Blindness.
Estou agora baixando os clássicos em inglês e domínio público em português. Como ainda tá tudo muito no começo, achar os livros "free" ( se é que vocês me entendem ) ainda requer um pouco de fuçação internética, mas a gente acaba achando. Dentro em pouco tenho certeza que vai ser que nem MP3.
Vou acabar comprando alguns títulos que quero mas não acho "doado", como é o caso do Brave New World. Mas tenho tanto livro bom esperando pra ler que dá um pouco daquele pânico da televisãozinha do avião, sabe quando você vê vários filmes legais no cardápio mas só tem 9 horas pra assistir? Então, começo um livro, fico ansiosa, pulo pro outro... Agora aquietei o faixo e estou lendo um só bonitinha, mas nas férias meu tchutchuco vai ferver.
Ele é super "readable", a tela parece uma folha de papel reciclado, é leve, vira a página fácil, dá pra tomar notas, pra marcar partes do texto, e tem um dicionário embutido que é só você dar um tapinha na palavra e ele já mostra a definição. No dia que inventarem o dicionário em holandês minha leitura em holandês vai ficar mais fácil.
Mas então, ultra recomendado, principalmente pra quem gosta de ler bastante. Tem os que irão dizer que curtem mais papel ( tem gente que nunca pegou um e-book na mão e diz que prefere o livro ), os que gostam de olhar pro livro na prateleira, os que gostam de emprestar o livro ( é só mandar o arquivo pro amigo via e-mail ), mas poder levar 50 ou 350 livros com você nas suas férias, é fantástico.
Postado por Adriana às 10:17 PM 1 comentários
