terça-feira, agosto 17

Procura-se pais como antigamente


Voltando ao post da criança voando em primeira classe. Eu não sei bem se eu entendi a analogia da Eliecy, mas se eu compreendi bem e ela comparou a intolerância nazista à intolerância com crianças mal-educadas, eu me senti bem incomodada.

Lendo nas entrelinhas da reportagem linkada no post, e lendo os comentários dos leitores, entende-se logo que nós, que ( ainda ) não temos filhos, não estamos de saco cheio das crianças em si, porque não somos loucos ou idiotas, e sabemos que crianças são crianças, nós estamos é com os pacovás na lua desses pais que não são pais! O que mais tem hoje em dia são casais que tem filhos mas não são pais.

Alguém aqui, leitores ou blogueira, reclamou daquela criança que cai e chora? Ou daquela que dá aqueles pontapézinhos na sua poltrona no avião e só para quando o pai lhe chama a atenção? Ou daquele bebê que por qualquer motivo dá aquela chorada e tem que ser consolado? Não, ninguém reclama dessas coisas corriquerias da vida, porque sabemos sim que crianças serão crianças, e principalmente quando vamos ficar confinados num avião por tantas horas, já saímos de casa preparados pra uma certa dose extra de "coisas de criança".

O que não estamos preparados é pra esses pais que cada vez menos querem educar seus filhos. Quando eu fazia peraltices, bastava um olhar do meu pai e eu virava estátua. Nessa última viagem ao Chipre, eu pedi pros pais darem um fone de ouvido ou pedir pra criança tirar o som do Nintendo que ela jogava atrás de mim e lá estava o olhar durão do meu pai, mas da criança pros pais! E os pais calaram, com medo da criança, se limitaram a, acuados, dizer: Anneke, rustig ( quieta, Aninha ). A comissária de bordo teve que intervir.

E os pais que permitem que os filhos "pilotem" os carrinhos do aeroporto? Haja canelas! E os pais que deixam as crianças correndo soltas pelo avião? Vimos um pequeno pegar um copo de vinho de outro passageiro, e quando o passageiro pegou o copo de volta, a criança abriu o berreiro, e pensam que os pais vieram acudir? Imagina, eles estavam saboreando o vinhozinho deles 10 fileiras à frente e falavam mole: volte aqui fulano, venha comer seu frango! Novamente, foi a comissária a pegar a criança e levar pros pais. Juro, se sou eu, deixo a criança mandar o vinho pra goela, o filho não é meu! E o bebê chora sem os pais acudirem, e a menina fala alto sem os pais chamarem a atenção, e o garoto escuta música altíssima no Ipod sem os pais falarem para ele abaixar o volume…

Ninguém aqui tá reclamando dos 12 minutos que o bebê chora porque tá com cólica, e aquele coitado daquele pai bota de barriguinha pra baixo, faz massagem, e nada parece aliviar a agonia do filho. A gente reclama dos infelizes que deixam a criança chorar no bercinho negligenciado 12 horas seguidas.

Então a mensagem é essa, criança serão crianças, mas a gente espera que os pais ainda sejam pais.

E quando surgem idéias extremas como confinar todas as crianças numa parte do avião, é porque o desrespeito desses pais também já está chegando ao extremo, então o equilibrio das coisas está todo equivocado.

Algumas companhias aéreas estão estudando, à exemplo dos hotéis "no kids", vôos para maiores de 16 anos apenas e eu acho que vai ter bastante procura por esses vôos, o Nirvana aéreo.

Agora me respondam, pedir que pais eduquem seus filhos, ensinem a se comportar em sociedade, é pedir demais?

13 comentários:

isabelafigueiro disse...

Me lembrei muito dos meus pais qdo vc disse que so o olhar do seu pai impunha respeito.Comigo foi igual.
Infelizmente acho que algumas pessoas nao tem vocacao para educar, ou talvez por ignorancia acham que dizer "nao" sera traumatico para seus filhos,uma pena isso, ja que a vida se encarregara de dizer VARIOS " naos" e qdo nao se esta acostumado a isso e muito ruim.
Tenho a experiencia de uma vizinha que recentemente se separou e cria o filho de tres anos sozinha. O menino e terrivel, bate com a acabeca e os pes na parede a noite e de manha cedo ( meu quarto de dormir e do lado do dele). No inicio ficava muito chateado com o proprio menino afinal quero dormir tranquila, mas depois de muito conversar e pedir a ela que desencoste a cama do menino da parede, sem sucesso, fico chateado é com ela, afinal o menino e uma crianca e quer brincar, nao tem nocao de quanto desagradavel esta sendo ser acordado pelos seua gritos e pancadas na parede....
Enfim pagamos muito dinheiro pela casa nova comprada na planta e achavamos que uma casa geminada com somente um vizinho nao seria problematico, mas infelizmente algumas pessoas sao sem nocao de respeito ao proximo e essas pessoas sem educacao , criam seus filhos sem educacao tambem.
Enfim as criancas sao somente fruto do meio. beijos Dri teu blog e muito legal.

Fernanda disse...

Eu concordo.
Rafaela toma váriassss broncas dentro do avião quando estamos com ela. Mamãe, qd voa junto, fica apavorada pq eu sou rígida demais.
Mas cara, NÃO é engraçado ter um bebê/criança atrás de vc puxando seu cabelo, ou uma criança chutando o assento sem ninguém falar nada! Todo mundo tenta se sentir um pouco a vontade no vôo e um mínimo de educação de todas as partes é essencial.
Se um adulto está conversando aos berros todo mundo reclama, agora uma criança de 4 anos (igual a Rafa) pode ficar berrando??!! E não adianta vir com isso de que é “criança”, ela é criança e eu entendo que ela queira fazer uma ou outra coisa que sabe que não pode, mas se eu olhar feio ou falar que não pode, tem que me escutar! Em casa ela não fala berrando, pq é que vai poder fazer isso num avião?!!!
bjs

Andrea disse...

Fernanda, queria te dar uma medalha! É isso aí, parabens! :-)

Patrícia disse...

Nossa, palmas pra Fernanda. Acho que a criança é mal educada quando os pais são mal educados. Num voo do México para os EUA ano passado um menino cismou que podia correr pelo corredor do avião gritando. A mãe batia papo com a amiga como se nada estivesse acontecendo. Ele só parou de correr porque eu e meu marido acabamos com a festa dele.

Joaninha Bacana disse...

Sooooooo true!

Bruno disse...

Não sei se é pedir demais... mas o duro é conseguir, né?

Ma disse...

Ah, mas agora vc explicou, porque antes parecia intolerância nua e crua sim. Então se estiver consolando o bebê que chora as dez horas do vôo tudo bem? Ninguém vai reclamar? Concordo que hoje em dia o povo tem preguiça de educar, mas pra quem não tem filhos é realmente MUITO fácil falar.

Samantha disse...

Falou e disse Dri...
A Fernanda também...
Os pais hoje em dia estão muuuito displicentes, vi uma reportagem outro dia dizendo que a educação que os pais dão hoje aos filhos está refletindo no trabalho desses filhos que simplesmente não entendem noções de hierarquia, respeitar o espaço do outro, de deveres e obrigações... FALTA DE EDUCAÇÃO PURA!!!
Que sociedade podemos esperar no fUturo com adultos que podiam tudo quando eram crianças?
Quem ama seus filhos educa e não passa a mão na cabeça para tudo... Acho que educação é o melhor legado que pais podem deixar a seus filhos...
Bjo

myiska disse...

concordo em tudo c Fernanda, Dri e outras. crianças e depois adultos mal educados são frutos de pais tb sem educação e egoistas. educar dá trabalho e a maioria atualmente não quer ter trabalho. mas os outros não são obrigados a aguentar!

Sandra disse...

Oi Adriana,

Tive uma experiencia horrível quando minha filha tinha 3 meses, durante um voo Lisboa/SP. Ela chorou praticamente as 10 horas, fiz de tudo para acalma-la, mas nada resultava. Uma senhora que estava sentada no fundo da aeronave, se disponibilizou para segura-la enquanto eu ia ao banheiro etc. Quando cheguei em SP estava acabada, e com receio de uma nova viagem longa, mas isto nunca mais se repetiu ate hoje (ela tem 7 anos). Ela fica super tranquila.

Bjs

Bia Py disse...

Tenho 4 filhos, e concordo plenamente com voce.

Manu Maia disse...

Oi Dri, faz um tempo q acompanho seu Blog, agora resolvi interagir. ;P

Então, me lembrei do meu voo de volta Amsterdam-São Paulo em julho, nossa... um pimpolho ficou chutando a minha poltrona por 5 HORAS!! E mesmo com os pais dizendo pra ele "calma filhinho". Sem nenhuma autoridade, como se estivessem pedindo um favor pro menino, que aparentava ter uns 5 anos.
Os pais de hoje aparemtam ter medo de repreender os filhos, e eu acredito que isso é uma das causas pra existirem tantos casos de adolescentes agredindo outros por nada, sem nenhuma intervenção paterna/materna.

Na minha época, e nem sou tão vela, a mamãe só precisaria dizer "Manueeeelle" e pronto, eu já sabia que o negócio tava preto pro meu lado. Ela não precisava me bater pra ter autoridade, mas precisava da autoridade pra que eu a respeitasse e respeitasse os outros a minha volta.
E é isso que eu não vejo nas relações "pais e filhos" de hoje. Peço a Deus que eu consiga passar pro meu filho [quando eu o tiver]a educação necessária pra poder se portar em ambientes sociais sem parecer um monstrinho enlouquecido.

Yeu blog é ótimo!
Beijo.

http://perfeito-imperfeito.blogspot.com/

Viajante disse...

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